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6 de agosto de 2014

Aécio irá implantar o Programa Família Brasileira

Fonte: HNews


Aécio Neves anuncia programa social “Família Brasileira”

Programa é inspirado em iniciativa paranaense
 
O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, anunciou em Curitiba que um dos carros-chefes de seu governo será o programa “Família Brasileira”. O programa voltado a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade tem o formato semelhante ao “Família Paranaense”, que integra ações de diversas áreas não apenas para transferir renda, como também capacitar de acordo com as carências específicas.

O anúncio foi feito em Curitiba, no início de caminhada que reuniu cerca de 3.000 pessoas. Ele estava acompanhado do governador do Paraná, Beto Richa, que concorre à reeleição, e do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), também candidato a novo mandato.

“Nós vamos, ao longo da campanha, detalhar o projeto que nós chamaremos Família Brasileira, em que vamos classificar a precariedade e as demandas das famílias”, afirmou o candidato à Presidência da República.

Em seguida, Aécio acrescentou que: “Na nossa visão, a pobreza não pode ser analisada e cuidada apenas na vertente da privação da renda. Temos que falar da privação de serviços de qualidade e da privação de oportunidades. Portanto, é um avanço em relação às políticas sociais propostas”.

Inspiração
 
O presidenciável disse que se inspirou na experiência bem sucedida do Paraná, adotada inicialmente em Curitiba, em 2009, quando Beto Richa foi prefeito da cidade.

O programa “Família Paranaense” atende atualmente a 99 mil famílias em situação de extrema vulnerabilidade, por meio de ações de 17 secretarias estaduais nas áreas de saúde, educação, habitação, assistência social, trabalho, agricultura, justiça e cidadania e esportes.

O plano de ações é estabelecido a partir de um diagnóstico sobre as necessidades específicas, e cada secretaria faz um monitoramento das atividades durante dois anos para detectar a evolução.

Fim à discriminação

O candidato à Presidência afirmou que acabará com a discriminação a que o governo do Paraná está submetido sob a administração federal petista. “Eu vou reconciliar o Paraná com o governo federal. Não é justo, não é digno o que fizeram ao longo desses últimos anos. O Paraná é o quinto Estado que mais contribui em receitas para a União e é apenas o 23º a receber de volta o fruto do trabalho paranaense”, ressaltou.

Aécio Neves lamentou os dados recentes sobre o declínio da atividade na indústria brasileira. “Tivemos uma perda, no último ano, de 36% na indústria automotiva no Brasil. Em julho deste ano, comparado ao mesmo mês do ano passado, a queda na atividade industrial no Brasil, no geral, chega a 7%. Portanto, temos um caos na indústria brasileira. O Brasil é o país que menos cresce em toda a nossa região”, destacou.

O presidenciável lembrou que o país vive novamente “o fantasma da inflação” e que “o clima de pessimismo ronda todos os setores da economia e também da sociedade brasileira”.
Aécio acrescentou que: “Não é justo para com os brasileiros que tenhamos mais quatro anos de desgoverno, de descontrole inflacionário, de políticas sociais que não permitem a superação.”<

Caminhada
 
Em um trajeto de pouco mais de um quilômetro, em clima tranquilo, Aécio Neves, Beto Richa e Alvaro Dias cumprimentaram pessoas, acenaram para comerciários e moradores de prédios e foram abraçados por eleitores.

Cerca de 3.000 pessoas participaram da caminhada, onde havia também candidatos a deputado federal e estadual, militantes da Juventude do PSDB, representantes de associações de bairro, líderes sindicais, correligionários e simpatizantes.

Presente desde o início, a artesã Pedrina Maria dos Santos, 57, conselheira da unidade de saúde do Sítio Cercado, um dos bairros mais violentos de Curitiba, mostrou-se convicta da necessidade de mudança na condução política do país.

“Saúde e segurança devem ser prioridades. Falta remédio, falta médico, falta muita coisa. Tem bandido solto, enquanto gente honesta não consegue trabalho”, disse a artesã.

A caminhada foi na Rua das Flores, um calçadão de pedestres no centro de Curitiba, e terminou na Boca Maldita, reduto tradicional de discussões políticas entre formadores de opinião e líderes sociais que frequentam o local.

Ao final da caminhada, Aécio Neves utilizou um megafone para fazer breve saudação aos participantes da caminhada, lembrando que o local sediou um grande comício do movimento das “Diretas Já”, em 1984. “Há exatos 30 anos, Beto, nós estávamos aqui na Boca Maldita fazendo o primeiro comício da campanha pelas eleições diretas, com o seu pai, José Richa, Tancredo Neves e inúmeros outros brasileiros.

Naquela época, o Brasil pedia democracia e liberdade. Pois bem, vivemos hoje numa democracia. As nossas instituições são livres. Mas, passados 30 anos, o Brasil nos pede aqui na Boca Maldita decência e competência.”

17 de julho de 2014

Aécio pretende reformular Bolsa Família e Mais Médicos

Fonte: Folha de S. Paulo


Aécio promete manter programas sociais e rever Mais Médicos

* TUCANO QUER REDISCUTIR ACORDO QUE TROUXE MÉDICOS CUBANOS* BOLSA FAMÍLIA PODERIA DAR EXTRA A ALUNO COM BOM DESEMPENHO * CANDIDATO ADMITE REVISAR REGRAS DE PENSÕES POR MORTE

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nessa quarta (16) que, se for eleito, irá manter e “aprimorar” programas sociais que “vêm dando certo”, como o Bolsa Família. Em relação ao Mais Médicos, vitrine do PT na área da saúde, prometeu rever normas para igualar os salários dos profissionais estrangeiros. Para isso, precisaria romper e renegociar as regras atuais, já que os profissionais de Cuba, que são maioria, recebem apenas parte do valor pago pelo governo –o Estado cubano fica com o restante.Em sabatina realizada pela Folha, UOL, SBT e rádio Jovem Pan, Aécio admitiu ainda rediscutir o modelo adotado para explorar o petróleo do pré-sal. Leia a seguir os principais trechos da sabatina:

Bolsa Família

Num antídoto ao que chamou de “terrorismoeleitoral praticado pelo PT, o candidato dos tucanos à Presidência declarou que “os programas sociais que vem dando certo não só serão mantidos como também aprimorados”, caso seja eleito.

Para reforçar seu discurso, falou especificamente sobre o Bolsa Família, que classificou como alvo preferencial de questionamentos por parte de seus adversários. Durante a sabatina, anunciou duas propostas inéditas sobre o que considera melhorias para o programa.

“Acho que uma família beneficiada pelo Bolsa Família que o pai volta a estudar, tem que receber um plus. Um aluno de uma família beneficiária que tem uma média [escolar], digamos, acima de sete, tem que receber um plus. Nós temos que induzir as pessoas a se qualificar”, afirmou.
Aécio disse ainda que o PT coloca em xeque a continuidade do programa em períodos eleitorais para gerar “aflição” em seus beneficiários, cerca de 14 milhões de famílias. Ele ressaltou ter proposto, como senador, que o benefício fosse incluído na LOAS (Lei orgânica de Assistência Social), o que, para o mineiro, o elevaria à categoria de programa de Estado (1) e não “de um governo”, e que o PT foi contra.

Mais Médicos

Nas diretrizes de seu programa de governo, o tucano diz que manterá o Mais Médicos, mas que submeterá os profissionais ao Revalida,(2) exame aplicado a estrangeiros que querem exercer medicina no Brasil mas que foi retirado da agenda de exigências dos que chegaram ao país por meio do programa. Ele diz ainda que irá acabar com a diferenciação salarial que existe entre os profissionais arregimentados para atuar no Brasil.

Na prática, a proposta acaba com o acordo que vigora entre o governo brasileiro e o governo cubano, responsável pelo envio de quase 80% dos mais de 14 mil profissionais de saúde que agora estão no país. Hoje, os médicos cubanos recebem apenas uma parte da remuneração e o restante é pago ao governo de Cuba.

Aécio disse que o Brasil “não deve se submeter” às regras de Cuba e negou que a medida prejudique o programa. Sem os cubanos seria impossível manter o Mais Médicos na escala e alcance que ele tem hoje. O tucano afirmou que irá “renegociar” os termos do acerto entre Brasil e Cuba. “No nosso governo, o Brasil vai criar condições, cursos para qualificação desses médicos, e eles se submeterão ao Revalida”, iniciou. “Nós é que temos que concordar com o governo cubano? Na verdade [hoje] o governo brasileiro financia o governo cubano com parte da remuneração dos médicos. (3) Nós vamos financiar os médicos cubanos”, encerrou, após dizer que o programa, “mesmo importante”, não é “a panaceia” para a saúde no Brasil.

Petróleo

Em meio a uma série de críticas ao que classificou como uma gestão “equivocada” da Petrobras, o presidenciável admitiu que, eleito, irá rediscutir o modelo adotado pelo governo petista para explorar campos de petróleo do pré-sal. A norma vigente prevê o sistema de partilha.

Criado pelo PT, ele dá à Petrobras e ao governo maior controle sobre os investimentos no pré-sal e inibe a entrada de grupos privados e estrangeiros. O modelo de concessões, criado pelos tucanos, e mantido pelos petistas para campos de petróleo mais antigos, força a Petrobras a competir com as multinacionais do setor nos leilões organizados pelo governo.

Segundo Aécio, as concessões “foram benéficas para o Brasil”, enquanto o modelo de partilha deixou o país fora do mercado mundial por cinco anos, “período em US$ 300 bilhões foram investidos”. “Nas concessões nós trouxemos parceiros privados de várias partes do mundo, foi quando tivemos os melhores e maiores investimentos.”

O tucano aproveitou o assunto para explorar escândalos de corrupção recentes na Petrobras e acusar indiretamente a presidente Dilma Rousseff de segurar o preço da gasolina para evitar uma escalada inflacionária, “garroteando” os cofres da estatal.

“Os equívocos em relação à Petrobras foram muitos (…). E taí. Hoje, a empresa frequenta mais as páginas policiais com Pasadena, com a refinaria Abreu e Lima do que as páginas de economia. Ele disse, porém, não ter o “conjunto completo de informações” necessário para decidir se é conveniente liberar os preços praticados pela Petrobras, que diz estarem represados.

Medidas impopulares

Numa tentativa de justificar a declaração de que não temeria adotar “medidas impopulares” que fossem necessárias ao governo –tema que tem sido explorado pelo PT– Aécio acusou quem vincula uma política austera controle da inflação ao aumento do desemprego de fazer o “discurso do terrorismo”, ainda que a correlação entre os temas seja quase unânime entre economistas.
“Você só vai combater a inflação gerando desemprego? Isso é uma grande bobagem. Volta nos tempos da hiperinflação. Nós não tínhamos pleno emprego”, provocou.

Segundo ele, sua eleição acalmaria o mercado financeiro e reduziria a desconfiança de investidores pela “clareza das propostas” e o “time” que ele está montando –o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga é seu principal consultor.

Questionado se não seria ilusório dizer que será possível controlar a inflação sem gerar desemprego e que o caminho mais ortodoxo sugere ou o aumento de impostos ou o corte de gastos foi taxativo: “Ou eu cresço. E eu opto pelo caminho do crescimento”. O PIB do primeiro trimestre deste ano cresceu 0,2% em relação ao período anterior.(4)

Previdência

O plano de governo de Aécio também sugere que o déficit previdenciário, hoje em mais de R$ 40 bilhões, poderia ser minimizado pelo melhor desempenho da economia.

O tucano acusou os governos da presidente Dilma e de seu antecessor, Lula, de terem evitado promover reformas nesse campo e disse que uma das possibilidades que estuda é rever o pagamento de pensões por morte.(5) “Há um certo exagero nisso”, afirmou. “Terá que ser discutido com a sociedade, mas acho que qualquer gestão responsável terá que discutir não apenas essa reforma mas um conjunto de reformas que foram sucessivamente adiadas por esse governo”, afirmou.

Ele usou o tema para dizer que Lula e Dilma não tiveram “coragem” de promover mudanças importantes. “Sempre que o governo [petista] encontrava um contencioso, que contrariava alguns dos seus núcleos de apoio, as reformas eram arquivadas. Isso ocorreu com a tributária, com a previdenciária, com a política, com a própria reforma do Estado.”

Corrupção

Respondendo a um ataque do também candidato ao Planalto Eduardo Campos (PSB-PE), Aécio disse ser “uma injustiça” comparar o escândalo do mensalão com as denúncias de que houve compra de votos de parlamentares na aprovação da emenda constitucional da reeleição, no governo Fernando Henrique Cardoso.

Em defesa inédita, negou que o caso tenha sido negligenciado pelo Ministério Público Federal à época –”não houve provas”– e se envolveu pessoalmente no assunto.(6)
“A minha opinião, a do Aécio parlamentar [ele estava na Câmara na época], é que não houve compra de votos para a reeleição. O Brasil queria a reeleição do presidente FHC e que a maioria do Congresso pudesse ser reeleita.” E fez uma provocação: “O PT parece concordar comigo. Ficou 12 anos no governo e não fez nada para reabrir as investigações. Ponto final.”

Ele disse ainda que não há escala para comparação entre os dois casos. “A realidade é que no caso do mensalão os principais líderes do PT e do governo hoje cumprem pena porque desviaram recursos públicos em benefício de um projeto de poder.”

Apoio do PTB

Aécio defendeu a aliança com o PTB, partido que se juntou à sua chapa às vésperas do prazo final de alianças e que, um mês antes, havia jurado apoio à reeleição de Dilma.
O senador disse que foi infeliz ao usar a expressão “suguem mais um pouquinho e venham para o nosso lado” para estimular outras defecções na base governista. “Foi uma ironia. Temos que ter cuidado, eu confesso.”

O mineiro disse não se incomodar com a avaliação de que o PTB optou por seu nome por ver nele uma “expectativa de poder”. “Eu acredito que somos mesmo. É bom isso”, afirmou, para depois emendar que não houve compromisso de ajuda financeira aos candidatos do PTB. Em 2010, a direção nacional do PSDB repassou R$ 1,4 milhão a partidos que apoiaram sua chapa.

Eduardo Campos

Se antes havia uma sinalização clara de ambos os lados de que a disputa entre Aécio e Eduardo Campos seria amistosa, agora apenas o tucano ensaia tom ameno com o concorrente, ainda que não o poupe de alfinetadas.

Aécio chamou Eduardo de amigo e evitou criticá-lo diretamente, mas ironizou a declaração do rival de que que sua candidatura representaria a ala “conservadora”.

“Ele pode querer brigar comigo, eu não vou brigar com ele”, disse Aécio. Em seguida, emendou: “Esses conceitos: conservador, progressista, esquerda, direita… são muito abstratos. Quando eu vejo o Eduardo considerar o PSDB conservador e, ao mesmo tempo, apoiar os dois principais governadores da sigla [Geraldo Alckmin em São Paulo e Beto Richa no Paraná], eu tenho que compreender que isso é uma coisa boa, ser conservador”, disse aos risos.

Questionado sobre a nova bandeira de Campos, o passe livre para estudantes, disse não achar “justo passe livre para aluno de escola privada que paga R$ 3.000 de mensalidade”. Segundo ele, o tema é de alçada “dos municípios”, mas pode ser discutido para beneficiar apenas os estudantes de escolas públicas e de baixa renda.

4 de fevereiro de 2014

Economia: Aécio Neves defende protagonismo do agronegócio

Senador Aécio Neves disse que setor responde por de riqueza e inovação no país, mas é tratado de forma secundária pelo governo do PT.


Agronegócios


Fonte: Jogo do Poder 

Aécio Neves defende protagonismo do agronegócio na economia


“Venho aqui como brasileiro para agradecer a todos os produtores pela extraordinária contribuição que vocês vêm dando ao Brasil. Vamos ter uma safra recorde esse ano e, infelizmente, parte dela mais uma vez se perderá pela ausência de armazenamento, fruto da incapacidade do governo de planejar e investir”, diz Aécio em encontro com produtores.

O presidente do PSDBsenador Aécio Neves (MG), defendeu, nesta segunda-feira (03/02), a mudança de patamar do agronegócio na definição da política econômica do país. Durante encontro com produtores em Cascavel (PR), numa das maiores feiras agropecuárias do Brasil, Aécio Neves disse que o setor responde pela geração de riqueza e de inovação no país, mas é tratado de forma secundária pelo governo federal, sem a importância e o reconhecimento devidos. Aécio disse que falta protagonismo ao Ministério da Agricultura.

“Não fosse o agronegócio, a agropecuária, os indicadores da economia, que já são extremamente ruins nesses últimos anos, seriam ainda piores. Metade do crescimento da economia brasileira se deveu ao longo dos últimos três anos à força do agronegócio, e sem que tivesse havido ao longo desse período a parceria necessária do governo central Queremos um governo que efetivamente seja parceiro do agronegócio, um Ministério da Agricultura que recupere sua capacidade de influenciar e de ajudar a conduzir a política econômica e deixe de ser apenas um espaço para atendimento de demandas político-partidárias”, afirmou o presidente tucano.

Ele defendeu maior profissionalização do ministério: “A profissionalização do Ministério da Agricultura, a sua elevação no conjunto dos ministérios na tomada de decisões que dizem respeito à política econômica, é absolutamente necessária para que o Brasil não perca as condições já hoje pouco expressivas em determinados países do mundo de competitividade no setor”, disse.

presidente do PSDB defendeu também o estabelecimento de preços mínimos e de um seguro safra que estimule o produtor.

“Precisamos ter um seguro safra que garanta e estimule o produtor rural, mas precisamos ter também preços mínimos que sejam efetivamente honrados pelo governo. Venho aqui como brasileiro para agradecer a todos os produtores que aqui estão a extraordinária contribuição que vocês vêm dando ao Brasil. Vamos ter uma safra recorde esse ano e, infelizmente, parte dela mais uma vez se perderá pela ausência de armazenamento, fruto da incapacidade do governo planejar e investir. Da porteira para dentro ninguém é mais produtivo e competitivo do que o produtor brasileiro, mas, da porteira para fora, falta tudo, porque falta um governo com sensibilidade a essa importantíssima atividade econômica e social brasileira”, afirmou.

Improviso tem sido a marca do governo federal

Aécio Neves e o governador do Paraná, Beto Richa, conversaram com produtores e expositores, caminharam pela feira e almoçaram no bandejão.  Em entrevista, osenador disse que o improviso marca a atuação do governo federal em todas as áreas.

“Há hoje um improviso conduzindo o destino do país. E, aqui, nessa primeira viagem que faço nesse ano de 2014, acompanhando o governador do Estado, venho aqui àCoopavel. Sou de um estado que valoriza muito os gestos, acho que a política deve ser feita em determinados momentos muito mais de gestos que apenas de palavras. A nossa presença aqui é para dizer que não apenas respeitamos o agronegócio e o produtor rural, nós queremos muito mais do que isso. Mais na infraestrutura, na diminuição do custo Brasil, na melhoria da qualidade dos nossos portos, em um programa planejado de ferrovias, sempre prometido e jamais realizado. O Brasil que queremos é um Brasil onde o agronegócio seja respeitado, onde investimentos parainovação sejam estimulados e onde novas fronteiras possam ser abertas”, disse Aécio.

Discriminação do Paraná

Aécio Neves fez coro ao governador Beto Richa e ao senador Álvaro Dias, que têm denunciado a discriminação do Paraná pelo governo federal. O estado convive com baixa transferência de recursos do governo federal e não consegue liberação para a obtenção de financiamento por parte de organismos internacionais.

“Temos que virar a página dessa história que o dinheiro é federal, então faço quase como um favor ao Estado, ao município. É obrigação do governo federal compartilhar investimentos com estados e municípios. É quase um crime você punir um determinado estado porque fez uma opção política diferente daquela que os poderosos eventuais de Brasília achariam a mais adequada. Ao punirem o governador, punem toda a população do Estado. Aprendi isso muito cedo. Tem o tempo da eleição, e isso em uma democracia é fundamental, e depois o tempo da administração. O PT tem essa lógica perversa: eleição é o tempo todo”, alertou Aécio.

10 de janeiro de 2012

Aécio Neves: “Não professo o ‘quanto pior melhor’, comentou o senador sobre artigo de Josias de Souza


Fonte: Blog do Josias de Souza – Portal UOL

Aécio: ‘Eu não confundo adversário com inimigo’

‘Melhor uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado’
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu as críticas de aliados da oposição que se declaram decepcionados com seu desempenho político. Apontado como acomodatício, declara: “Não confundo adversário com inimigo, nem tampouco governo com país.”
Aos que o acusam de negligenciar o papel de oposicionista, diz: “Não professo o ‘quanto pior melhor’ (máxima dos nossos adversários, quando ainda na oposição).”
Àqueles que consideram que foge das polêmicas que lhe renderiam uma visibilidade compatível com suas pretensões presidenciais, afirma: “A minha forma de atuação política confronta-se com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive.”
Acrescenta que, se fosse obcecado pelo Planalto, “provavelmente já teria vestido, por razões de estratégia, um figurino político que agradasse especialmente a determinados interlocutores. Estaria empenhado em jogar para a platéia.”
Considera mais importante “para o país uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado”. Reafirma: “Há algum tempo, […] coloquei meu nome à disposição do partido como um dos pré-candidatos da nossa legenda para 2014.” Mas realça: “Deixei claro que o partido conta com outros nomes do gabarito de José Serra, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo e Beto Richa, por exemplo.”
As críticas a Aécio foram veiculadas aqui no blog. A resposta do senador foi enviada ao repórter por escrito. No texto, Aécio anota que não está sendo no Senado senão Aécio: “Tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e a fazer o que sempre fiz na minha vida pública.”
Abaixo, a íntegra da manifestação do senador, recebida na noite desta segunda-feira (9):
Caro Josias, pelo respeito que tenho a você e aos seus leitores, tomo a liberdade de tecer alguns comentários sobre a análise publicada no seu blog acerca da minha atuação política no Senado.
Primeiro, faço questão de registrar que a recebo com absoluta naturalidade, assim como toda e qualquer crítica política. No lugar de combatê-las ou justificá-las, mesmo que muitas vezes não concorde com elas, tenho procurado, na medida do possível, aprender com cada uma delas.
Foi justamente com esse espírito que refleti sobre a análise e opinião, ainda que anônima, de aliados das oposições, sobre o exercício do meu mandato como senador por Minas Gerais.
Os que conviveram e ainda convivem comigo no curso de diferentes mandatos – como deputado federal, líder de partido, presidente da Câmara e governador de Minas – sabem que há pelo menos 25 anos faço política da mesma forma. E o faço não por conveniência, mas por convicção.
Neste sentido, repito: não confundo adversário com inimigo, nem tampouco governo com país. Não acredito em projetos que demonizam lideranças, destroem reputações pessoais, utilizam tragédias alheias para fazer demagogia e proselitismo, assim como não professo o “quanto pior melhor” (máxima dos nossos adversários, quando ainda na oposição), ou seja, a crítica pela crítica, sem ter a responsabilidade de dimensionar a complexidade dos problemas e dos desafios que o Brasil tem à frente e os caminhos possíveis.
Foram estes – e não outros – os valores que guiaram minha ação política, no sentido de denunciar, reiteradas vezes, o grave aparelhamento do Estado nacional e o compadrio como meio de manter e expandir uma incomparável base de apoio congressual, cuja contrapartida foi, e ainda é, o mando sobre extensas áreas da administração federal, em cujo cerne estão as inúmeras denúncias de desvios e quedas de ministros;  a perda de autonomia do Legislativo e o hiperpresidencialismo; a anemia do pacto federativo e a consequente subordinação dos entes federados diante da maior concentração de recursos no âmbito federal da história republicana. E ainda a vistosa coleção de distorções geradas pela má gestão – ausência de planejamento, imobilismo executivo, baixa qualidade do gasto público, entre tantos outros.
Tendo como base estas e outras teses, trabalhei uma nova proposta para o rito das MPs, aprovada por unanimidade no Senado; para contribuir com a busca de algum senso de justiça à distribuição nacional dos royalties do minério e do petróleo; para recompor os fundos de participação de Estados e municípios e proibir o inexplicável contingenciamento dos recursos em áreas essenciais como a segurança pública.
Apresentei proposta que nos possibilita abrir novos caminhos no desafio da educação e emenda à LDO para dar mais transparência e controle aos gastos públicos. E cobramos, intensamente, promessas não cumpridas, como a desoneração de áreas como saneamento e energia; estadualização de rodovias federais, entre outros muitos temas da agenda nacional.
Acredito que fiz o que era meu dever, ainda que não ignorasse a hegemonia do governismo sobre a dinâmica política do Congresso Nacional. Como você bem sabe, o governo aprova no Congresso o que quer, como quer e quando quer, assim como derrota com facilidade o que não lhe apetece e o que não lhe convém, o que restringe enormemente qualquer iniciativa da oposição.
Basta recorrer aos números do primeiro ano desta legislatura e se constatará o óbvio: não só o senador Aécio, mas toda a oposição não conseguiu superar o rolo compressor imposto pelo governo.  Se a atuação da oposição se limitar, portanto, ao confronto legislativo, o resultado da nossa ação já será sempre previamente conhecido.  Acredito, por responsabilidade, que temos o dever de atuar no sentido de garantir os avanços possíveis em cada frente.
Pode não ser melhor para uma manchete de jornal ou para a imagem pessoal, mas acredito que, muitas vezes, é melhor para o país uma articulação silenciosa do que um discurso acirrado.
Nesse sentido, não abro mão da minha responsabilidade propositiva, nem tampouco das inúmeras tentativas de produzir mínimos consensos em torno de matérias fundamentais ao país.
Tudo isso posto, confesso que, de maneira geral, tenho dificuldade de entender as surpresas ou frustrações que alguém possa ter com o fato de eu continuar sendo o que sempre fui e a fazer o que sempre fiz na minha vida pública.
Em outras palavras, compreendo que haja quem não concorde comigo, mas como se surpreender por eu continuar atuando politicamente como sempre atuei?
A minha forma de atuação política confronta-se, irremediavelmente, com ideia de que haveria, de minha parte, uma verdadeira obsessão pela Presidência. Jamais a tive. Se a tivesse, provavelmente já teria vestido, por razões de estratégia, um figurino político que agradasse especialmente a determinados interlocutores. Estaria empenhado em jogar para a platéia.
Nunca fiz e não farei política assim, justamente porque não defino minhas ações em função de posições e posturas que nada tem a ver com a política em que acredito e que acabam por reduzir e amesquinhar valores e princípios a meros instrumentos  de luta pelo poder.
Há algum tempo, atendendo a diversos companheiros, coloquei meu nome à disposição do partido como um dos pré-candidatos da nossa legenda para 2014. E quando o fiz, deixei claro que o partido conta com outros nomes do gabarito de José Serra, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo e Beto Richa, por exemplo.
Temos perfis diferentes. Essa é a grande riqueza do PSDB. Dentre vários quadros, o partido certamente saberá escolher aquele que melhor encarne os anseios da nossa legenda e da grande parcela da população que representamos.
Digo isso porque acredito que a responsabilidade de construirmos os próximos caminhos da oposição no Brasil é uma responsabilidade partilhada por todos que fizemos essa opção, e não pode ser colocada, por conveniência ou interesse, sobre os ombros de uma só pessoa, independente de quem seja.
Desculpe-me se me alonguei. Se achar válido, leve ao conhecimento dos leitores do seu blog.
Com os meus cumprimentos,
Aécio.
Em tempo: Esclareço que não votei no 1º turno de votação da DRU na tentativa de estimular o único entendimento possível por meio da emenda, por nós apresentada, que reduzia o prazo da proposta para dois anos. Prevaleceu a ampla maioria do governo. Participei do 2º e decisivo turno, votando contra.
Registro ainda que essa mesma maioria mantém engavetada na Câmara a mudança no rito das MPs, mesmo o substitutivo tendo alcançado a unanimidade no Senado.