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21 de julho de 2014

Lei e ética nortearam a construção do Aeroporto de Cláudio

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Juazeiro do Norte (CE) – 20-07-14
Assuntos: eleições 2014, Nordeste, reportagem Folha

Sobre reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo

Está tudo explicado, tudo feito com absoluta transparência, absoluta correção, e é como, aliás, faço sempre. E as explicações já estão dadas a todos os veículos de comunicação. Foi feito tudo de forma absolutamente correta.

É natural que quem queira disputar um cargo tenha que a responder tudo, como estamos respondendo. Tudo foi feito com base na lei e na ética e as respostas estão no jornal hoje.

Sobre agenda no Ceará e Nordeste

Queremos um Brasil que se preocupe realmente se preocupe com aqueles que mais precisam da ação do Estado. Estou muito feliz de buscar aqui, inspiração na luta do povo nordestino, dos romeiros que estão hoje aqui em Juazeiro e que vêm permanentemente a esse templo acreditando na renovação permanente da fé. Venho aqui renovar a minha fé e a minha crença nos valores da família, nos valores cristãos, acreditando que o Brasil pode, realmente, ser governado com ética, com eficiência, atendendo a quem mais precisa.

E o Nordeste será sempre uma prioridade absoluta na nossa ação de governo, como fiz quando fui governador de Minas Gerais por dois mandatos. O nosso nordeste que, para muito orgulho nosso, está incrustrado em nosso território, foi sempre a região dos maiores e dos melhores investimentos. Isso mudou a realidade de Minas. Eu pretendo, com o apoio dos meus companheiros, do senador Tasso Jereissati, que me acompanha nessa caminhada, do prefeito Raimundão, de tantas outras lideranças, o deputado Raimundo Gomes, construir, realmente, um Brasil que resgate a confiança e a esperança dos cidadãos. Principalmente daqueles que, como disse, mais precisam da ação do Estado.
Sobre a campanha da candidata do PT estar longe das ruas.

Vou fazer isso que vocês estão vendo: conversar com as pessoas, olhar, ouvir. Talvez essa seja uma das marcas mais perversas desse atual governo, que é governar de costas para a população, de forma autoritária, muitas vezes até arrogante, sem ouvir, sem ter a humildade de reconhecer equívocos. Acho que este distanciamento da presidente das ruas e do povo, talvez consequência desse sentimento crescente de mudança que ela já percebe no Brasil, não fará bem, acredito eu, à sua candidatura, mas cabe a mim respeitar. Vou fazer a minha campanha tendo como minha companheira de caminhada a verdade. A verdade, para que possamos mostrar que é possível governar com muito melhores resultados do que estamos colhendo hoje.

Palanque forte de Aécio no Ceará

Fonte: Jogo do Poder





Entrevista do candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves
Crato (CE) – 19-07-14

Assuntos: eleições 2014; agenda CE; Nordeste; Bolsa Família; pesquisas
Sobre viagem ao Ceará.

Quero dizer, em primeiro lugar, da alegria de estar chegando ao Crato hoje, principalmente, sendo recebido aqui por alguma das principais lideranças políticas do Ceará, a começar pelo meu companheiro, amigo, irmão e futuro senador Tasso Jeireissati.  Muito importante poder ver o Tasso novamente se dispondo a emprestar a sua experiência e o seu talento ao Brasil. O nosso prefeito Raimundão, o meu deputado Raimundo Gomes de Matos, aqui sendo recebido também pelo meu colega de Senado Federal, o Senador Eunício. E num momento em que a caminhada efetivamente se inicia. Uma caminhada em busca de um Brasil ético, de um Brasil eficiente e de um Brasil mais generoso para uma das regiões que mais precisam da ação do Estado.

Sobre pesquisas

As pesquisas demonstram de forma muito clara que teremos segundo turno nessas eleições. E o sentimento de mudança, ele é crescente. Estou extremamente otimista com a possibilidade não apenas de vencermos as eleições, mas de fazermos um governo acima das expectativas desses mais de 70% da população que clamam por mudanças. Um governo que respeite os avanços que vieram até aqui, que mantenha, amplie e aprimore os programas sociais que atendem e beneficiem a população brasileira, como o Bolsa Família, por exemplo, mas que permita o Brasil sair desse processo de estagflação, com um crescimento estagnado, paralisado, vamos crescer menos de 1% esse ano, e a inflação, de novo, comendo o salário e a renda do trabalhador, da dona de casa brasileiros. O Brasil precisa ver encerrado esse ciclo de governo para iniciarmos um outro de crescimento e sobretudo de novos avanços sociais.
Sobre palanque no Ceará.

O que acontece em todo Brasil são os quadros regionais, a lógica política local, se construindo independente, muitas vezes, da lógica nacional. O que posso dizer é que estou extremamente feliz com a construção política que foi feita no Ceará, porque ela permite estar aqui ao lado de um dos homens públicos mais respeitados de todo o Brasil e, a meu ver, um dos mais talentosos e preparados, que é o senador Tasso Jeireissatti, os nossos companheiros deputados, os prefeitos, e a aliança regional será respeitada por nós. Ela tem a lógica de atender aos interesses do Ceará. Acredito que teremos um ótimo resultado no estado porque a nossa proposta, isso vai ficar muito claro no correr dos dias, no momento do debate, é uma proposta que tem um olhar generoso para as regiões que mais precisam da ação do Estado.

Pretendo fazer do Brasil aquilo que fiz em Minas Gerais, onde ao final do nosso governo, depois de oito anos e mandato, a região que teve menor IDH, porque nós temos, para muito orgulho nosso, um Nordeste em meio à Minas Gerais, o Vale do Jequitinhonha, do Mucuri, o Norte mineiro, tem índice de desenvolvimento humano muito próximos que tem no Nordeste brasileiro. Ao final do meu governo, eu havia gasto três vezes mais per capita, portanto, três vezes mais por cada cidadão nessa região do que nas regiões mais ricas do estado. Essa é a lógica que nós vamos empreender também no Nordeste e no Ceará. Porque você apenas diminui as diferenças tratando de forma desigual aqueles que são desiguais. Vamos tratar essa região com absoluta prioridade no campo da infraestrutura, no fomento das atividades econômicas como, por exemplo, o do Turismo e fundamentalmente na valorização da educação.

Sobre presença no Nordeste e boatos sobre programas sociais

Sou candidato à Presidência da República. Não há uma candidatura a presidência da República que possa se considerar responsável e séria que não comece a sua caminhada pelo Nordeste. Quanto a essas ameaças ou esse terrorismo eleitoral, isso é uma prática costumeira dos nossos adversários, do PT, que está assustado hoje com o que está vendo, com a rejeição das pessoas às suas propostas. Diria que o PT é hoje um partido à beira de um ataque de nervos. A todo instante, o que percebemos é a mentira buscando ser a condutora das ações daqueles que querem se perpetuar no poder.

Para cada mentira que disserem, vamos dizer dez verdades. Vamos não apenas manter o Bolsa Família, como vamos ampliá-lo, aprimorá-lo. Os programas sociais que tem dado certo, são programas que não são de um partido, de um governo. São da sociedade brasileira. Eu, senador Aécio Neves, tenho um projeto que transforma o Bolsa Família em um programa de Estado, para que ele seja um programa definitivo, independente de qual seja o governo que venha ganhar, qual seja o partido político. O que eu quero é que o Bolsa Família, para ficar muito claro, o que quero é que o Bolsa Família seja um programa permanente, independente de quem seja o próximo presidente da República. Até porque, ele se iniciou no nosso governo com o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação.

Sobre a parceria Aécio e Tasso e a região do Cariri

Não tenho dúvida que Tasso Jereissati, onde estiver, será sempre uma referência de honradez, de seriedade e, sobretudo, de competência.  Conheci muito dessa região do Cariri pelo Tasso. É dos amigos e aliados mais próximos que tenho, não apenas no campo político, mas no campo pessoal. O que posso garantir a vocês é que Tasso Jereissati será uma referência par ao Cariri, para todo o Ceará e para todo o Nordeste. A sua eleição é uma imposição do bom senso e, principalmente, daqueles que querem políticas definitivas de longo prazo, que permitam a essa região encontrar condições dela própria crescer e se desenvolver, obviamente, sempre com o apoio do governo federal.
Sobre o candidato Eunício Oliveira.

O senador Eunício, por quem tenho enorme respeito, o seu partido hoje tem uma aliança nacional que nós temos que respeitar. O que quero dizer pra vocês, de forma muito clara, que para mim é uma honra poder estar aqui hoje, chegando ao Ceará no primeiro ato público da nossa campanha, sendo recebido pelo Senador Eunício. Desejo a ele boa sorte. E o PSDB tem com ele uma aliança. E, se ele vencer as eleições, pode ter certeza que, eu como presidente da República, farei com ele uma extraordinária parceira em favor do Ceará e de todo Nordeste.

Aécio fortalece laços com a região Nordeste

Fonte: Jogo do Poder


No Ceará, Aécio reafirma compromisso de investimentos focados no desenvolvimento do Nordeste

“Você apenas diminui as diferenças tratando de forma desigual aqueles que são desiguais. Vamos tratar essa região com absoluta prioridade”, disse o candidato.

O candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves, iniciou neste sábado (19/07) visita à região do Cariri, no sul do estado do Ceará, onde assumiu o compromisso de investir fortemente em favor do desenvolvimento do Nordeste. Ao chegar a Juazeiro do Norte, Aécio citou como exemplo o trabalho desenvolvido nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri e no Norte de Minas em sua gestão como governador de Minas Gerais, região que tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) próximo ao da região Nordeste e que, por isso, recebeu atenção especial da gestão estadual.

“Ao fim do meu governo, eu havia gasto três vezes mais por habitante do que se gastava antes, porque você apenas diminui as diferenças tratando de forma desigual aqueles que são desiguais. Vamos tratar essa região com absoluta prioridade no campo da infraestrutura e no fomento das atividades econômicas”, disse ao novamente destacar que seu objetivo é oferecer um Brasil mais generoso aos que mais precisam do apoio do Estado.

Aécio reafirmou o compromisso não só com a manutenção, mas também com o aprimoramento de programas sociais, como o Bolsa Família. Ele rechaçou os boatos que o PT tem espalhado de que sua candidatura seria contra o programa.
“Para cada mentira que eles falarem, vamos dizer 10 verdades”, disse Aécio, que creditou a boataria ao avanço de seu nome nas pesquisas de intenção de voto. “O PT é hoje um partido à beira de um ataque de nervos”, afirmou.

Aécio foi recebido em Juazeiro do Norte pelo ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, candidato ao Senado pelo PSDB, e pelo senador Eunício Oliveira, que concorre ao governo cearense pelo PMDB. Ele também foi saudado pelo prefeito da cidade, Raimundo Antônio de Macêdo (PMDB), conhecido como Raimundão, e por uma multidão que o esperava no aeroporto local.

Em seguida, o grupo saiu em carreata formada por mais de 150 automóveis em direção à vizinha cidade do Crato, distante 20 quilômetros. A caravana com bandeiras da candidatura Aécio foi aplaudida durante todo o percurso, até chegar à ExpoCrato, a principal feira agropecuária do Ceará. O evento é uma grande festa no município, atraindo uma multidão para barracas de comidas típicas, parque de diversões e apresentações musicais.

Acompanhado de Tasso Jereissati e do prefeito do Crato, Ronaldo Gomes de Matos (PMDB), entre outras lideranças políticas do estado, Aécio cumprimentou visitantes da feira, posou para fotos e falou sobre compromissos assumidos junto à população. Para Tasso, a visita de Aécio ao Ceará é o início da candidatura na região Nordeste. A visita à região do Cariri continua neste domingo.

Em visita ao Ceará, Aécio diz que Dilma governa de costas para o povo

Fonte: Hoje em Dia


Na terra de Padre Cícero, Aécio Neves diz que Dilma governa de costas para a população

O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) disse, neste domingo (20), em Juazeiro do Norte, a 560 quilômetros de Fortaleza, que a marca do atual do governo é “governar de costas para a população”. Ele acusou a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, de se distanciar das ruas e do povo. “Eu vou conversar com as pessoas, olhar, ouvir”, disse o tucano após assistir à missa de 80 anos da morte do Padre Cícero.

Ao lado do ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), Aécio dividiu a área destinada às autoridades com os petistas Camilo Santana, candidato ao governo cearense, e José Guimarães, que tenta se reeleger deputado federal. Cerca de 30 mil pessoas estavam presentes. A missa foi celebrada pelo bispo do Crato, dom Fernando Panico. Na homilia, o sacerdote pediu aos candidatos que fossem justos e dessem atenção especial aos pobres, principalmente aos sertanejos.

Camilo Santana, a vice, Izolda Cela, o candidato a senador Mauro Filho e José Nobre Guimarães sentaram na primeira fila. Dez minutos depois, chegaram Aécio Neves, Tasso, o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, e o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB). No momento da bênção da paz, todos se cumprimentaram respeitosamente e ao final, cada grupo seguiu o que estava previsto na agenda para este domingo. Camilo retornou para Fortaleza, enquanto Aécio seguiu para a Colina do Horto.

Aécio desembarcou em Juazeiro ontem à noite. Seguiu em carreata para o Crato, onde fez corpo a corpo na Expocrato. Algumas pessoas chegaram a confundi-lo com Eunício Oliveira (PMDB), candidato a governador e companheiro de chapa de Tasso, que disputa o Senado. Apresentado às pessoas por Tasso, Aécio foi bem recebido. Eles caminharam por mais de uma hora pela exposição. Foi a primeira visita ao Ceará, desde a oficialização de sua candidatura. “Não há candidato à Presidência da República que se possa considerar responsável e sério que não comece sua caminhada pelo Nordeste“, afirmou. “Nessas andanças é que sentimos o carinho da população e a voz do povo pedido mudança. Creio que somos a melhor opção para que isso ocorra”, disse Aécio.

Nas entrevistas, acusou o PT de promover terrorismo eleitoral contra ele. “Quanto às ameaças e esse terrorismo eleitoral, isso é uma prática costumeira dos nossos adversários e do PT, que está assustado hoje com o que está vendo, com a rejeição das pessoas às suas propostas. Diria hoje que o PT é um partido à beira de um ataque de nervos.”

“A todo instante percebemos a mentira buscando ser a condutora das ações daqueles que querem se perpetuar no poder. Para cada mentira que disserem, vamos dizer dez verdades. Vamos não apenas manter o Bolsa Família, como também iremos ampliá-lo e aprimorá-lo. Os programas sociais que têm dado certo não são programas de um partido ou de um governo, são da sociedade brasileira, disse o candidato.

3 de julho de 2014

Aécio fica forte no Sul e Sudeste

Fonte: O Estado de São Paulo


Aécio consegue unidade e se fortalece no sul e sudeste

Encerradas as convenções partidárias, que não apresentaram surpresas do lado do PT, tem-se um quadro de resgate da unidade partidária do PSDB, que esteve ameaçada na fase de negociações no principal colégio eleitoral, São Paulo.

O senador Aécio Neves logrou conquistar o que talvez fosse sua principal meta, um arco de alianças que fortalece sua candidatura no plano nacional nas regiões sul e sudeste, reeditando a parceria Minas/São Paulo, os dois maiores colégios eleitorais e explorando eficientemente a dissidência peemedebista no Rio de Janeiro.

No Paraná e Santa Catarina, eleitorados com histórico antipetista, o PSDB também alimenta legítima expectativa de vitória e, no Rio Grande do Sul, a aliança com o PP da senadora Ana Amélia se vale do desgaste do governo Tarso Genro, do PT, sustentando o favoritismo da candidatura.

No nordeste, a situação é mais difícil, principalmente pela escolha de um vice da região ter sido sacrificada em favor de uma estratégia nacional mais eficiente para a campanha. Mesmo assim, vale-se da dissidência governista na Bahia, importante colégio eleitoral em que a presidente Dilma não deve obter o mesmo resultado da última eleição.

No Ceará, a união com o PMDB, que pode devolver o empresário Tasso Jereissati ao Senado, numa chapa com o senador Eunício de Oliveira para o governo, a situação parece bem mais favorável que antes, ao tempo em que o senador governista ainda alimentava esperanças de um acordo com o governador Cid Gomes, do Pros.

Mas é em São Paulo que o resultado final fez justiça à forma mineira de se fazer política. Aécio conseguiu transitar entre os interesses que separaram o governador Geraldo Alckmin, por algum tempo, das metas desejáveis ao PSDB nos planos estadual e nacional, conciliando no limite possível as diferenças com potencial divisionista.

A perda do PSD, com a ida do ex-prefeito Gilberto Kassab para a candidatura do PMDB, guarda uma relação custo/benefício, apesar de inviabilizar o cenário ideal, que reuniria todos os atores identificados com um eleitorado antipetista.

Sem Kassab, que fora convidado por Alckmin para compor sua chapa como vice, foi possível equacionar da melhor forma a participação do ex-governador José Serra no processo, abrindo espaço para sua candidatura ao Senado, como queria e à altura de sua dimensão política, histórica e eleitoral.
O efeito no cenário estadual também é positivo. Alckmin selou sua aliança com o PSB, pacificou a aliança e a relação com o seu partido, e se beneficia da identificação da candidatura de Paulo Skaf como a tábua de salvação do PT, cujo candidato, Alexandre Padilha, permanece nos 3% nas pesquisas.

Skaf e Alckmin correm na mesma faixa do eleitorado paulista, aquela que as pesquisas mostram refratária ao PT e que reflete com maior nitidez o eleitor de resultados, menos sensível ao discurso ideológico, principalmente o da esquerda clássica, que se mostra defasado também em outros pontos do país.

Alckmin tem o dobro das intenções de voto de Skaf e pesará na decisão do eleitorado de ambos, a preferência petista pelo presidente da Fiesp, mantida a dificuldade de decolagem do ex-ministro da Saúde, afetado pelo escândalo em seu ministério envolvendo o doleiro Alberto Youssef e seu laboratório de fachada.

Kassab, por sua vez, encontrou nesse desfecho a porta de saída para evitar o confronto com Serra, com o qual justificara sua adesão ao PMDB. Disputará o Senado por ter obtido a garantia de que não teria no ex-governador um concorrente, dado que este até teve sua inscrição para candidato à Câmara homologada na convenção.

Desse modo, quem produziu o conflito foi Serra, o que retira de Kassab qualquer constrangimento que, até então, o obrigava a mudar da calçada em que Serra estivesse. O ex-prefeito, no entanto, reduziu suas chances de vitória, pois concorrerá contra dois pesos eleitorais históricos de São Paulo: o ex-aliado e o senador Eduardo Suplicy, do PT, candidato à reeleição.

Há outros aspectos que somam na escolha do senador Aloysio Nunes para a chapa tucana à presidência. Seu trânsito entre a maioria dos prefeitos do Estado, sua origem serrista, de inegável poder pacificador, seu prestígio eleitoral atestado pela sua última votação – a maior de um senador, com 12 milhões de votos.

Sua biografia de esquerda, com passagem pela luta armada, na mesma organização clandestina que a presidente Dilma Rousseff, é a que menos importa ao eleitor. Tem, no entanto, o poder de neutralizar o discurso ideológico conveniente ao PT, que rotula todos os adversários como conservadores.

Essa manipulação, que visa ao monopólio do pensamento progressista, tem sua fragilidade exposta nas alianças com perfis que compõem a história da direita no país, como os ex-presidentes José Sarney (PMDB) e Fernando Collor (PTB), além daqueles identificados pela trajetória de mãos dadas com a corrupção, simbolizados na figura do ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR), hoje cumprindo pena por condenação do Supremo Tribunal Federal (STF).

A escolha de Ferreira também evidencia a opção pela soma política que resistiu a tentações marqueteiras como a de um nome feminino apenas pelo gênero, sem critério outro, ou a da escolha de um nordestino com o poder mágico de multiplicar a votação do candidato numa região em que não é conhecido.

Para esse último objetivo, aliança não precisa necessariamente passar pela inserção na chapa do líder regional. Basta que ele esteja na aliança e que milite pelo candidato. É o que deve ocorrer com o senador José Agripino, por exemplo, no Rio Grande do Norte.

Aécio fecha essa etapa do processo eleitoral no mesmo cenário em que a presidente Dilma Rousseff sofre baixas claramente determinadas pela percepção política de ex-aliados do aumento de seu risco eleitoral. PTB e PP, um no plano nacional outro no paulista, deram adeus à aliança sem a menor cerimônia, o seguindo inclusive justificando com a perda de perspectiva de ampliar sua bancada na Câmara.

O PSD manteve o compromisso na aliança nacional e, agora, também em São Paulo, ao aderir ao PMDB. Mas, na vida real, o partido está com Aécio, à revelia do seu presidente, Gilberto Kassab, em estados-chave para a eleição, como Minas, Rio, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Piauí.

27 de junho de 2014

Eleições: Aécio se fortalece no Nordeste

Aécio pode ter um palanque forte com a coligação do PMDB cearense. Eunício Oliveira deverá sair como candidato ao governo.


Aécio se fortalece no Nordeste


Fonte: O Globo

Aécio deve anunciar acordo entre PSDB e PMDB no Ceará

Apesar de pressionado, Tasso Jereissati não quer sair ao Senado e ainda espera ser vice de Aécio

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) deve anunciar nos próximos dias o fechamento de uma aliança tucana com o PMDB do Ceará. O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) continua muito pressionado a se candidatar ao Senado, mas prefere ser vice de Aécio, o que ainda está em aberto. A coligação do PMDB, que pode dar um palanque forte aopresidenciável tucano no estado, deve ter como candidato ao governo o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ex-prefeito Roberto Pessoa (PR) como vice e um candidato tucano para a vaga do Senado, indicado por Tasso.

Eunício se reuniu com Aécio em Brasília na quarta-feira e, nesta quinta-feira à tarde, com Tasso. Interlocutores do peemedebista dizem que ele gostaria de anunciar a chapa já na convenção de domingo, mas depende do PSDB resolver o destino de Tasso.

Apesar de abrir o palanque dos demais integrantes da chapa para Aécio, Eunício, por enquanto, deve se manter neutro: não fará campanha para Dilma, que levou o PT a apoiar o PROS dos Ferreira Gomes, nem para Aécio. Eunício foi ministro de Lula, que é tido como principal cabo eleitoral no Ceará. Mas, além de negociar com o PSDB, está conversando com o PSB de Eduardo Campos.



Fonte: Estado de S.Paulo

Tasso desiste de candidatura, mas PSDB fecha com PMDB no CE


Medida pode prejudicar palanque de Dilma no Nordeste

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) anunciou sua desistência à candidatura ao Senado nesta quinta-feira, 26, mas seu partido fechou o palanque no Estado com o PMDB, o que pode prejudicar Dilma na região.

Após conversas com PSDB, PR e DEM, o líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Ceará, o senador Eunício Oliveira (PMDB) fechou a chapa para disputar o Estado com a seguinte composição: Eunicio, candidato ao Governo; Roberto Pessoa (PR), vice; e o senado será ocupado por Luiz Pontes (PSDB), Moroni Torgan ou Chiquinho Feitosa, ambos do DEM.

Jereissati (PSDB) vai para a campanha de Aécio Neves à Presidência. Embora alguns descartem, ele ainda é cotado para vice de Aécio, cujo nome deverá ser divulgado na próxima segunda-feira, 30. As articulações cearenses foram feitas, tendo Tasso como figura central, com o objetivo de garantir um palanque forte no Ceará para o candidato tucano à Presidência.

Fechada a chapa de Eunicio Oliveira, é aguardado o anúncio dos nomes que terão o apoio do governador Cid Gomes (PROS), que já formalizou apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta quinta-feira, 26, Cid cancelou a agenda externa e está em reuniões fechadas com seu grupo político.

Críticas. Antes mesmo de fechado acordo entre PMDB e PSDB para a sucessão no Ceará, Ciro Gomes (PROS), irmão de Cid, disparou duras críticas contra Eunício Oliveira. Ciro o chamou de “riquinho”, “biruta de aeroporto” e “lambanceiro”. Acusou ainda o peemedebista de comprar as eleições no Estado.

As críticas foram feitas na quarta, antes de uma reunião do PROS cearense com aliados, em um hotel de Fortaleza. Ao ser questionado qual seria o perfil do escolhido para suceder o irmão, Ciro respondeu que não será alguém “com conversa mole” e “muito menos lambanceiro como Eunício, que parece biruta de aeroporto”.

Ao comentar as notícias sobre a aproximação de Eunício com Aécio, atacou: “Agora a notícia que temos, é que [o Eunício] virou para o Aécio. É uma ideologia comovente”, ironizou, completando ainda que, “um cara que queria o apoio do Cid até ontem, nunca deu um centavo de emenda para a segurança, nunca deu um centavo para a Saúde no Ceará, só porque quer ser governador, porque é riquinho e quer comprar o poder no Estado do Ceará”.

Na tarde desta quinta, ele e o irmão caçula, o deputado Ivo Gomes (PROS), compartilharam uma imagem no Facebook tendo Riquinho, personagem dos quadrinhos, de um lado, dizendo “Eu quero, pq quero ser governador do Ceará”, e, ao lado, uma foto do presidente do Uruguai, José Mujica, com a seguinte citação atribuída ao uruguaio: “Há pessoas que adoram dinheiro e se metem na politica. Se adora tanto dinheiro que se meta, então, no comércio, na indústria ou que faça o que queira… não é pecado. Mas a política é para servir ao povo”.

20 de junho de 2014

Aécio Neves: encontro com Tasso Jereissati no Rio

Foto do encontro foi postada pelo presidenciável tucano em uma rede social, cresce especulações em torno do nome  para ocupar vaga de vice.


Eleições 2014


Fonte: O Globo 

Cotado para vice, ex-senador Tasso Jereissati se encontra com Aécio no Rio


Foto do encontro foi divulgada pelo presidenciável em uma rede social

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, reuniu-se nesta quinta-feira com o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) no Rio de Janeiro. Uma foto do encontro foi postada pelo presidenciável tucano em uma rede social, fazendo crescer as especulações em torno do nome do cearense para ocupar a vaga de vice na chapa tucana.

Foi o primeiro encontro reservado entre os dois desde que começaram os rumores de que Tasso poderia ocupar a vaga. O ex-senador esteve nas últimas semanas em viagem ao exterior e retornou ao Brasil somente dias antes da convenção nacional que formalizou a candidatura de Aécio no sábado passado.

Nem Tasso nem Aécio deram entrevista para falar sobre o encontro. Seguidores do presidenciável manifestaram na rede social apoio à dobradinha.

Aécio marcou para o próximo dia 30 o anúncio do nome de seu vice, que acontecerá durante na reunião da Executiva Nacional do PSDB, em Brasília.

Há duas teses em discussão sobre o perfil do vice tucano. Alguns defendem que ele seja de São Paulo para garantir uma votação expressiva de Aécio no estado, considerada fundamental para uma vitória eleitoral. Outra corrente defende que o vice seja do Nordeste, para melhorar o desempenho do PSDB e reduzir a vantagem do PT da presidente Dilma Rousseff na região. Por São Paulo, o nome favorito é do senador Aloysio Nunes FerreiraNo Nordeste, a opção é Tasso. Há ainda uma alternativa com a ex-ministra Ellen Gracie.

Ainda não está descartada a opção de um vice de outro partido. Aécio sonha com o apoio do PTB, PR ou PSD e usa a vaga de vice para tentar convencer as siglas a embarcarem em seu projeto presidencial.

4 de dezembro de 2009

Aécio Neves se encontra com o senador Tasso Jereissati


O governador Aécio Neves se reuniu nesta quinta-feira, dia 3, com o senador tucano do Ceará, Tasso Jereissati. Participaram do encontro o secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, e o ex-ministro e ex-presidente nacional do PSDB, Pimenta da Veiga. A reunião foi realizada no Palácio da Liberdade.

Após o encontro, em entrevista à imprensa, Aécio Neves disse que eles fizeram uma avaliação do quadro político e eleitoral. “Temos a compreensão de que a nossa unidade é absolutamente decisiva para termos êxito nesse processo eleitoral e eu reafirmei apenas ao senador Tasso aquilo que tenho dito a vocês. Reiterei que o meu nome está à disposição do partido, mas eu acho que a contribuição que eu possa dar como candidato a presidente, ela seria mais efetiva num tempo mais curto, exatamente para que eu pudesse estar construindo outras alianças. Mas o partido saberá tomar a decisão e qualquer que seja a decisão do partido, eu respeitarei” afirmou.


Leia, abaixo, transcrição da entrevista


11 de julho de 2009

TASSO MANDA AÉCIO SE PREPARAR PARA SER CANDIDATO A PRESIDENTE EM 2010

Por: Luciano Augusto

O senador Tasso Jereissati confessou que não acredita mais na candidatura do governador José Serra à presidência da República em 2010.
Segundo revelou a revista Veja, Tasso acredita que o candidato do PSDB ao Planalto deve ser o governador mineiro Aécio Neves.
Aliados de Serra divergem de Tasso e afirma que o governador de São Paulo deve concorrer a presidente mesmo não demonstrando entusiasmo com essa candidatura. Leia mais sobre esse assunto em matéria da Veja.