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28 de novembro de 2014

Aécio diz que Dilma está refém dos aliados

Manobra Fiscal para conter rombo nas contas públicas deixou presidente refém da base aliada que faz ameaças em votações do Governo.


Aécio: “Só vão dar a ela a anistia que busca, se forem atendidos em seus pleitos”, comentou.


Fonte: O Globo



Aécio diz que falta de quórum na sessão desta quarta foi recado claro da base para a presidente


Tucano afirmou que Dilma está refém de seus aliados, que ainda não tiveram pleitos atendidos


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que a ausência da base na sessão do Congresso Nacional, inviabilizando a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para acomodar o rombo das contas públicas, foi um recado para a presidente Dilma Rousseff. O tucano disse que a presidente está refém de seus aliados, que não aprovaram a mudança, porque ainda não tiveram seus pleitos atendidos e estão a espera de uma resposta que ainda não veio. Ele reafirmou a disposição da oposição de brigar no Supremo Tribunal Federal se a mudança, inconstitucional, da Lei de Responsabilidade Fiscal for aprovada.


Segundo o tucano, as dificuldades do governo em aprovar o fim da exigência de cumprir o superávit primário foi um recado claro, “uma violência da base mostrando que não tem limites, que só atende o governo se for atendida”.


— A presidente Dilma Rousseff, para se livrar de um crime de responsabilidade, terá de entregar, necessariamente, mais espaço de poder. E eles sabem disso. Só vão dar a ela a anistia que busca, se forem atendidos em seus pleitos . A presidente está refém de uma estrutura politica que só lhe dá apoio em torno de espaço de poder — comentou Aécio.


Aécio disse ser “risível” o discurso do senador Lindbergh Faria (PT-RJ) , que da tribuna hoje disse que a Oposição será culpada pela paralisação do País, caso o governo seja obrigado a cumprir a meta de superávit primário se a mudança não for aprovada.


— Esse discurso de culpar a oposição é risível. Esse governo começa seu segundo mandato desmoralizado — disse.


Ao comentar a decisão do procurador geral da República, Rodrigo Janot, de enviar ao Supremo pedido de abertura de inquérito para apurar responsabilidades de ministros e parlamentares no esquema de desvios investigados pela Operação Lava-jatoAécio disse que o cerco está se fechando e o que apareceu até agora é apenas a ponta do iceberg e ninguém tem noção do tamanho da pedra.


— O que vem aí pela frente é muito grave e é incontrolável, por mais que tentem controlar. Vamos ter um início de ano turbulento. Do ponto de vista econômico, as medidas anunciadas confirmam o estelionato eleitoral. E a Lava-jato é a constatação, cada vez maior, que esse governo foi sustentado por um esquema de corrupção — disse Aécio.

Dilma está refém dos aliados, afirma Aécio

Manobra Fiscal para conter rombo nas contas públicas deixou presidente refém da base aliada que faz ameaças em votações do Governo.


Aécio: “Só vão dar a ela a anistia que busca, se forem atendidos em seus pleitos”, comentou.


Fonte: O Globo



Aécio diz que falta de quórum na sessão desta quarta foi recado claro da base para a presidente


Tucano afirmou que Dilma está refém de seus aliados, que ainda não tiveram pleitos atendidos


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que a ausência da base na sessão do Congresso Nacional, inviabilizando a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para acomodar o rombo das contas públicas, foi um recado para a presidente Dilma Rousseff. O tucano disse que a presidente está refém de seus aliados, que não aprovaram a mudança, porque ainda não tiveram seus pleitos atendidos e estão a espera de uma resposta que ainda não veio. Ele reafirmou a disposição da oposição de brigar no Supremo Tribunal Federal se a mudança, inconstitucional, da Lei de Responsabilidade Fiscal for aprovada.


Segundo o tucano, as dificuldades do governo em aprovar o fim da exigência de cumprir o superávit primário foi um recado claro, “uma violência da base mostrando que não tem limites, que só atende o governo se for atendida”.


— A presidente Dilma Rousseff, para se livrar de um crime de responsabilidade, terá de entregar, necessariamente, mais espaço de poder. E eles sabem disso. Só vão dar a ela a anistia que busca, se forem atendidos em seus pleitos . A presidente está refém de uma estrutura politica que só lhe dá apoio em torno de espaço de poder — comentou Aécio.


Aécio disse ser “risível” o discurso do senador Lindbergh Faria (PT-RJ) , que da tribuna hoje disse que a Oposição será culpada pela paralisação do País, caso o governo seja obrigado a cumprir a meta de superávit primário se a mudança não for aprovada.


— Esse discurso de culpar a oposição é risível. Esse governo começa seu segundo mandato desmoralizado — disse.


Ao comentar a decisão do procurador geral da República, Rodrigo Janot, de enviar ao Supremo pedido de abertura de inquérito para apurar responsabilidades de ministros e parlamentares no esquema de desvios investigados pela Operação Lava-jatoAécio disse que o cerco está se fechando e o que apareceu até agora é apenas a ponta do iceberg e ninguém tem noção do tamanho da pedra.


— O que vem aí pela frente é muito grave e é incontrolável, por mais que tentem controlar. Vamos ter um início de ano turbulento. Do ponto de vista econômico, as medidas anunciadas confirmam o estelionato eleitoral. E a Lava-jato é a constatação, cada vez maior, que esse governo foi sustentado por um esquema de corrupção — disse Aécio.

31 de julho de 2014

Na sabita CNI, Aécio expõe ineficiência do governo na economia

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário
 
O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos.
Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo.

Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer.

Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. O superávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol
 
Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?
 
São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.
 
Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS.
 
Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, das indústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando. Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos.

E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário. 

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal. 


Sobre corte de ministérios

 
Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

4 de novembro de 2013

Aécio: déficit público alto é consequência de gestão deficiente

Aécio: presidente do PSDB critica preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, além de aumentar dívida bruta.


Gestão pública deficiente


Fonte: PSDB 

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sobre o recorde no déficit público


No ano passado, quando já estava clara para a sociedade o fracasso da política econômica da presidente Dilma Rousseff, uma política baseada no relaxamento do tripé macroeconômico, representantes da equipe econômica sinalizavam que as contas fiscais estavam equilibradas e que não havia preocupação alguma com a trajetória das contas fiscais.

Ainda este ano, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou da possibilidade de o Brasil zerar o seu déficit nominal ao longo dos próximos anos. Infelizmente, os dados fiscais divulgados ontem deixaram claro que houve um descolamento da economia real do discurso do governo.

Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, a despesa não financeira do Governo Central (governo federal, previdência e Banco Central) cresceu R$ 79,2 bilhões, um crescimento nominal de 13,5% ou um crescimento real de quase 7%, que é mais do que o dobro do crescimento real do PIB. Infelizmente, apesar desse forte crescimento da despesa, o investimento público do governo federalcresceu apenas R$ 1,3 bilhão (2,9%).

Ou seja, a despesa não financeira do governo federal cresceu este ano até setembro R$ 79 bilhões e o investimento público apenas R$ 1,3 bilhão. Em valores reais, houve uma queda do investimento público federal.

É importante destacar que ao longo dos nove primeiros meses do ano, a receita líquida do governo federal cresceu R$ 52,4 bilhões (8,2%), um crescimento maior do que no mesmo período do ano passado, mas insuficiente para fazer frente ao crescimento muito rápido do gasto público.

O resultado foi que a economia do governo federal para pagar a dívida, o chamado superávit primário, passou de R$ 54,8 bilhões ao longo dos nove primeiros meses de 2012, para R$ 27,9 bilhões no acumulado deste ano, uma redução de 49%.

Dada essa forte redução do superávit primário do governo federal, o resultados fiscal do setor público consolidado (governo central, estados e municípios) teve uma nova piora. O resultado primário em 12 meses até setembro deste ano foi de 1,58% do PIB, ante um superávit de 3,17% do PIB há dois anos.

Quando se inclui na despesa a conta de juros do setor público, o déficit nominal do setor público no Brasil nos últimos 12 meses até setembro foi de 3,33% do PIB , o pior resultado desde 2009 quando o Brasil teve um crescimento negativo do PIB.

Infelizmente, a leitura que o PSDB faz da contas públicas é que sua deterioração é estrutural por três motivos. Primeiro, o crescimento do gasto foi nas despesas de custeio e de pessoal, que são gastos do tipo permanente e não podem ser reduzidos de um ano para o outro.

Segundo, várias das despesas do governo federal com subsídios não estão sendo pagas. Essas despesas estão sendo atrasadas e a conta está sendo jogada para o futuro e vai aumentar ainda mais o gasto público no futuro. O melhor exemplo disso são os subsídios do BNDES que não vêm sendo pagos.

Terceiro, o Brasil não pode crescer sem investimento público. Assim, em algum momento será preciso recuperar a capacidade de gestão e investimento do setor público o que significa um maior crescimento da despesa no futuro. Se não houver um controle maior da despesa de custeio, o aumento do investimento público reduzirá mais ainda o resultado primário colocando em risco as contas públicas.

O problema é que o governo federal, por sua irresponsabilidade na administração do tripé macroeconômico, criou uma armadilha fiscal e agora há um novo problema para este e para o próximo governo: como reduzir o gasto público para aumentar o superávit primário para pelo menos 2% do PIB e ainda recuperar o investimento público?

O governo está pagando o preço da má administração da economia que reduziu a economia fiscal, reduziu o crescimento e aumentou a dívida bruta. Se o governo estivesse terminando hoje, já deixaria para o próximo uma herança maldita nas contas fiscais.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente Nacional do PSDB

29 de outubro de 2013

Aécio: relatório do FMI mostra erros na economia

Aécio: documento faz duras críticas à maquiagem feita nas contas públicas. Medidas do governo enfraquecem credibilidade do Brasil.


Economia e gestão deficiente


Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: relatório do FMI mostra erros da política econômica do governo


“É preciso encerrarmos este ciclo e iniciarmos um outro, onde haja transparência, eficiência e seriedade”, diz Aécio

senador Aécio Neves afirmou, nesta quinta-feira (24/10), que o relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra a fragilidade e os erros da política econômica adotada pelo governo federal e comprova as dificuldades de crescimento enfrentadas pelo país.
O documento faz duras críticas à maquiagem feita nas contas públicas e afirma que medidas do governo têm sido responsáveis por enfraquecer a credibilidade do Brasil frente ao mundo. O FMI alertou também para a inflação alta, a falta de competitividade da indústria brasileira e a ausência das reformas que o país precisa.

“O relatório do FMI mostra de forma clara as fragilidades da economia brasileira. Ao apostarmos no crescimento apenas via consumo, abandonamos aquilo que era fundamental, criar condições para que a oferta aumentasse. A maquiagem fiscal grave, que gera insegurança àqueles que buscam investir no Brasil, foi apontada também como um dos quesitos mais graves. A inflação alta para padrão de países como o Brasil é outro alerta importante que nos trás o FMI”, disse o senador Aécio.

Elaborado a partir de entrevistas feitas com representantes do governo e do setor privado, o relatório comprova ainda que as incertezas geradas pela interferência do governo federal na área econômica vêm afetando os investimentos no Brasil.

Tripé econômico

Aécio Neves voltou a defender que o Brasil inicie um novo ciclo com a retomada do tripé econômico adotado pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que permitiu a estabilidade da moeda, controle da inflação e o crescimento da economia no passado.

“O FMI confirma tudo aquilo que dizíamos já há alguns anos. A flexibilização do tripé que nos trouxe até aqui, de metas de inflação, de câmbio flutuante, de superávit primário, tem feito com que o Brasil perca oportunidades históricas de investimentos que gerem renda e gerem emprego no Brasil. É preciso encerrarmos, rapidamente, este ciclo e iniciarmos um outro onde haja transparência, eficiência e seriedade na condução da política econômica brasileira”, afirmou Aécio Neves.