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10 de setembro de 2014

Aécio propostas: desenvolver o Pará e Amazônia

Aécio falou das propostas para o desenvolvimento na Região Norte e cobrou explicações do Governo Dilma sobre o escândalo da Petrobras.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder



Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves


Sobre propostas do candidato para o desenvolvimento econômico e social do Pará e Amazônia.


Quero reafirmar aqui hoje no Pará, mais uma vez, o compromisso com uma política nacional de segurança. No meu governo, o presidente da República vai ter a responsabilidade de conduzir uma política de segurança, que passa pela reforma do nosso código penal, para que acabe essa sensação de impunidade que hoje existe no país, proíba o represamento dos recursos aprovados no Congresso Nacional. Esse ano, apenas 20 % dos Fundos de Segurança Pública foram efetivamente executados. Garanta uma política de policiamento de nossas fronteiras, com a Polícia Federal e as Forças Armadas atuando em conjunto e, principalmente, uma parceria com os Estados, onde cada um saiba, efetivamente, com o que vai contar mensalmente, ou para ampliar o efetivo, ou para investir em inteligência, ou para investir em equipamentos.


Temos condições de em 60 dias colocar mais 60 mil homens, policiais formados, nas ruas. Basta que o governo federal subsidie os funcionários administrativos. Portanto, os policiais que fazem hoje serviços administrativos poderiam ser liberados imediatamente para ir às ruas. Uma política nacional de segurança será responsabilidade, no meu governo, do presidente da República.


E estabeleceremos uma nova relação com os países vizinhos produtores de drogas. O Brasil não é produtor de cocaína, o Brasil não é produtor de maconha. E os países que são os principais produtores, vemos seus governos fazendo vista grossa para aquilo que lá acontece. Vem para o Brasil e, aqui, vimos no ano passado 56 mil assassinatos. Mais de 30 mil em função do tráfico de drogas. Vamos estabelecer uma nova relação, onde as parcerias com esses países serão condicionadas a ações efetivas desses governos para coibir o cultivo das drogas no seu território.


Sobre políticas para a região Norte.


Eu tenho dito sempre que você para diminuir a desigualdade tem que tratar os desiguais de forma desigual. Foi o que fiz como governador de Minas Gerais e pretendo fazer como presidente República. Em primeiro lugar, resgatar a capacidade dos municípios e dos Estados enfrentarem as suas dificuldades. O Brasil vive um Estado unitário hoje, apenas o governo federal tudo tem e tudo pode. Um novo Pacto Federativo, com a agenda da Federação, que está em discussão no Congresso Nacional e não foi votada até hoje, porque a base do PT não permitiu, sendo votada com absoluta prioridade.


Vamos dar um choque de infraestrutura nessa região, pois é ela que nos ajudará a garantir maior competitividade àquilo que aqui se produz. Vamos fazer um processo rápido de simplificação do nosso sistema tributário, para atacar, também, da mesma forma, o custo Brasil. Essa região tem um potencial extraordinário de crescimento, mas é uma região que vem sendo governada com desprezo pelo governo federal.


Aliás, o governo federal governa de costas para a região Norte e também, em grande parte, para a região Nordeste do Brasil. Vamos ser o governo que vai diminuir as desigualdades com ações pontuais na saúde, na segurança pública, como disse, na melhoria na qualidade da educação e infraestrutura.


Sobre esforços para melhoria da educação.


Esse é um esforço de todos. Quero trazer a minha experiência de Minas Gerais para o Brasil. Vimos a falha de uma política, por exemplo, em relação ao ensino médio, onde existe um só currículo em todo o Brasil. Isso é uma visão do século passado para o século XXI. Temos que regionalizar os currículos, adaptá-los à realidade de cada região, para que eles sejam atrativos. Temos que refundar a escola brasileira. Tenho dois programas na área de educação que quero implementar no Brasil, que, a meu ver, permitem um resgate de uma parcela importante dos jovens brasileiros que não completaram o ensino.


Temos 20 milhões de brasileiros entre 18 e 29 anos de idade, de jovens brasileiros, que ou não completaram o ensino fundamental ou não completaram o ensino médio. Vamos fazer aquilo que se faz hoje com estudantes que ganham a bolsa de estudo para um curso de pós-graduação. Vamos dar uma bolsa de um salário mínimo para todos os jovens que não completaram seja o ensino fundamental, o ensino médio, para que possam fazê-lo. O trabalho desse jovem será estudar. Porque só assim eles vão conseguir se qualificar um pouco mais.


Sobre as denúncias envolvendo a Petrobras e o governo federal.


Esse governo acabou. Esse governo acabou antes da hora. A presidente da República já demite por antecipação o seu ministro da Fazenda, e, no caso do PT, denúncias. É só uma questão de tempo. Estamos aí frente ao Mensalão 2. A principal empresa pública brasileira submetida a interesse de grupos. Para quê? Para manter o PT no poder. Quando denunciei, lá atrás, no Congresso Nacional e liderei a constituição de uma CPMI para investigar a Petrobras, o governo dizia que estávamos atacando a imagem da principal empresa brasileira.


A verdade é que o governo do PT enlameou a nossa principal empresa. E não adianta o governo dizer que não sabia. É preciso que as respostas sejam diretas, objetivas e que essas investigações possam ser aprofundadas. E quem tem responsabilidades tem que ser punido exemplarmente.


A nossa proposta busca encerrar esse ciclo perverso de governo do PT, que tão mal vem fazendo ao país, para iniciarmos um novo ciclo de seriedade e respeitabilidade na gestão do recurso público. Um ciclo onde possamos colocar, ao mesmo tempo, a ética junto com a eficiência, com a competência. É importante que fique claro que a mudança que o Brasil quer e que vai acontecer, porque o PT será derrotado, ela não se dá no dia da eleição. Ela se dará a partir do primeiro dia do próximo mandato. E quem tem as melhores condições de iniciar um novo ciclo, virtuoso, ético, eficiente, e que permita todas as regiões do Brasil avançar, somos nós. Não existe uma outra alternativa que signifique a mudança segura que o Brasil espera. Por isso estou extremamente confiante com a nossa possibilidade de vitória.


Sobre posição das candidatas do PT e do PSB sobre as denúncias.


Se não afeta o governo, afeta quem [as denúncias]? Estamos falando de uma área que foi conduzida, liderada, pela atual presidente da República nos últimos 12 anos. Não acredito que a presidente da República tenha recebido recursos desse esquema. Mas, do ponto de vista político, ela foi beneficiária sim. E tinha a obrigação de saber aquilo que acontece no seu entorno. Administrar é tomar decisão. Administrar é coibir malfeitos. Administrar é apresentar resultados positivos, tudo o que esse governo não vem fazendo.


Em relação à candidata Marina, vejo uma tentativa permanente de vitimização. Eu não faço nenhuma acusação desse gênero à candidata Marina e vou até além. Em relação às acusações sobre o ex-governador Eduardo Campos, conheci Eduardo durante 30 anos. Isso não combina com ele. Eduardo era um homem de bem. Eu faço toda essa ressalva. Agora, esse discurso da candidata Marina que é vítima dos ataques do PT e do PSDB é um discurso muito defensivo.


Nós, do PSDB, queremos saber, até porque não temos semelhança alguma com o PT. Se alguém tem uma semelhança ou uma identidade com o PT é ela, pelos seus mais de 20 anos de militância no partido, não somos nós. A nossa cobrança em relação a ela é uma cobrança política.  Eu quero saber sim qual é o compromisso da Marina com o agronegócio, se vale o de hoje ou vale o de 1999, quando ela apresentou um projeto proibindo o cultivo de transgênicos no país? Qual é o compromisso dela com a estabilidade econômica do país? É o de agora ou aquele quando ela no PT votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e dentro do PT tentaram inviabilizar o Plano Real? O Brasil tem o direito de saber em qual candidata eventualmente vai votar. Esse é o jogo político e ela tem que estar preparada para dar essas explicações.


Ninguém está imune a qualquer tipo de crítica. A nossa crítica é política, é frontal. Porque acho que temos as melhores condições de fazer as mudanças que o Brasil precisa. Não basta apenas um conjunto de boas intenções. Boas intenções todos temos, mas é preciso que essas boas intenções de transformem em uma nova realidade, de retomada do crescimento, de valorização dos empregos de boa qualidade, de descentralização dos investimentos em saúde e em segurança pública, para avançarmos nessas áreas, de melhoria na qualidade da educação.


Não estou prometendo nada que não tenha feito quando fui governador de Minas Gerais. Por isso é importante que esse debate se dê as claras. A candidata Marina, quando coloca no mesmo saco as críticas ao PT e ao PSDB, ela comete um equívoco e, a meu ver, foge do debate. Quero saber, em relação ao governo federal, quem são os responsáveis pelas irresponsabilidades e falcatruas que ocorreram agora na Petrobras, e isso é responsabilidade do governo do PT comandado pela presidente Dilma.


Em relação à candidata Marina, quero saber com quem ela vai governar e de que forma pretende governar o país. Com que convicções? Porque quem muda de opinião a todo instante, em razão das circunstâncias ou de determinadas pressões, a meu ver, mostra uma fragilidade muito grande pra enfrentar um país com as complexidades, com as dificuldades que vamos enfrentar a partir do ano que vem.

3 de setembro de 2014

Aécio Neves: política antidrogas em Minas foi pautada pela inovação

A política antidrogas adotada por Aécio Neves em Minas foi pautada pela inovação, coragem e arrojo dos programas.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder


Assista a entrevista de Cloves Benevides:


https://www.youtube.com/watch?v=uUs-F--FVtM

Aécio Neves implantou em Minas inovadora política antidrogas, hoje modelo para o Brasil


O subsecretário de Política sobre drogas de Minas Gerais e coordenador do Fórum Nacional de Gestores de Políticas sobre DrogasCloves Benevides, avalia que a política antidrogas adotada por Aécio Neves em Minas foi pautada pela inovação, coragem e arrojo dos programas. Segundo ele, grande parte do sucesso destas iniciativas se deve a uma ampla articulação, incentivada pelo próprio governador, entre o estado, a sociedade civil e as instituições terapêuticas.


De acordo com Cloves BenevidesAécio foi o primeiro governador a criar uma subsecretaria voltada exclusivamente para as políticas antidrogas no país e que depois foi adotada também em outros estados.


A proposta do candidato à Presidência é ampliar esta experiência para todo o país, envolvendo o controle efetivo das fronteiras do Brasil com outros países. Além disso, Benevides defende que o Brasil adote as políticas adotadas em Minas e que incluem a ampliação das redes de cuidado, por meio da capacitação dos agentes e uma aliança com a sociedade civil organizada.


Segundo Cloves, estas diretrizes, aliadas a uma gestão competente, eficiente e, sobretudo, com respeito às famílias, irão atender o maior desejo da sociedade brasileira, que é a redução dos índices do abuso e dependência de drogas no Brasil.

25 de agosto de 2014

Nordeste Forte: Aécio se compromete a reduzir em 30% as taxas de homicídio

Nordeste Forte: Segurança pública é uma das questões centrais. Ações prevêem redução de 30% das taxas de homicídio na região nos próximos 4 anos.


Nordeste Forte vai investir em segurança pública


Fonte: Jogo do Poder



Lançado neste sábado (23/08) em Salvador (BA) pelo candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, o Plano Nordeste Forte compreende 45 ações divididas em sete eixos:  Infraestrutura e Competitividade; Semiárido; Combate à Pobreza; Qualidade de Vida; Segurança Pública; Educação, Ciência e Tecnologia; e Juventude.
 
Conheça a seguir os principais pontos do eixo segurança pública para a região Nordeste:



Aécio se compromete a reduzir em 30% as taxas de homicídio no Nordeste


segurança pública é uma das questões centrais do Plano Nordeste Forte. O conjunto de ações prevê a redução em 30% das taxas de homicídio na região nos próximos quatro anos. Para isso, será implantada uma Política Regional de Segurança Pública no Nordeste, resultante da Política Nacional que vai integrar os sistemas e operações estaduais e federais propiciando ações conjuntas.


Centro de Inteligência


O plano também prevê a ampliação dos recursos federais para segurança pública no Nordeste acima da média per capita nacional. “A partir do primeiro ano do meu governo não haverá contingenciamento dos recursos de segurança pública, e o foco será no Nordeste”, afirmou Aécio Neves.  O sistema prisional também foi contemplado no plano e vai receber forte aporte de recursos da União para que em quatro anos o déficit seja zerado.


Será criado ainda um Centro Regional de Inteligência, que vai abrigar um banco de dados para integrar registros mais relevantes nos âmbitos estadual e federal. O Nordeste também vai ganhar uma base permanente da Força Nacional de Segurança Pública, que vai atuar em conjunto com as polícias civil e militar no combate ao crime.


Com o Nordeste ForteAécio Neves busca encontrar soluções de desenvolvimento econômico sustentável, reduzir as desigualdades e promover uma integração regional destes Estados tão importantes para o crescimento do Brasil.

11 de agosto de 2014

Aécio se compromete a combater o tráfico de drogas

Aécio: questão é uma das maiores tragédias do país e enfrentamento deve ter 2 pilares: combate ao tráfico e programas de recuperação.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder


Aécio se compromete a combater o tráfico de drogas e investir em políticas públicas de recuperação


O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, se comprometeu nessa sexta-feira (8/08), em Botucatu (SP), a tratar a questão das drogas com foco na assistência social, na saúde e na segurança pública. Ele afirmou que a questão é uma das maiores tragédias do país e seu enfrentamento deve ter dois pilares: combate ao tráfico e programas de recuperação.


“A questão das drogas tem que ser tratada em duas vertentes. A primeira, o tráfico, com controle das nossas fronteiras, com polícia, com inteligência, com tudo que não vem acontecendo até aqui. E a segunda vertente é a da dimensão da vida”, disse ele, referindo-se à necessidade de dar apoio e tratamento aos dependentes químicos. O compromisso de enfrentar a questão foi firmado por Aécio durante visita à Clínica de Recuperação Recomeço, mantida em parceria com o governo do Estado de São Paulo e inaugurado em 2013 após investimentos de R$ 15,4 milhões.


Recomeço e Aliança Pela Vida


clínica integra o Programa Recomeço, que atende 68 municípios do interior paulista e tem como objetivo facilitar o acesso ao tratamento médico e a internação dos dependentes em hospitais, comunidades terapêuticas e moradias assistidas.


Aécio afirmou que o Programa Recomeço é um modelo que pode ser replicado em outros Estados pelo governo federal, assim como o projeto Aliança pela Vida, implementado em Minas Gerais durante sua gestão. Tais medidas poderiam resultar numa política nacional para tratamento de dependentes químicos.


“O Programa Recomeço, que visitamos agora, é uma demonstração clara de que o Estado pode sim ser parceiro na recuperação. Nosso governo vai ter também um projeto claro de ampliação desses centros de reabilitação, que já fazíamos em Minas Gerais, por todo Brasil”, afirmou.


Criado pelo Governo de Minas em 2011, o programa Aliança Pela Vida agrupa ações voltadas para a prevenção e o combate ao uso de drogas, sobretudo o crack. Todos os órgãos e secretarias do Estado que tenham programas sociais devem destinar ao menos 1% de seus orçamentos para iniciativas contra a dependência química.


Omissão federal


No combate ao tráfico de drogasAécio lamentou a falta de investimentos do atual governo federal em segurança pública, o que afeta diretamente o controle das fronteiras por onde entram armas e substâncias tóxicas. “O [combate aotráfico de drogas, de armas e controle das fronteiras são responsabilidades da União. O que o governo vem fazendo é a terceirização de responsabilidades. No nosso governo, vai haver uma política nacional de segurança pública. Nós vamos investir no controle das nossas fronteiras, o que o atual governo não fez”, afirmou.


Aécio ressaltou que seu governo fará parcerias com os Estados e porá fim com o contingenciamento dos recursos de Segurança Pública, ou seja, a contenção de investimentos na área. Segundo ele, o atual governo executou, por exemplo, apenas 10,5% do orçamento destinado ao Fundo penitenciário foram executados. No caso do Fundo Nacional de Segurança, o percentual foi de somente 35%.


“Isso é um desprezo para com a população brasileira, que vê no crescimento da criminalidade e do tráfico de drogas algo extremamente danoso às relações familiares e à própria sobrevivência, principalmente de jovens brasileiros”, disse. “Não há nenhuma parte do mundo em que o governo federal não tenha uma parcela de responsabilidade em relação à criminalidade”, acrescentou.


Aécio visitou o centro de reabilitação acompanhado do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin e de José Serra, que concorre ao Senado pelo partido, além do candidato à Vice-Presidência Aloysio Nunes. Ao lado de Janice Lourdes Megid, diretora do centro, Aécio conheceu as instalações da unidade, onde conversou que pacientes e parentes.


Caminhada


Ex-dependente químico, Ediel Henrique dos Santos, de 29 anos, elogiou o tratamento que recebeu. “O trabalho foi excepcional. Consegui buscar ajuda e me recuperar graças ao bom atendimento dos profissionais daqui”, disse ele. O candidato até arriscou uma jogada de sinuca e foi aplaudido ao “matar” a bola de número 13 numa das caçapas.


Após a visita, Aécio fez campanha no centro de Botucatu. Ao lado do prefeito João Cury (PSDB), ele, Alckmin, Serra e Aloysio encontraram com militantes e populares na Praça Emílio Peduti e saiu em caminhada pela Rua Amando de Barros, principal via do comércio local. Aécio foi muito saudado pelas pessoas e parou em várias lojas para posar para fotos e conversar com comerciantes e clientes.

6 de agosto de 2014

Choque de gestão de Aécio vai garantir simplicidade tributária

Fonte: Jogo do Poder


Aécio proporá simplificação tributária nos primeiros dias de governo

Ex-governador lembrou que a eficiência do governo será prioridade a exemplo do que foi feito em Minas

O candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou que, eleito, apresentará ao Congresso, já nos primeiros dias do seu governo, proposta de simplificação tributária em todo país. Aécio lembrou que ao assumir o Governo de Minas, em 2003, adotou de imediato um conjunto de medidas administrativas – o Choque de Gestão – que garantiu ao Estado uma série de avanços econômicos e sociais acima da média nacional.

Em entrevista ao portal G1, Aécioafirmou que a medida, além de garantir a redução da carga tributária, permitirá a substituição de vários impostos indiretos e a desoneração de setores da economia.

“O nosso governo em Minas foi um governo exitoso, com mais de 90% aprovação, em razão daquilo que fiz nos primeiros dias, na primeira semana de governo. E a primeira proposta a ser enviada ao Congresso Nacional é da simplificação tributária, que nos dará a médio prazo a possibilidade da redução horizontal da carga tributária”, disse.

Aécio lembrou que nos dois mandatos à frente do Governo de Minas reduziu impostos de mais de 200 produtos incluindo itens da cesta básica, de higiene pessoal, de material de construção, principalmente aqueles mais consumidos pela população de baixa renda.

O ex-governador de Minas afirmou também que pretende reduzir o número de ministérios e, a exemplo do que foi feito em Minas e adotar a meritocracia no plano federal.

“Vamos fazer um governo meritocrático, com pessoas qualificadas. A eficiência do governo tem que ser tratada como prioridade e eu fiz isso em Minas Gerais. Quando assumir o governo, acabei com três mil cargos comissionados e reduzir o número de secretarias. Foi assim que transformei Minas Gerais referência no Brasil em gestão eficiente”, disse.

Segurança Pública

Aécio Neves afirmou que os recursos aprovados no Orçamento para o Fundo Penitenciário e o Fundo Nacional de Segurança não serão contingenciados, o que vai garantir mais recursos para estados e municípios investirem no combate à violência e ao tráfico de drogas e armas. Minas é hoje o estado brasileiro que mais investe em segurança pública e, mesmo praticamente sem receber recursos do governo federal para segurança, tem a segunda menor taxa de homicídios da região Sudeste.

“O Brasil não tem hoje uma política nacional de segurança que nós vamos estabelecer. Vamos coordenar uma ação de segurança de pública de planejamento, de inteligência, de investimentos, junto aos estados federados. Eu defendo que possamos ampliar a prestação de serviços comunitários em substituição às penas de restrição da liberdade. As Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC’s) são um grande exemplo de ressocialização para crimes de menor gravidade. E na outra ponta fizemos em Minas o primeiro projeto de Parceria Público Privada (PPP) do Sistema Prisional”, afirmou.

Aécio disse ainda que irá dedicar uma atenção especial às nossas fronteiras, por meio do fortalecimento da Polícia Federal, com a ampliação de seu efetivo e de parcerias com as forças armadas.

4 de agosto de 2014

Candidatura do PSDB começa bem em SP

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre a agenda em São Paulo

Estamos, hoje, começando a caminhar pelo estado de São Paulo e, no meu caso, também pelo Brasil. E, é o que eu disse: nada melhor do que poder fazer uma campanha em boa companhia, estar aqui ao lado do governador Geraldo Alckmin, ao lado do futuro senador José Serra, do nosso aliado e companheiro [vereador] Milton Leite. É, na verdade, perceber de forma muito clara a importância das parcerias.

O que pude ver aqui é que quando se tem vontade política e competência para realizar as coisas, como esse Programa Mananciais, que obviamente precisará ter continuidade e terá continuidade, os resultados vêm para aqueles que mais precisam da ação do Estado. Então, essa será fundamentalmente a razão não apenas da minha eleição, ou da reeleição de Geraldo Alckmin, da eleição de Serra e dos nossos deputados, mas é a compreensão de que apenas o fortalecimento da Federação, com municípios e estados cada vez mais articulados, em condições de enfrentar as dificuldades, como essa que viemos aqui em toda a região do Jardim Ângela, mas também em outras regiões do país, é que vamos possibilitar as pessoas viverem com maior dignidade e, sobretudo, com maior esperança em relação ao seu futuro.

Quero dizer do meu orgulho, da minha honra, de poder estar aqui aprendendo a cada dia e vendo a cada momento exemplos do extraordinário resultado da gestão do governador Geraldo Alckmin. Alckmin é a síntese daquilo que o Brasil precisa: seriedade e competência, em uma só pessoa. E, sobretudo, muita coragem pra fazer com que as coisas avancem. Estamos começando com o pé direito.

Vamos fazer muitas outras caminhadas pelo Brasil e pelo estado de São Paulo. Mas reitero aquilo que disse: São Paulo terá um papel decisivo nessa eleição. São Paulo já disse sim, ou vem dizendo sim, à administração de Geraldo Alckmin. E acredito que, no momento certo, dirá também sim às mudanças que o Brasil precisa.

Sobre resultados de pesquisas de intenção de voto

Essa pesquisa consolida uma tendência que já era manifestada em outras pesquisas e que já assistimos em outras pesquisas, que é de que haverá segundo turno. E, no segundo turno, prevalecerá, na minha avaliação, um sentimento de mudança. Há hoje no Brasil um cansaço em relação à má condução da economia, que tem nos levado a um processo de estagflação, com inflação alta e crescimento extremamente baixo. O abandono de obras fundamentais e estruturantes, em todo o Brasil, e muitas delas com sobrepreço, em uma marca infelizmente perversa desse governo, que preferiu o aparelhamento da máquina pública ao investimento na meritocracia e nos nossos indicadores sociais.

O que percebemos é que a educação no Brasil, comparativamente a outros países da região, não vou nem muito longe da nossa região, é de péssima qualidade. Na saúde pública, a omissão do governo federal é crescente, cada vez mais os municípios têm que investir em saúde porque o governo federal investe a cada ano menos. E, na segurança pública, o que tenho dito, a omissão chega a ser criminosa. Os recursos aprovados pra segurança pública, grande parte deles têm sido, anualmente, contingenciados pela falta de visão do governo de que segurança também é uma prioridade.

Não fosse o esforço de São Paulo, do governador Geraldo Alckmin e da sua equipe, certamente, nós teríamos problemas ainda muito mais graves no campo da segurança pública. Vamos construir no Brasil uma política nacional de segurança. Solidária com os estados, com planejamento, investindo em inteligência e proibindo, impedindo que recursos de segurança pública sejam contingenciados. E, além disso, vamos liderar uma profunda e rápida reforma no código penal e no código de processo penal para inibirmos esse sentimento de impunidade que hoje está espalhado por todo país.

Estamos começando com o pé direito, estou extremamente feliz com esse início, principalmente, com essa extraordinária companhia do governador Geraldo Alckmin.

1 de agosto de 2014

Cláudio Beato: Aécio é protagonista como presidente na área da segurança pública

Fonte: Jogo do Poder


Aécio assumirá protagonismo na Segurança Pública

A participação do governo federal na área de segurança pública será prioridade na gestão de Aécio Neves como presidente da República. O coordenador da área de segurança pública do programa de governo do candidato da coligação Muda Brasil, professor Cláudio Beato, reforçou que Aécio tem o compromisso de assumir com Estados e municípios o trabalho nesse setor, hoje relegado ao segundo plano pelo governo federal.

“A ideia mais central da candidatura de Aécio é o protagonismo de seu papel como presidente na segurança pública. Diante do quadro dramático que temos, não dá mais para postergar a participação do governo federal nessa questão”, disse Beato.

Professor do departamento de sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Beato participou, na noite dessa quinta-feira (31/07), em São Paulo (SP), de debate promovido pelo Fórum 

Brasileiro de Segurança Pública
 
O protagonismo federal na área de segurança pública no governo de Aécio Neves terá como base a atuação em quatro eixos: prevenção do crime; organização das instituições; combate à impunidade e legislação; e reavaliação do sistema prisional.

Segundo Beato, na questão da prevenção, o compromisso de Aécio é implementar projetos integrados de desenvolvimento social, principalmente nas áreas mais violentas das cidades, para evitar que os jovens carentes sejam atraídos para a criminalidade. O coordenador disse que será possível articular todo o sistema de assistência social para dar atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade.

A organização das instituições passa pela melhoria do desenvolvimento e da coordenação entre as polícias, segundo Beato. Ele destacou a importância do trabalho de inteligência no combate ao crime e disse que a atuação em conjunto vai permitir a troca de informações mais eficaz, possibilitando fortalecimento das ações.

“É possível priorizar, por exemplo, as áreas de crimes mais violentos, introduzir inovações na ação e alocar recursos para complementar (o trabalho)”, afirmou Beato.

Ele também citou os planos de Aécio para o combate à impunidade dos crimes. “Esse tema vai desde o cidadão que não é atendido no 190 até a legislação penal”, disse ele, defendendo a discussão de leis mais eficazes na punição aos crimes violentos. Segundo Beato, há vários projetos de lei que tratam da questão parados no Congresso.

É possível ter já no início do governo Aécio uma comissão de juristas fazendo a triagem dessas propostas para avaliar aquelas que possam ser adotadas para evitar que os responsáveis por crimes em todo o país fiquem livres de qualquer punição.

“A ideia é pegar alguns gargalos que encontramos e que impedem o funcionamento da Justiça criminal”, disse. “Não significa prender mais, mas prender com mais qualidade”, acrescentou ele, referindo-se à prisão com mais critério.

Beato defendeu também adotar práticas mais criteriosas dentro do sistema prisional. “Temos que investir num sistema de informações no sistema prisional, para avaliar quem poderia estar fora e principalmente quem deveria estar preso”, afirmou.

Para Beato, o baixo investimento do governo federal em segurança pública é exemplo da pouca importância que se dá pela atual administração à área. “Menos de 0,5% do orçamento do governo federal é gasto com segurança pública, o maior gasto é dos Estados”, afirmou. Até mesmo a construção de presídios federais, segundo ele, praticamente não avançou, já que o governo prometeu 12 unidades e ergueu somente quatro.

O encontro foi realizado no Auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e teve apoio do jornal Folha de S.Paulo. Além de Beato, participou do evento o ex-deputado Maurício Rands, coordenador-geral do programa de governo do candidato do PSB, Eduardo Campos. A campanha da presidente Dilma Rousseff não enviou representantes ao debate, apesar de ter sido convidada.

17 de julho de 2014

Na sabatina Folha, Aécio diz que poderá rever modelo de gestão da Petrobras

Fonte: Valor Econômico


Aécio diz que pode rever gestão da Petrobras e preços dos combustíveis

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), admitiu nesta quarta-feira que poderá rever o atual modelo de gestão da Petrobras e a política de preços dos combustíveis. No entanto, não disse se vai promover alterações. “Quero discutir o modelo. Que benefícios trouxe ao país e o que pode ser mudado”, disse durante sabatina promovida pela “Folha de S.Paulo”, portal UOL, SBT e rádio Jovem Pan no Tearo Folha, em São Paulo.

O tucano responsabilizou o governo do PT pela adoção das chamadas “medidas amargas” na economia. “Não há medidas impopulares, isso está virando lenda. São medidas necessárias que terão de ser tomadas. As medidas impopulares estão sendo adotadas pelo atual governo”, atacou. “Vou tomar as medidas necessárias para colocar o país no caminho do crescimento”, afirmou, durante sabatina.

Para Aécio, uma eventual vitória tucana geraria efeito inverso ao inicialmente causado quando da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. “Acredito que com a nossa vitória haverá uma melhora. Com a eleição do Lula houve incerteza. Uma vitória do PSDB gerará um efeito inverso”, afirmou. “Estamos convencidos disso, inclusive com analistas do interior”, assegurou.

Sobre a comparação da emenda da reeleição de FHC com o mensalão, feita pelo presidenciável Eduardo Campos (PSB), Aécio disse que “foi investigada e arquivada por falta de provas”. “A minha opinião é que não houve compra de votos [para aprovar a reeleição presidencial]. Acho que o PT concorda conosco. Governa há 12 anos e por que não tentou reabrir isso? Esqueceu?”, alfinetou Aécio. O candidato do PSDB defendeu reformas nos códigos penal e de processo penal, além da elaboração de um plano nacional de segurança pública. “Há algum tempo um ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo] disse que as cadeias são masmorras. Sabe quanto ele usou do Fupen [Fundo Penitenciário Nacional]? Dez por cento. É a demonstração clara de que esse governo não trata a segurança pública como deveria”, disparou.

Sobre a Copa do Mundo, Aécio disse que a presidente Dilma Rousseff (PT) “tentou surfar no êxito da seleção”. Aécio disse ser contrário à intervenção do governo no futebol. Mas defendeu a “elaboração de uma lei de responsabilidade fiscal para o esporte”.

A entrevista de Aécio a jornalistas de quatro veículos de comunicação em São Paulo foi marcada por constantes intervenções da plateia, que aplaudia e gritava palavras de ordem, como “muito bem, Aécio“. A maioria da audiência presente era formada por militantes e partidários do PSDB de São Paulo.

26 de maio de 2014

Segurança: Aécio reafirma omissão do Governo do PT

“É lamentável ver um ministro de Estado utilizando o cargo público para falar como militante partidário. Com isso, ele não só diminui o cargo que ocupa”, comentou Aécio.


Segurança Pública


Fonte: Jogo do Poder

Declaração do senador Aécio Neves sobre afirmativas feitas pelo ministro José Eduardo Cardozo


“Disse e repito que o governo federal é omisso no enfrentamento dos desafios da segurança pública no país.

Além dessa constatação, faço outra: é lamentável ver um ministro de Estado utilizando o cargo público para falar como militante partidário. Com isso, ele não só diminui o cargo que ocupa, mas confirma que o PT definitivamente não separa a esfera pública da partidária.

As grosserias do ministro, por maiores que sejam, são insuficientes para esconder a realidade do abandono da segurança pública pelo governo federal e revelam a ausência de argumentos de um governo que se especializou em transferir responsabilidades.

É triste vermos quão desinformado o ministro da Justiça encontra-se, não apenas sobre meu trabalho como senador, mas sobre o do meu partido no Congresso Nacional.

Se melhor informado, ou munido do mínimo de boa fé que o cargo exige, saberia do esforço do PSDB, que discutiu e apresentou, através da atuação do nosso líder, senador Aloysio Nunes, único parlamentar do PSDB indicado como membro da Comissão Especial de Reforma do Código Penal e que representou todos os demais senadores, quase 50 emendas tratando de temas como: prescriçãoprogressão de regime, causas de aumento e redução de penas, penas alternativas, crimes contra a vida, a honra, a administração pública, de corrupçãodrogassistema penitenciário, entre vários outros.

Saberia que tramita, desde 2011, sem apoio da base governista, projeto de lei de minha autoria que proíbe contingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário.

É uma pena que o ministro não tenha aproveitado a oportunidade para explicar por que o governo federal participa com apenas 13% dos gastos em segurança pública em todo país. Poderia ter explicado, por exemplo, a pífia execução orçamentária da área e dos fundos de segurança e penitenciário durante seu período como ministro. O Fundo Penitenciário pagou apenas 11% dos recursos nos últimos três anos, apesar da grave crise no setor.

Pena também que o ministro não tenha usado a oportunidade para esclarecer se é verdadeira a denúncia que circula de que, por decisão sua, a Polícia Federal agora é obrigada a avisar previamente ao ministro cada vez que ocorre uma investigação que envolva uma pessoa pública.

O tempo das bravatas acabou. A velha tática de atacar para não ter que explicar já é percebida por todo o país. Por isso, cada vez mais brasileiros exigem mudanças no país.”

Aécio Neves

22 de maio de 2014

Segurança pública: Aécio critica Governo Dilma por ineficiência

Aécio Neves: em entrevista ao Poder e Política , da Folha e do “UOL”, o pré-candidato do PSDB defendeu posições modernas de gestão


Senador defendeu repasses mensais de verbas de segurança para os Estados


Fonte: Folha de S.Paulo

ENTREVISTA – AÉCIO NEVES

Governo federal é omisso na área de segurança pública


PRÉ-CANDIDATO DO PSDB AO PLANALTO DEFENDE REFORÇAR O PAPEL DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA NA POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO AO CRIME NO PAÍS

FERNANDO RODRIGUES

Pré-candidato a presidente pelo PSDB, o senador Aécio Neves tem calibrado seu discurso para um tom cada vez mais duro na área de segurança pública. É uma tentativa de se apresentar de maneira diferente em relação a seus adversários diretos na corrida pelo Planalto.

Em entrevista ao programa Poder e Política, da Folha e do “UOL”, Aécio disse que, se eleito, pretende reduzir o número de ministérios dos atuais 39 para 21 ou 22. Deseja também redefinir a função de algumas pastas. Fala em renomear o Ministério da Justiça com o complemento “e da Segurança Pública“, enfatizando a necessidade de combater o crime em todo o país.

É uma resposta do tucano a uma das principais preocupações dos eleitores, captadas por várias pesquisas de opinião. Ao adotar essa narrativa, tenta também surfar num momento de intensas manifestações de rua, muitas com atos de violência.

O senador quer que os repasses de recursos federais para uso em segurança sejam mensais e compulsórios para os Estados, “que poderão planejar os seus investimentos”. O tucano diz que nos oito anos em que governou Minas Gerais (2003-2010) ficou esperando recursos para construir penitenciárias. “Sabe quando vieram? Nunca”.

“Hoje, o governo federal é criminosamente omisso no que diz respeito à segurança pública“, acusa.

Aécio, 54 anos, também é a favor da redução da maioridade penal para adolescentes de 16 a 18 anos que cometem crimes graves ou são reincidentes. “Não podemos fazer como o governo do PT: virar as costas”. Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) são contra essa medida.

O tucano acha necessário trazer a inflação anual para o centro da meta, que é de 4,5%. Esse objetivo seria atingido gradualmente, até 2018.

Afirma ser contra uma lei para formalizar a independência do Banco Central. Promete submeter diretores de agências reguladoras ao escrutínio de um órgão externo.

Se eleito, repete, manterá o Bolsa Família e a política de conceder reajustes acima da inflação para o salário mínimo. Não elabora, entretanto, a respeito de como resolver a vinculação do mínimo aos benefícios da Previdência.

Sobre José Serra ser seu candidato a vice-presidente, responde ser “uma possibilidade”.

Sobre drogas ilícitas, é contra a descriminalização. Relata ter fumado maconha no passado. “Quando tinha 18 anos, experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça”.

A seguir, trechos da entrevista:

Folha/UOL – Se eleito, qual será a meta de inflação?
Aécio Neves - 4,5%. A presidente da República sempre tratou com indiferença o centro da meta. Focou no teto da meta.

Explique melhor. O centro da meta, ao longo de quatro anos, continuará sendo 4,5%?
Continua sendo 4,5% ao longo de quatro anos. É claro que, no horizonte de dois mandatos, é razoável imaginar que possamos ter uma inflação de país desenvolvido, em torno de 2,5%, 3%.
O centro da meta é o primeiro grande objetivo. [Depois], diminuição da banda, que hoje é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Acho possível reduzirmos isso para 1,5 ponto percentual -até chegar no final do mandato, para 1 ponto percentual de variável.
Esse é o objetivo final de um projeto de governo? Não. Mas o objetivo realista, hoje, é nos próximos dois, no máximo três anos, termos a inflação alcançando o centro da meta.

E reduzir a banda de flutuação de dois pontos percentuais para até um ponto?
Para até um ponto.

E qual deve ser a trajetória da taxa de juros ao longo dos próximos quatro anos?
Sempre declinante. A diminuição da taxa de juros é consequência, em grande parte, do ambiente adequado que você cria no Brasil para atração de investimentos, para a competitividade da nossa economia. Quero ter gradualmente a taxa de juros caminhando em sentido declinante.
Quando nós falamos de mercado, nós temos que vencer essa época dos juros favorecidos, dos juros seletivos para setores da economia. Resumindo, no futuro próximo, teremos juros do BNDES para o conjunto da economia

Mas se o sr. quer a inflação declinante, a taxa de juros teria de se manter no nível atual, ou até mais alto, para forçar a queda dos preços…
Aposto na criação de um ambiente adequado para a retomada do crescimento em bases sólidas. No momento em que melhorarmos a oferta, tivermos uma recuperação do parque industrial brasileiro, tudo isso contribui para que haja menos pressão inflacionária que nós estamos vivendo hoje.

O sr. considera exequível um cenário no qual inflação e taxas de juros sejam declinantes?
No médio prazo, sim.
Nós precisamos sinalizar. Inflação é, sobretudo, sinalização. Acho possível sinalizar de forma clara ao mercado. Primeiro lugar: guerra ao custo Brasil. Essa é uma obsessão de um próximo governo nosso. Passa pelo início de um processo imediato de simplificação do sistema tributário, um grande choque de infraestrutura no Brasil, sem preconceitos com o setor privado. Ao contrário, vamos atrair o setor privado para participar conosco, seja em concessões, seja em parcerias público-privadas, onde esse investimento seja necessário para garantir o aumento da competitividade de quem empreende no Brasil. Isso acontecendo, acho que criamos um ambiente favorável, inclusive para o declínio da taxa inflacionária.

O Banco Central deve ter a sua independência de atuação ampliada? Se sim, como?
Deverá ter a independência formal garantida.

Em lei?
No primeiro momento, não acho necessário. Uma resolução presidencial determinará que o Banco Central tem a missão de controlar a moeda, de controle da inflação

…Mas isso já tem…
…E de manter saudável o nosso sistema financeiro. Essas são as missões do Banco Central.
Um governo com o perfil do nosso governo, que não é um governo intervencionista como o atual, é suficiente para garantir essa autonomia. Não me fecho a uma discussão, lá adiante, de uma eventual autonomia em lei. Não acho que isso seja necessário, porque é a autoridade presidencial que vai garantir que essa autonomia seja exercida permanentemente.

Se eleito, quais reformas seriam prioritárias no seu governo?
A primeira delas é a reforma política. É a base para qualquer outra.
Ou nós recuperamos a capacidade de negociação com partidos políticos, com forças que tenham expressão na sociedade, ou nós vamos estar cada vez mais distantes das reformas constitucionais.

Cite dois ou três itens pontuais da reforma política que considera essenciais.
Vou falar três. A introdução da cláusula de desempenho. É algo complexo, polêmico, mas acho necessário. Você pode criar um partido político, ele pode ter seu funcionamento civil, mas para ter acesso ao Fundo Partidário, para ter acesso ao tempo de televisão, tem que, no prazo que vai se estabelecer, [atingir um] percentual mínimo de votos.

Qual deve ser o desempenho exigido?
Quando nós aprovamos lá atrás [na década de 1990; mas o STF derrubou a regra] eram 5% dos votos para deputado federal no país e 3% em pelo menos nove unidades da Federação. Acho que esse ponto pode ser calibrado para baixo.

Quanto, mais ou menos?
Poderia ser alguma coisa em torno de 3% no geral e 2% em pelo menos nove Estados.

Nesse cálculo, ficariam de seis a sete partidos no Congresso?
De seis a sete, no máximo. Algo absolutamente razoável em um país como o Brasil.

E os outros pontos da reforma política?
O segundo é o voto distrital misto com lista partidária. Metade do Parlamento eleito por distritos, nos quais você cria uma relação direta do representado com o representante. Poderá cobrar dele conhecimento sobre a realidade local, econômica, de infraestrutura, de educação. Aproxima o Parlamento da realidade das várias regiões brasileiras. A outra metade das vagas seria preenchida pelas listas partidárias. Isso fortalece os partidos políticos e permite que nomes que não tenham base territorial, base geográfica, mas cuja presença no parlamento seja importante, representantes do segmento da cultura, economistas qualificados, grandes juristas, possam estar no debate parlamentar criando um bom equilíbrio.

Esse é o segundo ponto. E o terceiro?
Cinco anos de mandato para todos os cargos, sem reeleição.

E coincidência de mandatos?
Coincidência de mandatos para todos os cargos. Um ano de eleição e quatro anos para trabalharmos pelo Brasil.

O sr. imagina ser possível aprovar esses três pontos de uma vez? Ou tem de ser um de cada vez?
Não acho que as maiorias sejam as mesmas para aprovar cada um desses temas, mas acho que é possível.
Acredito que um Congresso recém-eleito, sintonizado com o sentimento da sociedade, tende a caminhar na direção daquilo que foi aprovado pelos eleitores.

Essas suas três propostas para reforma política, se aprovadas, terão efeito ao longo de tempo. Como o sr. trabalhará durante os primeiros anos do seu eventual mandato, se eleito, para aprovar reformas econômicas? O Congresso ainda estará igual…
Acredito muito nas medidas tomadas no início de governo. Se eu tive êxito no meu governo em Minas Gerais, se saí do governo de Minas com alta aprovação, não é pelo que eu fiz nos primeiros seis meses. É pelo que fiz nos primeiros dias de governo.
Acabarei com metade desses ministérios que aí estão. Criarei uma secretaria extraordinária para simplificação do sistema tributário.
Essa comissão terá prazo de no máximo 60 dias para apresentar ao Congresso Nacional um projeto de simplificação do sistema tributário atacando fundamentalmente os impostos indiretos. Hoje, o conjunto das empresas brasileiras gasta mais de R$ 20 bilhões anualmente apenas para a máquina pagadora, para operacionalizar a máquina de pagamento. É isso que vai nos permitir, a médio prazo, um espaço fiscal para caminharmos na direção da diminuição da carga horizontalmente.

O sr. não chama de reforma tributária e fiscal. Chama de simplificação. Por quê?
Porque a reforma tributária será feita em dois momentos. O primeiro, realista, é a simplificação do sistema tributário.

Tem um exemplo prático?
Hoje tem um emaranhado de impostos indiretos que se sobrepõem. Tem brigas de ICMS, questão ainda grave.

Para alterar ICMS é preciso acordo de todos os Estados. É difícil…
Por isso que não foi feita até aqui.

Então, como faz?
Em um primeiro momento, a simplificação do sistema tributário torna mais fácil o pagamento de impostos. Nós temos o sistema mais complexo hoje, acho, do mundo.

O sr. mencionou que diminuiria à metade o número dos atuais 39 ministérios. Como e quando faria isso?
Na largada.

Mas serão 20 ministérios?
Existe um estudo da Universidade Cornell em mais de 120 países que indica que os governos que apresentam melhores resultados são aqueles que têm entre 21 a 23 ministérios. Isso serve como parâmetro. Alguma coisa por aí. Não preciso fixar hoje. Serão 21, 22. Alguma coisa por aí.
Vamos transformar o Ministério da Justiça em Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Em primeiro lugar, com a proibição do contingenciamento dos fundos setoriais. Nós vamos fazer com que os recursos dos fundos penitenciários, do Fundo Nacional de Segurança, tenham o mesmo tratamento, por exemplo, que os recursos da educação. Eles terão de ser transferidos por duodécimos [compulsoriamente] para os Estados, que assim poderão planejar os seus investimentos. Nós vamos construir uma política nacional de segurança pública, que não existe hoje.

Como será essa política nacional de segurança pública?
87% de tudo que se gasta em segurança pública no Brasil hoje vêm dos Estados e municípios. Apenas 13% da União. A União, que tem responsabilidade de cuidar das nossas fronteiras, de coibir o tráfico de drogas e o tráfico de armas, é, hoje, quem menos gasta.
No conjunto dessa nossa proposta estará uma profunda e ágil reforma do Código Penal para diminuir a sensação de impunidade, que hoje existe na sociedade brasileira, e do Código de Processo Penal. Hoje, para ser preso no Brasil tem que fazer um esforço enorme se não for pobre. A verdade é essa. Quem tem um advogado tem possibilidades de chicanas que impedem que efetivamente cumpra sua pena.
governo do PT não tem permitido o avanço de proposta de reforma do Código Penal e nem do Código de Processo Penal.

É a favor da redução da maioridade penal?
Eu apoiarei a proposta do senador Aloysio Nunes [Ferreira, do PSDB de SP] que permite, se solicitado pelo Ministério Público ligado à criança e ao adolescente, ao juiz decretar, em casos gravíssimos, ou em reincidências de casos graves de jovens de mais de 16 anos, que possam responder pelo atual Código Penal. São os casos dos Champinhas da vida, do jovem de 16 anos que matou a namorada e expôs as fotos da na internet, como se fosse um grande feito.
É um conjunto de medidas que nós pretendemos tomar. E a solidariedade do governo federal no enfrentamento dessa questão.

Como funcionaria esse Ministério da Justiça e da Segurança Pública?
Falta ao Ministério da Justiça uma função clara e definitiva que é a de coordenar. Uma política nacional de segurança pública.
Fui governador de Minas Gerais. Sei quanto isso faz falta ao Brasil. Todas as ações para as quais buscava solidariedade no governo federal, buscava na Senad [Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas], em uma secretaria, geralmente com alguém que não tinha capacidade de decisão.
Há um projeto que apresentei em 2011 no Senado Federal. O PT ainda não deixou votar, impedindo o contingenciamento desses recursos. No período da presidente Dilma, do FupenFundo Penitenciário, sabe quanto que foi executado? 11%. Esse não é um governo que prioriza a questão da segurança pública. É um jogo de transferir responsabilidade para os Estados.

Na prática, o Ministério da Justiça vai trocar de nome. Vai virar Ministério da Justiça e Segurança Pública?
Segurança pública porque vai assumir responsabilidade de coordenar uma política de segurança pública. Vai coordenar esse grupo de trabalho que já existe no Congresso Nacional.

Mas segurança pública não é responsabilidade das cidades e dos Estados? Como o governo federal poderá atuar, uma vez que isso é atribuição direta dos Estados?
Você está dando voz para o que diz o PT. É o que o PT diz sempre: “Isso não é problema nosso”. E nós estamos aí com essa epidemia do crack matando gente todos os dias, esfacelando famílias, a criminalidade crescendo.
Claro que num país como o Brasil essa visão é equivocada. O que condicionalmente é dos Estados? Financiamento, planejamento. Governei Minas por oito anos. Fiquei oito anos esperando recursos do Fundo Nacional de Segurança e fundo penitenciário para construir penitenciárias. Sabe quando vieram? Nunca. Por quê? Porque o governo federal virava as costas. Achava que não era com ele.
Nós vamos sentar com os Estados. Nós sabemos que as realidades são diferentes em cada uma das regiões, mas de forma republicana e nos dispondo a fazer parceria.

O sr. está dizendo que falta protagonismo do governo federal?
Falta a liderança que o governo federal tem a responsabilidade de exercer.
Hoje, o governo federal é criminosamente omisso no que diz respeito à segurança pública. Nós queremos um ambiente novo onde haja capacidade de o governador saber a cada mês com quanto vai contar do governo federal a partir de determinada estratégia montada. Ele vai definir se ele vai investir em inteligência, em armamento, em aumento de contingente, em viaturas, em outras parcerias com os municípios. Não existe hoje. Esse recurso de segurança fica até o final do ano contingenciado. Os amigos do rei vão lá, ou da rainha, soltam alguma coisa e o resto vai para o superávitSegurança pública será tratada como prioridade um de um governo que quer transformar o Brasil. E é o que o nosso governo quer fazer e vai fazer.

Alguns especialistas argumentam que reduzir a maioridade penal, como o sr. defende, é uma ideia regressiva. Não resolve. Como o sr. responde?
Estou falando de algo extremamente sério. Estou falando de 2%, dos crimes violentos, reincidentes cometidos por adolescentes de 16 a 18 anos de idade. Isso vem crescendo ao longo do tempo. Deixar como está? Não acho adequado. Não estou acabando com a maioridade penal. Ela existe e continuará existindo para 98% dos casos. Mas existem casos extremamente graves que precisam ser enfrentados com a gravidade devida.
Tenho um projeto que triplica a pena para quando jovens de 16 a 18 anos são utilizados para o cometimento de crimes. Quando uma quadrilha leva um jovem a praticar o crime, o menor sempre assume o crime mais grave porque é coagido a fazer isso. Os outros pegam a pena menor. [Com o meu projeto], qualquer quadrilha na qual estiver um jovem, o maior de idade terá a sua pena agravada, dependendo do caso, em até três vezes. Nós temos que reagir ao que está acontecendo hoje. Não podemos simplesmente fazer como o governo do PT vem fazendo, virar as costas do ponto de vista do financiamento, não se dispor a arbitrar essas questões.

A atual política para o salário mínimo, com reajustes acima da inflação, é a ideal e deve ser mantida?
O ganho real do salário mínimo será mantido. Essa é a política. Para impedir que fosse mais um vez utilizada de forma eleitoreira, o líder do meu partido na Câmara Federal, Antônio Imbassahy [PSDB-BA], assinou uma proposta que prorroga até 2019 essa política.

O reajuste do salário mínimo tem vínculo com outros reajustes que ocorrem na economia, sobretudo no caso da Previdência. Como resolver isso?
É um desafio. Temos hoje uma caixa preta na Previdência. No começo do ano, o ministro da Previdência disse que o déficit da Previdência era de R$ 50 bilhões. O ministro da Fazenda chamou a atenção e disse que era de R$ 40 [bilhões]. Demitiram o funcionário que tinha apontado esse outro número. Não dá para entrar em detalhes. Não há nada mais inconfiável no Brasil do que dados desse governo.

Mas hoje existe a vinculação do reajuste do salário mínimo com os benefícios da Previdência. Deve ser mantida essa vinculação?
Não está no nosso norte, não está na nossa bússola, mexer nisso.

Mas é sustentável?
Espero que sim. Não vou aqui avançar em detalhes de políticas que nós vamos tomar sem conhecer efetivamente os números do governo. Seria uma irresponsabilidade da minha parte. Até porque o rombo pode ser até maior do que se imagina.
O grande desafio é conhecermos efetivamente qual é o déficit real da Previdência.

Sobre reduzir ministérios, algumas pastas têm a simpatia de grupos de grupos específicos na sociedade: Secretaria da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, das Mulheres. Esses são os mais prováveis para serem cortados?
O que é importante é que tenhamos políticas públicas para inúmeros setores da sociedade que se sintam contemplados -e não necessariamente o status ministerial dado a alguém.
Os ministérios hoje não servem à população brasileira. O ministério não serve as pessoas ligadas à pesca, a pessoas que se preocupam com infraestrutura, a pessoas vinculadas a causas das minorias. Servem a pessoas individualmente. Os ministérios hoje servem para que o governo construa uma base política, ganhar alguns segundos de televisão para tentar vencer as eleições.
Se vencer as eleições, inverterei essa lógica. Os ministérios terão metas para serem alcançadas. Fiz isso em Minas. Em Minas, 100% dos servidores têm meta para serem alcançadas.

A convenção do PSDB está marcada para o dia 14 de junho, quando o sr. deve ser indicado candidato a presidente. O candidato a vice-presidente será escolhido até essa data?
Poderia ser até o dia 30 de junho, mas pretendo definir até o dia 14. O que me deixa feliz é ter o PSDB completamente unido nessa caminhada.
Temos muitos nomes que estão sendo apontados. Extremamente qualificados. Se eu citar um eu vou excluir outro. Tem cinco ou seis nomes recorrentemente citados e que poderiam honrar qualquer governo e qualquer trajetória eleitoral. Essa não será uma decisão individual do candidato. É uma decisão desse conjunto de forças que está no nosso entorno e será feito sem traumas. Acredito muito nas coisas naturais da política. São as que dão resultado.

O ex-governador de São Paulo José Serra foi citado como um possível candidato a vice-presidente. No domingo (18/5), ele publicou uma nota dizendo que não postula esse cargo. Existe ainda a possibilidade de José Serra vir a ser o seu candidato a vice-presidente?
Você me dá oportunidade de registrar aqui mais um gesto de grandeza de José SerraJosé Serra é um dos mais preparados e qualificados homens públicos do Brasil. Quem não gostaria de ter Serra no seu palanque? Quem não gostaria de ter Serra na formulação de um programa de governo e mesmo na execução desse programa de governo? Eu quero muito tê-lo. Tenho certeza que ele estará. Essa questão [de Serra ser o candidato a vice-presidente] não surgiu por uma motivação ou por uma iniciativa dele. O nome dele acabou sendo colocado, recebi isso com muita honra, pela imprensa. Ele fez um gesto publicamente em Cotia [SP], na última sexta-feira [16/5], quando estivemos juntos em um grande evento partidário: “Contem comigo, estou aí Aécio para estar ao seu lado para encerrarmos esse ciclo e mudarmos o Brasil, qualquer que seja a posição”. Ele disse isso com absoluta clareza e eu recebo esse gesto como um gesto de grandeza política de um grande homem público.

Mas o sr. acha que ele poderia ser o seu candidato a vice-presidente?
É uma possibilidade colocada. Nunca conversei com ele sobre essa possibilidade. Ele acena com a possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara ou no Senado. Onde ele estiver, seja vice, seja na Câmara ou no Senado, para a tristeza dos nossos adversários, ele estará ao nosso lado. Estaremos juntos para ganhar a eleição e para governar, porque não vejo um futuro governo nosso sem a presença importante e decisiva de José Serra.

O sr. ligou para Serra depois que ele publicou a nota no domingo (18/5) a respeito desse tema?
Até meus telefonemas privados você quer saber [risos]? Converso muito mais com o Serra do que você imagina.

Mas ligou?
Nossa relação tem um ponto de convergência: o interesse público, o interesse do país. Isso é muito mais relevante do que qualquer visão diferente.
No tucanato reina a tranquilidade e a paz absoluta.

Mas falou com ele depois de domingo?
Tenho falado sempre com ele.

Nesta semana, em Minas Gerais, o sr. esteve junto com o ex-governador, ex-senador e ex-deputado Eduardo Azeredo, réu no chamado mensalão mineiro ligado ao PSDB. Isso o incomoda?
De forma alguma. Conheço Eduardo há muitos anos. O Eduardo é um homem de bem. Está tendo a oportunidade de se defender. Não vamos ocupar aqui o papel da Justiça. Vamos deixar que ele se defenda.
Temos que ter o respeito de deixar o Eduardo se defender na Justiça. Só que eu não agirei como agiram ou agem as lideranças do PT. Se alguém amanhã for condenado pela Justiça, se cometer alguma ilicitude -não estou dizendo que ele cometeu-, ele não será transformado em herói nacional pelo meu partido. Pelo contrário, cumprirá eventualmente a pena se for condenado. Mas há hoje no entorno do Eduardo uma enorme expectativa pela sua absolvição.

Ele deve participar ativamente da sua campanha?
Da forma que ele quiser.

Ele é bem-vindo?
Olha, ele é. Ele é um homem de bem. A forma de participar o Pimenta [da Veiga] que vai dar, pois é candidato a governador em Minas Gerais.

Em Minas Gerais havia um pré-acordo entre o sr. e o seu adversário do PSB na disputa pelo Planalto, Eduardo Campos. O PSB poderia apoiar o candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais. Há indicações de que isso não vai ocorrer. Por que isso aconteceu? Isso significa uma mudança de relacionamento entre o sr. e Eduardo Campos?
Da minha parte, não. Tenho visto algumas notícias, mas para mim vale o entendimento que nós fizemos dessa aliança do PSB com o PSDB em Minas Gerais. É uma coisa natural. O que não seria natural é uma ruptura a partir de um interesse eleitoral. Aí não sei como seria recebido pela sociedade.

Alguns colegas seus têm dito que há um certo sinal de traição do PSB, em Minas Gerais. O sr. vê assim?
Não vi nenhuma movimentação concreta da direção do partido ainda. Terem postulantes discutindo o quadro local é muito natural. As últimas conversas que tive com Eduardo, o sentimento que eu colhi dele. Até me disse isso o ex-governador Anastasia, há poucos dias que estive com ele em Belo Horizonte, que esse era o caminho natural. Até porque uma ruptura penalizaria fundamentalmente o próprio partido [PSB] que teria dificuldades de eleger parlamentares. Da minha parte, não mudou nada.

Estou me dispondo a conduzir algumas forças políticas para enfrentar o governo que está aí porque acredito que isso é bom para o Brasil. Vou fazer isso no limite das minhas forças, com todo o meu vigor. Não vou me distrair ao longo do caminho. Não vou cair na armadilha do PT de querer dividir as oposições. Esse é um esforço permanente que faz o governo.
O que me faz estar andando pelo Brasil, reunindo as figuras mais talentosas, as cabeças mais qualificadas, é podermos construir um projeto alternativo a esse que está aí. E os meus compromissos eu vou honrá-los todos.

Quais programas sociais, caso o sr. seja eleito, seriam mantidos?
Apresentei há algum tempo um projeto que transforma o Bolsa Família em programa de Estado. O Bolsa Família é a unificação do Bolsa Escola e do Bolsa Alimentação que vieram do PSDB. Hoje, o governo do PT prefere que ele seja um programa coordenado por uma secretaria, dentro de um ministério, para poder a toda véspera de eleição praticar o terrorismo usual de que o programa vai ser extinto.
Fiquei sabendo no final de semana que um senador da República, da base governista, fez uma declaração: “Olha, o candidato fulano de tal -no caso, eu- vai acabar com o Bolsa Família“. Coisa mais primária da política pequena, da política dos grotões, da política atrasada que o Brasil não merece mais viver. Mas é o retrato de que essa é uma estratégia de campanha deles. O Bolsa Família será continuado, será aprimorado. Até porque para nós ele é um ponto de partida. Para o PT, é só um ponto de chegada. Essa é a diferença que temos de visão.

O programa Mais Médicos será mantido?
programa Mais Médicos é um programa circunstancial, temporal. O Mais Médicos continuará, mas nós não faremos a discriminação que hoje o governo federal faz em relação aos médicos cubanos. Na nossa avaliação, eles têm os mesmos direitos e têm que ter a mesma remuneração dos médicos de outras partes do mundo.
Nós temos que enfrentar a questão da saúde de forma mais orgânica, de forma mais ampla. Nesses três últimos anos o governo do PT permitiu que 13 mil leitos hospitalares fossem extintos. O que defendo é mais saúde. Defendemos progressivamente o aumento da participação do governo federal no financiamento da saúde.

Quanto o governo deve investir do Orçamento em Saúde?
A nossa proposta é que possa chegar a 10%.

Do Orçamento?
Do Orçamento.

Não é muito engessar 10% do Orçamento com um item apenas?
Não, desde que o dinheiro seja aplicado com eficiência.

Mas com eficiência não dá para dar conta com o dinheiro atual?
Não. Nós temos que nos preocupar em criar mais vagas nas escolas de medicina espalhadas pelo Brasil. Elas vieram diminuindo ao longo desses anos. O governo do PT não percebeu. Acho importante que nós discutamos uma carreira para os médicos, uma carreira federal. Estamos com um grupo extremamente qualificado de pessoas discutindo a segunda etapa do programa Mais MédicosMais Médicos não é a solução para o problema da saúde brasileira.

Se eleito, como o sr. pretende nomear os diretores das agências reguladoras?
Meritocracia, e ponto. Em Minas Gerais eu fiz isso.

Nenhum deputado ou senador poderá indicar diretor de agência?
Não vai passar nem perto. Nem ministro nem diretor de nada. Essa não é a lógica que funciona. Nós temos que inverter isso de forma definitiva. Essa lógica perversa de os espaços públicos serem feudos de grupos partidários, de grupos dentro dos próprios partidos.

Ou de grupos econômicos também?
Também, o que é mais grave. Ou tão grave. Criei uma regra muito positiva. Para ocupar um cargo na área financeira ou administrativa, na administração direta do Estado [em Minas Gerais], você tem que passar por uma certificação feita por um órgão externo ao Estado. No nosso caso, a Universidade Federal de Minas Gerais. Todos os nomes indicados para as agências terão que passar por essa qualificação. Por essa avaliação, para estarem disponíveis.

O sr. é a favor ou contra a manter as atuais regras e a legislação a respeito da prática do aborto?
As regras atuais. Já respondi isso mais de uma vez.

Se o Congresso flexibilizar as regras atuais e dar à mulher o direito de decidir, o sr, se eleito, seria contra?
Essa é uma decisão do Congresso Nacional. Na minha concepção, já respondi isso mais de uma vez, as regras atuais são adequadas e suprem as nossas necessidades no momento.

O que o sr. acha de casais gays terem o direito de adotar e educar uma criança?
Tudo que envolver afeto e condições adequadas e, obviamente, assistentes sociais, profissionais do setor que vão fazer essa avaliação, eu não me oporia.
Defendo uma facilitação do processo de adoção no Brasil, inclusive no que diz respeito ao poder pátrio, que é o que engessa, impede que as crianças sejam colocadas mais cedo para adoção.

Casais homoafetivos poderiam então adotar?
Se houver, por parte dos profissionais da área, avaliação de que há condições adequadas desses casais criarem a criança, talvez ela fique ali melhor do que nos abrigos e nos albergues.

O Supremo já decidiu, por maioria, mas ainda não terminou de julgar, que financiamento de empresas a políticos deve ser banido. O sr. tem posição sobre isso?
Acho que o fim do financiamento privado teria que ter uma relação com o fortalecimento dos partidos. Era importante que nós avançássemos pelo menos na lista partidária, ou pelo menos uma parcela dos parlamentares eleitos pela lista partidária.
Temos que tomar cuidado para a contrapartida disso não ser o recrudescimento do caixa 2. Eu acho que essa discussão tem que caminhar de forma conjunta.

O Uruguai legalizou a produção e o consumo de maconha. O Brasil deve olhar essa experiência e eventualmente segui-la?
Deve olhar essa experiência, como outras, em outras partes do mundo, mas não acredito que segui-la.

Por quê?
Não gostaria de ver o Brasil como cobaia de uma experiência que não se sabe qual é o resultado. Já me manifestei sobre essa questão mais de uma vez. Não acho que essa seja uma agenda para o Brasil. Não sou a favor da descriminalização.

A população carcerária no Brasil é de mais de meio milhão [de pessoas]. Um quarto desses presos está na cadeia por conta de algum tráfico de drogas. Pequenas quantidades, às vezes. É bom esse modelo?
Claro que não é bom. Por isso estou propondo uma inflexão profunda na reforma do Código Penal, do Código de Processo Penal, onde nós possamos dar vigor, agravar as penas dos traficantes. É esses que nós temos que buscar. E compreender que esse tipo de pequeno delito pode ter punições paliativas, trabalhos comunitários.

O sr. tem 54 anos. Em outra época da vida já consumiu algum tipo de droga considerada ilícita no Brasil?
Já respondi isso mais de uma vez. Quando tinha 18 anos experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça.

Acesse a transcrição completa da entrevista – Parte 1
Acesse a transcrição completa da entrevista – Parte 2

A seguir, os vídeos da entrevista (rodam em smartphones e tablets):

1) Principais trechos da entrevista com Aécio Neves (9:54)

2) Meta de inflação será 4,5% até 2018 (1:41)

3) Trajetória da taxa de juros será declinante (1:27)

4) Lei é desnecessária agora para BC independente (0:52)

5) Aumento real para salário mínimo será mantido (1:36)

6) Desvincular mínimo da Previdência não está na nossa bússola (0:46)

7) Primeira reforma terá de ser a política (2:46)

8) Deve haver só 21 a 22 ministérios (2:06)

9) Aécio quer Ministério da Segurança Pública (3:16)

10) Infratores de 16 a 18 anos devem cumprir pena como adultos (0:58)

11) Quem não gostaria de ter Serra em seu governo? Eu gostaria (2:15)

12) Eduardo Azeredo participará como quiser da campanha (1:28)

13) Rompimento com o PSB em Minas não seria natural (1:49)

14) Não troco a companhia do FHC por ninguém hoje em dia (2:09)

15) Fim do dinheiro privado fortalece caixa 2 (1:27)

16) PT faz terrorismo, mas Bolsa Família será mantido no meu governo (1:21)

17) Médico cubano vai receber como os demais (2:15)

18) Agência reguladora terá ‘diretor certificado’ (1:36)

19) Lei do aborto será mantida, sem ampliação (0:27)

20) Casal gay pode adotar criança com parecer técnico (1:47)

21) Sou contra descriminalizar maconha (1:04)

22) Usei maconha aos 18 anos e não recomendo a ninguém (0:13)

23) Quem é Aécio Neves? (1:19)

24) Íntegra da entrevista com Aécio Neves (64 min.)

14 de maio de 2014

Expansão da violência: Governo Dilma cruza os braços, diz Aécio

Aécio voltou a cobrar do governo federal respostas rápidas para combater a expansão da violência que assola estados e grandes cidades.


Segurança Pública


Fonte: PSDB-MG 

Governo cruza os braços para 50 mil assassinatos por ano no Brasil, diz Aécio


presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou a cobrar do governo federal respostas rápidas e eficientes para combater a expansão da violência que assola os estados e grandes cidades brasileiras. Em viagem à Bahia – estado com maior crescimento percentual de homicídios da última década, com aumento de 340% -, Aécio afirmou que o Brasil carece de política nacional de segurança pública e criticou o governo da presidente Dilma pela omissão diante dos 50 mil homicídios registrados anualmente no país.

Para Aécio, o governo cruza os braços para o problema. “Neste cenário de grandes desafios, sinto que tem faltado ao país o sentido mais alto da Federação. Tem nos faltado solidariedade política e responsabilidade compartilhada. Na prática, o que assistimos hoje é o governo central terceirizando os problemas e cruzando os braços diante de 50 mil assassinatos por ano”, disse durante discurso na Câmara de Vereadores de Salvador na noite desta segunda-feira (12), após receber o título de Cidadão Soteropolitano.

Aécio lembrou que o governo federal participa com apenas 13% de tudo o que é gasto com segurança pública em todo o país. A maioria dos recursos – 87% – fica a cargo de estados endividados e municípios com grandes dificuldades de fazer novos investimentos.

Além da baixa participação federal com combate à criminalidade, o presidente nacional do PSDB acusou o governo petista de bloquear os recursos federais para a área de segurança pública. “Há um crônico contingenciamento dos recursos dos fundos setoriais da segurança. Em todo o governo Dilma, dos R$ 4,1 bilhões destinados a eles, só foram pagos apenas ou 26%”, afirmou Aécio Neves.

Combate à miséria

Em seu discurso, Aécio Neves também defendeu o Bolsa Família ao dizer que o programa será aprimorado em um eventual governo do PSDB. O tucano afirmou que é preciso garantir que os programas de transferência de renda passem a ser um direito de cidadania e não uma benemerência de qualquer governo.

O tucano voltou a cobrar da base governista de Dilma a votação de projeto de sua autoria que transforma o Bolsa Família em política de Estado, independentemente do partido que esteja no Palácio no Planalto. O programa será discutido nesta quarta-feira (14/05) na Comissão de Assuntos Sociais no Senado.

“Chegou a hora de mudar para enfrentar, de verdade, o atraso e a pobreza seculares, que tiram dos brasileiros a perspectiva de crescimento e de construírem o seu próprio destino. O país está nos dizendo que não aceita mais apenas a gestão diária da pobreza e exige a sua superação definitiva. É hora de avançar mais, sem proselitismo, sem demagogia, sem remendos”, afirmou Aécio Neves.

Outra medida, defendeu o presidente do PSDB, é recuperar o patamar de renda internacionalmente que define a linha da pobreza extrema.

“Ninguém sabe porque o governo federal abandonou o paradigma da ONU e só agora, em ano de eleição, lembrou-se de reajustar o beneficio, ainda assim de forma insuficiente, que não alcança os 1,25 dólar/dia, preconizados pelas Nações Unidas. Com ele, o programa deveria estar praticando hoje o valor mínimo 83 reais”, cobrou Aécio Neves.

11 de março de 2014

Valores da democracia, coluna Aécio Folha

Aécio Neves: “Limite não é sinônimo de autoritarismo. Muitas vezes significa compromisso com a sociedade democrática”, defende.


Fonte: Folha de S.Paulo

AÉCIO NEVES

Democracia


A morte estúpida do cinegrafista Santiago Andrade, vítima de um ato inconsequente em pleno exercício de seu trabalho, deve inspirar uma profunda reflexão em todos nós, especialmente em quem tem responsabilidade com as decisões que definem os rumos do país.

A verdade é que o Brasil mudou. O país de hoje, com mais de 160 milhões de pessoas vivendo nas cidades, é um imenso território de contradições e desafios, onde antigas mazelas permanecem intocadas e insanáveis.

Fruto de políticas sociais implementadas há pelo menos duas décadas, milhões de brasileiros tiveram inegável melhoria em suas condições de vida. No entanto, a ascensão social alcançada ainda mantém inalterada uma estrutura secular de desigualdade.

A cada dia, desde o último ano, fica claro que uma crescente intolerância vem se instalando entre nós. De um lado, a intolerância com o outro –são exemplos disso as inaceitáveis perseguições às minorias sociais e as ações dos grupos de justiçamento. Na outra ponta, a intolerância no discurso virulento contra as instituições democráticas do país, presente com assiduidade espantosa nas redes sociais, muitas vezes em espaços sob o patrocínio direto de verbas públicas federais.

A hostilidade parece insuflada por um sectarismo que identifica inimigos onde deveria enxergar apenas a diferença e mina o equilíbrio democrático, que pressupõe, fundamentalmente, o respeito ao direito e às ideias do outro.

Devemos dizer “não” a este estado de coisas. A legitimidade das manifestações populares deve ser respeitada, mas é fundamental que seja garantida a integridade física das pessoas e do patrimônio público. Assim, precisa ser investigada com rigor a denúncia de que partidos políticos estariam financiando atos de violência que colocam em risco a segurança da população.

Limite não é sinônimo de autoritarismo. Muitas vezes significa compromisso com a sociedade democrática.

Democracia implica instituições sólidas, estáveis; Legislativo e Executivo eleitos de forma direta e no pleno exercício das suas responsabilidades; Judiciário independente; imprensa livre e partidos políticos representativos de ideias e princípios de grupos sociais. Essas são conquistas das quais não podemos abdicar.

Ouso dizer que, nos 30 anos das Diretas-Já e nos quase 50 anos do golpe militar, mais do que nunca, precisamos estar vigilantes e mobilizados em defesa do Estado de direito. Em defesa do respeito às leis e às instituições.

Só os valores democráticos são capazes de apontar o caminho a uma sociedade em crise de confiança, frustrada em seus sonhos e insegura com o seu futuro. E, principalmente, indignada com a realidade que vivencia.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

21 de janeiro de 2014

Segurança Pública: Aécio reafirma que Governo do PT lava as mãos

Segurança Pública: governo federal participa com apenas 13% do financiamento, cabendo a estados e municípios arcar com 87%.


Omissão e descaso


Fonte: Jogo do Poder 

Segurança Pública

Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, rebate Dilma

Pré-candicato à Presidência da Republica contesta declaração de Dilma sobre 

“Infelizmente, as palavras da presidente não têm o poder de mudar a realidade. O governo
federal
 tem sido extremamente omisso e lavado as mãos em relação à segurança pública.
Não é compreensível que, apesar da gravidade que a questão vem assumindo em todo o Brasil, o governo federal, que acumula cerca de 60% de tudo que se arrecada em impostos no país, participe com apenas 13% do financiamento da segurança pública, cabendo a estados e municípios arcar com 87%.

Além disso, mesmo com a gravíssima situação dos presídios brasileiros, o governo federal, no período da atual presidente, liberou apenas 10,5% dos recursos previstos para o Fundo Penitenciário Nacional, que deveria servir exatamente para minimizar a situação dramática das penitenciárias, onde ocorrem cenas de barbárie como as que assistimos no Maranhão. O governo preferiu usar mais uma vez os recursos do fundo para construir seu superávit primário.

A verdade é que o atual governo vem, de forma recorrente, penalizando estados e municípios, como aconteceu no final do ano passado, ao adiar transferências de R$ 7 bilhões devidas aos entes federados para compensar sua incapacidade de alcançar a meta estabelecida de superávit.

Reitero: na área de segurança pública, o governo federal lavou as mãos.”

Senador Aécio Neves – Presidente Nacional do PSDB

17 de janeiro de 2014

‘Rolezinhos’: Aécio Neves diz que governo ‘lava as mãos’

‘Rolezinhos’: “rolês não são uma questão de segurança. É uma questão que tem que ser tratada como um fenômeno natural”, comentou o senador.


Polêmica


Fonte: O Globo

Aécio diz que governo federal ‘lava as mãos’ no caso rolezinho


Senador reuniu-se com Alckmin para tratar de alianças eleitorais

senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira que o governo federal está adotando em relação aos rolezinhos a mesma postura de “lavar as mãos” adotada em outras ocasiões. Aécio esteve em São Paulo para uma visita ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

— Nós temos um governo federal que historicamente reage e não planeja, não percebe aquilo que vem acontecendo no país. Existe esse fenômeno novo dos rolês. Eu acho que o diálogo é sempre importante. Agora, infelizmente, governo federal, seja nessa questão como em outras, lava as mãos e coloca sobre os ombros dos estados a responsabilidade total pela segurança pública.

Na mesma linha de discurso de AlckminAécio defendeu que o fenômeno não seja tratado como um assunto de segurança pública.

— Os rolês não são uma questão de segurança. É uma questão que tem que ser tratada como um fenômeno natural.

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio reuniu-se com Alckmin para fazer uma radiografia das alianças eleitorais do PSDB nos estados. Em São Paulo, o partido enfrenta um dilema. A parceria com um de seus maiores aliados, o PSB, está ameaçada. A ex-senadora Marina Silva, recém-filiada à sigla, veta o apoio à candidatura à reeleição de Alckmin. O tucano ainda busca um acordo para manter a coligação.

Na conversa, durante um almoço na ala residencial da sede do governo paulista, ambos também conversaram sobre o PPS. O senador mineiro sinalizou que não desistiu ainda de ter o partido na sua coligação. A sigla está com Alckmin em São Paulo, mas rejeitou apoiar Aécio e aprovou no fim do ano passado uma aliança com presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas, até junho, quando as coligações serão formalizadas, o PPS não descarta rever o apoio, principalmente se o PSB obrigar um rompimento da legenda em São Paulo com Alckmin.

O mineiro também comunicou Alckmin de que retomará as viagens pelo estado para tornar-se mais conhecido dos paulistas e pediu que ele o acompanhe, quando possível.