Aécio diz que sentimento de mudança começa a chegar em toda as classes. Segundo o senador, o eleitor quer que Brasil viva novo momento.
Eleições 2014
Fonte:
Jogo do Poder
Entrevista do presidente do PSDB, senador Aécio Neves
Assuntos: pesquisa Ibope; manifestações da copa, alianças no Rio
Sobre crescimento em faixas diferenciadas de renda na pesquisa Ibope
A minha percepção é que esse
sentimento de mudança que existe hoje no Brasil é crescente, e ele começa a chegar a todas as classes sociais, a todas as regiões do país. Não é algo apenas de um segmento da sociedade brasileira. A razão do nosso
crescimento, e o que é mais importante, é um
crescimento que se cristaliza em todas as classes sociais, é a demonstração de que o
sentimento de mudança é crescente. E esse é o dado mais relevante.
Mais do que o grande aumento de
intenção de votos em torno do nosso nome, é esse sentimento consolidado de que o Brasil precisa viver um novo momento. E isso não é na parcela de cima da pirâmide, como alguns gostam de dizer, ele permeia já todas as camadas da sociedade. E esse é o fator, a meu ver, mais relevante e que as próximas pesquisas devem confirmar.
Estou muito feliz, acho que é uma demonstração de que a nossa proposta, a nossa exposição tem, de alguma forma, inspirado setores da sociedade. Vamos continuar trabalhando.
Sobre mudanças e segundo turno apontado na pesquisa Ibope
As
mudanças profundas, aquelas que esperamos, vão vir no momento do debate, no momento do confronto de ideias, no momento que mostrarmos um governo que fracassou na
condução da economia, fracassou na gestão do Estado, fracassou na condução das
políticas sociais. Essas são as marcas, a meu ver, mais claras desse governo. A
pesquisa é muito positiva para o conjunto das
oposições, aponta de forma sólida para a realização de um segundo turno e espero poder estar lá.
Greves e manifestações preocupam, tendem a ser agravar até a Copa?
É uma preocupação de todos nós. Sempre disse que as
manifestações reivindicatórias,
manifestações de segmentos da sociedade, devem ser respeitadas. Inclusive, nossas forças de segurança devem estar preparadas para isso. As
manifestações, desde que como expressão de vontade pacífica da sociedade, são absolutamente legítimas e temos que aprender a conviver com isso na
democracia. O que temos que diferenciar, e aí, que em defesa da própria sociedade, agir, é quando começa a haver crimes a partir dessas
manifestações. Depredação de patrimônio, atentados contra a vida e até mesmo dificuldade no ir e vir das pessoas, que deve ser também garantido.
O esforço das autoridades é, de um lado, garantir e respeitar
manifestações pacíficas, mas, também, por outro lado, impedir que elas se transformem em atentados, em movimentos violentos, porque a maior vítima da
violência nas manifestações são os próximos manifestantes, que têm causas legítimas e justas a defender. Essas são principais vítimas.
Sobre a possibilidade de paralisação de categorias na Copa
Vamos aguardar o que vai acontecer. O que vejo é que inúmeras demandas que foram apresentadas em junho do ano passado, nenhuma delas foi atendida pelo governo. Seja na melhoria da qualidade do
transporte, seja na melhoria da
saúde, seja na
inibição da corrupção, ao contrário, estamos vendo aí na
Petrobras e tantos outros causando indignação à sociedade brasileira. O governo respondeu muito pouco. Mas espero que as
manifestações que eventualmente venham a ocorrer ocorram dentro da ordem, ocorram de forma pacífica. Essas têm de ser respeitadas e os governantes, não apenas a presidente da República, todos eles, em todos os níveis, têm de conviver com elas.
Sobre alianças no Rio de Janeiro
Acho que a política é uma arte de administrar o tempo. As coisas estão caminhando naturalmente. As
manifestações que tenho recebido espontâneas de apoio no Rio, políticas, de partidos como aqui do
Solidariedade, do
Pedro Fernandes, partidos como o próprio
PMDB, partidos que estão hoje na base de sustentação do governo, como o
PSD, o
PP do senador
Dornelles, isso me estimula muito.
Devemos ter, inclusive, no início de junho, um grande momento, um grande movimento de junção dessas forças que nos apoiam, independentemente da candidatura a governador. Isso me dá uma base muito sólida no Rio. E minha identidade com o Rio, até a minha familiaridade com os problemas do Rio, isso tudo vai facilitar no momento em que tivermos espaço para defendermos aquilo que acreditamos.
Plano de Governo: UPPs
Defendemos o fortalecimento das parcerias, por exemplo, com as
UPPs, que acho que foi um grande ganho para a comunidade carioca, e gostaria de coisas parecidas em outras partes do Brasil. Talvez seja a primeira vez que esteja falando sobre isso, mas vamos falar de forma muito clara que no nosso governo vai haver, sim, apoio, solidariedade e estratégia para consolidarmos as
UPPs na sua segunda etapa, que é levar também a essa comunidades desenvolvimento social. Levar, a essas comunidades, serviços públicos de qualidade. Essa é a segunda etapa que vai consolidar as
UPPs. E quero poder, no futuro, ser um parceiro, qualquer que seja o governador do Rio, qualquer que seja o governador de outras metrópoles que tenham populações nessas regiões, para que esse modelo possa ser ampliado e consolidado. A segunda etapa, a meu ver, é essa.
Serviços públicos de boa qualidade e avanços sociais como
educação,
saúde.
O governo federal poderia ser um parceiro nas UPPS?
Acho que pode ser um parceiro ainda mais vigoroso na consolidação das
UPPs, que é um avanço inquestionável.