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1 de agosto de 2014

Eleições presidencial e caso aeroporto são anunciados por Aécio

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre a campanha no Brasil e no Nordeste

O Nordeste merecerá uma atenção toda especial, não na campanha, mas no governo. Levaremos o exemplo do que fizemos em Minas Gerais, onde ao final do nosso mandato tínhamos gasto três vezes mais per capita na região mais pobre de Minas do que nas regiões mais ricas. Você só diminui as desigualdades tratando os desiguais de forma desigual.

Estamos construindo um plano para o Nordeste de investimentos, com um grande choque de infraestrutura, atração de novos investimentos, inclusive, com regras tributárias específicas. Estarei na semana do dia 12, 13 e 14 viajando a todos os estados do Nordeste, apresentando à discussão da academia, das universidades, das organizações sociais, dos governantes, prefeitos e governadores uma base de uma proposta para o Nordeste.

Mas o Brasil inteiro é prioridade. A percepção que tenho, e isso é crescente, em cada lugar por onde passo mais claro ainda fica o sentimento da mudança. Ele é crescente no Brasil. Por isso tenho uma enorme confiança de que a força de Minas vai inspirar várias outras regiões do Brasil. Vamos ter uma bela vitória e nós vamos a partir de 1º de janeiro honrar cada voto que recebermos de cada brasileiro.

Sobre corte de ministérios

O governador Anastasia está incumbido por mim de preparar o desenho da nova estrutura do governo. Tenho até citado um estudo da universidade norte-americana, de Cornell, que avaliando mais de 100 países ela chegou à conclusão de que aqueles que têm entre 21 e 23 Ministérios são os que apresentam melhores resultados. Acho que esse é um número adequado.  Isso não significa que ações que são hoje comandadas por ministérios tenham menor relevância no governo.

Ao contrário, desburocratização, simplificação e transparência serão marcas do nosso governo. Muitas ações específicas continuarão a ter vigor, a preocupação do governo, mas serão tratadas sem a burocracia ministerial, centenas de DAS. Quero diminuir os ministérios, diminuir os cargos de livre nomeação e fazer com que o governo funcione. Porque hoje o governo não ajuda e começa a atrapalhar a quem quer empreender no Brasil.

Sobre o aeroporto de Cláudio

[Sobre] a obra do aeroporto falo com o maior prazer. Uma obra importante para a região, vai estimular o desenvolvimento de toda aquela região, não apenas a cidade de Cláudio. Assim como as milhares de obras que fizemos foram obras importantes, planejadas. Então, não tenho dúvida de que o tempo mostrará a correção da obra, a transparência com que foi feita. O Ministério Público mostrou isso.

O nosso exemplo em Minas Gerais, o nosso governo, é algo para ser seguido em todo Brasil, em absolutamente todos os aspectos.  A nossa ação planejada ao lado do nosso governador, futuro senador Antonio Anastasia, é reconhecida pelo Banco Mundial e por outros organismos internacionais como benchmarking, como referência daquilo que deve ser feito na administração pública. Me orgulho muito de tudo que fizemos aqui, e vamos caminhar com muita serenidade e com muita firmeza, dando as explicações sobre quaisquer temas que surjam. É papel do homem público fazer isso, mas com muita serenidade, muita tranquilidade. Estou me preparando para vencer as eleições e governar o Brasil em nome da ética, da decência e da eficiência.

Sobre o uso do Aeroporto

A obra foi corretíssima, eu não me furto a responder sobre esse assunto. A obra foi planejada, como milhares de outras obras feitas em Minas Gerais. O que há, na verdade, é uma grande demora da Anac para fazer essas homologações. E foi de forma inadvertida [o uso da pista], não me preocupei efetivamente em saber se havia ou não homologação da pista. Isso é um erro, eu assumo esse erro. O que é essencial é que é uma obra pública feita em benefício de uma comunidade importante e um grande centro industrial para os mineiros.

Sobre o candidato a governador de Minas Pimenta da Veiga

É natural. Na verdade, temos ao longo dos últimos anos em Minas Gerais construído uma obra de governo que os mineiros reconhecem como ética e eficiência. Não temos à toa a melhor educação do Brasil, ou o melhor atendimento de saúde da região Sudeste, ou as mais exitosas parcerias público-privadas do Brasil. Não foi à toa, foi uma construção política. Assim como Anastasia, no momento em que me sucede, representava a continuidade dos avanços em Minas Gerais, Pimenta é hoje a garantia de que Minas Gerais continuará sendo governada com seriedade, com planejamento e com eficiência.

Acho que ele caminha para ter uma extraordinária vitória. Sempre acreditei nisso, o nome do Pimenta cresce a cada dia, seja pela sua história, em especial pelo o que ele representa. E estar ao lado de nossa candidatura é muito natural.

Imagina, se nós já fizemos tanta coisa em Minas Gerais, tendo um presidente de oposição, imagina se vencermos eleições presidenciais com o conhecimento que tenho da realidade de Minas Gerais, os avanços que poderemos trazer para o estado, como levar para outros estados também.

Estou muito feliz com o rumo da campanha, temos debatido em inúmeros fóruns inúmeros todos os temas que interessam ao país, ontem foi na Confederação Nacional da Indústria, estarei na Confederação Nacional da Agricultura na próxima semana, depois na Confederação do Comércio e, a partir de agora, pé na estrada, andando pelo Brasil. Inicio esta semana um roteiro que nos próximos 20 dias terá me levado a pelo menos 20 estados. Por isso o meu chamamento a cada companheira, a cada companheiro que conhece o nosso governo, a nossa responsabilidade, a nossa seriedade, que possa ser o eco da minha voz em cada município de Minas Gerais para vencermos a eleição.

Sobre pesquisa de intenção de voto para governador de Minas

Deve ter surpreendido os nossos adversários. Sempre acreditei na vitória do Pimenta, ele é consistente, não é um candidato de bravatas, é um candidato que tem história e representa a continuidade de um trabalho extremamente sério. Eu não tenho expertise em pesquisas eleitorais, sou apenas um acompanhador dessas pesquisas, as leio com muita atenção. Mas acredito que, na próxima pesquisa nacional que vier a ser feita em Minas Gerais, Pimenta da Veiga já estará liderando.

25 de abril de 2013

Renata Vilhena: Choque de Gestão de Minas referência mundial

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Renata Vilhena: gestão pública eficiente

Fonte: Valor Econômico

“Governo federal não é mais referência em gestão pública”

Renata Vilhena: “Reúno a bancada e mostro os programas estratégicos; se eles apresentam emenda dou contrapartida até maior”.  

Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar 

Renata Vilhena choque de gestão Minas

Renata Vilhena: ao Valor, secretária de Planejamento revela os caminhos que tornaram Minas uma referência em gestão pública eficiente desde o Governo Aécio Neves.

Serviço público baseado na meritocracia, parceria com a iniciativa privadaequilíbrio fiscal. Trata-se de uma receita conhecida de gestão pública, encontrada fartamente na literatura mas raras vezes aplicadas. O motivo são as pressões políticas na alocação dos recursos públicos.

Quem diz isso fala de cátedra sobre o assunto. É Renata Vilhena, atual secretária de Planejamento de Minas Gerais, casada, 51 anos, mãe de dois filhos e estatística por formação acadêmica, mas cuja paixa de fato é a “gestão pública“. Primeiro na equipe de transição do governo Aécio Neves, depois como adjunta do então secretário do Planejamento, Antonio Anastasia, ela é desde o primeiro dia peça-chave no choque de gestão.

“Se uma empresa privada pode funcionar bem, o governo também pode”, foi a diretriz passada por Aécio Neves, em 2002, depois de eleito governador. Com uma ressalva que a equipe tentou cumprir a risco: ele não queria passar quatro anos no governo fazendo ajuste fiscal. Queria também um plano de desenvolvimento. Minas tornou-se um Estado exportador do choque de gestão, o cartão de visitas presidencial do atual senador Aécio Neves. Se Aécio for eleito Renata não vai pensar duas vezes: ” Eu venho (para Brasília) correndo”.

Valor: O que é o choque de gestão mineiro?
Renata Vilhena:
 O choque de gestão foi um grande desafio e hoje estamos na terceira etapa. Na primeira, centramos no equilíbrio das contas públicas, é o pressuposto para a gente ter um bom modelo de gestão, atingir os resultados. Segundo, foi a gestão de resultados, e a terceira, que é a gestão da cidadania.

Valor: Para a população, o que significa?
Renata:
 O desafio sempre foi buscar entregar melhores resultados para a sociedade, a melhoria dos nossos indicadores em saúde, educação, defesa, em todas as áreas de governo. Nós queremos, através da boa gestão, entregar melhores resultados, gastando menos com o governo para que a se possa direcionar nossos recursos para a sociedade.

Valor: Vocês fizeram parcerias, tiveram apoio financeiro?
Renata:
 O Banco Mundial esteve sempre conosco, acreditou no modelo de gestão. O primeiro financiamento que nós pegamos nunca teve contrapartida financeira. A contrapartida foram os resultados, e ele sempre nos cobrou muito. Até porque nós não tínhamos o financeiro, o que a gente tinha era uma enorme vontade de implementar uma nova meta de gestão. E eles sempre insistiram num aspecto que para nós é fundamental: para se ter uma cultura consolidada de boa gestão em Minas Gerais, não adianta ficar só no âmbito de gestão do governo do Estado e com os servidores públicos, que nos temos a convicção de que isso já está bastante institucionalizado. Nós precisávamos avançar isso para os municípios de Minas Gerais, principalmente dado a dimensão territorial e especificidades – 853 municípios.

Valor: Como é que vocês resolveram os três problemas principais apontados pela população nas pesquisas: segurança, saúde e educação?
Renata:
 Na saúde, um indicador é a diminuição da mortalidade infantil em Minas Gerais. O nosso desafio é termos, em 2015, uma mortalidade abaixo de 10 por mil; estamos com 13 mil.

Valor: E na segurança?
Renata:
 Houve diminuição de crimes violentos em Belo Horizonte. Um dos programas importantes era de educação em tempo integral para que pudéssemos afastar os jovens da criminalidade. Um programa que envolve a Defesa Social, com as polícias, as secretarias de educação, de esportes, para manter as quadras funcionando nos fins de semana, o Poupança Jovem, que é uma bolsa que nós damos para que os alunos fiquem na escola e completem o ensino fundamental. A cada ano que ele conclui do ensino fundamental nós depositamos R$ 1 mil de bolsa e ao final ele pode sacar os R$ 3 mil com rendimentos.

Valor: A base da gestão para melhorar a Educação está no professor?
Renata:
 Na Educação onde estamos em primeiro lugar no ensino fundamental, e em segundo lugar, nos anos finais, nós identificamos que precisávamos fazer programas de intervenção pedagógica para que pudéssemos melhorar no índice do Ideb (Índice de Desenvolvimento do ensino Básico). Para isso fizemos um programa já trazendo as escolas municipais, que é o intervenção pedagógica 2, ao qual os 853 municípios aderiram para que a gente possa fazer o acompanhamento pedagógico de cada uma dessas escolas a fim de melhorar nossos indicadores. Da mesma forma a gente tem também um programa, o Reinventando o Ensino Médio – hoje o grande desafio do Brasil é o ensino médio, com uma evasão muito grande – onde nós também mudamos a estrutura pedagógica, inclusive as matérias que são de empreendedorismo também, incentivando os jovens a procurar novas oportunidades de empregabilidade, fazendo monitoramento passo a passo.

“Sem liderança política não se faz choque de gestão porque a pressão é muito grande na alocação de recursos”

Valor: Como vocês resolveram o problema de financiamento da remuneração do professor, do policial do agente de saúde?
Renata:
 Buscando eficiência na alocação de recursos. No caso da Defesa (Segurança Pública, no governo mineiro, é definida como Defesa Social), Minas Gerais é o Estado que mais investe, 13% da nossa receita líquida vai para a área de Defesa Social, que é todo o sistema. Integra operacionalmente a PM, Polícia Civil, CMB e agentes penitenciários. Nós conseguimos antecipar a PEC 300. Negociamos com a categoria um aumento escalonado até final 2014, início de 2015, nós teremos um piso que é o da PEC 300, que é de R$ 4 mil. O princípio da equivalência está no centro da solução. O primeiro posto da PM, ganha o mesmo que o primeiro posto nas demais corporações e assim por diante, Quando eu estabeleço uma meta, ela é compartilhada. Todos têm que cumprir essa meta.

Valor: Em todas as áreas há prioridade para treinamento e remuneração de pessoal?
Renata:
 Nenhum professor ganha menos do que R$ 1386,00, que está mais de 47% acima do piso. Na Saúde também nós fizemos um investimento muito grande. De janeiro de 2010 até hoje nós conseguimos aumentar 77% o salário dos médicos. Para que possamos atingir todas essas metas nós precisamos ter servidores engajados. Não adianta estabelecer um programa de prioridades sem ter o engajamento. Há outras formas de incentivo, como prêmio de produtividade. Pelo lado do servidor público o foco é a recuperação da autoestima.

Valor: Vocês estão conseguindo algum resultado na Saúde?
Renata:
 Nos temos um indicador que pega 20 indicadores de qualidade do SUS. Minas é o primeiro da região Sudeste e o quarto do país.

Valor: O que define como o essencial num projeto de gestão?
Renata:
 Nós temos uma infinidade de demandas e tarefas, existe uma burocracia que é legítima na administração pública, então muitas vezes nós nos perdemos naquele emaranhado de coisas. A partir do momento em que nós definimos resultados e definimos metas, os servidores são focados nisso, são treinados na Escola de Governo, recebem remuneração que os valoriza. Por isso, o acordo por resultados é o instrumento mais importante porque desdobra isso para todas as equipes de trabalho. Ele sabe que o resultado daquilo pode levá-lo a receber até um 14º salário de prêmio de produtividade. O princípio da meritocracia avaliado pelo resultado que ele alcança, mas ele é avaliado também individualmente, porque a remuneração dele uma parte é fixa e outra parte pela avaliação de desempenho. A totalidade, 100% de nossos servidores passam por avaliação. Todos aqueles que ocupam cargo de comissão são avaliados. O governador me avalia, eu faço minha autoavaliação e o servidor me avalia.

Valor: O mérito não está mais nas prioridades da administração federal, há muito tempo. Renata: As instituições são avaliados e os servidores são avaliados. Antes do governador Aécio o servidor tinha promoção na carreira a cada cinco ano de exercício, o chamado quinquênio. Bastava ficar sentado, de braços cruzados. Aumentava 10% a remuneração.

Valor: Mudou também a forma de fazer o Orçamento.
Renata:
 Nosso norte é o planejamento. Então nosso PPA não é só uma mera obrigação constitucional. Ali estão os programas estratégicos e as metas físicas. Então o Orçamento reproduz o PPA com as metas financeiras. A alocação dos nossos investimentos é feita com a meta física do PPA.

“O governo federal abre um leque muito grande de programas e não consegue executar tudo; é impossível”

Valor: Nesse choque de gestão, como Minas Gerais lida com as compras governamentais?
Renata:
 O segundo gasto de um governo, depois de pessoal, são as compras públicas. Então nós montamos um sistema que acompanha toda a cadeia de suprimentos, desde o cadastramento de um fornecedor até o bem ser patrimoniado. Tudo feito pela internet, monitorado durante 24 horas.

Valor: E o programa de melhoria de gestão dos municípios?
Renata:
 É o coroamento de todo esse processo. Nós queremos passar toda essa experiência, toda essa metodologia para eles. Nos fomos inclusive procurados pelo pessoal do movimento Brasil Competitivo, que vai acompanhar a execução do programa, inclusive os módulos à distância, para, se der certo, estendê-lo para outros Estados. Imagina capacitar 853 prefeituras. O governo vai anunciar também a escolha de 60 municípios para fazer acompanhamento in loco e não apenas à distância.

Valor: Independentemente do partidos político? Renata: Nós nunca olhamos isso. Em nenhum programa. O ex-governador Aécio sempre frisou muito isso: para que Minas Gerais possa avançar, nós temos que fazer tudo independente de partido.

Valor: Uma das grandes críticas que o PSDB faz aos governos do PT é a do inchaço da máquina. O PSDB fez um choque de gestão sem aumentar a máquina pública?
Renata:
 O que a gente busca é a profissionalização, incentivar que servidores efetivos ocupem esses cargos. Nós fazemos certificação profissional para alguns cargos que são estratégicos para a implantação do modelo de gestão. Um exemplo clássico disso: os diretores regionais de Saúde. É um cargo emblemático para que a gente possa fazer a descentralização do SUS. É um cargo que, legitimamente, tem indicações políticas. Então pode haver indicações políticas, mas desde que seja de uma pessoa certificada.

Valor: O índice de acidentes nas estradas de Minas continua muito elevado. Qual é a causa?
Renata:
 Somente 25% da malha mantida é estadual. Mas na hora que eu faço a pactuação, a gente pactua tudo. Os indicadores da nossa malha estadual estão todos ótimos e regulares. Agora grande parte da malha é federal. Esse ano, quanto eu estou deixando de arrecadar com a Cide? R$ 260 milhões. Então isso é um problema. A gente tem que buscar cada vez mais ser eficiente, mais criativo. Se eu pegar o que nós perdemos de Fundo de Participação do Estado (FPE), Cide e agora da receita de energia (ICMS), são R$ 950 milhões este ano. É um baque muito grande.

Valor: Como ser mais eficiente e criativo num quadro como este?
Renata:
 O ideal seria que o governo federal pudesse passar a gestão das rodovias e fazer o acompanhamento e o monitoramento.

Valor: Que é a maneira antiga.
Renata:
 No fórum de secretários do Planejamento já estiveram representantes do Ministério dos Transportes favoráveis a isso. Se um Estado tem dificuldades de atuar no seu âmbito, imagine o Dnit fazer para o país inteiro. É muito mais difícil. Se fizesse uma parceria, passasse esses recursos e pactuasse metas conosco, também.

Valor: O que interessou aos outros Estados no projeto de Minas?
Renata:
 Esse programa de certificação, como a gente faz a avaliação de desempenho individual, que é um dos maiores desafios de um programa de meritocracia. Todos os Estados já nos visitaram. Eles querem conhecer o choque de gestão e depois eles focam nos problemas específicos.

Valor: O que precisa para o “choque de gestão” dar certo?
Renata:
 Liderança. Se não tiver liderança não se implanta um projeto desses, porque na hora que define quais são os programas estruturantes, e que recursos vão estar alocados nesses programas, a pressão política para ter uma alocação diferenciada é muito grande. Essa liderança é fundamental num modelo desses. Todo início de ano eu reúno com toda a bancada, independente de partido, e mostro quais são os nossos programas estratégicos. Se eles colocam uma emenda num programa que é estratégico, eu dou uma contrapartida até maior.

Valor: Qual sua opinião sobre o modelo de gestão do governo federal?
Renata:
 Isso é muito discutido no âmbito dos secretários: no passado nos tínhamos o governo federal como referência em modelo de gestão. Hoje o governo federal deixou de ser referência e nós temos os Estados como protagonistas. Minas Gerais é muito reconhecida como o Estado que conseguiu colocar isso de forma integral, mas todos os Estados têm alguma área em que eles avançaram mais, são referências e nos procuramos fazer muito essa gestão compartilhada de conhecimento no âmbito do fórum, tanto no campo do planejamento como da gestão.

Valor: Por que isso aconteceu?
Renata:
 Muita coisa em que o Brasil vinha avançando, houve uma perda agora. Em diversas áreas, como de ciência e tecnologia, de governança eletrônica em que o Brasil era uma referência muito forte e que se deixou de fazer. E apesar do PAC, quando o governo federal abre um leque muito grande de programas, ele não consegue executar tudo. É impossível. Um número excessivo de interlocutores torna muito difícil fazer uma gestão. Quanto menor o número de interlocutores, é mais fácil fazer um monitoramento e uma cobrança. É o grande desafio.

5 de abril de 2012

O Choque de Gestão de Aécio Neves, que inovou a gestão pública em Minas Gerais, ganha reconhecimento do Banco Mundial, por sua eficiência.

aecio neves: choque de gestão
Choque de Gestão de Aécio Neves promoveu, também, a recuperação das contas públicas, combateu o desperdício e trouxe serviços de melhor qualidade à população mineira.
Referência hoje no país, o Choque de Gestão de Aécio Neves foi elogiado pelo diretor doBanco Mundial, John Briscoe.
“Em 2002, Minas Gerais era um dos sete Estados brasileiros que não havia respeitado os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e possuía uma dívida consolidada e um gasto com pessoal que consumiam, respectivamente, 275% e 66% da receita corrente líquida do Estado. Eleito naquele ano, o governador Aécio Neves firmou o propósito de colocar o Estado de volta no caminho do crescimento e da sustentabilidade por meio do plano mineiro de desenvolvimento integrado, ou simplesmente programa Choque de Gestão.”
As medidas inovadoras do Choque de Gestão de Aécio Neves recuperou a credibilidade internacional do Estado que, após uma década, realizou contratou novos financiamentos externos. O Banco Mundial foi a primeira instituição parceira do Governo de Minas. John Briscoe disse mais:
“Chamado a participar da primeira geração do Choque de Gestão de Aécio Neves, o Banco Mundial atendeu ao pedido do governo mineiro com um empréstimo para políticas de desenvolvimento de US$ 170 milhões, que visava apoiar a estabilidade fiscal, a reforma do setor público e o aprimoramento do setor privado. Iniciava-se aí uma parceria resoluta entre Minas Gerais e o Banco Mundial. Os resultados da primeira fase de reformas foram cruciais para levar adiante a economia mineira, atraindo investimentos privados, melhorando a qualidade dos serviços públicos prestados à população e criando um ambiente político estável, que resultou na reeleição de Aécio Neves.”.

17 de maio de 2010

Missão Financeira do Banco Mundial supervisiona Projeto de Combate à Pobreza Rural implementado por Aécio Neves


A região Norte do Estado recebe, nesta semana, uma Missão Financeira do Banco Mundial (Bird) para supervisionar o Projeto de Combate à Pobreza Rural do Estado de Minas Gerais (PCPR/MG), implementado pelo Governo Aécio Neves em parceria com o Banco. O técnico do Bird, Vinícius Moura, também fará uma análise dos processos e do MIS, o sistema que gerencia as informações e monitora todos os subprojetos do PCPR/MG.

A supervisão de campo será nos dias 19 e 20 de maio, com visitas a dois subprojetos por dia, e terá o acompanhamento do gerente do PCPR/MG, Arnaldo Severino, e do diretor regional do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), que coordena o projeto no Estado. Tanto a análise na sede em Belo Horizonte quanto a supervisão de campo terão foco nas aquisições e nos subprojetos liberados no período de 2009 a 2010.

A visita do Banco Mundial é complementar à Missão realizada no período de 5 a 9 de abril deste ano, quando o representante do Bird, Edward W. Bresnyan Jr., e o gerente da sub-regional da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Mario F. Castejón, visitaram o Norte de Minas para acompanhar e avaliar o desempenho do PCPR/MG, e visitaram os municípios de Gameleiras, Manga, Pedras de Maria da Cruz, Cristália, Francisco Sá, Grão Mogol, Salinas e Santa Cruz de Salinas.

Bird volta em junho

No início do mês de junho, entre os dias 7 e 9, outro técnico do Banco Mundial retorna a Belo Horizonte. O representante do Bird, João Vicente, dará continuidade à análise de processos e verificação do MIS, na sede do Idene.

PCPR

O Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR) promove a redução da pobreza rural por meio de investimentos comunitários, não reembolsáveis, de natureza produtiva, social e de infraestrutura básica, das comunidades rurais mais pobres dos 188 municípios da região Norte de Minas e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O projeto teve início em 2006 e, desde então foram beneficiadas 93,8 mil famílias, por meio de 1.720 subprojetos liberados e recursos da ordem de R$ 83 milhões.

17 de março de 2010

Aécio Neves tem 1.bilhao de dolares, sem precisar de aval no Banco Mundial, por sua seriedade na gestão do Governo de Minas


Banco Mundial acompanha projetos em Minas

O governador Aécio Neves se reuniu, nesta terça-feira (16/03), no Palácio das Mangabeiras, com a vice-presidente do Banco Mundial (Bird), Pamela Cox. Ela esteve em Belo Horizonte para acompanhar alguns dos 14 projetos estruturadores do Governo de Minas que contam com recursos do financiamento de US$ 976 milhões firmado entre o banco e o Estado.

Esse financiamento tem uma característica única nos contratos firmados entre o Banco Mundial e entes federados (Estados e municípios). Pela primeira vez, o financiamento não exigiu uma contrapartida financeira ao financiamento, sendo baseado no modelo de gestão e em compromissos assumidos pelo governo nessa área.

Entre os projetos estruturadores que recebem recursos do Bird estão o Lares Geraes - Habitação Popular, o Plug Minas, de oficinas culturais e didáticas para jovens de áreas de risco; o Proacesso, o Viva a Vida, de atenção básica a mulheres gestantes; o Programa de Ensino Profissionalizante; programas na área de desenvolvimento econômico, como o Descomplicar; os parques tecnológicos, e o Choque de Gestão.


Leia mais na Agência Minas

13 de agosto de 2009

Banco Mundial vai ampliar parceria com Governo de Minas Gerais


O governador Aécio Neves reuniu-se, nesta quarta-feira (12), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, com o diretor do Banco Mundial (Bird) para o Brasil, Makhtar Diop, para tratar do financiamento de R$ 1 bilhão que o Governo de Minas poderá negociar com a instituição assim que a ampliação do limite de endividamento do Estado for aprovado pelo governo federal. Os recursos serão aplicados nos programas de investimentos do Estado, nas áreas de infraestrutura, segurança e saúde, compensando a queda da arrecadação dos cofres públicos em decorrência da crise econômica internacional.

“Está certo que o Banco Mundial vai continuar a apoiar o Governo de Minas Gerais durante esta situação difícil (crise econômica mundial). Para nós, é muito impressionante como a equipe de governo está gerindo a crise, como está controlando a situação fiscal. É muito importante que o governo continue a investir no setor essencial, nos setores que são mais importantes para o desenvolvimento social e econômico do país. O Banco Mundial vai apoiar durante o período de transição desse momento difícil e vai acompanhar o Governo de Minas Gerais para manter essa parceria”, disse Diop, em entrevista após encontro com o governador.


Leia mais na integra: Agência Minas

24 de junho de 2009

Projeto de Combate à Pobreza Rural executa 94% dos recursos


Com a assinatura de 233 convênios, em junho de 2009, que somam R$ 10 milhões em investimentos, o Projeto de Combate à Pobreza Rural (PCPR/MG) já aplicou 94% dos recursos do Acordo de Empréstimo, firmado com o Banco Mundial em 2006, no valor de US$ 35 milhões. As negociações para a assinatura da próxima etapa do Acordo de Empréstimo, no valor de mais US$ 35 milhões, entre o Governo de Minas e o Banco Mundial já começaram.

Nesta quinta-feira (25), serão assinados 52 convênios, em Itambacuri, no Leste do Estado, para beneficiar 1.872 famílias de 29 municípios da região, com recursos de R$ 3 milhões. O evento será às 13h, na rua Olavo Campanha, nº 90, Centro.

Com essas assinaturas, o PCPR/MG chega ao total de 1.649 subprojetos, que estão beneficiando 91,2 mil famílias dos 188 municípios da área de atuação da Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), com R$ 81 milhões em investimentos.

Para a secretária Elbe Brandão, alcançar essa marca é uma prova de que o Governo do Estado apostou em uma aliança para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste de Minas que deu certo. “Optamos por um modelo diferenciado de gestão, em que cada comunidade discute o que necessita para seu bem-estar e para o seu crescimento e aplica os recursos recebidos com esta finalidade”, afirma.


Leia mais na integra: Portal Minas On-line