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6 de agosto de 2014

PMDB carioca alia ao Aécio na CPI da Petrobras

Foto: O Globo

Candidato tucano comemora mais adesões no PMDB do Rio

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, desistiu de se licenciar do mandato por causa de seus compromissos com a campanha. Além de já ter enviado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um ofício abrindo mão dos vencimentos desde o dia 5 de julho, ele se baseia em um artigo do regimento do Senado que permite aos candidatos a presidente e vice se afastar dos trabalhos sem se licenciar do mandato.

Sobre a decisão de não se licenciar do mandato, Aécio lembrou que a oposição tem uma bancada pequena no Senado, e é importante que ele, e os líderes Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e José Agripino Maia (DEM-RN) continuem contando com a tribuna do Senado em caso de necessidade, como agora, no escândalo da combinação das perguntas com diretores investigados na CPI da Petrobras do Senado.

- O Regimento permite que eu me afaste sem a necessidade de me licenciar. Mas posso ser questionado. Então eu fico com o meu mandato mas sem receber os subsídios, para não ser questionado. Quando achar necessário, eu volto – disse Aécio.

Nesta terça-feira, o tucano comemorou a ampliação da aliança com o PMDB do Rio de Janeiro, agora com a adesão do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo, e do secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura do Rio, Pedro Paulo Teixeira. Os dois são ligados ao prefeito Eduardo Paes, que agora, segundo ele, também tem um pé na campanha de Aécio, apesar de ter chamado o movimento “Aezão” de “bacanal” eleitoral. Pedro Paulo é o candidato de Paes a sua sucessão na prefeitura do Rio.

O deputado Pedro Paulo afirmou que há dificuldade de fazer campanha para a presidente, mas garantiu que se mantém fiel a Dilma.

— Não existe adesão (ao Aécio). Minha posição é clara de apoio à presidente Dilma. Ainda que eu reconheça a forte tendência dos meus parceiros a não ter candidato a presidente ou a apoiar o Aécio e a dificuldade que está para fazer campanha para a Dilma na cidade — afirmou, reinteirando em seguida: — Respeito o senador Aécio Neves, mas me mantenho firme no apoio à candidatura da presidente Dilma.

O candidato tucano já está com sua agenda de campanha dos próximos 15 dias fechada. No sábado ele faz campanha em Manaus junto com o prefeito Arthur Virgílio (PSDB). No mesmo dia vai ao Acre. Retorna para o Rio no domingo, onde passa o dia dos pais com a mulher e filhos, e depois participa de uma comemoração com idosos em um asilo na periferia do Rio.

Na segunda-feira, Aécio começa o que chama de “imersão” no Nordeste. Ele passará três dias visitando cidades do interior de vários estados, como Itabuna (BA), Arapiraca (AL), Petrolina (PE), Itabaiana (SE) e outras. Sobre o Plano de Desenvolvimento para a região que será anunciado, Aécio adianta a pretensão de um projeto ambicioso: a construção de um polo de saúde de altíssima tecnologia como o Sírio Libanês ou Hospital das Clínicas de São Paulo em alguma cidade da parte mais carente do Nordeste.

- Vou lutar para executar um sonho: a construção de um centro de excelência no Nordeste para não deixar nada a dever a um Sírio Libanês, um centro de altíssimo nível que só vão reconhecer a importância daqui a 15 ou 20 anos – disse Aécio.


5 de agosto de 2014

Para Aécio, CPI da Petrobras é extremamente grave

Fonte: Jogo do Poder


Aécio Neves diz que denúncia de farsa na CPI da Petrobras é “extremamente grave”

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, classificou a denúncia de farsa na CPI da Petrobras relatada pela revista Veja como “extremamente grave” em razão de envolver senadores e servidores do Congresso Nacional e funcionários do Palácio do Planalto.

Aécio defendeu investigação “a fundo” e antecipou que o PSDB anunciou na tarde dessa segunda-feira (04/08) que medidas judiciais irá tomar.

“Nós queremos saber até onde isso foi. A indicação na matéria, que precisa ser comprovada, obviamente, é a participação não apenas de senadores, não apenas de funcionários do Congresso, o que é extremamente grave, mas funcionários da Presidência da República. Nós temos que investigar isso a fundo.”

A afirmação foi feita em São Paulo, pela  manhã, após participar da abertura do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, que é vice em sua chapa e estava presente no mesmo evento, coordenará as discussões com líderes de outros partidos e advogados do PSDB para anunciar as providências a serem tomadas.

De acordo com reportagem da revista Veja, o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da área internacional da empresa Nestor Cerveró tiveram acesso prévio a perguntas que seriam feitas em sessão da CPI da Petrobras, em maio último. Conforme a revista, a farsa teve a participação de servidores ligados à Secretaria de Relações Institucionais, da Presidência da República.
“O senador Aloysio está indo agora para Brasília para nos representar nas discussões, inclusive  com os advogados do partido”, afirmou Aécio Neves.

Neste domingo (3), Aloysio Nunes Ferreira antecipou que está em estudo o encaminhamento de representações ao Ministério Público e ao próprio Senado solicitando a apuração dos fatos, uma vez que funcionários da Casa participaram da fraude. O PSDB também quer saber se a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha conhecimento do esquema.

4 de agosto de 2014

Governo petista fracassa na economia

Fonte: O Globo


Aécio Neves diz que governo petista fracassou na condução da economia

Para o candidato do PSDB à presidência, país vive clima de insegurança e desânimo

Com a alta cúpula do PSDB paulista, incluindo o candidato ao Senado José Serra, o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, se encontrou neste domingo com dirigentes do partido no Vale do Paraíba, região tecnológica do estado e prometeu investimentos em inovação, caso seja eleito.

Em discurso, Aécio disse que o governo petista “fracassou na condução da economia” e legou ao país “um clima de insegurança e desânimo”. O tucano tem usado a palavra “desânimo” para se contrapor às declarações da presidente Dilma Rousseff de que a oposição tem criado um clima de “pessimismo” em relação à economia.

- Não é um pessimismo em relação ao Brasil, mas, sim, em relação a esse governo, que não tem mais capacidade de ousar, de sinalizar para algo construtivo em relação ao futuro. Não fracassaram só na economia, mas também na gestão do Estado. O Brasil se transformou em um grande cemitério de obras inacabadas, com sobrepreço, espalhadas por todo o Brasil – disse Aécio.

O tom de forte crítica ao governo petista foi adotado também pelo senador Aloysio Nunes, que chegou a dizer que a “caminhada” do desenvolvimento foi “interrompida por uma presidente inepta, que precisa voltar para casa”.

Momentos antes, durante caminhada dos tucanos pelo mercado municipal de São José dos Campos, uma assessora chegou a repreender um animador de campanha, que, ao microfone, chamara Dilma de “aquela senhora chata”.

José Serra, que chegou atrasado à visita ao mercado, foi aguardado por Aécio, Aloysio e o governador Geraldo Alckmin em um quiosque para que tomassem café juntos. Mineiro, Aécio comeu pastel, mas não dispensou o pão de queijo. Mostrou conhecer o gosto de Alckmin ao pedir ao atendente que servisse Coca Zero ao governador.

No palanque, o candidato do PSDB à Presidência não poupou elogios aos líderes tucanos paulistas, dizendo que a presença de Serra na campanha tem, para ele, “impacto muito grande e positivo”.
Tanto Aécio como Aloysio aproveitaram seus discursos para “vacinar” os tucanos contra denúncias que possam surgir por parte dos petistas.

- A arma dos nossos adversários é a calúnia, a desconstrução. A cada mentira que eles lançarem sobre nós, vamos falar dez verdades sobre eles – disse Aécio.

Aloysio disse que seus adversários constituem “dossiês fajutos” e pediu que os militantes usem as redes sociais na campanha:
- Respondam às mentiras que falam contra nós.

Dezenas de dirigentes partidários, acompanhados de deputados e candidatos regionais, assistiram aos discursos feitos em um palanque improvisado nos fundos do diretório tucano. Aloysio disse que a campanha do PSDB é uma “campanha de voluntários”.

No entanto, entre os participantes que aguardavam animadamente a chegada do comboio de Aécio no mercado municipal, o GLOBO conversou com algumas mulheres que contaram ter recebido R$ 50 para portar bandeiras de campanha. Havia também dezenas de militantes, moradores da região, que aguardavam os candidatos para cumprimentá-los e fazer a bateria de “selfies” que tem marcado as campanhas eleitorais.

Aécio é otimista em resgastar a economia nacional

Fonte: Estado de Minas


País poderá retomar crescimento sustentável, diz Aécio

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu neste domingo, 3, a estratégia que vem sendo utilizada pela presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), sua adversária nesta corrida presidencial, de taxar a oposição de pessimista.

Após caminhada no centro de São José dos Campos, Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do País e em resgatar a capacidade de crescimento da economia e do desenvolvimento da sociedade brasileira. “Contudo, a incapacidade do atual governo para sinalizar um cenário melhor para o futuro é a razão do pessimismo não apenas da oposição, mas dos empresários e de vários setores da economia, basta olhar os índices da FGV.”

Segundo o tucano, o discurso da oposição não pode ser classificado de pessimista, simplesmente porque reflete, no seu entender, a realidade que o País vive atualmente. “O governo petista fracassou na gestão do Estado, o Brasil é hoje um cemitério de obras paradas e eles (PT) fracassaram não apenas na economia, mas na educação, saúde e outras áreas essenciais. Vivemos um quadro de estagflação e crescimento econômico pífio. Além disso, falta decência, eficiência e ousadia aos inquilinos que estão hoje no poder (governo petista)”, argumentou.

Para o candidato do PSDB, “o atual governo, pela incapacidade gerencial, pela incompreensão da verdade do mundo, pelo aparelhamento absurdo da máquina pública, permitiu que o Brasil viva hoje um cenário preocupante, que se reflete nos investimentos“.

E destacou que todos aguardam o que vai acontecer nas eleições para saber o que irão fazer. E previu que sua eventual vitória nas urnas vai criar um ambiente adequado, com regras claras, marcos regulatórios compreensíveis e simplificação do sistema tributário para que o País possa, a partir de 2015, retomar um ciclo de crescimento sustentável por um longo período. “Cada vez mais eu me convenço de que isso é possível”, frisou.

Aécio visitou neste domingo o Mercado Municipal da cidade, situada no Vale do Paraíba, ao lado de correligionários tucanos, como o governador do Estado e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, o candidato ao Senado José Serra e o suplente José Aníbal, o vice em sua chapa, senador Aloysio Nunes Ferreira, o ex-governador Alberto Goldman, e líderes locais, como o ex-prefeito e deputado federal Emanuel Ferreira.

No mercadão, o presidenciável tucano comeu pastel e um pão de queijo. Indagado sobre a qualidade da iguaria mineira, disse que estava muito bom, “no padrão mineiro.” Cerca de 100 pessoas participaram da visita, que durou cerca de meia hora. Após essa agenda, as lideranças tucanas foram para o diretório da sigla na cidade, onde concederam entrevistas e fizeram breves discursos aos militantes.

Aécio: Brasil é um cemitério de obras

Fonte: Folha de S. Paulo


Brasil é ‘cemitério de obras com sobrepreço’, diz Aécio sobre PAC

O senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB à Presidência da República, afirmou neste domingo (3) que “o Brasil se transformou em um gigantesco cemitério de obras inacabadas e com sobrepreço”. A crítica do tucano foi dirigida ao atraso em projetos do governo federal.

Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução da primeira versão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançada em 2007, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e quatro foram abandonados.

Os projetos mais relevantes do PAC 1 custariam aos cofres públicos R$ 156 bilhões, de acordo com as estimativas iniciais. Atualmente, esse valor já está em R$ 272 bilhões. Apesar disso, o governo já prepara uma terceira versão do PAC, embora não haja ainda anúncio oficial sobre o formato do programa.

Em discurso para aliados em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo), Aécio fez ataques à política econômica do governo, disse que o Brasil vive clima de “insegurança” e que o PTfracassou na gestão do Estado“.

“Fracassaram também na melhoria dos nossos indicadores sociais”, disse, criticando a posição do país em rankings internacionais de saúde e educação.

O mineiro estava acompanhado de representantes tucanos no Estado, entre eles o senador e candidato a vice Aloysio Nunes, o ex-governador de São Paulo e candidato ao Senado José Serra e o governador Geraldo Alckmin.

Em compromisso de campanha, eles fizeram passeata pelo mercado municipal da cidade. Comeram pastel na barraca de um dos comerciantes, conversaram com vendedores e se dirigiram para o diretório municipal do partido, onde foi montado palanque para convidados.

29 de julho de 2014

Reunião de campanha em SP

Fonte: Jogo do Poder


Aécio e Aloysio reúnem coordenadores estaduais de campanha em São Paulo

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, e seu vice, Aloysio Nunes, reuniram seus coordenadores estaduais, nesta segunda-feira (28) em São Paulo, para criar um canal direto de comunicação entre estados e a coordenação geral da campanha, dentro da estratégia de unificação da campanha.

“Fizemos uma grande reunião mostrando o vigor das nossas alianças estaduais. Acredito que, mesmo no Nordeste, avançamos para melhorar muito o nosso desempenho. Estou muito feliz e estimulado com as adesões espontâneas que a nossa campanha vem recebendo”, disse Aécio.

Durante o encontro, foi distribuída uma cartilha com diretrizes para a campanha em todo o país. Também foi aberto um espaço para sugestões de representantes dos estados, o que foi definido pelo coordenador-geral da campanha, senador Agripino Maia (DEM-RN), como um “processo de aperfeiçoamento permanente”.
 
“Existe a intenção de criarmos uma campanha que tem adeptos voluntários, que começa sobre o signo da unidade, que tem uma chapa da melhor qualidade, com dois senadores absolutamente íntegros. Cabe a nós sustentá-la nos estados, para ganharmos a eleição e mudarmos o Brasil”, afirmou Agripino.

Agentes da Mudança
 
O coordenador do programa de governo da Coligação Muda Brasil na área de Tecnologia e Inclusão Digital, Rodrigo Baggio, apresentou ainda uma iniciativa que deverá ser replicada em todo o país: a criação de uma rede de voluntariado e mobilização nos estados, que será chamada de Agentes da Mudança.

“Nosso desafio é mobilizar. Queremos criar um exército de agentes de mudança, descentralizados, trabalhando de forma orgânica e utilizando as mídias sociais como uma ferramenta de inclusão e transformação”, destacou Baggio.
 

11 de julho de 2014

Aécio une forças em SP e Nordeste

Fonte: El País


Aécio Neves apostará nas urnas de São Paulo e do Nordeste para derrotar Dilma

A derrota retumbante do Brasil frente a Alemanha fez a nação fitar outro espetáculo agendado para este ano: a eleição presidencial. Com os sonhos do hexa ainda vivos, os presidenciáveis não tinham outra alternativa a não ser permanecer em seus bancos de reserva em frente aos televisores. Mas o impensável 7 a 1 mudou tudo. A batalha do Planalto, também realizada a cada quatro anos, voltou à baila. E a campanha começou oficialmente, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta semana. 

Os oposicionistas enfrentarão então uma disputa de tiro curto para impedir a reeleição da favorita Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Terão 12 semanas para conquistar votos suficientes para que haja um segundo turno no qual provavelmente apenas um deles enfrentará a petista.PT
Em tempo: futebol não entra nessa conta, acredita Marcus Pestana, presidente do diretório mineiro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Para o aliado de primeira hora do candidato Aécio Neves, “não há correlação entre resultado de Copa e eleição. 

“Se assim fosse, o PSDB estaria melhor que o PT”, brinca. Isso porque o Brasil ganhou o último Mundial em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso tentou eleger seu sucessor, José Serra, sem sucesso. Nesta quinta-feira, Aécio fustigou: “estive lá, como torcedor, no Mineirão, atônito com aquele resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa do Mundo, como disse a presidente, uma ‘belezura’ para influenciar nas eleições, vão se frustrar.”

Segundo colocado nas tabelas eleitorais, o senador Aécio Neves já elaborou a sua estratégia. Centrará forças nas urnas de São Paulo e do Nordeste. Espera também capitalizar votos com o desejo de mudança de rumo do país. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em junho, 74% dos brasileiros desejam que as ações do próximo presidente sejam, de preferência, diferentes da atual gestão. “Como as manifestações de junho mostraram, há uma insatisfação popular com as políticas públicas atuais e a inabilidade administrativa da presidenta Dilma. Existe uma lacuna no eleitorado a ser preenchida aí”, analisa Pestana.

Para se credenciar a obter estes votos, hoje em sua maioria com a petista, a campanha tucana aposta em desconstruir a imagem de gerentona que elegeu Dilma em 2010. Para isto, ilustrarão a sua “falta de gestão” com obras atrasadas, contratos superfaturados e gargalos em serviços públicos. E, paralelamente, propagandearão “o choque de gestão de Aécio Neves” no comando do Estado de Minas Gerais entre 2003 e 2010, quando gastos públicos foram reduzidos e investimentos ampliados por meio de parcerias público-privadas. Não será só pelo PIB fraco durante o governo de Rousseff, dizem partidários de Neves, que ele vencerá Dilma. Os tucanos reconhecem que não haverá um tsunami econômico no país este ano.

Para eles, a alta da inflação, a redução no ritmo do emprego e o fraco crescimento já impactam parte dos brasileiros. Devem, sim, ter resultado nas urnas, mas não o de criar por si só uma reviravolta eleitoral. A piora da economia, consideram, está sendo represada pelo Governo Federal para o ano que vem em nome da reeleição.

A campanha tucana também restringirá as críticas à gestão de Dilma Rousseff e não aos doze anos de PT no poder. Tenta-se, assim, evitar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne protagonista do pleito. Mas, sabendo que a recíproca não será verdadeira, já escalaram o senador Aloysio Nunes e outras lideranças da legenda para rebater Lula e defender o legado de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Não querem repetir os erros das últimas eleições, quando FHC foi escondido pelo partido durante a campanha dos candidatos José Serra e Geraldo Alckmin.

Para os tucanos, a eleição só começará para o grande público com o horário eleitoral em rádio e televisão no dia 19 de agosto. É por meio dele que a maior parte da população escolhe em quem irá votar. Mas, acreditam, que com o início oficial da corrida ao Planalto, no último domingo, eles já terão mais condições de avançar sobre os votos da petista. Isto porque Rousseff não pode mais, por lei, inaugurar obras, convocar pronunciamento em cadeia nacional ou se beneficiar da farta exposição natural do cargo nos telejornais. As propagandas públicas também estão suspensas. “Antes os instrumentos estavam na mão dela, mas agora vão todos estar em igualdade. Tinha comercial de estatal que só faltava pedir voto”, diz Pestana.

Neves priorizará eventos e aparições em São Paulo e no Nordeste, localidades consideradas chaves para o tucano chegar ao segundo turno e derrotar Dilma Rousseff, enquanto não começa a propaganda eleitoral. Nele, o tucano terá quatro minutos e meio em cada um dos dois blocos diários em rádio e tevê para expor seus projetos. “É menos do que o de Dilma, mas o suficiente para fazer um programa com começo, meio e fim”, acredita Pestana. “Não são dois minutos que é muito para um nanico e pouco para se tornar conhecido do eleitorado”, diz, referindo-se ao espaço obtido pelo terceiro colocado nas pesquisas Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro.

Governado desde 1995 pelo PSDB, o Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 31,9 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 22,4% do total de eleitores brasileiros. Para manter viva as suas pretensões de derrotar a atual mandatária, não basta para o senador tucano vencê-la nas urnas paulistas, como já fizeram os seus correligionários nas últimas eleições. Tem de ganhar com uma ampla diferença de votos para contrapor as derrotas esperadas em redutos petistas.

Crescer nas urnas de São Paulo foi um dos motivos que levou Aécio a conceder ao senador Aloysio Nunes, do PSDB paulista, a vaga de vice em sua chapa. Assim, pelo menos temporariamente, apaziguou as disputas internas do partido, que atormentaram as campanhas da legenda desde que a sigla deixou o Palácio do Planalto em 2002. Os últimos postulantes tucanos à presidência – todos paulistas – reclamaram do pouco empenho dos correligionários de Minas Gerais. Portanto, a candidatura do mineiro Aécio Neves desenhava-se como a oportunidade perfeita para uma vingança.

Avançar sobre o Nordeste é outro dos objetivos de Aécio. No segundo turno da última eleição presidencial em 2010, Rousseff derrotou o tucano José Serra em todos os nove estados da região. E de maneira acachapante. Obteve 18,4 milhões de votos contra 7,67 da candidatura do PSDB, uma diferença de 10,7 milhões. Para se ter uma ideia, a petista venceu a corrida ao Palácio do Planalto por cerca de 12 milhões de votos.

Mas os tucanos creem que o PT perdeu parte de sua hegemonia na região nestes últimos quatro anos. Apontam, entre outros indicadores, as derrotas sofridas pelos partidários de Dilma nas capitais nordestinas na eleição de 2010. Os petistas deixaram o comando, por exemplo de Recife e Fortaleza. Já, em Salvador, ACM Neto, crítico ferrenho da legenda petista que chegou a dizer, em pleno Congresso Nacional, que daria uma surra em Lula, sagrou-se prefeito.

Nas contas tucanas, Eduardo Campos também deve afetar o desempenho petista no Nordeste. O socialista deixou, em abril, o comando do Governo de Pernambuco com forte avaliação positiva. Com um discurso marcado por críticas à gestão de Dilma Rousseff, ele é visto como um potencial cabo eleitoral dos tucanos na região caso não passe ao segundo turno.

A relação entre os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, no entanto, deve se desgastar até o final do primeiro turno. Caso haja um segundo turno, apenas um dos dois passará. A outra vaga ficaria com a presidenta num cenário mais provável. Não à toa, o candidato do PSB já começa a mudar de estilo em relação ao tucano. Se antes o tratava praticamente como um aliado, agora já dispara contra o candidato do PSDB.

8 de julho de 2014

Tucanos participam de encontro com evangélicos

Fonte:Jogo do Poder



Serra apresenta Aécio a grupo evangélico 

Tucanos participam de reunião com líderes da Assembleia de Deus fora da agenda oficial No segundo dia oficial da campanha presidencial, o ex-governador José Serra, candidato do PSDB ao Senado em São Paulo, apresentou o senador Aécio Neves, candidato da sigla ao Planalto, aos pastores da Assembleia de Deus no Estado. O encontro, que reuniu cerca de 2.000 pessoas em um templo na bairro do Belém, zona leste da capital, foi organizado por Serra e pelo senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa nacional tucana. A atividade durou cerca de meia hora e não constou da agenda oficial de Aécio.

Os tucanos foram recebidos pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Aliado de Serra na campanha presidencial de 2010, o religioso indicou sua filha, Marta Costa (PSD), como segunda suplente de Aloysio na disputa pelo Senado em 2010. Questionado sobre o motivo de não ter incluído o compromisso em sua agenda, o senador desconversou. “Tudo que faço é absolutamente público.”

Na semana passada, Aécio foi com a filha Gabriela ao Maracanã ver o jogo entre Alemanha e França também sem divulgação. Postou, horas depois, uma foto tirada dentro do estádio. A passagem de ontem de Aécio pela Assembleia de Deus foi revelada também só depois, quando o pastor Bezerra divulgou uma foto em rede social.

Quatro anos atrás, quando Serra disputou a Presidência contra Dilma Rousseff, a questão religiosa pautou boa parte da disputa no 2.º turno. Temas caros aos evangélicos, como o aborto, foram bastante explorados.

A dobradinha entre Serra e Aécio, que até pouco tempo eram rivais internos no PSDB, faz parte de uma estratégia traçada pelos coordenadores da campanha presidencial tucana. Segundo o ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio em São Paulo, a ideia é colar a agenda do senador mineiro nas de Serra e do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sempre que o Aécio tiver agenda no Estado.

No domingo passado, primeiro dia oficial de campanha, a iniciativa deu resultado e Alckmin, Serra e Aécio foram juntos a um evento da comunidade japonesa na capital paulista. A ideia era mostrar união no maior colégio eleitoral do País.

Durante o período de pré-campanha, Aécio aproximou-se de aliados de Serra e Alckmin para garantir o engajamento dos tucanos em sua campanha em São Paulo. Aliados históricos de Serra, Goldman e o vereador Andrea Matarazzo foram chamados para comandar a campanha no Estado e na capital, respectivamente. Apesar da aproximação, Aécio angariou apoios entre deputados estaduais, prefeitos e vereadores e costurou uma estrutura independente de Alckmin para fazer campanha no interior do Estado.

Tucanos unem forças para campanha presidencial

Fonte: PSDB


Aécio Neves e Aloysio Nunes se reúnem com coordenação da campanha, em São Paulo

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, e o candidato à vice-presidente, senador Aloysio Nunes, se reuniram nessa segunda-feira (7), em São Paulo, com a equipe de coordenação da campanha. Este foi o primeiro encontro realizado na sede do comitê, no bairro Jardim América, após o resgistro da candidatura da chapa de Aécio e Aloysio, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último sábado (5).

Entre os presentes, estavam o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), o vereador Andrea Matarazzo (PSDB-SP) e o presidente nacional do Democratas e coordenador da campanha, o senador Agripino Maia (RN), além de outras lideranças.

É uma primeira reunião de organização efetiva da campanha, definindo funções e coordenações. A campanha nacional funcionará aqui nessa casa, e funcionará aqui também a coordenação regional de São Paulo, para que haja também uma proximidade grande entre ambas as campanhas, para que elas possam caminhar juntas”, explicou Aécio, em entrevista coletiva à imprensa.

Conjunto de forças

O candidato à Presidência da República manifestou sua alegria em trabalhar com pessoas “experientes, qualificadas e honradas”, e destacou que esse primeiro encontro serviu para delinear ações futuras, agenda, coordenadorias setoriais e regionais, que seriam definidas com o coordenador-geral, Agripino Maia.

Em cada estado teremos um coordenador político, operacional da campanha. Não será do PSDB, será do conjunto da coligação. A presença do senador Agripino como coordenador-geral é na verdade uma sinalização de que nós, partidos aliados, a partir de agora somos um só conjunto de forças”, ressaltou.

Representantes

Segundo Aécio, cada partido membro da coligação Muda BrasilDEM, Solidariedade, PTC, PMN, PTdoB, PTB e PEN – terá um representante na coordenadoria-geral da campanha, como forma de aproximar o PSDB dos candidatos dessas legendas em cada estado brasileiro.

“A nossa largada é muito adequada, do ponto de vista estrutural, pelos palanques que estão sendo viabilizados em apoio à nossa candidatura, seja pela questão para mim mais relevante, que é a questão programática, do conteúdo, das propostas que estamos apresentando a partir das nossas diretrizes, e que serão detalhadas e discutidas com a sociedade ao longo da campanha”, afirmou.
O tucano completou dizendo que visa realizar uma campanha propositiva.

Nós vamos debater ideias, um novo modelo de gestão, uma nova visão de mundo, uma nova concepção em relação à questão econômica. Vamos construir uma agenda que permita ao Brasil voltar a crescer, controlada a inflação, resgatando a credibilidade para que os investimentos voltem a vir para o Brasil, e aumentando a qualidade dos nossos investimentos na área social. É um enorme desafio que temos pela frente, mas eu não poderia estar iniciando essa caminhada em melhor companhia”.

7 de julho de 2014

Aécio participa do 17 Festival do Japão em São Paulo

Agenda do candidato Aécio Neves

Aécio Neves visita o 17º Festival do Japão em São Paulo

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, cumpriu agenda, neste domingo (6/07), em São Paulo, onde visitou o 17º Festival do Japão, um dos maiores eventos de cultura japonesa do mundo. No primeiro compromisso da campanha eleitoral, Aécio estava acompanhado do candidato a vice-presidente da chapa, Aloysio Nunes, do governador do estado e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, e do candidato a senador por São Paulo José Serra.

3 de julho de 2014

Controle de gastos será uma das medidas de governo de Aécio

Fonte: O Globo


Aécio defende controle de gastos em seu programa de governo

Metas de Economia são divididas em 15 temas; arrecadação prevista é de até R$ 200 milhões

O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), se reúne nesta quinta-feira no Rio de Janeiro com sua equipe de marketing e de programa de governo para divulgar as diretrizes do programa que será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro da chapa. Junto com as diretrizes, será apresentado um teto de gastos de até R$ 200 milhões nos primeiro e (eventual) segundo turnos da campanha. É um valor ligeiramente superior aos R$ 180 milhões apresentados como meta pelo também tucano José Serra em sua campanha à Presidência quatro anos atrás.

Sistematizado pelo ex-governador mineiro Antônio Anastasia, o documento com as diretrizes do programa de governo de Aécio terá 50 páginas divididas em oito capítulos temáticos. O capítulo da Economia terá cerca de 15 temas com medidas mais específicas, lastreadas por uma diretriz central que é a retomada dos pilares macroeconômicos — meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário — e controle de gastos. Essas propostas foram elaboradas pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, junto com outros economistas.

Os oito capítulos temáticos se dividem entre economia, cultura, políticas sociais, segurança pública, políticas para juventude, educação, saúde, meio ambiente e sustentabilidade. Aécio disse que as diretrizes não apresentarão muitos detalhes dos programas que serão implementados. Mas já adiantou que pretende manter e aprimorar programas sociais bem sucedidos da gestão petista como o Bolsa Família, Pronatec e Prouni. Ele também vai abrir o portal do PSDB para receber propostas da sociedade.

REDISCUSSÃO DA MAIORIDADE PENAL
 
Aécio pretende enfrentar temas como corte de ministérios, enxugamento da máquina pública e até mesmo a rediscussão da maioridade penal. Com forte apelo popular diante da escalada da violência, mas com resistência principalmente no PT, Anastasia costura uma proposta intermediária sobre maioridade penal, que permite a um juiz, diante da gravidade do crime e em casos de reincidência, adotar penas mais rígidas aos menores de 18 anos. Embora a proposta atenda ao clamor da sociedade pelo fim da impunidade a crimes hediondos praticados por menores, não agrada parte do Congresso e especialistas.

O eixo do programa é a construção de um novo pacto federativo que sustente uma orientação firme de Aécio para as políticas sociais e de combate à pobreza. O programa dará grande relevância ao Bolsa Família, mas integrado com outros critérios de combate a pobreza envolvendo políticas de saúde, educação, segurança e habitação, seguindo diagnósticos e o mapa de carências e renda da Pnud. Aécio, se eleito, quer aproveitar o período de lua de mel com o Congresso para aprovar, já nos primeiros cinco meses, a reforma tributária para buscar um reequilíbrio de contas entre União, estados e municípios.
— Hoje há uma situação caótica. Os empresários estão insatisfeitos, os contribuintes estão insatisfeitos e os governos e até União também — diz.

2 de julho de 2014

Região Nordeste é palco do início de campanha de Aécio Neves

Fonte: O Globo


Aécio vai começar campanha com viagens pelo Nordeste

Candidato do PSDB à Presidência vai visitar até três estados por dia e levar um novo plano de desenvolvimento para a região

Fechadas as convenções, a chapa nacional e as coligações estaduais, o candidato do PSDB a presidência, senador Aécio Neves (MG), não quer perder tempo e já tem estruturados os primeiros passos da campanha de rua: vai começar simbolicamente pelo Nordeste. Ele vai liderar uma caravana pelas cidades polos, visitando até três estados por dia, para apresentar um plano de infraestrutura e, segundo a campanha, a retomada do desenvolvimento para a região. Na quinta-feira, Aécio fará a primeira reunião do comando da campanha para definir a parte de comunicação e diretrizes do programa, que deve ser entregue junto com o registro da chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até sábado.

A atenção especial ao Nordeste, onde Aécio é pouco conhecido, é um contraponto ao perfil paulista da chapa, que tem como vice o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). A proposta da campanha tucana é ter uma coordenação logística em cada estado, para levantar os gargalos da infraestrutura. No plano de governo do tucano consta o término de obras inacabadas, como a transposição do Rio São Francisco e da Ferrovia Transnordestina. O candidato pretende levar a experiência de irrigação de uma grande área do nordeste mineiro, o Projeto Jaíba, considerado de sucesso pela gestão tucana, para o Nordeste.

PROGRAMAS SOCIAIS SERÃO MANTIDOS
 
A chapa de Aécio Neves na região têm o intuito de diminuir o temor de que a possível eleição do tucano acabe com projetos sociais, como o Bolsa Família. Em reunião com aliados, realizada nesta terça-feira em Brasília, Aécio alinhou sua estratégia com colegas do partido:
— Vamos ter um capítulo muito claro para o Nordeste. A gente vai mostrar que dá para fazer, como começa e como termina uma obra para realmente atender a população. Se a gente ganhar, quando passarem dois anos, a população vai ver como esse governo é ruim, como é medíocre — disse o presidenciável.

Com a definição da candidatura do ex-ministro José Serra ao Senado, Aécio fechou a articulação política e já definiu o mote para a campanha paulista: “Aécio, Geraldo, Aloysio e Serra: para o bem de São Paulo e do Brasil”. Caso Serra seja eleito, a intenção é levá-lo para algum ministério e deixar o deputado José Aníbal, suplente no cargo, como senador. Ainda em São Paulo, a estratégia de campanha será demonstrar que o governo Alckmin, “ético, eficiente e de melhores indicadores sociais”, será fortalecido com a parceria do governo federal.

O comando tucano avalia que a disputa em São Paulo será polarizada com o PMDB de Paulo Skaf. — São Paulo merece uma campanha quase exclusiva, com uma estrutura de comunicação específica e coordenadores regionais integrando, por baixo, 400 prefeitos, inclusive do PMDB e outros partidos. Agora, o Geraldo (Alckmin) vai ter o que lhe faltou até agora. Quem vai ficar contra um casamento que reúne Aécio na presidência, Serra no Senado, Aloysio na vice-presidência e Geraldo no governo de São Paulo? — disse o presidenciável em conversa com integrantes do comando da campanha.

FOCO NOS ‘PROBLEMAS NA ECONOMIA’
 
Nas diretrizes programáticas que serão apresentadas, a situação econômica terá destaque. Os economistas que integram a equipe do programa de governo têm dito a Aécio que o quadro “vem se agravando muito nos últimos meses” e o comportamento de “leniência” do governo pode levar a um “quadro preocupante” para quem quer que ocupe o Planalto a partir de janeiro.

— A impressão que dá é que entregaram os pontos, não estão tomando as medidas que precisam ser tomadas, não se preocupam com as consequências para daqui a pouco. Se ficarem mais quatro anos, o que ainda não está em risco, pode vir a estar, risco democrático mesmo — avaliou Aécio. O candidato tucano informou que vai investir na comunicação, principalmente rebatendo ‘ataques’ pela área jurídica. Aécio afirma que, pessoalmente, não vai “guerrear” nas redes, mas se defender das “picaretagens”.

— O PT já me deu o tom da minha campanha. Eles vão ficar com as ameaças, a tática do medo e da mentira. Meu mote será a esperança, o futuro, propostas, vou falar para a frente. Não quero ganhar a presidência do Brasil para brigar e dividir — concluiu o candidato.

1 de julho de 2014

Aécio Neves escala Aloysio na ala paulista do PSDB

Fonte: Folha de S. Paulo


Aécio escolhe vice tucano para engajar ala paulista do PSDB

Senador Aloysio Nunes foi escolhido após fracassarem as tentativas de usar a vaga para atrair outra legenda Tucano teve seu nome citado pelo delator do cartel dos trens, mas Supremo o excluiu das investigações.

Sem muitas opções e visando engajar a ala paulista do PSDB em sua candidatura à Presidência, Aécio Neves confirmou nesta segunda-feira (30) o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como vice da sua chapa.

Ministro de duas pastas (Justiça e Secretaria-Geral da Presidência) na gestão Fernando Henrique Cardoso e secretário de José Serra na Prefeitura de São Paulo e no governo estadual, Aloysio, 69, foi escolhido depois que Aécio não conseguiu usar a vaga de vice para atrair mais um grande partido à sua aliança. Nas últimas cinco disputas presidenciais, o candidato do PSDB saiu da ala paulista, reflexo do poder do Estado na correlação de forças da sigla. Nem José Serra, nem o governador Geraldo Alckmin nem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estavam no evento do anúncio da chapa.

Aécio citou os três. “Serra hoje talvez seja um dos interlocutores mais próximos que eu tenha”, disse. O mineiro também afirmou que pesou na escolha a avaliação de que Aloysio é um homem qualificado “até para presidir o Brasil”. Em 2010, a chapa de Serra ao Planalto foi criticada após a escolha do jovem e até então desconhecido deputado Indio da Costa (DEM) como vice. O mineiro chegou a aventar para a vice o nome de uma mulher, a ex-ministra do STF Ellen Gracie, mas desistiu.

Ao discursar, Aloysio disse que será um vice discreto, focado em São Paulo. À Folha, o senador disse nunca ter sido “serrista”, apesar da proximidade com o ex-governador: “O próprio Serra nunca estimulou o serrismo. Sou admirador e amigo do Serra”. Integrante da luta armada contra a ditadura militar, o que o levou ao exílio na França, Aloysio teve recentemente seu nome citado pelo delator do caso que apura formação de cartel e corrupção no metrô de São Paulo como próximo a um dos suspeitos. O ministro do Supremo Marco Aurélio Mello excluiu o senador das investigações por entender que não há indícios suficientes contra ele. “Não tenho rigorosamente nada a ver com isso”, disse Aloysio.

Em maio, ele chegou a mandar à “puta que te pariu” um blogueiro filiado ao PT que o questionara sobre sua relação com o caso. Nesta segunda-feira, afirmou ter se arrependido da reação. Apesar de Aloysio ter sido eleito senador com mais de dez milhões de votos em 2010, seu apelo eleitoral não foi o ativo que mais pesou na escolha de Aécio para compor sua chapa: ele foi escolhido por sua estreita relação com prefeitos de todo o Estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Como chefe da Casa Civil de Serra (2007-2010), Aloysio era o principal interlocutor do Palácio dos Bandeirantes com os municípios. Além disso, Aloysio mostrou-se útil também ao aproximar Aécio dos aliados de Serra. Hoje o próprio ex-governador tem relação amistosa com Aécio. Com a definição de Aloysio, a campanha de Dilma Rousseff tentará colar o caso do cartel do metrô de São Paulo na candidatura tucana por meio da CPI da Alstom. Nesta segunda foi anunciado que o presidente do DEM, José Agripino Maia, será o coordenador-geral da campanha tucana.

Ética na vida pública e coerência partidária fizeram de Aloysio Nunes vice-presidente de Aécio

 Fonte: Jogo do Poder

Discursos do candidato à Presidência da República, Aécio Neves, e do vice na chapa Aloysio Nunes


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou, nessa segunda-feira (30/06), durante reunião em Brasília, a escolha de Aloysio Nunes como vice na chapa do partido que disputará as eleições deste ano.

A seguir, os principais trechos dos discursos.

AÉCIO NEVES

Estamos hoje reunidos, a Executiva nacional do PSDB, com o respaldo e o apoio de todos os outros sete partidos que nos acompanham nessa caminhada para cumprirmos uma importantíssima etapa na nossa trajetória, na nossa caminhada na busca do reencontro do Brasil consigo mesmo. Com desenvolvimento, com a respeitabilidade e, sobretudo, com avanços sociais.

Hoje tenho a alegria enorme de poder anunciar como meu companheiro de chapa o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do PSDB no Senado Federal. A indicação do senador Aloysio como meu companheiro de chapa é uma homenagem à coerência, matéria-prima essencial à vida pública e lamentavelmente hoje em falta no Brasil. A trajetória exemplar de Aloysio durante toda sua vida, sempre na defesa da democracia, da liberdade, da ética na vida pública, fazem com que a partir de agora nossa caminhada se fortaleça e se fortaleça enormemente.

As razões para a escolha de Aloysio em um momento em que tínhamos tantos outros nomes extremamente qualificados resumiria dizendo que não foram as conveniência da campanha, mas sim os interesses do Brasil que me levaram a essa decisão. Quando se olha uma chapa, é natural, até porque o histórico não muito remoto da vida pública brasileira certamente nos permite esse encontro com a história, sempre que se olha uma composição de chapa olha-se o vice-presidente da República, ou o candidato a vice, como alguém que eventualmente possa assumir a Presidência da República.

Aloysio Nunes não é apenas um homem para ser vice-presidente da República. É um nome que em qualquer eventualidade está absolutamente preparado para presidir o Brasil. A sua qualidade intelectual inegável, a sua postura política irretocável, respeitada inclusive por seus adversários, fizeram com que chegássemos aqui hoje a essa decisão que politicamente me parece acertada e, do ponto de vista pessoal, me alegra muito.

A verdade é que o nosso destino é o futuro. E o nosso desafio é fazermos uma bela travessia com coragem e com responsabilidade para chegarmos a esse futuro. Futuro que almejam todos os brasileiros.

Quero dizer a cada um e a cada um dos companheiros que nos ajudaram nessa caminhada até aqui que esse nosso destino hoje está mais próximo, com a chegada na campanha, agora como candidato à Vice-Presidência da República e homem público integrado, honrado, competente e que honra a boa política brasileira, Aloysio Nunes: bem-vindo a essa belíssima travessia que vamos fazer em busca de um Brasil que seja de todos. Não na propaganda, mas na vida cotidiana de cada brasileiro.

Estou absolutamente honrado, não apenas pela presença de Aloysio na chapa, mas pela forma como ela se dá com essa emoção, com essa determinação. Acho que isso que conseguimos construir entre nós, essa crença de que não é um projeto de um partido político, muito menos de uma coligação, que está em jogo, é um projeto de Brasil.

Cada vez mais estamos encarnando um sentimento amplo na sociedade brasileira que quer, em parte, sim, se reconciliar com a boa política. E a nossa responsabilidade e mostrar que isso é possível. O senador Aloysio soma, e muito, sob todos os aspectos, a essa caminhada, como o senador mais votado da história do Brasil, mas, sobretudo, pelo homem íntegro e honrado que é.

Estou extremamente feliz em termos podido chegar, não eu pessoalmente, o que seria muito fácil, mas o conjunto das forças que nos apoia, de forma unânime e convergente, ao seu nome. A partir de agora vamos caminhar de mãos dadas pelo Brasil pregando o novo, a ética, a responsabilidade e também a eficiência na vida pública.

O anúncio está feito e reitero que fiquei muito feliz de poder ter tido a aceitação também do senador José Agripino para coordenar a nossa campanha, mostrando que não será uma campanha de um partido, será uma campanha de um conjunto de forças políticas.

Desde ontem em São Paulo, com as últimas conversas que tive recebi, quando caminhávamos para essa decisão, dois apoios absolutamente entusiasmados a essa indicação, que se somam a um terceiro, entre tantos que eu já havia recebido há alguns dias. O primeiro deles foi o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que será sempre para nós uma referência não pelo que fez, mas pelo que ainda pode fazer pelo Brasil, e estará ao nosso lado também nessa caminhada para enorme orgulho de todos nós. Ele também achava que essa era a decisão mais adequada.

Recebi duas manifestações de apoio irrestrito à presença do senador Aloysio na chapa, representando o sentimento de todos os demais companheiros do partido. Do ex-governador José Serra, que terá também na nossa campanha um papel muito relevante, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Todos eles considerando que a presença do senador Aloysio fortalece a nossa chapa nacionalmente, e em especial no estado de São Paulo.

ALOYSIO  NUNES

Quero, em primeiro lugar, ainda bastante emocionado, mesmo depois que o Aécio ter, ontem à noite, depois de ter pedido autorização à minha mulher, Gisele, que aqui está, formalmente me dado a imensa honra deste convite, que eu de pronto aceitei, me preparava para este momento, mas continuo ainda bastante emocionado por este momento da minha vida política.

Me lembro de tantos anos atrás, quando comecei a minha militância política, eu, hoje um homem de 69 anos, olho para um jovem de 18 anos, olha para este jovem que começou a militar quando ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, e pergunto: será que sou eu mesmo? Acho que sou.
Claro que o tempo passou, as experiências se acumularam, alguns sonhos se desfizeram, a alma foi sendo limada pelo tempo, pelas asperezas da vida, mas basicamente, as minhas convicções são as mesmas. Convicção em torno da democracia, da liberdade, do pluralismo e a convicção da luta pela igualdade.
Lembrava agora há pouco ao Aécio que os nossos caminhos se cruzaram efetivamente quando ele foi candidato a líder do PSDB na Câmara dos Deputados. Faz muitos anos isso. E o Aécio me convidou para ser o seu primeiro vice-líder. A história está se repetindo. E fiquei muito feliz. Recebi do Aécio as lições de vida parlamentar que me inspiraram e me inspiram até hoje. Procurei cumprir com zelo e dedicação as determinações, as incumbências, as tarefas políticas da vice-liderança e ser um companheiro do Aécio.
Depois que o Aécio foi eleito presidente da Câmara, teve uma trajetória brilhante que todos nós conhecemos e que o credencia hoje a ser o nosso presidente da República, eu também segui o caminho do Executivo, com a experiência fantástica de ser, como Eduardo Jorge foi e outros companheiros foram, companheiros de Fernando Henrique na Presidência da República. Servi também a este extraordinário político e servidor público que é José Serra, na prefeitura de São Paulo e no governo, e, agora, estou no Senado.

Quero agradecer muito aos meus companheiros senadores a oportunidade que vocês me deram para exercer a liderança da nossa bancada. Agradecer imensamente porque tenho a convicção de que este posto, cuja porta me foi aberta por Álvaro Dias, seguramente me credencia a esta incumbência que recebo hoje das mãos da Executiva Nacional.

O Aécio fez, antes da chegada da imprensa, aqui entre nós, perante este grupo com o qual temos trabalhado, já há algum tempo, desde que o Aécio se tornou presidente do partido, que foi seu colaborador nesse trabalho de organização, de afirmação da unidade no nosso partido, de busca de parcerias, de contatos, de alianças, como nós nunca tivemos… O Aécio fez um resumo das nossas disputas eleitorais nos estados.

O Maquiavel tem uma reputação sulfurosa, mas dizia o seguinte: que o sucesso da política depende de dois fatores, a fortuna e a virtú.

A fortuna são as condições objetivas, condições que em grande medida não dependem de nós. E as condições objetivas que vivemos hoje apontam profundo desejo de mudança do povo brasileiro. Esta é a realidade política marcante. que foi, inclusive, fator de desagregação do bloco que governa o país há tanto tempo. O Brasil quer mudar, quer um governo diferente, quer um novo fôlego, um novo impulso, um novo curso para a nossa vida política. E o Aécio conseguiu encarnar esse desejo, conseguiu encarnar esse desejo.

E aí entra a virtude. A força de vontade, a lucidez, a capacidade, os atributos pessoais que garantiram, em primeiro lugar, uma aliança e o entusiasmo de todas as seções do PSDB, uma grande coligação com os nossos companheiros de outros partidos, o Democratas, o Solidariedade, o PTB, que agora recentemente veio a nos apoiar, o PTC, o PTN, o PMN e o PTdoB.

Fico muito feliz com a indicação desse extraordinário político do Rio Grande do Norte e do Brasil que é o nosso companheiro José Agripino.

Serei um vice muito dedicado, muito leal, muito correto, consciente da preeminência do nosso candidato à Presidência, orgulhoso e feliz por tem alguém do porte, da envergadura, da liderança, do carisma de Aécio Neves como nosso comandante.

Eu quero ser, na vice-Presidência, um representante de todos vocês, porque o que o Aécio conseguiu foi reunir um exército extraordinário de líderes e de militantes políticos. Eu serei um militante político, representando todos nós, participando da campanha nos estados, ajudando onde puder ajudar, tentando livrar o Aécio das canseiras que a candidatura à Presidência sempre acarreta.

Aécio: Discuso de ódio e medo fica aos adversários

Fonte: O Globo
Aécio diz que vai deixar o ‘ódio e o medo’ para campanha dos adversários

‘Queremos um Brasil em que todos sejamos nós’, diz tucano, que chamou de ‘macabra’ a divisão criada por opositores'. O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, prometeu não usar o discurso do ódio ou do medo durante a campanha das eleições deste ano. Em entrevista nessa segunda-feira, quando também oficializou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) como seu vice, Aécio disse que quer ‘olhar para o futuro’.

 - O Aloysio respondeu muito bem à essa divisão quase que macabra entre nós e eles. Queremos um Brasil em que todos sejamos nós. Vamos deixar o ódio e o medo para os nosso adversários. Vamos falar do futuro – disse Aécio. Na mesma linha, Aloysio disse que tem “couro duro”. - Tenho couro duro. O ódio é contraproducente. Mas não sobra ao PT e à presidente Dilma nada de novo, nada de diferente disso – disse Aloysio. O candidato à Presidência disse ainda que a escolha do vice vai fortalecer os palanques, especialmente em São Paulo. Aécio disse ainda que em 90% dos estados o PSDB fez as alianças que queria.

 - A escolha de Aloysio vai fortalecer o palanque no Brasil e, especialmente, em São Paulo. Ele foi escolhido vice porque convergiu (em outros partidos). Aloysio é maior do que o PSDB, do ponto de vista eleitoral e político. O PSDB peca há muito tempo por excesso de quadros qualificados. Não vamos fugir da discussão dos temas que são de responsabilidade dos grandes temas da Presidência da República, como o crescimento do país e a retomada de obras paralisadas.

São Paulo e Minas Gerais equilibram forças ao PSDB

Fonte: O Globo

Análise: Um jeito de equilibrar forças no PSDB

Especialistas afirmam que escolha assegura a unidade de São Paulo e Minas Gerais dentro da legenda

A escolha de Aloysio Nunes como candidato a vice é mais um gesto para dentro do próprio partido do que uma estratégia para dar capilaridade à candidatura tucana, na opinião de especialistas. Para cientistas políticos ouvidos nessa segunda-feira pelo GLOBO, são duas as contribuições de Aloysio para a chapa: assegurar a unidade das duas maiores forças do PSDB (São Paulo e Minas Gerais) nessa disputa eleitoral e dar uma vitória ao senador em São Paulo. — Ele pode garantir para o mineiro Aécio o voto de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. E sua escolha também é importante porque, desde 1989, o candidato tucano à presidência é paulista.

Desta vez não será, e Nunes vem equilibrar isso — disse o cientista político do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj) Felipe Borba. Aloysio vem para chapa para representar o PSDB paulista e em nome da unidade do partido. Essa é a principal razão — diz a professora de Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) Maria do Socorro Sousa Braga. Ela diz ainda que a indicação de Aloysio faz um contraponto à imagem que está sendo construída para Aécio.
Aécio tem se esforçado muito para se aproximar do eleitorado mais jovem. O Aloysio representa o outro extremo: o experiente.

O ponto fraco da nomeação, segundo Maria do Socorro, é que ela não vem dar ao presidenciável tucano popularidade no Nordeste. — Não tem entrada em setores populares — avalia a professora.

Aécio Neves: Aloysio foi nomeado porque sempre esteve de mãos dadas com a democracia


Fonte: PSDB

Escolha de Aloysio Nunes para vice foi tomada com base nos interesses do Brasil, diz Aécio Neves em Brasília

Com o respaldo e apoio dos sete partidos que se coligaram formalmente com o PSDB em nível nacional – Democratas, Solidariedade, PTB, PTC, PTN, PMN e PTdoB –, o candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves, anunciou nessa segunda-feira (30/06), na sede da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília, o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do partido no Senado, como vice na chapa que se lança ao Palácio do Planalto.

Ao lado de lideranças do PSDB, Aécio afirmou que a escolha foi tomada com base nos interesses do Brasil, sem levar em conta “as conveniências da campanha”.
“A indicação do senador Aloysio como meu companheiro de chapa é uma homenagem à coerência, matéria-prima essencial à vida pública e, lamentavelmente hoje, em falta no Brasil.

A trajetória exemplar de Aloysio durante toda sua vida, sempre na defesa da democracia, da liberdade, da ética na vida pública, faz com que a partir de agora a nossa caminhada se fortaleça enormemente”, disse.
Aécio definiu Aloysio Nunes como um homem público “íntegro, honrado e competente”, que honra a boa política brasileira e que está preparado para assumir o cargo de presidente sempre que necessário.

A verdade é que o nosso destino é o futuro, e nosso desafio é fazermos uma bela travessia com coragem e com responsabilidade para chegarmos a esse futuro, que almejam todos os brasileiros”, ressaltou. “Aloysio Nunes, bem vindo a essa belíssima travessia que vamos fazer em busca de um Brasil que seja de todos. Não na propaganda, mas na vida cotidiana de cada brasileiro”, destacou Aécio Neves.

Emoção
 
Emocionado, o senador Aloysio Nunes agradeceu o apoio unânime do partido à indicação de seu nome como vice na chapa presidencial. Ele relembrou sua história política e reafirmou suas convicções em torno da “democracia, da liberdade e do pluralismo”.
Após o anúncio do nome de Aloysio Nunes, Aécio Neves disse que o coordenador-geral da campanha será o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Aécio confirmou também que Tasso Jereissati vai ser candidato ao Senado pelo PSDB do Ceará. Tasso governou o Ceará em três gestões: de 1987 a 1990; 1995 a 1998 e 1999 a 2002. Foi senador pelo estado de2003 a 2011.

Vida e História – Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

Aloysio Nunes Ferreira Filho nasceu em São José do Rio Preto, em 5 de abril de 1945. É casado com a jornalista Gisele Sayeg Nunes Ferreira. Tem três filhas.
É formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP).
Na França, onde esteve exilado por onze anos, bacharelou-se em Economia e obteve o diploma de Estudos Superiores em Ciência Política pela Universidade de Paris.

Militou ativamente contra a ditadura no movimento estudantil. Foi presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Participou da resistência ao golpe de 1964, foi processado e condenado a três anos de reclusão com suspensão dos direitos políticos por dez anos. Buscou, então, asilo na França, onde permaneceu trabalhando e estudando de 1968 a 1979, na condição de refugiado.

Mesmo no exílio continuou sua militância, denunciando junto a organismos internacionais as violações aos direitos humanos praticados contra os opositores da ditadura brasileira.
Com a anistia, voltou ao Brasil e participou da fundação do PMDB, sob cuja legenda exerceu vários mandatos: dois de deputado estadual, vice-governador e deputado federal. Transferiu-se para o PSDB em 1997, partido pelo qual se elegeu duas vezes deputado federal.

É hoje senador por São Paulo e líder da bancada do PSDB. Nas eleições de 2010 obteve para o Senado a maior votação da história do seu estado: 11.189.158 votos.
Foi secretário estadual de Transportes Metropolitanos, secretário de governo do município de São Paulo, secretário-chefe da Casa Civil do governo do estado de São Paulo, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e ministro da Justiça.

30 de junho de 2014

Aécio e Alckmin reforçam união em convenção estadual do PSDB

Tucanos defenderam o valor da união na construção de um novo projeto para o Brasil e ampliação das conquistas dos governos tucanos em SP.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder

Aécio e Alckmin reforçam união em defesa de um novo projeto para o Brasil


O presidente nacional e candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, e o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, reforçaram neste domingo (29/06) o valor da união na construção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil e de ampliação das conquistas dos governos tucanos em São Paulo.

Aécio esteve com o governador de São Paulo na convenção estadual do PSDB, realizada na capital paulista. Ao lado das principais lideranças do partido, como o ex-governador José Serra e o líder no SenadoAloysio Nunes, o candidato a presidente elogiou a gestão de Alckmin a frente do Palácio dos Bandeirantes.

“São Paulo oferece aos brasileiros o mais qualificado governador de nossa história recente. Homem público exemplar, cuja liderança e apoio a nossa candidatura, incontestável em suas manifestações, haverá de inspirar os paulistas e de orientar o apoio de muitos brasileiros”, disse Aécio Neves durante discurso.

O candidato a presidente afirmou ainda que as administrações do PSDB no estado são um exemplo a ser seguido por outros gestores públicos. Aécio disse também que São Paulo será decisivo na eleição presidencial.

“Aqui está se decidindo não apenas o futuro de São Paulo, mas também o futuro do Brasil. É daqui, do vigor do trabalhador paulista e dos exemplos de administrações sérias e responsáveis como foram as de Franco MontoroMário CovasJosé Serra e é de Geraldo Alckmin que políticos de todos o Brasil hão de se inspirar para resgatar a relação perdida entre representantes e representados”, destacou.

Aécio Neves voltou a defender mais recursos federais para estados e municípios. A defesa da Federação é uma bandeira antiga do PSDB e foi renovada durante encontro político realizado ano passado, em Poços de Caldas (MG), com a presença de várias lideranças nacionais, como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Queremos resgatar no plano federal a capacidade de construirmos um novo projeto, generoso com a Federação, permitindo que possa haver financiamento adequado à saúde pública, que vem diminuindo nos 11 anos de PT, e para que possamos estabelecer no Brasil uma efetiva política nacional de segurança, no lugar da criminosa omissão do governo federal em um tema tão urgente a todos os brasileiros”, criticou Aécio.

Alckmin

Lançado como candidato do PSDB à reeleição ao governo estadual, o governador Geraldo Alckmin iniciou seu discurso na convenção destacando a trajetória de Aécio Neves na vida pública.

Aécio encarna a esperança de mudança duradoura para a vida do país. Hábil negociador, democrata, líder natural, Aécio simboliza o que há de melhor na política brasileira e o que há de mais eficiente na defesa do interesse público. Estamos todos juntos, Aécio, nesta caminhada em que o grande vencedor será o povo brasileiro”, afirmou Alckmin.

Em seu discurso, Alckmin disse que inicia a campanha pela reeleição com muita tranquilidade, porque a gestão do PSDB em São Paulo é aprovada continuamente pela população. “Estamos tranquilos, porque somos um time testado e aprovado de quatro em quatro anos. São Paulo não quer esperteza nem arrogância”, afirmou, em um recado claro aos adversários.

O governador também criticou o improviso da gestão em governos petistas. “Não existe atalho nem jeitinho da vida pública. Foi sem atalho que chegamos até aqui. Nosso legado está aí para quem quiser ver. Nós da social democracia servimos para melhorar a vida das pessoas. O que temos a oferecer é o nosso trabalho e a nossa história”, ressaltouAlckmin.

14 de maio de 2014

Eleições 2014: há seis possíveis nomes para vice de Aécio

Os mais cotados são José Serra, Aloysio Nunes, Agripino Maia, Ana Amélia, Mara Gabrilli e Torres.


Eleições 2014


Fonte: O Globo

Aécio já conta com seis nomes para vice na chapa do PSDB


Solidariedade lança nesta terça-feira mais um aspirante; José Serra é um dos cotados

senador Aécio Neves receberá nesta terça-feira o apoio do Solidariedade à sua candidatura à Presidência, numa festa organizada pelo partido em Brasília. No evento, a legenda também anunciará a indicação do dirigente da Força SindicalMiguel Torres, para a vaga de vice. Com isso, já somam, pelo menos, seis os nomes cogitados para o posto até agora — o ex-governador José Serra, os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ana Amélia (PP-RS), a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Torres (Solidariedade). Aécio tem defendido em público que essa discussão seja feita somente após o fechamento das alianças partidárias, mas, ele mesmo, em encontros reservados, tem consultado aliados sobre esses nomes.

Aécio se encontrou com Serra na quinta-feira passada, em São Paulo, para uma conversa a sós. Pessoas próximas dos dois disseram que, apesar das especulações em torno do nome de Serra para vice, a conversa teria sido sobre a conjuntura política, sem entrar diretamente na questão da chapa para a eleição. Alguns aliados de Serra interpretaram o encontro como um gesto de aproximação, que torna algo “impensável” há algumas semanas em “possibilidade”.

— Sou a favor dessa chapa porque acho ela a melhor opção. Já disse isso aos dois. Agora, se eles querem ou não querem, isso é problema deles. O que eu digo é que a impossibilidade dessa chapa está superada. Agora é trabalhar pela possibilidade — afirmou o deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA), amigo de Serra.

— Serra não vai perder dez segundos com essa discussão sem que tenha havido um convite. Ele só levará em conta essa discussão quando houver um fato concreto, um convite — destacou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que foi vice do tucano no governo paulista e hoje é o coordenador da campanha de Aécio no estado.

DEM: discussão prematura

Para outro tucano, o fato de Serra “não descartar de antemão o assunto” em conversas reservadas é “um avanço imenso” em se tratando do ex-governador. Resta saber, acrescentou ele, o que pensa Aécio.

Assim que começaram os rumores sobre Serra ocupar a vaga de vice, a equipe de Aécio usou as redes sociais para fazer uma sondagem sobre o impacto de uma indicação do paulista. O resultado não foi dos mais animadores. A grande maioria das reações de militantes e simpatizantes do PSDB monitoradas pela pré-campanha foi de reprovação. Aécio e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram avisados do resultado.

Apesar da indicação amanhã de um candidato para vice pelo Solidariedade, o presidente da sigla, deputado Paulinho da Força, declarou ter simpatia por uma chapa Aécio-Serra.

— Vamos indicar amanhã o nome do Miguel. Mas eu já disse ao Aécio que, se ele quiser ganhar a eleição, tem que convidar o Serra. Por ele, abrimos mão da nossa indicação.

Já o DEM, que também caminha para oficializar um apoio ao senador, considera a discussão prematura. Na próxima sexta-feira, Aécio estará com lideranças da sigla em São Paulo em mais um passo rumo à concretização da aliança.

— O DEM tem quadros de qualidade, tempo de rádio e TV e uma parceria de muito tempo com o PSDB. O natural é o DEM compor a chapa. Mas não vamos fazer disso um cavalo de batalha — afirmou o presidente nacional da sigla, José Agripino Maia.

19 de novembro de 2013

2014: FHC e Alckmin defendem candidatura de Aécio em Poços de Caldas

2014: FHC e Alckmin defenderam pela primeira vez publicamente que o senador Aécio seja o candidato do PSDB na disputa presidencial.

2014: Aécio Neves presidente


Fonte: Folha de S.Paulo

FHC e aliados de Serra declaram apoio a Aécio para a Presidência


Alckmin pede para senador mineiro ‘servir ao povo brasileiro’ 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São PauloGeraldo Alckmin, defenderam ontem pela primeira vez publicamente que o senador mineiro Aécio Neves seja o candidato do PSDB na disputa pela presidencial de 2014.

“Chegou o momento, Aécio, de assumir a responsabilidade. A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou injusto. É o momento, e o momento é seu”, disse Fernando Henrique em encontro do PSDB em Poços de Caldas (MG).

Nos bastidores, ele já vinha orientando Aécio a se portar como candidato, mas essa foi a primeira vez que o tucano defendeu a candidatura do mineiro em evento público.

“É a esperança que nos traz hoje, Aécio, aqui a Minas, para dizer a você: percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro. [...] Com a sua juventude, a sua experiência, sua competência para servir ao povo brasileiro”, disse Alckmin.

O paulista é do mesmo Estado que o ex-governador José Serra, que insiste no desejo de ser o candidato indicado pelo PSDB para disputar a Presidência e tem percorrido o país numa tentativa manter seu nome na disputa.

Além de Alckmin e FHC, também defenderam abertamente a candidatura de Aécio o senador Aloysio Nunes (SP), aliado histórico de Serra, o governador Antonio Anastasia (MG) e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

“Ouvir aqui o que ouvi do governador Geraldo Alckmin na verdade só me faz dizer de forma absolutamente clara: o PSDB está pronto no ano que vem para apresentar ao Brasil uma nova proposta”, disse Aécio.

PSDB realizou ontem na cidade mineira o encontro partidário “Federação Já, Poços de Caldas +30“, com críticas à concentração de receitas na União e em defesa da “autonomia e fortalecimento” de Estados e municípios.

O encontro também fez homenagem aos 30 anos da Declaração de Poços de Caldas, documento assinado pelos então governadores Tancredo Neves (MG) e Franco Montoro (SP), no qual se comprometeram com a campanha pelas eleições diretas para presidente.

(PATRÍCIA BRITTO E MARINA DIAS)