Mostrando postagens com marcador Gestão deficiente do PT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão deficiente do PT. Mostrar todas as postagens

4 de maio de 2015

Artigo Aécio Neves: 100 dias

Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção.


No PT, acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados.


Fonte: Folha de S.Paulo 



100 dias


ARTIGO AÉCIO NEVES


Diz o provérbio popular que não há nada tão ruim que não possa piorar. Esse parece ser o lema dos cem primeiros dias do segundo governo Dilma, tal a capacidade que este tem de gerar a cada dia indicadores e projeções que agravam o cenário de crise econômica e paralisia política que assombra o país. Se não bastasse a corrupção em níveis estratosféricos, por si só uma mancha que envergonha o país, a nação se vê tomada por um sentimento de logro e decepção.


É a constatação de que o país foi levado às cordas, de forma irresponsável por motivações políticas menores: a manutenção de um projeto de poder a qualquer preço. A ruína é ética, econômica, política. O PT conseguiu, em poucos anos, o que parecia impossível: quase destruiu a nossa maior empresa, protagonizou os maiores escândalos de malversação dos recursos públicos da história do país, desorganizou todo o sistema elétrico, promoveu a desindustrialização e postergou um programa mínimo de investimentos na infraestrutura.


Empresas e famílias estão sofrendo com a alta dos custos financeiros. Em março, houve o maior saque líquido de recursos da caderneta de poupança em um único mês em toda a série histórica do BC, desde 1995. Foi o mês que registrou também a pior inflação dos últimos 12 anos, e o desemprego avançou em todas as regiões.


Não estamos diante apenas de um governo inapto à boa gestão. O que estamos assistindo é o fim melancólico de um ciclo de poder, com um legado que promete ser terrível. Nada mais simbólico deste ambiente do que uma presidente da República que terceiriza as suas principais responsabilidades.


A economia está nas mãos de um fiador e a política entregue a um partido que não é o seu. Ao abrir mão de gerir as duas áreas sobre as quais se fundamentam todas as decisões da administração, o que se constata é que a presidente mantém o cargo, mas renunciou ao governo. O resultado é um país sem rumo, imerso em desafios.


A verdade é que enquanto surfou na herança bendita do governo do PSDB e foi beneficiado por circunstâncias externas, o governo do PT conseguiu apresentar alguns resultados ao Brasil. Mas, quando começou a agir como o que de fato ele é, trouxe o país para o poço em que nos encontramos hoje.


O que é espantoso é que o PT continua como dantes, impávido, incapaz de esboçar qualquer autocrítica que reconheça a sua enorme responsabilidade pelo descalabro em que se encontra o Brasil. Acusados de corrupção são oficialmente recebidos sob aplausos em reuniões do partido, que se limita a enxergar os milhões de brasileiros indignados como mal agradecidos e desinformados.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio: E os Correios? - Coluna Folha

O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados pelo aparelhamento e má gestão.


É hora de cobrar responsabilidades e transparência.


Fonte: Folha de S.Paulo


AÉCIO NEVES


Dias atrás, a Justiça atendeu ao pedido da Associação dos Profissionais dos Correios e suspendeu o pagamento das contribuições extras de participantes do fundo de pensão Postalis como forma de equacionar o enorme rombo existente, resultado da negligência e da crônica má gestão.


Revisito a matéria porque, com todas as atenções voltadas para os graves desdobramentos do escândalo da, outras situações não menos graves vão se diluindo sem conseguir mobilizar o país.


É exatamente o que acontece com a crise dos Correios, outra empresa que se transmudou em uma espécie de resumo das mazelas que ocorrem no país: corrupção, compadrio, ineficiência e uso vergonhoso do Estado em favor de um partido político.


Nos últimos anos, os Correios, assim como outras empresas públicas e seus fundos de pensão, foram ocupados pelo PT. Na campanha eleitoral do ano passado, a estatal foi instrumento de graves irregularidades.


A propaganda da candidata oficial à época foi distribuída sem o devido e necessário controle. A consequência foi que milhões de peças podem ter sido encaminhadas sem o pagamento correspondente. Recentemente, o TCU concluiu que a empresa agiu de forma irregular. Até aqui, pelo que se sabe, ficou por isso mesmo.


Mas não foi só isso. Além de fazer o que não podiam, os Correios não fizeram sua obrigação: deixaram de entregar correspondências eleitorais pagas pelos partidos de oposição. Ação na Justiça denuncia que correspondências de partidos com críticas ao PT simplesmente nunca chegaram aos seus destinatários.


Some-se a isso o escândalo do vídeo gravado durante uma reunião, no qual um deputado petista cumprimenta funcionários da empresa e, sem nenhum pudor, reconhece o uso político dos Correios. Diz ele: “Se hoje nós estamos com 40% [de votos] em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios“.


Denúncias como essas foram feitas por funcionários da estatal indignados não só com o prejuízo financeiro, mas com o comprometimento da imagem de uma empresa que até pouco tempo atrás tinha a confiança de todos os brasileiros. A conta é alta: o rombo do Postalis pode ser de R$ 5,6 bilhões.


O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados, de uma forma ou de outra, pela doença do aparelhamento e da má gestão, com prejuízos incalculáveis aos trabalhadores e ao país.


O Brasil aguarda e exige que investigações rigorosas alcancem também as autênticas caixas-pretas em que esses fundos se transformaram e que resumem o que há de pior na vida pública brasileira. É hora de cobrar responsabilidades e transparência.

7 de maio de 2014

Aécio: agronegócio permanece sacrificado por Governo do PT

Aécio disse ao “Jornal da Manhã”, de Uberaba, que, em 12 anos, nada foi feito para resolver os grandes nós da infraestrutura no país.


Brasil sem gestão


Fonte: Jornal da Manhã

“O governo falhou na condução do país. É hora de mudar”, diz Aécio


Para o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, o governo do PT não tem visão estratégica para o agronegócio, pilar mais vigoroso de desenvolvimento e crescimento. Ele também diz ao “Jornal da Manhã”, de Uberaba, que, em 12 anos no poder, nada foi feito para resolver os grandes nós da infraestrutura no país. As carências da saúde, do setor sucroalcooleiro e a CPI da Petrobras são outros temas desta entrevista, concedida à jornalista Renata Gomide e publicada nesta terça-feira (06/05).

Para Aécio, gasoduto viabilizou planta de amônia

Por Renata Gomide

Presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves disse em entrevista por e-mail ao Jornal da Manhã que a planta de amônia da Petrobras “só está sendo viabilizada porque o governo de Minas assumiu o compromisso com a construção do gasoduto”. Nesse sentido, ele não vê possibilidade de a Petrobras adquirir o gás da TGBC para abastecer a fábrica, cuja pedra fundamental foi lançada em Uberaba no sábado (3). Aécio também falou sobre a CPI no Senado para investigar a estatal petrolífera, assegurando que quanto mais amplo o trabalho, melhor para o futuro da Petrobras e para a sociedade. Confira a íntegra da entrevista, feita com o senador e presidente nacional do PSDB antes da sua chegada a Uberaba, na sexta-feira, dia 2 de maio, para uma reunião com lideranças do agronegócio na sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Jornal da Manhã – O agronegócio é um dos pilares da economia nacional, mas muitos produtores se queixam das dificuldades para obter financiamentos visando à modernização das fazendas. Outros se queixam da falta de política de proteção ao produtor rural e até da volta à monocultura da cana ao país. De que forma o senhor vê o futuro do agronegócio no Brasil, considerando que na Agrishow o senhor teria dito que é o “candidato do agronegócio”?

Aécio Neves – De fato, acredito que posso contribuir para a afirmação cada vez maior do setor do agronegócio pela compreensão que tenho da importância do setor para o Brasil e pelo respeito que tenho pelos nossos produtores. Tenho uma crença infinita na capacidade do Brasil e nos brasileiros. O que muitas vezes atrapalha é o governo. Já estamos no 12º ano da gestão do PT no Palácio do Planalto, e pouco foi feito para resolver os grandes nós da infraestrutura no país. O agronegócio permanece sacrificado em particular na área de logística, sem estradas adequadas, hidrovias, ferrovias e portos à altura das necessidades das nossas exportações. Costumo dizer que da porteira pra dentro não há ninguém mais preparado e produtivo que os brasileiros. Mas, da porteira pra fora, a situação muda. Por problemas ideológicos, o governo do PT retardou muito a adoção de caminhos utilizados no mundo inteiro para resolver os problemas da infraestrutura. Não há uma visão estratégica do governo para o agronegócio, o pilar mais vigoroso de desenvolvimento e crescimento, que sustenta o Brasil de hoje. Precisamos também acabar com a absurda carga tributária que corrói o Brasil, o que deve ser feito por meio de uma reforma abrangente e consequente.

JM – Ainda no evento realizado em Ribeirão Preto o senhor disse que a política econômica do governo federal tem sido um crime contra o etanol… O que é preciso mudar e como?

AN – É preciso recuperar o setor sucroalcooleiro, que passa por uma grave crise. É importante ouvir os empresários e trabalhadores para buscar soluções e a superação das dificuldades. O setor foi abandonado pelo governo federal. Isso é uma prioridade para um país que não pode mais depender apenas de combustível fóssil. Investir no etanol tem ganho do ponto de vista ambiental e econômico. O setor necessita de linhas de crédito que funcionem, de uma política de preços clara e transparente e de garantias de estímulo a quem venha empreender.

JM – O senhor deve se reunir com lideranças do agronegócio em Uberaba. O que vai dizer a elas? [reunião que aconteceu em 2 de maio]

AN – Que as lideranças do agronegócio ajudem a engrossar a corrente dos que querem mudar o Brasil. Chega de promessas não cumpridas, de PAC que não sai do papel, de aparelhamento dos ministérios e de empresas estatais, de escândalos como o da Petrobras e de tantos outros. Há um dado que aparece em todas as pesquisas já há algum tempo: cerca de 70% da população quer mudanças no Brasil. Esse é um diagnóstico em relação a um governo que falhou na condução do país, nos trouxe de volta a inflação e o crescimento pífio da economia. Há um perverso legado do atual grupo que governa o Brasil. É hora de mudar.

JM – Enquanto governador de Minas, o senhor foi criticado por seus adversários em razão da excessiva carga tributária imposta aos setores produtivos. Ainda hoje Minas mantém alíquota de ICMS maior que outros estados vizinhos, como São Paulo. Se pudesse voltar no tempo, o senhor faria diferente ou manteria a mesma política tributária de quando governou o Estado? E mais: implantaria o mesmo modelo no país, caso seja eleito presidente?

AN – Acredito que essas pessoas talvez não conheçam em profundidade o tema. Quando fui governador tive grande apoio do setor produtivo justamente pela redução da carga tributária no Estado. Reduzimos impostos de cerca de 200 produtos entre alimentos da cesta básica, material de construção e escolar. No caso dos combustíveis, a alíquota da gasolina é igual à de São Paulo e Bahia e menor do que a do Rio. A alíquota do etanol praticada em Minas Gerais é a terceira menor do país.

JM – A violência urbana tem sido apontada em pesquisas realizadas por diversos institutos como a grande preocupação dos brasileiros na atualidade. Há solução em curto prazo para esse problema? De que forma enfrentá-lo?

AN – A prioridade é alterar a atitude do governo federal. É inaceitável que num país da extensão do Brasil o governo federal, em mais de uma década, não tenha coordenado, em parceria com estados, um grande plano para essa área. É inaceitável que a União participe apenas com 13% de tudo o que é gasto em segurança no país. O Brasil não tem sequer uma política nacional de segurança. Toda responsabilidade está na esfera estadual, com as polícias Civil e Militar. Ocorre que os grandes problemas vêm do crime organizado em torno do tráfico de drogas e do contrabando de armas. Muitos estados fazem sua parte, mas sem qualquer sustentação relevante por parte do governo federal. Nesse particular, Minas tem contribuição a dar, com sua experiência, por exemplo, na expansão do sistema prisional, incluindo o emprego de Parceria Público-Privada para a construção de presídios e os programas de prevenção. O que há hoje é uma omissão criminosa do governo federalSegurança pública é uma responsabilidade de todos. O PSDB tem o compromisso de, eleito na próxima eleição, transformar o Ministério da Justiça em Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Queremos que o Brasil tenha uma política nacional de segurança pública com recursos orçamentários garantidos, transferidos por duodécimos. Nada disso é fácil. Mas acho que é possível.

JM – A Saúde no Brasil carece de investimentos pesados tanto na ampliação da estrutura hospitalar quanto formação de pessoal, gestão de medicamentos, programas preventivos, pesquisa, etc. De que forma o PSDB sugere o enfrentamento de tantas questões num país com recursos escassos como o nosso? A propósito, o senhor é favorável ao programa Mais Médicos?

AN – A saúde pública virou uma tragédia de enorme complexidade e todo brasileiro hoje tem a dimensão do drama vivido pelos pacientes, sobretudo nas regiões mais pobres, desde aquele que precisa de um atendimento básico até os procedimentos hospitalares complexos. O programa Mais Médicos é uma ação importante porque precisamos de médicos em determinadas regiões do Brasil completamente desassistidas. O problema é que o governo que usa o Mais Médicos para fazer propaganda política é o mesmo governo que permitiu que a situação chegasse ao extremo. Durante dez anos o governo do PT nada fez na área da saúde. Ao contrário, nos últimos dois anos, 13 mil leitos hospitalares foram fechados no Brasil. A participação do governo federal na área caiu de 54% para 46% em dez anos. Na regulamentação da Emenda 29, quando foram fixados patamares mínimos de investimentos para estados e municípios, o governo federal impediu que o mesmo compromisso fosse fixado para a União. As Santas Casas estão em situação de miséria. Apresentar o Mais Médicos como a solução do problema da saúde pública no Brasil é deslealdade para com os brasileiros. Em todo conjunto dos serviços públicos, e na saúde também, a solução passa pela gestão eficiente de pessoas e de recursos. Em Minas tivemos importantes avanços. Colocamos foco na regionalização dos hospitais, no atendimento para as gestantes, na distribuição de medicamentos, entre outras iniciativas. O resultado é que Minas, embora ainda tenhamos que avançar muito, tem o melhor sistema de saúde publica do Sudeste, de acordo com o próprio Ministério da Saúde. É uma área que exigirá sempre mais e mais investimentos.

JM – Por que razão o PSDB, partido do qual o senhor é presidente nacional, apenas recentemente assumiu uma postura mais contundente de oposição ao governo Dilma?

AN – O PSDB fez sempre oposição. O que há no momento é uma sucessão de erros novos e a revelação de erros antigos do governo federal, o que talvez esteja permitindo que a sociedade perceba melhor a posição que o PSDB vem defendendo há vários anos.

JM – Até que ponto o indiciamento na Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro do pré-candidato Pimenta da Veiga poderá respingar nas eleições majoritárias no Estado? É possível que ele seja substituído na chapa?

AN – Pimenta da Veiga é um homem sério. É o nosso candidato, e será, se os mineiros assim decidirem, e eu espero que decidam, o futuro governador de Minas Gerais. Em Minas temos um projeto que desenvolvemos desde 2003 e que vem transformando a realidade do Estado. A importância e o reconhecimento deste projeto são feitos pela população que me reelegeu, elegeu Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho e que agora poderá decidir por dar continuidade às mudanças e avanços que têm feito de Minas referência no país na educação, na saúde, na economia. Ele já prestou os esclarecimentos sobre esse assunto.

JM – A decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou inconstitucional a lei complementar que efetivou em 2007 – durante o seu governo – cerca de 98 mil servidores em Minas Gerais pode tirar votos do senhor e mesmo do candidato do grupo à sucessão estadual?

AN – A Lei 100 foi uma medida de respeito e reconhecimento a milhares de servidores, entre professores, auxiliares, antigas serventes, que, apesar de trabalharem há muitos anos no Estado, não tinham garantido o direito à aposentadoria. Era uma situação que vinha de governo anterior. A lei buscou fazer justiça a esses servidores. É importante lembrar que a lei foi negociada com o governo federal e aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais com votos de deputados de todos os partidos, inclusive de oposição ao governo, como o PT. No período de vigência da lei, os trabalhadores da educação não precisaram procurar anualmente vagas de designação, foram respeitados, tiveram tranquilidade para trabalhar e receberam melhores remunerações, pois foram posicionados nas tabelas de acordo com todo o seu tempo de trabalho anterior. Além disso, graças à Lei 100, mais de quinze mil pessoas, exatamente as que tinham mais tempo de serviço, puderam se aposentar pelo regime próprio do Estado. E todos os demais trabalhadores poderão, eventualmente, levar o tempo de serviço para outros regimes previdenciários, quando for o caso. É lamentável ver que, com objetivos políticos, muitas pessoas apostem na desinformação e em versões falsas sobre esse assunto que afeta a vida de tantos trabalhadores.

JM – Enquanto o governo mineiro aguarda a licitação do duto Betim-Uberaba, a TGBC lançou o edital da chamada pública para comercializar o gás que virá de São Carlos (SP) até Brasília (DF). A contratação da capacidade do gasoduto Brasil Central é a última etapa a ser vencida para viabilizar o início da implantação do ramal, sendo que o edital estabelece prazo até dia 14 de maio para os interessados se manifestarem. Caso a Petrobras, que irá construir a planta de amônia em Uberaba, opte pelo gás da TGBC, o senhor vê a possibilidade de suspensão, mesmo que temporária, do projeto do duto mineiro?

AN – Não creio. As negociações com a Petrobras para instalação da fábrica foram iniciadas durante meu governo aqui em Minas Gerais. Só está sendo viabilizada essa fábrica porque o governo de Minas assumiu o compromisso com a construção do gasoduto. O compromisso que assumi foi honrado pelos governadores Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho.

JM – O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que dia 6 de maio [hoje] começa efetivamente a CPI que vai investigar a Petrobras, mas apenas no Senado. A oposição vai insistir com a CPI mista?

AN – Não só a oposição, mas a população brasileira quer a investigação. Isso está claro. Conseguimos, a partir de uma decisão correta da ministra do Supremo, Rosa Weber, que respeita a Constituição, a instalação da CPI no Senado. Há um entendimento entre as oposições que daríamos preferência à comissão mista, uma CPMI, para não retirar os deputados federais dessa discussão. Quanto mais amplas forem as investigações, melhor para o futuro da Petrobras e para a sociedade, uma vez que a má gestão e o aparelhamento político das estatais vêm sendo uma das marcas mais tristes do governo do PT.

JM – A presidente Dilma Rousseff perdeu seis pontos percentuais nas intenções de voto para presidente entre fevereiro e abril, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT)/MDA, ao passo que o senhor avançou de 17% para 21,6%, enquanto Eduardo Campos obteve 11,8%. Mas chama a atenção o número de brancos e nulos, em 20%, e o percentual dos que não sabem ou não responderam, 9,6%, ou seja, quase 30%. É nesse eleitorado que a oposição deve mirar?

AN – Nós, da oposição, estamos levando nossa mensagem a todos os brasileiros, indistintamente. É difícil disputar com a máquina do governo federal, que dispõe de uma propaganda avassaladora e da onipresença da presidente Dilma na mídia, todos os dias, inclusive fazendo campanha eleitoral, como foi no pronunciamento do 1º de maio na TV. A partir do momento em que a oposição se tornar mais conhecida, em que o debate for estabelecido e o confronto de ideias passar a existir, é que vai haver um reposicionamento dos números. Eles vão representar efetivamente o sentimento do conjunto do eleitorado. As pessoas estão buscando alternativas. O PSDB é seguramente a mudança corajosa, a mudança verdadeira que o Brasil procura. Acho que ao longo do tempo isso vai ficar cada vez mais claro para as pessoas. A campanha eleitoral só começa de fato em julho.

JM – O senhor é o único entre os pré-candidatos à Presidência que ainda não anunciou o nome do vice. É possível uma chapa pura, com José Serra como vice, ou, ainda, a vaga pode ser dada à senadora Ana Amélia, do PP-RS, abrindo espaço para uma mulher e ainda trazendo o Partido Progressista para a sua campanha?

AN – No cronograma do PSDB, a convenção para definição do candidato a presidente será em 14 de junho. A escolha do vice virá também a seu tempo, sem preocupação maior, pois temos excelentes nomes tanto no PSDB quanto em outras legendas.

JM – O PSD confirmou apoio à reeleição da presidente Dilma, mas em Minas, por exemplo, o partido vai apoiar a candidatura de Pimenta da Veiga (PSDB), numa articulação que partiu de um deputado de Uberaba, Marcos Montes. É possível reverter o jogo nacionalmente?
AN – O PSD tem sido um grande parceiro do PSDB em Minas. Nacionalmente, a mim só cabe respeitar a decisão do PSD. O meu propósito é o de aglutinar o maior número possível de forças em torno das mudanças que o Brasil precisa fazer.

24 de abril de 2014

Aécio cobra instalação imediata da CPI da Petrobras

Aécio Neves: “Não há mais como procrastinar. A decisão está tomada, o respeito ao direito das minorias foi garantido pelo STF”.


Entrevista Aécio Neves


Fonte: Jogo do Poder

Entrevista coletiva do senador Aécio Neves


Assuntos: decisão da ministra Rosa Weber, CPI da Petrobras

Em entrevista agora de manhã, o líder do PT disse que essa CPI está fadada a ser como foi a CPI do Cachoeira, pouco efetiva e sem resultado nenhum. O senhor acredita nisso?

Talvez isso seja muito mais uma torcida do que fruto de uma análise isenta dos fatos. A decisão da ministra Rosa Weber faz cumprir a Constituição e garante algo que é sagrado, o direito de as minorias atuarem no Parlamento fiscalizando as ações do governo federal. Nesse instante, a partir da notificação a essa Casa, cabe ao presidente Renan Calheiros ou a quem estiver respondendo pela Presidência do Senado, solicitar aos líderes a indicação dos membros que irão compor a CPI para que ela inicie seus trabalhos imediatamente. Não há mais como procrastinar, não há mais como adiar. A decisão está tomada, o respeito ao direito das minorias foi garantido pelo Supremo Tribunal Federal e agora é hora de fazermos as investigações. A CPI, tenho dito sempre, não pré-julga, não pré-condena absolutamente ninguém. É a oportunidade de todos aqueles envolvidos nessas sucessivas e gravíssimas denúncias que atingem a maior empresa brasileira estarem aqui se defendendo e apresentando as suas razões. Foi uma vitória do Estado de Direito, uma vitória da democracia e, sobretudo, uma vitória do Parlamento brasileiro.

Sobre a possibilidade de o governo tentar atrapalhar as investigações com a indicação da presidência e da relatoria da CPI.
 
Sem dúvida nenhuma, o governo até agora fez de tudo, a meu ver, de forma equivocada, para impedir essa investigação. O desgaste teria sido muito menor se o governo tivesse aceitado aquilo que era absolutamente razoável. Havido o fato determinante e apontado esse fato e o número adequado de assinaturas, bastava a sua instalação, e dentro da CPI faz-se o embate. É claro que a maioria do governo vai tentar adiar depoimentos, não aprovar requerimentos de oitivas, mas essa é uma disputa democrática, é uma disputa que é natural que ocorra dentro de uma CPI. O que foi grave, e eu sempre alertava para isso, é, para impedir a investigação, extirpar, retirar do Parlamento uma prerrogativa fundamental e que iria valer para casos futuros, não apenas para esse. Está garantido o direito das minorias de investigar o governo. A CPI está pronta para ser instalada e que o governo, dentro da CPI, faça o embate político. Caberá à sociedade julgar se eles querem efetivamente uma investigação ou se querem, na verdade, impedir que a sociedade saiba o que aconteceu com sua maior empresa.

É uma exigência da oposição que quem está no comando da Casa nesse exato momento instale a CPI?
 
É uma exigência da Constituição, agora respaldada pelo Supremo Tribunal Federal. Cabe a nós fazermos sim a pressão política para que essas indicações ocorram o mais rapidamente possível e a CPI comece a trabalhar. Não há como procrastinar mais. Não há como empurrar com a barriga um tema tão grave como esse. O presidente Renan Calheiros tem apenas um caminho: instalar a Comissão de Inquérito.

Sobre CPI Mista.

A nossa avaliação é de que esta decisão serve também para a CPMI. Neste momento, há uma determinação em relação à instalação da CPI do Senado. Estamos prontos para fazer as indicações dos nossos companheiros que comporão a CPI. Se o senador Renan compreender, e a meu ver é uma compreensão adequada, que esta decisão se estende àCPMI, nós estaremos prontos também para instalar a CPMI que, entre uma e outra, é a que consensualmente terá preferência.
 
Sobre possibilidade de a decisão da ministra Rosa Weber ser alterada pelo plenário do Supremo.

Não há efeito suspensivo na liminar proferida pela ministra Rosa Weber. Enquanto não houver a decisão do Supremo, instala-se a CPI. Em havendo uma decisão do plenário final em outra direção respeita-se esta decisão. Hoje, há um fato determinado claro. A ministra Rosa Weber atende a um pedido das oposições e garante, através de uma liminar, o funcionamento da CPI da Petrobras do Senado Federal. Já estamos com os nossos nomes para serem indicados e cabe ao senador Renan Calheiros simplesmente cumprir a sua obrigação como presidente deste poder e garantir o início dos trabalhos da CPI em benefício da democracia e em benefício da transparência na vida pública.

Sobre os nomes a serem indicados para a CPI.

O líder vai indicá-los no momento em que receber a orientação, receber o ofício do presidente do Senado. Já definimos e já temos os nossos nomes, mas prefiro que este seja um anúncio feito pelo líder Aloysio Nunes.

Sobre a possibilidade de abertura de outras CPIs.
 
Acho absolutamente legítimo. Se quiserem realmente investigar, que apresentem essa CPI. E se faltarem assinaturas, a minha está à disposição, apesar de o governo ter maioria. Não tememos investigação sobre absolutamente nada. Agora, existem denúncias que se sucedem a cada dia e uma mais grave do que a outra em relação ao desmando naPetrobras, à falta de governança da empresa, apontando para eventuais ilícitos. Isso tem de ser investigado. Ninguém é dono da maior empresa brasileira. O que tem acontecido hoje no Brasil, e não é só lá, na Eletrobras está aí este desastre do sistema elétrico, vimos hoje o que aconteceu na Câmara de Comercialização de Energia, com três dos seus titulares pedindo afastamento. A grande verdade é que a ação do governo do PT está quebrando o Brasil.

16 de abril de 2014

Gestão deficiente da Petrobras: Aécio critica atual modelo de concessões

“Será que o modelo de concessões para determinadas áreas não é melhor do que esse que onera uma Petrobras já tão combalida?”, questionou Aécio.


Gestão deficiente da Petrobras


Fonte: Valor Econômico 

Aécio sugere retomar modelo de concessões na Petrobras


A resposta do senador e pré-candidato do PSDB à PresidênciaAécio Neves, às críticas governistas à atuação da oposição na crise da Petrobras atingiu ontem o modelo de exploração do petróleo aprovado durante o governo do PT. Convidado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para falar a empresários fluminenses – talvez os mais próximos ao contexto da indústria do petróleo no país -, o senador acenou com a possibilidade de retomar o modelo de concessões desenvolvido durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que vigorou até 2008, quando o novo marco regulatório para o pré-sal começou a ser debatido.

Aécio voltou a defender a atuação da oposição no caso das denúncias contra a Petrobras, criticada diretamente pela presidente Dilma Rousseff, e não poupou o governo de críticas na condução do setor de óleo e gás, um dos mais relevantes para a economia fluminense.

“Quem está ferindo [a Petrobras] é o aparelhamento que o PT fez na empresa. A oposição não tem essa capacidade e essa força. O que a oposição quer é impedir que ela continue sendo conduzida como foi até aqui”, disse o pré-candidato antes do encontro, que ocorreu a portas fechadas.

De acordo com o senador, nos cinco anos desde a alteração do modelo de concessões, o Brasil pode ter perdido cerca de US$ 300 bilhões da indústria do petróleo, recursos que “andaram pelo mundo e não vieram para o Brasil”. “Quero ouvir quem vive esse problema. Será que o modelo de concessões para determinadas áreas não é melhor do que esse que onera uma Petrobras já tão combalida?”, questionou Aécio.

O senador criticou ainda a política de desonerações pontuais do governo e defendeu uma política fiscal que permita a desoneração horizontal da economia. “Não deu certo para o Brasil essa política das desonerações pontuais, patrocinadas até agora pelo governo. Atendeu a determinados setores, mas não significou nenhum estímulo claro, palpável, mensurável ao desenvolvimento da economia”, disse.

Ainda sem palanque no Rio, o pré-candidato do PSDB confirmou conversas com partidos da base aliada do governo federal no estado, a exemplo das que levaram a aliança firmada com o PMDB da Bahia. Não confirmou, porém, nenhuma decisão. A expectativa era que tivesse um novo encontro com o presidente regional do PMDBJorge Picciani, ainda ontem.

“São bem vindos esses apoios. Vamos deixar que o tempo se encarregue de consolidar esse entendimento Mas, da mesma forma temos conversado com os nossos aliados naturais o Democratas e o PPS na construção de um palanque onde nós possamos discutir uma agenda para o Rio de Janeiro”, disse o pré-candidato que, além de Picciani, um dos principais defensores do apoio ao PSDB no Estado, citou o senador Francisco Dornelles (PP) e o presidente regional do PSDAntônio Pedro Índio da Costa – que foi o candidato a vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB) em 2010 -, como alguns dos interlocutores.

15 de abril de 2014

PT suja imagem da Petrobras, diz Aécio

“Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa”, comentou o senador.


Petrobras sem gestão


Fonte: O Globo 

No Rio, Aécio diz que Dilma tem que ‘devolver limpo’ o macacão da Petrobras


Pré-candidato tucano esteve na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDBAécio Neves, respondeu na tarde desta terça-feira, no Rio de Janeiro, às acusações da presidente Dilma Rousseff, que afirmou em Pernambuco que a oposição está empenhada em ‘ferir’ a imagem da Petrobras. Na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Aécio disse que Dilma deve devolver “limpo” o macacão da empresa.

— Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT, que estabeleceu o aparelhamento através da irresponsabilidade, que resulta na prisão de diretores em operações da Polícia Federal — disparou o tucano.

Para Aécio, que mais cedo esteve em Salvador, o caminho correto é Dilma pedir desculpas aos brasileiros, aos servidores da empresa e aos trabalhadores que investiram seus recursos nas ações da Petrobras. O senador mineiro disse que, se esses trabalhadores que investiram anteriormente compraram R$ 100 em participações da empresa, hoje eles teriam R$ 35, pois houve uma desvalorização de 75% dos papéis da estatal.

Aécio citou como exemplo de irresponsabilidade o preço pago pela refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Também enfatizou que o PSDB, acusado pelos petistas de tentar privatizar a estatal, quer a “reestatização” da Petrobras, hoje nas mãos do PT.

Aécio não descartou a possibilidade de repetir no Rio a aliança com PMDB anunciada na Bahia. Ele diz que tem conversado com forças da base aliada no estado, como Francisco Dornelles (PP), Paulinho da Força (Solidariedade), Jorge Picciani (PMDB) e Indio da Costa (PSD). O tucano também afirmou que estão avançadas as negociações com DEM e PPS para a formação de um palanque.

7 de abril de 2014

Aécio: O Brasil irreal do PT, coluna Folha

No país do PT, a Petrobras vai muito bem, o PAC impulsiona o desenvolvimento, o governo respeita limites entre interesse público e partidário.


“Criatividade” tem limite. E desrespeito também


O Brasil do PT


Aécio Neves

Na última semana, o Brasil viu a Petrobras continuar afundando num poço de lama. E, enquanto o governo mobilizava todas as forças e artifícios para impedir que as irregularidades fossem investigadas, fomos confrontados com mais um dano provocado pelo aparelhamento das nossas instituições. Desta vez, a vítima é o Ipea, importante referência da vida nacional.

Com “criatividade” de mais e ética de menos, o governo faz com que o brasileiro não conheça mais a realidade do país em que vive. Três exemplos:

1) O PAC 1 até hoje não entregou inúmeras obras prometidas. Outras, muito atrasadas, foram incorporadas de forma disfarçada à prestação de contas do PAC 2, que sofre com a ausência de resultados para chamar de seus. A realidade, que geraria constrangimentos em muitos governos, não impede o atual de preparar, novamente, para a véspera das eleições, o lançamento do PAC 3.

A propaganda maciça enterrou de vez a chance da população perceber uma das maiores farsas construídas no país, que vende como novidade e resultado do governo federal o que não é uma coisa nem outra.

No Brasil, tudo o que antes era rotina de governos virou PAC. Investimentos realizados por empresas privadas, por empresas estaduais e até a prestação paga pelas famílias pela casa própria inflam os números anunciados.

2) Há pouco tempo, o governo lançou milionária campanha publicitária: “o fim da miséria é apenas o começo“, dizia a propaganda. Meses depois, no programa partidário do PT, veiculado em outubro de 2013, a presidente, em pessoa, candidamente afirmou: “e como já dissemos antes, o fim da miséria é apenas o começo”.

Como assim? Quem disse antes foi o governo federal, com recursos do contribuinte, e não o PT. Ou seja, o governo federal gasta milhões de recursos públicos para repertoriar um slogan a ser utilizado pelo partido da presidente?

3) O acordo Metas do Milênio da ONU fixou em US$ 1,25 por dia a renda per capita mínima para retirar uma pessoa da extrema pobreza. Foi esse o critério utilizado pelo governo federal para anunciar que o país estava acabando com a pobreza absoluta. Pois bem, por esse mesmo critério, o governo federal deveria estar pagando hoje ao beneficiário doBolsa Família um mínimo per capita de aproximadamente R$ 85. Quando o governo convocará rede de TV para informar aos brasileiros que, lamentavelmente, 16 milhões de pessoas voltaram para a extrema pobreza?

No país do PT, a Petrobras vai muito bem, o PAC impulsiona o desenvolvimento nacional, o governo respeita os limites entre o interesse público e o partidário. E, o mais importante, acabou com a pobreza absoluta no Brasil.

Criatividade” tem limite. E desrespeito também.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

3 de abril de 2014

Governo: Aécio critica aparelhamento do PT

Segundo senador, aparelhamento partidário das empresas e ministérios é uma das ações mais prejudiciais ao desenvolvimento do país.


Gestão Deficiente: Governo do PT


Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves reúne em São Paulo 1,2 mil representantes do setor de turismo


Presidente do PSDB diz a empresários que loteamento do governo e barganha política trazem enormes prejuízos ao Brasil

aparelhamento partidário das empresas e ministérios é uma das ações mais prejudiciais ao desenvolvimento do país, disse o senador Aécio Neves a cerca de 1,2 empresários e profissionais do setor de turismo reunidos nesta terça-feira (01/04), em São Paulo, durante o Fórum Panrotas 2014, considerado o principal evento de debates do setor.

Um dia depois de reunir mais de 500 lideranças empresariais em São Paulo, o presidente do PSDB fez palestra para representantes do setor de turismo. Aécio Neves afirmou que o turismo brasileiro vem perdendo oportunidades devido à falta de planejamento e gestão eficiente do governo federal, a exemplo de outras áreas fundamentais para odesenvolvimento do país.

“O ministério tem sido loteado e ocupado sucessivamente por indicações de pessoas que não têm qualquer familiaridade com o setor. Enquanto continuar sendo instrumento de barganha política, nós vamos continuar com crescimento pífio, e isso é ruim para todo mundo”, disse o presidente do PSDB.

Muito aplaudido pelos presentes, Aécio Neves citou o fraco crescimento do número de turistas estrangeiros que visitam o Brasil como exemplo de oportunidades perdidas.

“Ao longo dos últimos 10 anos, desde a criação do Ministério do Turismo, o turismo de estrangeiros cresceu de 5,3 milhões para 5,6 milhões. Isso é absolutamente nada!”, disse o tucano.

Desarticulação

Aécio Neves também criticou a falta de articulação da área do turismo com órgãos responsáveis pela elaboração de estratégias de desenvolvimento do Brasil.

“Se o turismo não for compreendido como atividade econômica de excelência, e os responsáveis pela área do turismo não tiverem assento em grandes fóruns de decisão de estratégia governamental, o efeito será pífio”, afirmou.

Reivindicações

Durante o fórum, Aécio Neves recebeu documento com reivindicações de empresários do setor, como a regulamentação de contratações temporárias para eventos sazonais.

“A meu ver se justifica que possa haver especificamente para o setor do turismo, dada a sazonalidade de alguns eventos uma flexibilização na legislação trabalhista para que possam haver contratações temporárias em função dessa sazonalidade. É muito melhor isso do que a informalidade, que não protege o trabalhador e coloca em risco o próprio empregador”, disse Aécio Neves.

28 de março de 2014

Popularidade de Dilma: Aécio diz que insatisfação com inflação e crescimento influenciou queda

Senador Aécio Neves disse que ‘presidencialismo no Brasil é tão imperial que o mau humor do presidente reflete na sociedade.


Equação do PT é inflação alta com crescimento baixo


Fonte: O Globo 

Aécio diz que inflação alta e baixo crescimento influenciaram queda na popularidade de Dilma


Presidenciável ironiza temperamento forte da presidente e afirma que o comportamento de Dilma contamina a percepção da população

senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato tucano à Presidência da República, comentou a queda na popularidade da presidente Dilma, identificando uma insatisfação das pessoas com a inflação e o crescimento. O senador citou também o mais recente escândalo envolvendo a Petrobras, a compra da refinaria de Pasadena (EUA) em 2006, que gerou prejuízos para a estatal.

— Esses indicadores que mostram queda na popularidade da presidente são resultado do conjunto da obra. Não é apenas Pasadena e a Petrobras, que impactam na consciência dos brasileiros e nas expectativas. Mas é o conjunto da obra. A equação do PT é inflação alta com crescimento baixo. Na infraestrutura, patinamos até aqui. Tudo parado, no meio do caminho, custo Brasil elevadíssimo. Os resultados começam a apontar para um governo que vive os seus estertores — afirmou Aécio.

O senador também ironizou o que é conhecido nos bastidores do Palácio do Planalto como o temperamento forte da presidente, afirmando que isso contamina a percepção das pessoas.

O presidencialismo no Brasil é tão imperial que o mau humor do presidente reflete na sociedade — disse.

DEM diz que insatisfação era percebida nas ruas

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), afirmou que o resultado da pesquisa atesta “a insatisfação com a condução do governo federal”, algo que, na visão dele, já é percebido nas ruas.

“Era evidente que a perda de credibilidade do governo sentida aqui e lá fora ia ser revertida em uma maior rejeição pelo povo. A queda na aprovação de governo já era percebida. A crise chegou ao dia a dia do brasileiro, seja com a inflação alta, com a falta de solução para a área de segurança pública, com a ineficiência em modernizar o transporte público, com a alta da gasolina. O brasileiro está vendo que esse país está sem rumo. Acredito que essa é uma situação que tende a se agravar até as eleições”, avalia Mendonça.

26 de março de 2014

Gestão deficiente: Dilma não está capacitada para governar, diz Aécio

Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso, comentou o senador.


Governo Dilma: Gestão Deficiente


Fonte: O Globo

Aécio diz que Dilma não está ‘capacitada’ para governar


Pré-candidato, senador tucano diz que vai reunir oposição no Congresso, na próxima semana, para tratar de CPI para investigar Petrobras

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves usou neste sábado as denúncias envolvendo a Petrobras para dizer que a presidente Dilma Rousseff não está “capacitada” para governar o país. Aécio anunciou a realização de uma reunião no Congresso na próxima semana para buscar votos para a abertura de uma CPI. Sobre esse assunto, o mineiro passou por uma saia-justa nesta manhã, durante visita ao município de Campos do Jordão, interior paulista, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, em entrevista antes da chegada do mineiro, que não seria necessária a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito se outras investigações estiverem sendo conduzidas no âmbito federal.

- Talvez ela não esteja capacitada para governar o Brasil e nós estamos vendo que o Brasil é o país do improviso. Me dou o direito de dizer que a desastrada intervenção da presidente no setor elétrico, que trouxe tantos prejuízos ao Brasil, ao tesouro e riscos de apagão, tenha sido tomada porque a presidente tenha lido só o resumo e não o conteúdo completo de todas as informações que orientavam em direção contrária à intervenção que se fez no setor elétrico. Foi um crime para com o país- disse Aécio, em entrevista antes de discursar para prefeitos, vereadores e correligionário no 58º Congresso de Municípios de São Paulo.

Depois de conversar a sós com Alckmin, com quem comeu um pastel antes de chegar ao evento, o senador negou que houvesse divergência entre o que defende ele e o governador paulista. Aécio afirmou que conversou com Alckmin e que este tinha a mesma opinião a favor da CPI.

Em seu discurso, Aécio voltou ao tema das denúncias envolvendo a Petrobras e convocou a militância a defender na próxima campanha a “reestatização” da estatal:

- Na última eleição, nos acusaram de querer privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e outras empresas públicas. Isso jamais aconteceu nem foi pensado. O que nós queremos hoje é reestatizar a Petrobras, tirá-la das mãos de um grupo político, que dela se apoderou para fazer negócios irresponsáveis. Vamos buscar a decência na gestão pública.

3 de fevereiro de 2014

“Ano novo, agenda velha”, por Aécio Neves

Aécio: o Brasil praticamente não saiu do lugar. Não por falta de talento das forças produtivas, mas de estratégia e estímulos corretos.


Agenda velha do PT


Fonte: Site do PSDB-SP 

2014 começou replicando as agruras do ano passado: desconfiança, expectativa de baixo crescimento e indisposição para investir; balança comercial no vermelho, juros mais altos para conter a ameaça inflacionária que continua rondando o país; atrasos crônicos nas obras, movidas muito mais a foguetório e palanque, do que planejamento e gestão.

Isso sem contar as estranhezas de sempre, que se repetem em novas edições dacontabilidade criativa. Desta vez, nem mesmo áreas convulsionadas como saúde esegurança escaparam dos cortes improvisados para compor o indefectível superávit primário gerado a fórceps.

Bastam alguns instantes acompanhando a política econômica do governo federal para concluir que não devemos esperar muito mais do que os remendos dos últimos anos. A agenda principal é paralisante, voltada para corrigir erros criados pela própria administração federal, refletindo um tempo perdido em que discurso e realidade se distanciaram “como nunca antes na história desse país”.

A necessidade do Brasil inaugurar uma nova agenda parece que ficará mesmo circunscrita à reedição dos debates tradicionais em ano de sucessão presidencial. Pouco ou quase nada se acrescentará de prático, como medida para destravar o país. Nunca é demais lembrar que poderíamos estar em outro estágio, caso o ciclo de governo petista não tivesse levado dez longos anos para decidir sobre as concessões em infraestrutura. Ou que poderíamos estar entregando agora as importantes obras de mobilidade urbana, que tanto serviram de argumento para justificar os esforços para realizar a Copa do Mundo de 2014 em nosso território, e que, em grande parte, vão acabar ficando mesmo no meio do caminho.

Não há qualquer sinal no horizonte ou disposição mínima para abrir discussão sobre o que interessa — o isolamento do país das mais importantes cadeias produtivas do mundo, a competitividade perdida e o grande esforço que precisamos realizar para incentivar inovação.

A esse respeito, lembrei-me de recente entrevista de um dos mais prestigiados e reconhecidos economistas brasileiros, José Alexandre Scheinkman, às páginas amarelas da revista “Veja”. Nelas, ele aponta o fraco desempenho do PIB como resultado de erros do governo em questões cruciais para o avanço da economia — os excessos de protecionismo e intervenção no livre mercado e a omissão na criação das condições para que o Brasil melhore a sua produtividade.

Scheinkman nos lembra que produtividade é a força propulsora das economias que mais cresceram no mundo. Desde 1989, segundo ele, os Estados Unidos aumentaram a produtividade em 12%, a China, em mais de 50%, e a Coreia do Sul, em 65%. E o Brasil praticamente não saiu do lugar. Não por falta de competência ou talento das forças produtivas nacionais, mas de estratégia e estímulos na direção correta.

2014 nasce refém dos erros de 2013, 2012, 2011…

20 de janeiro de 2014

Gestão deficiente do PT: truques e riscos, coluna Folha

Senador Aécio Neves em artigo na Folha critica ‘o jeitinho’ do Governo Dilma em maquiar as contas públicas.


Contabilidade criativa e a perda da credibilidade


Fonte: Folha de S.Paulo

COLUNA AÉCIO NEVES

Truques & riscos


O conhecido “jeitinho brasileiro” ameaça ganhar status de política de Estado, tal a frequência com que tem sido usado como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos. Os exemplos vão se acumulando, dia a dia.

Para calcular a inflação, nada melhor que contar com o controle político sobre preços administrados em setores estratégicos. E por que não atrasar a transferência de R$ 7 bilhões a Estados e municípios, inclusive recursos voltados para a saúde pública, prejudicando milhões de brasileiros, para dar a impressão de que cumpriu-se o superavit primário?

A inventividade do governo parece não ter limites.

É preciso reconhecer a habilidade dos truques contábeis e o uso de artifícios para melhorar a performance das contas públicas. Se há brechas legais, parece que a ordem é aproveitá-las.

Neste campo instalou-se um autêntico vale-tudo, como a estarrecedora operação da Caixa Econômica Federal, ainda sob grave suspeição, na transferência de recursos de contas de caderneta de poupança pretensamente inativas para engordar o seu balanço. É a velha tática: “se colar, colou”…

O resultado da economia brasileira certamente seria melhor se o esforço gasto em maquiar números fosse efetivamente aplicado no aperfeiçoamento da gestão. Instituições que guardam histórico compromisso com o rigor, a transparência e o profissionalismo, como o Banco Central, estão cada vez mais isoladas diante do descontrole fiscal generalizado e, não por acaso, patinam na implementação do ajuste necessário para amenizar o ambiente inflacionário.

“Estamos no limiar de um novo ciclo econômico do Brasil”, disse o ministro da Fazenda, para justificar o injustificável. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está perdendo oportunidades preciosas de ativar o seu crescimento, como a Copa, pródiga em promessas de realizações e pífia em resultados, até o momento.

Os investimentos em infraestrutura são praticamente inexistentes, em face ao que foi prometido. Em termos de desempenho, o que temos a mostrar à comunidade internacional, para nossa vergonha, é o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

A desconfiança generalizada da sociedade não é uma peça ficcional criada pelos críticos do governo, mas o resultado de uma gestão ineficaz, pouco transparente e incapaz de reintegrar o país a uma rota de desenvolvimento e de ampliação das conquistas sociais.

É urgente agir, com coragem e responsabilidade, para não permitir que o país retroceda e coloque em risco as conquistas que nos trouxeram até aqui.

Uma das principais, a credibilidade, nem mesmo o “jeitinho brasileiro” foi capaz de assegurar. Esta, infelizmente, já perdemos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

10 de janeiro de 2014

Aécio critica gestão deficiente do PT

Aécio: senador criticou demora do governo federal em adotar as privatizações como forma de alavancar investimentos em infraestrutura.


Gestão deficiente do PT


Fonte: Correio Braziliense

Aécio dispara contra Dilma e Lula


Em seu primeiro evento público no ano em que disputará a Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou ontem, em Belo Horizonte, a demora do governo federal em adotar as privatizações como forma de alavancar investimentos em infraestrutura no país. Em visita no fim da manhã às obras de duplicação das rodovias LMG-800 e MG-424, nos trechos que ligam cidades da Região Metropolitana ao aeroporto de Confins, Aécio disparou contra a administração da presidente Dilma Rousseff (PT), apontando “ineficiência e improviso” do Palácio do Planalto como causa de enormes prejuízos para a população.

Na parte da tarde, depois de almoço com o governador Antonio Anastasia (PSDB) e o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), na Cidade Administrativa, o tucano apresentou o cronograma do partido para as eleições estadual e federal. No plano estadual, Aécio confirmou que Anastasia deverá deixar o Palácio da Liberdade até o fim de março para disputar uma vaga no Senado, e até o carnaval será definido um nome do PSDB para o governo de Minas. Já no cenário federal, Aécio ressaltou a amizade que tem com o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e que uma aproximação entre tucanos e socialistas, caso um dos partidos dispute com o PT o segundo turno das eleições, seria facilitada pelo fato de ambos serem de oposição. Ele aproveitou também para alfinetar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao avaliar a importância de Lula como cabo eleitoral: “É sem dúvida o cabo eleitoral mais importante que a presidente tem. Não sei o quanto será decisivo. Em Minas, nas últimas eleições, ele não foi”, disse Aécio.

Ataques
Em visita às obras de duplicação das rodovias, o senador Aécio Neves fez uma série de comparações entre as gestões petista e tucana. O político mineiro criticou os atrasos na entrega da obra de reforma do terminal de passageiros do aeroporto. “Depois de 10 anos demonizando as privatizações, o governo do PT cede a elas, se curva a elas, mas com enorme atraso. E o prejuízo para Minas Gerais e para o Brasil tem sido enorme. O aprendizado do PT no governo tem custado muito caro ao Brasil”, disse Aécio.

Orçada em R$ 373 milhões, as obras de ampliação das rodovias, que começaram em março do ano passado, devem ser entregue em maio. Atualmente, 80% da pavimentação foi concluída, e 95% da terraplenagem foi feita. Em contrapartida, no aeroporto, a expansão do terminal de passageiros, contratada pela Infraero, sofre com repetidos atrasos. Depois de dois anos e três meses de obras, o terminal era para ser entregue no mês passado, mas, com somente 38% do total concluídos, o prazo foi adiado para novembro, implicando aditivos contratuais.

pré-candidato tucano afirmou também que as dificuldades econômicas enfrentadas por estados e municípios é culpa da falta de vontade política do Planalto para discutir temas federativos. “Em razão da omissão do governo federal nenhum tema relevante da agenda federativa construída no Congresso avançou. A renegociação das dívidas, o aumento dos fundos de participação dos estados e dos municípios e, no caso específico de Minas, a questão dos royalties da mineração, nada andou até agora”, disparou o senador.

31 de dezembro de 2013

Aécio: Dilma apresenta Brasil como “ilha da fantasia”

Aécio: “Na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada.”


As mentiras do PT


Fonte: Folha de S.Paulo

Dilma mostra ‘ilha da fantasia’ na TV, diz Aécio


Para empresários, pronunciamento foi queixa contra aqueles que criticam o governo

Empresários e líderes da oposição fizeram duras críticas ao pronunciamento de fim de ano da presidente Dilma Rousseff, veiculado anteontem em rede nacional.

Segundo o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Dilma omitiu problemas do país e fez “autoelogio”, apresentando “uma ilha da fantasia” no rádio e na TV.

“Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral. Na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada”, disse Aécio em nota à imprensa.

Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Dilma “dourou a pílula”.

“O Brasil passa por um momento de descrédito interno e externo enquanto a presidente doura a pílula com um discurso para lá de ufanista de seus feitos nos últimos anos, omitindo dos brasileiros a verdade sobre a situação da economia, que se arrasta em seu governo com um crescimento pífio”.

GUERRA PSICOLÓGICA

Na TV, Dilma disse que a área econômica é vítima de uma “guerra psicológica”.

Embora a presidente não tenha apontado o dedo para ninguém especificamente, empresários ouvidos pela Folha entenderam a citação como uma queixa contra aqueles que criticam a política econômica do governo.

Empresários e economistas têm reclamado do aumento nos gastos do governo, da falta de firmeza no controle da inflação e das regras dos leilões de concessões.”Tudo o que se exige dela são coisas bem objetivas”, disse um banqueiro, que pediu para não ser identificado.

“Se todo mundo sabia que era preciso fazer as concessões de rodovias, por que não fizeram isso três anos atrás? E as concessões de portos, que estão discutindo há dois anos e não conseguem colocar em prática?”, questiona.

Para um presidente de banco estrangeiro, o pronunciamento reforça o temor de que, se vencer as eleiçõesDilma deve radicalizar o modelo que marca seu mandato, considerado intervencionista e de deterioração das contas públicas. “Depois de se reeleger, ela não vai mais precisar ser flexível.”

20 de dezembro de 2013

PT e a crise de responsabilidade, artigo Aécio Neves

Aécio Neves: governo do PT gasta muito e gasta mal. Visão de curto prazo gera ações sem eficiência.


Governo do PT e gestão deficiente


Fonte: Valor Econômico 

Crise de responsabilidade


Artigo de Aécio Neves

A crise fiscal que se abate sobre o país tem um sem número de explicações convincentes. Mas uma delas é capital: o governo gasta muito e gasta mal.

Como os fatos são coisas teimosas e não mentem, o discurso da austeridade ficou no papel e em nada sequer tangencia a realidade. Nos dois últimos anos, houve queda de 50% do superávit primário, sem que isso tenha elevado o necessário investimento público.

O centro do problema é que o governo planejou o gasto projetando uma economia que cresceria 4,5% ao ano, quando o ritmo de crescimento do PIB será menos da metade, algo em torno de 2% ao ano. Assim, prevaleceu a aritmética simples: o gasto não coube no PIB e o governo Dilma será o recordista em crescimento do gasto não financeiro (% do PIB) desde o início do regime de metas, em 1999.

Seja qual for o próximo presidente do Brasil, ele terá que se haver com distorções importantes neste campo.

O atual cenário não permitirá ignorar a necessidade de um ajuste, que, no entanto, não precisa ser draconiano e nem tampouco impactar negativamente as políticas sociais, como muitos temem. Planejado com competência, é possível fazê-lo gradualmente, ampliando o gasto social ao mesmo tempo em que se reduz o seu peso no PIB.

Para isso é preciso pensar no curto e no médio prazo. No curto prazo, o desafio é garantir um superávit primário entre 2% e 2,5% do produto. Um choque de confiança de um novo governo comprometido com uma agenda de simplificação tributária, estímulo à meritocraciaBanco Central sem amarras para trazer a inflação para o centro da meta, redução dos empréstimos do Tesouro para bancos públicos, subsídios a quem não precisa deles e redução do peso e do gigantismo da máquina pública facilitariam o processo de recuperação da credibilidade e do crescimento, com ganhos positivos na arrecadação.

Essas medidas precisariam ser complementadas com uma agenda fiscal de longo prazo, a ser discutida com o Congresso e a sociedade. A grande questão é definir a velocidade do crescimento das despesas, inclusive do gasto social, não apenas no próximo governo, mas ao longo da próxima década. O desafio é manter o gasto social crescendo, levando em conta o crescimento do PIB.

Nesta perspectiva, o ajuste de longo prazo não significa corte de gastos, mas sim controle do crescimento dos mesmos. Evidentemente essa tarefa será mais fácil em um país que cresce a 4% ao ano do que em um cenário como o atual.

O outro desafio que se impõe é melhorar a qualidade do gasto e não simplesmente aumentá-lo como porcentagem do PIB, debate evitado pelo atual governo.

Lembro que em 2005, quando o então ministro da Fazenda propôs uma agenda fiscal para zerar o déficit nominal em dez anos, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff foi veementemente contra. Naquele momento, o Brasil perdeu a chance de fazer o ajuste necessário, livrando o país da atual encruzilhada fiscal.

Sem coragem para fazer o que precisa ser feito, e em ano eleitoral, a alternativa que resta ao governismo é aumentar ainda mais uma das maiores cargas tributárias do planeta ou fazer equivocadamente o que se faz agora – reduzir o resultado primário para tentar fechar a conta à fórceps.

Um governo responsável precisa priorizar gastos, relacionando-os diretamente com as demandas da população, especialmente na segurançasaúdeeducação e transferência de renda, e não simplesmente aumentá-los sem resolutividade. Esse tipo de postura atende a uma agenda política de retorno a curto prazo, mas pode quebrar o país no longo prazo.

Conhecemos bem a fórmula do compromisso social com a governança responsável. Graças a ela definimos as fontes de recursos para saúde e educação, iniciamos os programas nacionais de transferência de renda e extirpamos da paisagem social o maior dos impostos regressivos que é a inflação elevada.

A grande diferença é que fizemos a expansão do gasto social ao mesmo tempo em que aumentamos a responsabilidade fiscal, inclusive com mudanças estruturais como foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000, e o plano de ajuste fiscal dos Estados e municípios.

Chegou a hora de priorizar programas eficientes, de medir seus resultados no combate à pobreza e promover igualdade de oportunidades.

Desde já é nosso compromisso imprimir total transparência sobre o custo e os benefícios de cada uma das políticas públicas; com o corte de subsídios que o governo dá hoje para ricos, via BNDES, e com um inovador aprimoramento dos gastos sociais, preservando e ampliando os programas que reduzem a desigualdade e a pobreza.

O governo tem colocado em grave risco a estabilidade econômica, agora dependente do que acontecerá no resto do mundo e do controle artificial da inflação com o congelamento dos preços administrados.

Aécio Neves é senador por Minas Gerais e presidente do PSDB

 
O Valor convidou os três pré-candidatos às eleições presidenciais do próximo ano a escrever sobre os cenários para 2014. Infelizmente, o artigo da presidente Dilma Rousseff não foi enviado ao jornal a tempo para sua publicação nesta edição.

4 de dezembro de 2013

Aécio e Campos criticam incertezas na economia

Oposição: “o país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário”, criticou Aécio.


Governo do PT: Gestão deficiente


Fonte: O Globo 

Oposição critica recuo do PIB e aponta falta de confiança de investidores


Eduardo Campos diz que Brasil atravessa ‘crise de expectativas’ sobre a economia que começa a afetar a atividade do país

Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco’, diz instituto ligado ao PSDB

oposição criticou duramente o recuo da economia do país entre julho e setembro deste ano, que foi de 0,5% frente ao segundo trimestre, conforme informou o IBGE nesta terça-feira. O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), criticou o resultado e a condução da política econômica pela presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que o governo se concentra em discurso eleitoral e deixa de priorizar superação de problemas.

“Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas”, afirmou Aécio, em nota.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, avalia que o Brasil atravessa uma crise de expectativas em relação à economia e que isso começa a afetar o desempenho da atividade econômica. Ele lamentou o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) no ano e a retração da economia no terceiro trimestre de 2013.

“A economia é um jogo de expectativas”, afirmou o presidenciável em nota enviada ao GLOBO, após ser questionado sobre o assunto. “Quando os agentes econômicos se mostram inseguros quanto ao futuro, constroem um presente ainda pior, num processo que se realimenta e é difícil de reverter”.

Segundo Eduardo Campos, a preocupação aumenta na proporção em que a falta de confiança atinge os fundamentos da economia brasileira. Para ele, a crise de expectativas deve ser combatida com diálogo e visão de longo prazo. “As pessoas precisam saber para onde o país está indo, como podem alinhar seus próprios projetos ao rumo estratégico do país”, frisou.

Instituto Teotônio Vilela (ITV), ligado ao PSDB, afirmou em artigo que o resultado “foi pior do que se esperava” e responsabilizou o PT pela falta de confiança dos investidores. “O PT mergulhou o país num mar de desconfiança, de falta de credibilidade, de temor em relação ao futuro, ao mesmo tempo em que implode diariamente os alicerces que nos fizeram chegar até aqui. A experiência com Dilma Rousseff é desastrosa”, aponta o instituto.

“Sob a condução da gerentona Dilma Rousseff, o país caminha a passos largos para o buraco. O Brasil não cresce quase nada. A despeito de ter os maiores juros do mundo, convivemos com uma inflação que só não explodiu os limites de uma meta que já é muito generosa porque o governo manipula fragorosamente preços como os dos combustíveis e da energia elétrica”, afirmou o ITV, que ainda afirmou que o governo está destruindo a credibilidade fiscal, com “manobras fiscais”.

Do outro lado, o recuo da economia recebe panos quentes. O presidente do PTRui Falcão, minimizou o baixo crescimento. Ele afirmou que o resultado do último trimestre será melhor e ressaltou que o acumulado do ano e dos últimos 12 meses é positivo.

- O resultado do último trimestre vai ser melhor e no acumulado de setembro a setembro, e no do ano, é positivo. O importante é que questões fundamentais como poder aquisitivo e emprego continuam sustentados, tanto que a crítica de setores do empresariado é que o governo insiste em manter a política que garante bom nível de emprego e renda – afirmou o presidente do PT.

O líder do PTJosé Guimarães (CE), mostrou-se esperançoso com os próximos meses e apostou nas privatizações para alavancar o crescimento.

- Acho que os últimos incentivos do governo, as concessões, o leilão Libra, vão ajudar a consolidar o crescimento da economia. A tendência é de que haja uma melhora no último trimestre do ano, o resultado (do PIB do terceiro trimestre) não atrapalha – disse.

Oposição no Senado chama modelo econômico de ‘desastrado’

No Senado, lideres da oposição disseram que Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não têm noção da gravidade das consequências do desastrado modelo econômico adotado.

- A presidente Dilma está no mundo da lua, vive num autismo completo. Parece o Beato Salu, com os pés fora da realidade. Tem um conhecimento pífio das coisas. Isso tudo corroi o calcanhar de Aquiles da economia desse governo, que é a falta de credibilidade. A indústria está derretendo e ela nega que o Brasil esteja mirrando. O investidor estrangeiro olha e diz: de que país esta senhora está falando? – criticou, duramente, o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes Ferreira (SP).

Ele criticou também declarações de Dilma ao jornal El País, semana passada, dizendo que o IBGE revisaria o PIB de 2012 e que ele subiria de 0,9% para 1,5%.

- A ideia que passa é que vivemos numa casa de loucos, onde cada um diz uma coisa. Mas quando um País caminha para o descalabro, o principal sintoma é quando os governantes começam a colocar em dúvida seus órgãos e estatísticas oficiais. Isso é clássico. É a escola Kirchner – disse Aloysio Nunes.

A falta de credibilidade também foi apontada pelo líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), como uma das causas da retração da economia.

- Quem acredita hoje, numa situação em que está havendo revisão do PIB de 2012? Estão brincando com o país, o cidadão não acredita mais, estão manipulando os números, estão blefando com os números. Quem não tem segurança jurídica para investir, prefere evitar. O empresário prefere escutar. Como investir se não há regras? – afirmou o líder do DEMRonaldo Caiado (GO).

O presidente e líder do DEM, senador José Agripino (RN), diz que o mais preocupante do que o pibinho do terceiro trimestre é a insistência do comando da economia num modelo que já se mostrou ineficiente para correção de rumos.

- O problema maior é que o governo não está tomando as providências que deveria. Isso tudo é o resultado de um modelo econômico equivocado que está mostrando os primeiros resultados agora. E o mais preocupante é a falta de soluções, o gasto público de má qualidade que não é atacado. O modelo econômico está exaurido e falta providências para corrigir – diz Agripino.

democrata diz que não adianta a presidente se lançar numa campanha desesperada de privatizações e concessões para resolver problemas de caixa se a má gestão continuar.

- A presidente Dilma procura suprir o caixa com migalhas. Só que a receita é espasmódica e não resolve os problemas estruturais – diz Agripino.

Em defesa do modelo econômico do governo petista, o vice presidente do SenadoJorge Viana (PT-AC), diz que a oposição não pode torcer contra o país, e que esses resultados são o preço que se paga pela distribuição de rendas e do quase pleno emprego.

- Proponho um pacto à oposição. A oposição não ganha prestígio no Brasil porque o seu discurso exterioriza uma torcida contra. Vamos ter um PIB que será o dobro do ano passado e isso não conta? No governo do PT é que aconteceram as duas piores crises mundiais. Quanto custa manter a distribuição de renda e o quase pleno emprego? É melhor crescer menos do que o sonho ou manter o povo trabalhando? O Brasil está no caminho certo – disse Jorge Viana.

O líder do PSB no SenadoRodrigo Rollemberg (DF), lembra que o pré-candidato de seu partido em Pernambuco, Eduardo Campos, demonstrou capacidade de gestão acima da média, fez os ajustes necessários e cuidou do planejamento. Ele diz que os resultados da atual política econômica de agora certamente pontuarão o debate da corrida presidencial.

- O governo está tomando tardiamente medidas para recuperar a infraestura, no final do terceiro mandato. Isso poderia ter sido feito lá atrás, num ambiente de maior confiança. É importante recuperar o ambiente de confiança perdido na economia brasileira – disse Rollemberg.

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS) criticou a “contabilidade criativa” do governo Dilma no campo da política fiscal.

- Recuou, né? PIB zero, não é PIB. Esses números, em que pese a contabilidade criativa, mostram que é preciso prestar atenção para o que está acontecendo na economia. O crescimento já é pequeno, recuando pode comprometer os investimentos. Essa discussão não pode ser escamoteado. Faz tempo que os investidores não enxergam o Brasil como a bola da vez. Números que hora sobem, hora descem, geram incertezas – disse o líder do PSBBeto Albuquerque (RS).

A alta dos juros, com aperto monetário que pode segurar os investimentos, também foi lembrada pelos opositores de Dilma.

- Num governo que não faz prevenção dos juros, os juros só majoram por conta da inflação, e não cumpre seu papel de garantir logística para a produção, que é quem segura o PIB, só pode dar nisso. O governo não faz a parte dele para garantir logística – disse o líder da minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT)

Aécio critica Pibinho do PT e gestão deficiente

Aécio Neves: “A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora”, criticou o senador.


Pibinho do PT


Fonte: Jogo do Poder 

Nota do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, sobre resultado do PIB


O recuo de 0,5% do PIB no terceiro trimestre de 2013 indica a permanência da desaceleração da economia e do ambiente de incerteza sobre o futuro do país.

A desculpa do governo tem sido que o mundo não está crescendo. Isto é fato na zona do Euro, mas os EUA crescerão 1,6%, Índia em 4,9%; China em 7,7%. Na América do Sul, Chile em 4,4%; Colômbia 4% e Peru 5,3%. Portanto, os maus fundamentos da economia brasileira fazem toda diferença.

Não há mais como terceirizar responsabilidades. O país gasta muito e gasta mal. A má gestão das contas públicas derrubou pela metade o superávit primário realizado até agora. O governo atrasou, inexplicavelmente, a agenda de concessões, só agora iniciada, apesar do crônico problema da ineficiência da infraestrutura. Quando aparentemente superou os conflitos ideológicos existentes, o fez de forma titubeante e improvisada, em relação às regras e ao modelo, gerando mais insegurança, menor concorrência e, assim, redução de potenciais, resultados e de perspectivas.

O país deve lamentar a reunião sigilosa organizada pela presidente da República e ministros de Estado neste fim de semana, segundo registro da imprensa, não para discutir saídas para o desarranjo econômico instalado, mas sim com o objetivo eleitoral de “construir uma narrativa” aos brasileiros para o PIB medíocre, a ineficiência e a perda de credibilidade do governo, a inflação, o aumento nos gastos e o baixo investimento.

Ao concentrar esforços para construção de um discurso eleitoral ao invés de priorizar a superação dos problemas, o governo evidencia sua preocupação maior em manter a qualquer custo o poder em lugar de corrigir os erros que levaram ao estado lastimável da economia e a sérias consequências na vida dos brasileiros.

A perspectiva para 2013 e 2014 é que o mundo cresça 4%, o dobro do nosso crescimento. As exportações poderão ser favorecidas devido ao câmbio mais desvalorizado, mas, por outro lado, o câmbio mais desvalorizado é fruto do aumento do risco Brasil.

Esperamos que o governo do PT assuma e corrija seus erros e equívocos a tempo de os brasileiros alcançarem uma realidade melhor.

Presidente Nacional do PSDB, senador Aécio Neves

12 de novembro de 2013

Aécio critica gestão deficiente do PT

Eleições 2014: senador Aécio diz que o PSDB está preparado para apresentar à sociedade em dezembro um ‘conjunto de ideias’ para o país.


Eleições Presidenciais 2014


Fonte: O Globo 

Aécio diz que economistas do PSDB não são seus porta-vozes


Pré-candidato tucano disse que ‘não há, hoje, clima para mudar a questão do salário mínimo

Preocupado com a repercussão de temas sensíveis ao eleitor, como as privatizações e a fórmula de reajuste do salário mínimo, o presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, procurou se descolar nesta segunda-feira em Porto Alegre das opiniões de economistas identificados com a formulação de um programa de governo tucano à presidência da RepúblicaAécio disse que não tem porta-vozes nessa área e que “cada um dos economistas fala de suas convicções”.

Entre as opiniões do grupo, que reúne os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, e do BNDESEdmar Bacha, todos vinculados aos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, está a retomada do processo de privatizações e uma revisão da fórmula de cálculo do salário mínimo, que tem registrado ganhos reais desde que o PT assumiu o poder, há 10 anos. O grupo também tem defendido informalmente uma revisão na política de desonerações fiscais, mantida pelo atual governo como forma de aquecer o consumo.

- São pessoas que fazem parte das conversas (para a formulação de um plano de governo), mas não são meus porta-vozes. Eu ouço muitos economistas como ouço cidadãos de todas as formações. É muito bom que pensem também, gosto muito das usinas de ideias, mas eu não tenho porta-vozes. Eu os ouço, mas não quer dizer que o que está dito sejam posições minhas – afirmou o senador em reunião com empresários no Rio Grande do Sul.

Provável candidato do PSDB à presidência em 2014Aécio tentou se descolar especialmente da questão envolvendo a fórmula de reajuste do salário mínimo acima da inflação, considerada insustentável sem um aumento de impostos. Ele disse que “não há, hoje, clima para mudar a questão do salário mínimo”. E completou que as “desonerações que estão feitas, estão feitas”, além de afirmar também que asprivatizações que precisavam ser feitas, “foram feitas”. O senador advertiu, entretanto, que o atual governo coloca em risco as conquistas obtidas pelo país na área econômica, é ineficiente na gestão pública e não consegue obter avanços também na melhoria das condições sociais da população.

- O PT demonizou em todos esses anos as privatizações, as concessões, a presença do setor privado em determinados setores da economia. Hoje, curva-se à necessidade de participação do setor privado, mas o faz de forma atabalhoada, envergonhada e às pressas – disse.

Aécio criticou duramente a gestão da Petrobras e disse que a estatal se transformou na empresa não-financeira mais endividada do mundo na gestão do PT, elevando sua dívida em 10 anos de R$ 45 bilhões para R$ 190 bilhões. Na sua opinião, é necessário “reestatizar a Petrobras e tirá-la das garras de um partido político sem projeto de governo”, para compensar o fracasso da atual administração pública na condução da política econômica. Foi aplaudido pela plateia.

O senador voltou a dizer que o partido está se preparando para apresentar um “conjunto de ideias” à sociedade ainda na primeira quinzena de dezembro. Aécio fez questão de ressaltar que não se trata de um programa de governo, já que o candidato tucano à presidência deve mesmo ser definido apenas em março de 2014 – apesar da pressão de setores do partido para que a escolha seja oficializada ainda este ano. Segundo ele, “Minas não costuma botar o carro na frente dos bois”:

- O mais importante do que um nome formalmente indicado pelo partido é definirmos o que esse nome representa, o que pensa em relação à federação, em relação às políticas sociais, de que forma vai garantir a retomada dos investimentos que deixaram de vir para o país. Nesses próximos três meses, nosso esforço maior é na busca da construção dessa agenda – explicou.

Aécio também minimizou as pesquisas de opinião que dão vitória eleitoral à presidente Dilma Rousseff em 2014 na maioria dos cenários, incluindo sua eventual candidatura à presidência. Segundo ele, para que a presidente estivesse em uma posição confortável “precisaria estar com indicadores muito maiores” – os principais institutos dão a Dilma cerca de 42% das intenções de voto. O senador se disse convencido de que quem for para o segundo turno com a atual presidente “vai vencer as eleições”.

senador criticou o intervencionismo do governo na economia e disse que trocaria 20 dos atuais 39 ministérios por uma Secretaria Extraordinária de Desburocratização Tributária. De novo, foi aplaudido pela plateia.

Em Porto Alegre, Aécio também faz uma visita ao senador Pedro Simon (PMDB) em busca de apoio para uma eventual candidatura à Presidência da República. O PMDB do Rio Grande do Sul está dividido entre apoiar a reeleição de Dilma e a candidatura do governador de PernambucoEduardo Campos (PSB), que também deve ter apoio do PP no estado. Simon, que em 2010 declarou voto na candidata do PV,Marina Silva, disse que que Aécio “é um grande companheiro, digno, correto e sério”, mas preferiu não se comprometer com a candidatura tucana à Presidência.

11 de setembro de 2013

Aécio: agronegócio e a política do improviso, coluna Folha

Aécio: senador diz que Governo do PT promove o caos no setor: portos sem estrutura, escassez de ferrovias e falta de armazéns.




Agronegócio e a gestão deficiente do PT


Aécio: Agronegócio e a política do improviso, coluna Folha Agronegócio e a política do improviso, coluna Folha

Aécio: “é desoladora a descrença dos produtores na capacidade do governo federal de prover investimentos mínimos”.

Fonte: Folha de S.Paulo

Agronegócio


Coluna de Aécio Neves 

Semana passada vi de perto, dessa vez na cidade de Sorriso (MT) –considerada a capital nacional do agronegócio e nosso maior produtor individual de soja–, exemplos práticos das contradições que comprometem o desempenho da nossa economia.

Ao mesmo tempo em que nos orgulham os ganhos formidáveis de produtividade no campo, é desoladora a descrença dos produtores na capacidade do governo federal de prover investimentos mínimos, em logística e em infraestrutura, que garantam menores custos e maior competitividade no momento de escoar a produção.

A frustração é de tal ordem que ouvi de muitos deles o desejo de plantar menos, já na próxima safra, por não haver sequer condições adequadas de armazenagem.

Com o crescimento do PIB projetado ao redor de apenas 2% ao ano, o setor rural resiste de forma heroica e produz resultados que devem ser reconhecidos e saudados pelos brasileiros: no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, o PIB agropecuário cresceu mais que o dobro do PIB. O crescimento foi de 14,7% no primeiro semestre, se comparado com o mesmo período de 2012, enquanto o setor de serviços cresceu 2,1% e a indústria, 0,8%.

A grande performance reflete as transformações ocorridas quando a estabilização da economia decretou o fim do uso especulativo da terra e inaugurou a fase da busca pela eficiência na produção.

É notável, desde então, a crescente utilização de novas tecnologias e métodos de manejo, tornando produtivo e eficiente o setor, da porteira para dentro.

As dificuldades a serem superadas estão da porteira para fora e são as mesmas que outros setores enfrentam. O Programa de Investimento em Logística acaba de completar um ano sem realizar nem sequer um leilão para obras em rodovias, ferrovias e portos.

Esse é o terceiro ano consecutivo em que o Brasil cai no Índice de Competitividade Mundial, divulgado pelo Institute for Management Development: em 2010, ocupávamos o 38º lugar; em 2011, o 44º; em 2012, 46º. Na edição 2013, o Brasil caiu mais cinco posições –está em 51º lugar entre 60 países.

O resultado são montanhas de grãos ao ar livre (principalmente soja e milho) por falta de armazenagem; quilométricas filas de carretas para chegar aos portos; escassez de ferrovias, além de navios e contêineres parados nos portos, multiplicando custos e reduzindo competitividade.

É uma realidade que penaliza a economia como um todo e atinge intensamente o setor do agronegócio, cuja cadeia produtiva contribui com 22% na formação do PIB nacional.

ausência de planejamento, o improviso e a prioridade dada ao marketing têm condenado os desafios do Brasil real ao esquecimento.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.