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8 de novembro de 2010

Em entrevista à Folha, Aécio Neves defende refundação do PSDB e uma discussão aguerrida na defesa da ética e a democracia


Aécio defende refundação do PSDB e oposição propositiva

Senador eleito afirma que partido não pode se envergonhar de privatizações
Ex-governador diz que PSDB precisa refazer seu programa e propõe que FHC, Serra e Tasso se encarreguem disso

Ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves defende a “refundação do PSDB” para recuperar sua “identidade”. Para isso, propõe refazer o programa partidário até maio de 2011.

O novo texto defenderia sem “constrangimentos” as privatizações de FHC e, ao mesmo tempo, fugiria de armadilhas eleitorais fixando que empresas como Banco do Brasil e Petrobras devem ser mantidas como estatais.

Ele promete uma “oposição generosa” a Dilma nas discussões sobre reformas e “aguerrida” na defesa da democracia e da ética. Aécio diz que o presidente Lula “atropelou” algumas instituições na campanha, mas Dilma “foi eleita legitimamente”.

Folha – Qual será o papel do PSDB no governo Dilma?
Aécio Neves - Existiu um pensador inglês que deixa um ensinamento tanto para o governo que assume como para a oposição. Benjamin Disraeli, primeiro-ministro da Inglaterra (1804-1881), dizia que para haver um governo forte é preciso haver oposição forte. É esse papel que temos de desempenhar.

O PSDB precisa de mudanças após as últimas três derrotas?
Estamos no momento de refundar o PSDB para recuperar nossa identidade partidária. Por isso estarei propondo ao partido que, daqui até maio, quando teremos nossa convenção partidária, possamos refazer e atualizar o nosso programa partidário.
Vou sugerir um grupo de três notáveis do partido para coordenar essa refundação.

Quem seriam os notáveis?
O presidente Fernando Henrique, o candidato José Serra e o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.

Qual a linha da refundação?
Que fale da nossa visão sobre privatização sem constrangimentos. Temos de mostrar como foi importante para o país a privatização das telecomunicações, Embraer, Vale. Ao mesmo tempo assegurar, de forma clara, que existem empresas estratégicas do Estado que não estarão sujeitas a qualquer discussão nessa direção, como o Banco do Brasil, a Petrobras.

O sr. quer acabar com as armadilhas eleitorais em que o partido caiu nas eleições?
Temos de falar disso com altivez, reconhecendo e assumindo o nosso legado. Não existiria o governo Lula com seus resultados se não tivesse havido os governos Itamar Franco e FHC.

FHC disse que não mais apoiará um PSDB que não defenda seu passado.
Eu compreendo a angústia do presidente, mas não vou, numa hora dessas, olhar para trás. Vou olhar para a frente. O governador Serra defendeu com extrema altivez e coragem pessoal as teses que achava que deveria defender. Foi um guerreiro nesta campanha, defendeu valores extremamente importantes.

E sobre lançar daqui a dois anos o candidato do PSDB a presidente em 2014?
Não sei se é hora de pensar nisso. A vida é feita por etapas. Não podemos é correr o risco de ter um processo atropelado no final.

O momento é mais de a “luta continua”, fala de Serra após a derrota, ou de estender a mão, de Dilma Rousseff?
Temos como exercer uma oposição aguerrida na defesa das nossas instituições, da própria democracia e na fiscalização permanente das ações do governo, colocando limites em eventuais excessos. E, ao mesmo tempo, exercermos uma oposição propositiva, que apresente propostas em torno de uma agenda de Estado, e não de governo. Aí entra na pauta a agenda das grandes reformas. Devemos estar dispostos a sentar à mesa na busca de construção de consensos em torno dessas reformas.

Quais?
Começo pela política, que reorganize nosso sistema político-partidário. A tributária, que aponte na direção da redução da carga tributária. Reforma do Estado, que fortaleça Estados e municípios; a construção de uma política industrial racional, que nos tire da armadilha em que entramos, que nos transforma em exportadores de produtos primários e importadores de manufaturados. Na discussão desses temas a próxima presidente encontrará uma oposição generosa e ao mesmo tempo firme na defesa das instituições democráticas, nos limites éticos.

O presidente Lula pediu à oposição que não seja raivosa em relação ao governo Dilma.
Não vamos fazer a oposição raivosa exercida pelo PT ao governo FHC, votando contra tudo. O próprio PT deve ter aprendido com isso. O Brasil está maduro para ter outro tipo de oposição.

Na eleição, sua relação com Lula ficou desgastada?
Temos de compreender isso como parte do processo eleitoral. Passado o calor eleitoral, todos temos de ter a disposição para conversar. Só uma oposição frágil e insegura se negaria a discutir com o governo temas essenciais à vida nacional.

Lula extrapolou na eleição?
A eleição está passada. Quem tem de fazer esse juízo é a sociedade. A presidente foi eleita legitimamente.

A fila andou no PSDB? O sr. é o candidato a presidente?

[rindo] O PSDB nunca teve dificuldades de quadros. Continua não tendo. Só alguém neófito em política se lança candidato de si próprio. Eu estarei à disposição do partido para cumprir o papel que me designar.

Quem foi o personagem da eleição de 2010?

O presidente Lula. Construiu uma candidatura à revelia do seu partido e venceu. Essa é a marca que fica. Atropelando em determinados momentos algumas das nossas instituições, mas venceu as eleições e temos de reconhecer essa vitória, não nos fragilizarmos a partir dela.

O sr. pode sair do PSDB?
Meu destino é no PSDB.

Defende a abertura de uma janela partidária para troca de partidos no próximo ano?
Não acho que seja o essencial. Deveríamos discutir a cláusula de desempenho.


Fonte: Valdo Cruz – Folha de S. Paulo

27 de julho de 2010

Bom ambiente de governança em Minas criado por Aécio e Anastasia atrai investimentos chineses, só em 2010 serão US$ 14,8 bilhões


O Tempo: Minas Gerais lidera investimentos chineses

China. Gigante asiático deve investir US$ 14,8 bilhões no Brasil em 2010, e Estado ficará com mais de 42%

Minas lidera investimentos chineses

Empresários estão mais interessados em mineração, energia e siderurgia



Depois de anos de investimentos tímidos no Brasil, a China está jogando pesado: até o final de 2010, os chineses devem trazer ao país US$ 14,8 bilhões. Desse total, quase metade ficará em Minas Gerais. Pelo menos 42% (R$ 6,2 bilhões) estão certos. Em março deste ano, a chinesa ECE comprou a Itaminas, em Sarzedo, por US$ 1,2 bilhão, com reservas estimadas em 1,3 bilhão de toneladas de minério de ferro. Também na área da mineração, a Wisco está negociando com a Passagem Mineração S/A (Pamin) um investimento de US$ 5 bilhões, em Mariana.

Além disso, o Estado também ficará com parte do US$ 1,7 bilhão que a Grid Corporation of China está aplicando na área de transmissão de energia no país.

As aquisições fazem parte de estratégias da China de suprir a demanda por matéria-prima. O país, que compra muito minério de ferro, fica refém de preços elevados cobrados no mercado internacional.

Líder. Com base em investimentos já anunciados pelas empresas chinesas, o gigante asiático chegará ao fim do ano na condição de maior investidor estrangeiro no país. E, de acordo com o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Gonçalves, certamente vai liderar os investimentos estrangeiros em Minas também. “Temos grandes valores anunciados, como o da ArcelorMittal, mas nada que se compare aos da China”, destaca Gonçalves. Este ano, a Arcelor anunciou investimento de US$ 1 bilhão na duplicação da usina de aços longos em João Monlevade, Vale do Aço.Na avaliação de Gonçalves, o grande interesse da China é a infraestrutura. E Minas Gerais têm o que eles buscam. “Se eles continuarem investindo em minério e aço, com certeza Minas vai continuar no foco”, afirma Gonçalves. Também há rumores de que um grupo chinês estaria interessado em comprar uma mina nas proximidades de Serra Azul, Norte de Minas.

Recursos naturais. Além das perspectivas positivas de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, os especialistas atribuem o grande aporte de recursos a outros motivos. “Claramente há intenção do governo chinês de sinalizar aos empresários que fazer negócios com o Brasil é estratégico, principalmente levando em conta a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, disse o diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, Kevin Tang.

As atenções dos investidores estão voltadas para os recursos naturais encontrados no país, garantindo, além de lucro, o fornecimento de bens essenciais para a manutenção do expressivo crescimento chinês. Os setores petrolífero, de mineração, de siderurgia e de transmissão de energia são os mais visados. (Com agências)





Fonte: Queila Ariadne – O Tempo

Aécio e Anastasia agradecem apoio das lideranças políticas de Araxá


Antonio Anastasia e Aécio Neves agradecem novos apoios em Araxá

Candidato ao Senado agradeceu apoio de prefeitos da região e disse que é preciso trabalhar ainda mais pela reeleição de Antonio Anastasia

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição pela coligação “Somos Minas Gerais”, recebeu, nesta segunda-feira (26/07), em Araxá (Alto Paranaíba), o apoio dos prefeitos da Associação dos Municípios do Planalto de Araxá (Ampla). Acompanhado do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, Antonio Anastasia se reuniu com lideranças políticas e fez caminhada pelo centro da cidade.

Aécio Neves aproveitou para agradecer o apoio recebido dos prefeitos e lideranças municipais. Ele ressaltou que é preciso trabalhar ainda mais em todas as regiões do Estado para mostrar que a reeleição de Antonio Anastasia é o caminho para avançar o processo de desenvolvimento econômico e social pelo qual passa Minas Gerais.“Estou confiante de que o governador Antonio Anastasia será vitorioso por uma simples razão: ninguém melhor para dar continuidade ao Governo Aécio/Anastasia do que o próprio Anastasia. Estamos confiantes de que Minas continuará avançando”, disse Aécio Neves.

O presidente da Associação dos Municípios do Planalto de Araxá e prefeito de Araxá, Jeová Moreira da Costa (PDT), se mostrou animado com a possibilidade de ajudar a divulgar as propostas e a candidatura do governador Antonio Anastasia na região do Alto Paranaíba.“Minas Gerais sofre uma grande modificação para melhor, desde 2003, devido às boas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Os prefeitos da Ampla apóiam a reeleição dele”, disse.

O governador Antonio Anastasia também recebeu o apoio dos índios Katu-awá/Araxá, um dos primeiros povos a habitar a região. Hoje, a tribo conta com cerca de 300 índios, que sempre estiveram ao lado do governador Antonio Anastasia e de Aécio Neves. “Os dois trabalham por Minas, por nosso povo. Antonio Anastasia tem que continuar no Governo”, disse o cacique Karcará-Uru.

Turismo e cultura

O governador Antonio Anastasia também defendeu proposta de criar em Araxá um festival anual voltado para a gastronomia e a cultura. Segundo ele, o objetivo é atrair mais turistas para a região e buscar ampliar a grande infraestrutura que Araxá já dispõe.

“Vamos transformar Araxá numa capital cultural e gastronômica, com a realização de um grande festival anual. Araxá é uma das pérolas da coroa mineira do turismo. Uma cidade que tem um clima ótimo, uma gastronomia famosa internacionalmente. Por isso, fizemos um investimento belíssimo neste aeroporto e vamos empenhar para termos mais uma linha regular com São Paulo”, enfatizou o governador.


Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

26 de julho de 2010

Torcedores do Atlético e Cruzeiro se unem no apoio à candidatura de Aécio Neves e Antonio Anastasia

Torcidas do América, Atlético e Cruzeiro se unem por Antonio Anastasia

A candidatura à reeleição do governador Antonio Anastasia recebeu nesta segunda-feira (26/07) manifesto de apoio das torcidas dos três principais clubes do futebol mineiro. América, Atlético e Cruzeiro se uniram, fora de campo, para abraçar a candidatura do governador Antonio Anastasia à reeleição. O encontro foi realizado agora a pouco no Comitê Central da coligação Somos Minas Gerais, em Belo Horizonte, e contou com a presença do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado. Estiveram presentes também presidentes e diretores dos três clubes, além de representantes de torcidas organizadas.

Nos últimos anos, o Governo do Estado tem realizado vários projetos para beneficiar o torcedor mineiro. Como Belo Horizonte é uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, o Estado tem se empenhado para preparar a capital mineira para receber os turistas. Apenas para a reforma de estádios, o Governo de Minas vai investir até o próximo ano cerca de R$ 44 milhões.

No mês passado, foram iniciadas as obras da segunda etapa de modernização do Mineirão, com obras de rebaixamento do campo, demolição de parte das arquibancadas inferiores e a reforma de banheiros e vestiários. O Estado também investiu cerca de R$ 13 milhões para a reforma do Estádio Joaquim Henrique Nogueira, em Sete Lagoas, mais conhecido como Arena do Jacaré, por ser a casa do Democrata.

Já as obras de reforma do Estádio do Independência, em parceria com o Governo Federal, foram iniciadas em janeiro deste ano com o término previsto para março do próximo ano. Com os investimentos, a capacidade de público será ampliada de 10 mil para 25 mil lugares.


Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais” – 26/07/2010

Aécio e Itamar estão na frente na corrida para o Senado em MG

Pesquisa Datafolha aponta 62% para tucano e 41% para ex-presidente.Fernando Pimentel (PT) aparece em terceiro, com 23% das preferências.Se a eleição fosse hoje, Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PSB) seriam eleitos senadores por Minas Gerais, aponta a primeira pesquisa Datafolha realizada após a oficialização das candidaturas, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de São Paulo”.
O ex-governador de Minas Gerais Aécio lidera com62% das intenções de voto. O ex-presidente da República Itamar vem em segundo, com 41% das preferências. Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte, aparece em terceiro lugar, com 23%das intenções de voto.
Marilda Ribeiro (PSOL) vem em seguida, com 4%. Com 2% das intenções de voto aparecem Miguel Martini (PHS), Betão (PCO), Rafael Pimenta (PCB), Alfredo (PRB), José João da SIlva (PSTU) e Efraim Moura (PSTU). Mineirinho (PSOL) e Zito Vieira (PCdoB) têm 1% cada.
Outros 16% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto. O percentual dos eleitores que não sabem em quem votar para o Senado atingiu 40%.
O Datafolha consultou 1.269 eleitores em 52 municípios mineiros, de 20 a 23 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

21 de julho de 2010

Aécio e Anastasia garantem apoio a Marcus Pestana e críticam atitude de Hélio Costa


Entrevista do governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, e Aécio Neves, candidato ao Senado sobre a candidatura de Marcus Pestana a deputado federal

Marcus Pestana foi um grande secretário e será um grande deputado federal e recebe aqui os nossos aplausos e agradecimentos pela sua colaboração durante todos esses anos.

O candidato Hélio Costa disse hoje, ele tinha um evento em Montes Claros com prefeitos, e segundo ele o evento foi esvaziado porque o senhor teria marcado um encontro com prefeitos aqui em Belo Horizonte para assinar convênios e que sem a presença deles pessoalmente não haveria a liberação de verba.

Não há convênio no Estado desde o dia 30 de junho, que foi o prazo da legislação eleitoral. Nós estamos cumprindo isso de maneira muito clara. Então, de fato, é uma coisa totalmente sem pé nem cabeça.

Sobre esta questão do interior. O senhor ainda é desconhecido no interior e o senhor já vem falando sobre isso. A estratégia é realmente esperar o programa de televisão ou até lá já deve ter outras estratégias para que o nome do senhor seja mais divulgado no interior?

Não. Nós temos muitas estratégias. A divulgação através das lideranças municipais, dos nossos deputados, das campanhas proporcionais, a minha presença no interior juntamente com o governador Aécio, com o senador Itamar que vamos fazer agora de maneira mais intensa. Tudo isso levando para que a partir de 17 de agosto, quando começar o programa eleitoral nós tenhamos um grau de conhecimento maior que é claro, será adensado com a televisão.

Então é por isso que encontros como esse são fundamentais para a campanha ?

É claro. Todo contato é importante.

E como vai ser a questão da vinculação com o José Serra? Um adesivo que a gente já viu, já está sendo distribuído, não traz o nome do José Serra.

Todo o adesivo nosso que é feito pela campanha é feito com o governador com o candidato a presidente pelo PSDB. Então pode ser que haja alguns adesivos de partidos que compõe a nossa coligação e que, eventualmente, não sejam da coligação do presidente Serra. Isso pode acontecer. Mas todos os nossos materiais dos partidos como PSDB, dos Democratas, daqueles que compõem a nossa coligação estão com nome do nosso presidente Serra também.

Hoje teve a reunião dos dois coordenadores de campanha do senhor e do José Serra. O que vai ficar acertado a partir de agora para o programa de governo de vocês dois unidos ?

Eu não estive na reunião, mas é muito importante porque são idéias boas do que foi feito em Minas, boas experiências, algumas nas áreas da saúde, inclusive, que vão ser levadas para o candidato Serra mostrar a nível nacional. E fazermos ao mesmo tempo, como temos um grande identidade, em termos de princípios de valores, uma certa convergência das propostas. Mas nós já conversávamos e recebi até a solicitação, por exemplo, o Poupança Jovem, que é um grande sucesso em Minas Gerais, para eventualmente ser adaptado a nível nacional. Isso é muito importante, são trocas de experiências entre o governo federal e o estadual.

Aécio Neves

Por favor, uma declaração de apoio à candidatura do deputado Marcus Pestana

Marcus Pestana é, sem dúvida alguma, na minha opinião um dos mais completos homens públicos da sua geração. Tem a clareza das ideias, o que é importante para quem quer fazer política. E uma determinação muito grande para colocá-las em prática. Foi um extraordinário secretário de Saúde de Minas Gerais, assumiu a liderança do Fórum Nacional dos Secretários de Saúde e já é uma referência nessa área. Eu tenho absoluta certeza que no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados, será das vozes mais pujantes, mais ativas de Minas Gerais e eu espero poder estar no Congresso Nacional ao seu lado, como senador, para que nós possamos dar a dimensão exata que Minas Gerais precisa ter. A partir de uma bancada não quantitativamente expressiva, mas sobretudo, qualitativamente expressiva. Marcus Pestana, sem dúvida alguma, inicia uma longa trajetória em favor de Minas Gerais, representando o que nós temos de melhor nas nossas tradições políticas. É a tradição política mantida com a renovação apenas na sua idade. Ele traz os melhores valores de Minas Gerais, na sua trajetória e o vigor da sua juventude para atuar a favor de Minas Gerais.

20 de julho de 2010

Aécio, Anastasia e Serra empolgam a população em Divinópolis


O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, candidato à reeleição, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, e o ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, estiveram, nesta segunda-feira (19/07), em Divinópolis,. região Centro-Oeste do Estado. Eles caminharam pelo centro da cidade e participaram de uma carreata.

Veja os vídeos da entrevista de Aécio Neves à Veja: ‘Nem SP tem uma aliança tão grande pró-Serra’, diz Aécio

Nem SP tem uma aliança tão grande pró-Serra’, diz Aécio

Entrevistas em vídeo:




Resumo
Virou uma lenda política: quem quer ser presidente, precisa vencer em Minas Gerais. A história, porém, tem grande ligação com a realidade, já que os eleitos nas últimas disputas venceram no segundo maior colégio eleitoral brasileiro. Nesta segunda parte de Aécio Neves no VEJA Entrevista, o tucano analisa a eleição presidencial em seu estado. Serra e Aécio estão juntos nesta segunda-feira em Minas.

Entre 2002 e 2006, o PSDB ganhou 2 milhões de votos em Minas, uma variação de 92%. O PT ganhou 202 mil votos. Isso não impediu que Lula tivesse uma vantagem de 1,1 milhão de votos em 2006 sobre o tucano Geraldo Alckmin. Nos dois pleitos, Aécio foi eleito, mas Lula venceu em Minas.

“Minas é uma boa amostragem do que é o Brasil”, explica o ex-governador. Para ele, a candidata de Lula, Dilma Rousseff (PT), terá vantagem no norte do estado, “o quarto mais populoso estado nordestino do Brasil” (1:25 min), onde há forte presença dos programas sociais. Aliados tucanos chegaram a cogitar uma vantagem de dois milhões de votos, mas Aécio prefere ter cautela.

Mostrando engajamento na campanha de Serra, o ex-governador diz que partiu dele o convite para que o candidato à presidência da República vá semanalmente a Minas. Nesta segunda, os dois estão juntos no estado.

Aécio também indicou o secretário-geral do PSDB e um aecista de carteirinha, o deputado Rodrigo de Castro, para organizar o comitê de Serra no estado. “Acredito que nem em São Paulo há uma aliança tão ampla apoiando o candidato Serra”, afirma (2:24 min).

Apesar de ver o movimento Dilmasia (voto em Dilma e Anastásia) como restrito a poucos casos, Aécio afirma que não poderá impedir que prefeitos defendam a prática, já que a base de apoio ao seu governo e agora à candidatura de Anastásia conta com partidos que apóiam, nacionalmente, o PT, como o PSB e o PR. “Eu, obviamente, não abri mão do apoio desses partidos ao governador Anastasia. Mas tenho de respeitar que esses partidos façam no plano nacional campanha para Dilma.”


16 de julho de 2010

Aécio Neves e Antonio Anastasia recebem apoio de 70 prefeitos do PR


Governador Antonio Anastasia recebe apoio de 70 prefeitos do PR

Deputado federal José Santana representará PR na coordenação da campanha da Coligação Somos Minas Gerais
O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, recebeu o apoio de 70 prefeitos do Partido Republicano (PR). A decisão foi confirmada, nesta quinta-feira (15/07), durante almoço do governador e do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, com a bancada federal do partido, no Palácio das Mangabeiras. Também ficou definido que o deputado federal José Santana será o representante do PR na coordenação da campanha da Coligação Somos Minas Gerais.

“Desde o início o PR sempre esteve conosco. Participou do governo o tempo inteiro. Foi aliado do governador Aécio Neves nas suas duas campanhas e sempre teve uma participação muito importante no Governo do Estado”, disse o governador Antonio Anastasia.


Fonte: PSDB-MG

12 de julho de 2010

Eleição 2010: Campanha de Aécio, Anastasia e Itamar mobilizam 500 voluntários


Reunião com 500 voluntários da campanha Anastasia-Aécio-Itamar

Comitê do Voluntariado da Coligação Somos Minas Gerais reúne 500 apoiadores na sede do PSDB-MG, em Belo Horizonte. Foi a primeira reunião organizada pelo Comitê do Voluntariado para definir ações de mobilização da sociedade em defesa da reeleição do governador Antonio Anastasia. Um dos organizadores da campanha, Juarez Amorim, participou do encontro. O comitê é coordenado pelo advogado Flávio Unes.

6 de julho de 2010

Educação Minas 02: Resultado do Ideb aponta que nota média de Minas é melhor do que a do país

Escola pública evolui mais que escola privada
Resultado do Ideb aponta que nota média de Minas é melhor do que a do país, com destaque para pequenas cidades
A educação na rede pública de ensino melhorou mais que na particular em Minas entre 2005 e 2009. Na média, os alunos da rede particular ainda apresentam melhores notas, mas a diferença vem caindo rapidamente. No entanto, o resultado geral está abaixo dos 6 pontos, valor que é considerado aceitável internacionalmente. Em Minas, destaque para as cidades do interior, em especial para as com menos de 10 mil habitantes. Nesses locais, a rede pública apresentou resultados ainda melhores que nos demais municípios.
Estas são algumas das constatações do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estudo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) que avalia a qualidade da educação no país. Os números nacionais foram divulgados na semana passada e, na segunda-feira (5), saíram os dados por Estado. O índice leva em conta médias de aprovação, estrutura física das escolas e formação dos professores.
O quesito de mais peso na nota final do Ideb, no entanto, é a nota média dos alunos do 4º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. Os estudantes fazem provas de Português e Matemática. Os exames são elaborados por um grupo de professores universitários e os padrões de avaliação são reconhecidos internacionalmente.
Em uma escala de zero a dez, nas provas de Português e Matemática, os alunos da 4ª série dos anos iniciais da rede estadual em Minas tiraram 4,5 em 2005. Em 2009, a nota passou para 5,4. Organismos internacionais recomendam um mínimo de 6.
Em comparação com os alunos da rede pública no Brasil, no entanto, Minas vai bem. A média nacional das notas de alunos no 5º ano passou de 3,6, em 2005, para 4,4, em 2009. Em Minas, subiu de 4,9, em 2005, para 5,8, em 2009.
Na rede particular, o Brasil saltou de 5,9, em 2005, para 6,4, em 2009. Em Minas, a nota média dos alunos de escolas privadas nos anos iniciais passou de 6,3, em 2005, para 6,8, em 2009.
Nos anos finais, ou seja, ao final do 9º ano, a pontuação dos estudantes da rede pública mineira saltou de 3,6 para 4,1, enquanto que no país foi de 3,2 para 3,7.Barão de Macaúbas, a melhor da capital
A Escola Estadual Barão de Macaúbas, no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte, ostenta a posição de melhor da capital entre as instituições públicas de 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental na lista do Ideb. Os alunos obtiveram uma média de 6,1 pontos nos exames de Português e Matemática. A instituição, no entanto, é apenas a décima no ranking estadual, cuja “campeã”, pela avaliação do Ideb, é o Colégio de Aplicação João XXIII, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, com média de 6,5 pontos.
Entre as escolas de 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental, a Escola Estadual Osório de Morais, em Coromandel, no Alto Paranaíba, foi a que obteve a melhor média – 8,3. Nesta faixa do ensino, nenhuma instituição de Belo Horizonte aparece entre as dez melhores.
A mais bem classificada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) é a Escola Municipal Randolfo José da Rocha, em Contagem, com uma nota média de 8,0 pontos.Para a diretora da Escola Estadual Barão de Macaúbas, Amélia Lúcia Leite Botelho, o comprometimento dos professores e a participação dos pais nas atividades e reuniões é o que faz a diferença.
A diretora assegura que graças a projetos interdisciplinares, os conteúdos conseguem ser tratados com leveza e atraem o interesse dos alunos. O resultado é a melhoria na aprendizagem.
Outra característica da escola é o estímulo a atividades extracurriculares. Entre elas, a Olimpíada Nacional da Matemática. Uma das medalhas de ouro do concurso nacional do ano passado foi para o estudante Artur Fernandes Papa Pereira, 13 anos, aluno do 9º ano. Moradores do Bairro Fernão Dias, Região Nordeste da capital, os pais do jovem fizeram questão que ele frequentasse a escola, distante de casa, pela referência que tinham do estabelecimento.
O resultado é que, estimulado por professores, Artur se preparou para a Olimpíada. Na primeira participação, recebeu menção honrosa. Na segunda, medalha de bronze e um curso de Matemática extra.


Fonte: Augusto Franco – Hoje em Dia

Educação Minas 03: Das 15 cidades que mais subiram no ranking do Ideb, 9 estão no Estado

Sucessos em Minas
Das 15 cidades que mais subiram no ranking do Ideb, nove estão em Minas Gerais. E, em dois anos, o índice mineiro para o 1º ao 5º ano do ensino fundamental aumentou 0,9 ponto, elevando o estado da 5ª colocação nacional para a liderança. Os melhores exemplos de sucesso estão no interior. Dos 20 colégios com as notas mais altas no nível fundamental, apenas a Escola Estadual Barão de Macaúbas, é de Belo Horizonte. A unidade do Bairro Floresta, na Região Leste, atingiu desempenho de 6,1 do 6º ao 9º ano do fundamental.
Pequenas notáveis
Das 100 cidades mais bem colocadas no Ideb no 5º ano do fundamental, 80 são de Minas e de São Paulo. Entre os mineiros, os grandes destaques são os pequenos municípios, com menos de 10 mil habitantes. Claraval, no Sul; José Raydan, no Vale do Rio Doce; Soledade de Minas e Gonçalves, ambas no Sul, estão entre as 10 melhores do Brasil. Já nos anos finais do ensino fundamental, Minas fez bonito com as cidades de Jacuí, no Sul; Guiricema, na Zona da Mata; e Tocos do Moji, Sul de MG.
Particulares na frente
O atraso do ensino público brasileiro em relação ao privado é de três anos. Estudantes que completam o ensino fundamental em colégios particulares sabem, em média, mais que os formados no ensino médio público, mesmo com três anos de estudos a mais. Em matemática, a média dos alunos dos anos finais do fundamental na rede privada foi de 294 pontos (escala de zero a 500), das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Na rede pública, ao fim do ensino médio, a média foi de 266. Em português, a média foi de 279 pontos em particulares do último ano do fundamental, contra 262 nas públicas de ensino médio.
Fonte: Estado de Minas

Aécio Neves e Antonio Anastasia iniciam campanha com um ato simbólico no Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté


Chapas já estão prontas para as ruas

Começa oficialmente hoje a campanha eleitoral e os candidatos ao governo de Minas iniciam a caminhada para conquistar o eleitor.

A coligação Somos Minas Gerais, do candidato à reeleição Antonio Anastasia (PSDB), inaugura a campanha com um ato simbólico no Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Caeté. Anastasia e o ex-governador Aécio Neves, acompanhados de aliados e familiares, vão receber a bênção do pároco local para a campanha.

Transparência

Prestação de contas já começa em agosto

Após terem apresentado ontem os gastos previstos para a campanha deste ano, os partidos terão que enviar nos próximos dia 6 de agosto e 6 de setembro os dados parciais de seus gastos. De acordo com a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), esses dados são apenas para controle público. Alguns partidos, inclusive, deixam de enviá-los, uma vez que não há uma legislação que os obriguem a isso.

A prestação de contas mais importante para o Tribunal, entretanto, é a que acontece 30 dias após o término do pleito, que é obrigatória e prevista em lei.

Os registro protocolados no TRE ainda serão avaliados pelo Procuradoria Regional Eleitoral, que atesta ou não o deferimento das candidaturas. A publicação do edital com a lista dos registros ocorre até quinta-feira. Em seguida, os pedidos serão analisados pela Corte mineira. A previsão é que os desembargadores julguem até dia 5 de agosto todos os pedidos.

1 de julho de 2010

Sou Minas Gerais: anunciada a composição da chapa de apoio à reeleição de Antonio Anastasia


Anunciada na tarde desta quarta-feira, dia 30, a composição da chapa Sou Minas Gerais, de apoio à reeleição do governador Antonio Anastasia. A chapa reúne 13 partidos (PSDB, PPS, PTB, PP, DEM, PDT, PSB, PSC, PSL, PSDC, PMN, PRB e PR) e recebe o apoio informal de mais cinco partidos (PTdoB, PRP, PRTB, PTC e PTN).

Candidato a governador: Antonio Anastasia (PSDB)
Candidato a vice: Alberto Pinto Coelho (PP)
Senador: Aécio Neves (PSDB)
1º suplente: DEM (ainda será indicado)
2º suplente: Tilden Santiago (PSB)
Senador: Itamar Franco (PPS)
1º suplente: Zezé Perrela (PDT)
2º suplente: Elaine Matozinhos (PTB)

Ouça








Fonte: PSDB/MG

30 de junho de 2010

PR de Minas confirma apoio a Antonio Anastasia e Aécio Neves


PR de Minas registra nova ata e se coliga com Anastasia

Depois de longo embate, a bancada federal do PR venceu a direção estadual do PR, comandada por Clésio Andrade. A legenda se coligará na majoritária e na proporcional com Antônio Anastasia (PSDB). Numa solução híbrida do impasse, apesar da coligação majoritária que dará o minuto da legenda de propaganda ao PSDB, a Executiva Nacional liberou os dissidentes para apoiarem Hélio Costa (PMDB).

Clésio Andrade fará o anúncio hoje. O grupo de Valdemar da Costa Neto, majoritário na Executiva Nacional, derrotou o presidente Alfredo Campos e anulou as duas atas que saíram da tumultuada convenção de domingo. Na convenção de domingo, houve fraude – 26 votos em urna contra 22 convencionais – e boletim de ocorrência policial. Uma nova ata foi elaborada por intervenção da Executiva Nacional e será registrada hoje, pela manhã, em um cartório em Brasília.

A reunião foi tensa e as negociações delicadas chegaram à porta do Palácio do Planalto com a participação do ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais. A bancada federal colocou na mesa a disposição de apoiar Dilma Rousseff (PT), mas deixou claro que se não aderisse ao chapão tucano – PSDB, DEM, PP e PRB – não conseguiria reeleger os sete parlamentares. Em qualquer outra chapa, na avaliação dos federais, o máximo que conseguiriam seriam três cadeiras.

A nova ata será encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A intervenção da Executiva Nacional atendeu à bancada federal, que reiterou a coligação com a chapa majoritária e proporcional de Antônio Anastasia. Assim o PR integrará o chapão já fechado com o PSDB, o DEM, o PP e o PRB. Mas liberará os seus filiados a apoiarem quem quiser no estado.


Fonte: Blog da Berth – Estado de Minas

29 de junho de 2010

Candidaturas de Aécio e Anastasia estão mais fortalecidas após convenções da base aliada e ampliam tempo de TV


Vantagem tucana na TV

Eleições

Encerradas as convenções partidárias, horário eleitoral gratuito está praticamente definido em Minas. Aliança de 13 partidos garante ao governador Anastasia maior exposição na telinha

Faltam alguns acertos na escalação dos jogadores, mas, encerradas as convenções partidárias, estão definidos os times que entrarão em campo para a disputa pelo governo de Minas e o tempo de cada um na televisão. De um lado, jogadores que pertencem a um grupo de 13 partidos: PSDB, PPS, PSB, DEM, PRB, PP, PSC, PTdoB, PMN, PSL, PSDC, PDT e PTB. Juntos, eles garantem ao candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB), aproximadamente 60% do tempo total da propaganda eleitoral gratuita.

De outro, uma equipe formada por integrantes do PMDB, PT e PCdoB, que oficializarão a aliança amanhã, com a convenção conjunta de petistas e peemedebistas, dando a Hélio Costa 39% do tempo total. O PCdoB decidiu fazer parte do time no sábado. Na disputa aparece ainda o PV, que optou em jogar somente com atletas de seu próprio quadro.

O tempo de televisão do horário gratuito de propaganda eleitoral, que continua no centro das articulações para as coligações majoritárias, é também vedete das eleições. Ao todo, os candidatos a governador terão 36 minutos para a propaganda gratuita, nos dois blocos do horário eleitoral – de 18 minutos cada. Além disso, os concorrentes ao governo terão 6 minutos diários de inserções diárias (spots). A distribuição do tempo obedece à seguinte regra: dois terços segundo o peso das bancadas federais eleitas em 2006 -24 minutos – e um terço igualitariamente entre os candidatos -12 minutos.

Dentro dos 24 minutos distribuídos segundo as cadeiras a deputado federal conquistadas em 2006, o PV, que sai ao governo de Minas sozinho, sem coligação, terá 40 segundos -20 segundos no bloco da tarde e 20 segundos no bloco da noite – às segundas, quartas e sextas-feiras. O PV terá ainda seis segundos em inserções diárias.

A candidatura de Hélio Costa tem, com PMDB, PT e PCdoB, tempo de 9 minutos e 31 segundos nos dois blocos três vezes por semana. Além disso, Hélio Costa terá 1 minuto e 35 segundos de spots. Com o apoio de todos os partidos, Anastasia tem até agora 14 minutos e 28 segundos nos dois blocos três vezes por semana, além de dois minutos e 24 segundos de spots diários. Ainda está em jogo o tempo de um minuto e 11 segundos do PR, cuja decisão da convenção estadual pode ainda ter desdobramentos. Também disputam o cargo de governador: Vanessa Portugal (PSTU) e João Batista (PSOL), sem tempo na TV.


Fonte: Leonardo Augusto e Bertha Maakaroun – Estado de Minas

22 de junho de 2010

Serra ao lado de Aécio Neves e Antonio Anastasia diz que pretende criar sistema único de licenciamento ambiental


Candidato endossa sugestão de Anastasia de sistema único de licença ambiental

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, prometeu “não atrapalhar” a agropecuária caso seja eleito em outubro. O tucano fez poucas propostas ao reunir-se ontem na Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) com uma plateia predisposta a apoiá-lo. O ponto mais concreto que citou foi a criação de um sistema único de licenciamento ambiental que coordenaria as ações da área nos três níveis de administração para tornar o processo mais ágil. A ideia foi apresentada pelo governador mineiro e candidato à reeleição pelo PSDB, Antonio Anastasia, e endossada por Serra.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo. No ano passado, exportou 1,2 milhão de toneladas e gerou receita de US$ 4,1 bilhões. Várias iniciativas que levaram à esta posição, como a cobertura de vacinas contra febre aftosa, dependeram da mobilização dos produtores, que se sentem pouco devedores do governo.

A ação do governo não é cobrada, mas temida. Ao saudar Serra, recebido com o estribilho musical usado na TV para marcar as vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1, o presidente da ABCZ, José Olavo Machado Borges, deixou claro que a principal preocupação do setor é conter a ação dentro do governo e do Congresso de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ou de propostas que afetam direitos de propriedade, como a redefinição dos limites de reserva legal no Código Florestal, a revisão dos índices de produtividade e o descumprimento de ações de reintegração de posse.

Serra disse que irá criar instrumentos para aumentar a produção agrícola em assentamentos. “O Brasil paga R$ 40 mil para assentar cada família. Tem cabimento depois colocar estas famílias para receber cesta básica?”, indagou. Afirmou que o MST não deve receber recursos públicos e expressou preocupação com a intenção do governo em votar o novo Código Florestal neste ano. “Não seria bom concluir agora, porque não vai ser decidido racionalmente às vésperas do processo eleitoral”, disse, sugerindo mudanças pontuais, como a inclusão de matas ciliares no cálculo da reserva legal.

O comedimento do candidato não incomodou o público. “Ele não avançou nas ações que defende, mas dá para imaginar a sua linha de conduta. Hoje é difícil saber o que o governo federal vai fazer. Lula fez coisas excelentes, sobretudo para o açúcar e o álcool, mas o produtor se sente um pouco perdido no cipoal da legislação”, afirmou o próximo presidente da ABCZ, Eduardo Biagi, que também é usineiro em Nova Serrana (SP).

O encontro não se limitou aos grandes pecuaristas da região, como Jonas Barcellos e Arnaldo Rosa Prata. Também participou o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Carlos Paulino. A Cooxupé é a maior cooperativa do Brasil e responde por 20% da safra brasileira de café. Paulino saudou Serra afirmando esperar ir à sua posse. “Temos muita esperança no próximo governo”, disse. Após o evento com ruralistas, Serra, Anastasia e o ex-governador mineiro e candidato ao Senado Aécio NevesAécio minimizou a desistência do PR de apoiar Anastasia e coligar-se a Hélio Costa (PMDB) para o governo. “O PSDB não entra em leilão.” visitaram uma pastelaria tradicional da cidade.

1 de junho de 2010

Aécio Neves dá início com Anastasia a viagens pelo interior de Minas


Aécio inicia viagens pelo interior com Anastasia

Uma semana após o retorno das férias, o ex-governador Aécio Neves (PSDB) entrou ontem na pré-campanha do governador Antonio Anastasia. Em viagem no Norte de Minas, Aécio disse estar confiante na vitória tucana ainda no primeiro turno. Também afirmou que Anastasia é a “continuidade” e que vai evitar o “retrocesso” ao ser eleito.

“Minas não pode retroceder. Nós não queremos uma volta ao passado. A candidatura de Anastasia significa a continuidade, mas sobretudo um governo eficiente”, disse Aécio.

Ao lado de Aécio, o governador Anastasia esteve em Pirapora, onde autorizou convênio com a prefeitura para obras de infraestrutura viária. Pela manhã, em Janaúba, ele liberou R$ 2,8 milhões para o município em convênios. Ele ainda recebeu título de cidadão honorário e participou da exposição agropecuária, onde foi inaugurado um palco que leva o nome do pai de Aécio, o ex-deputado Aécio Cunha.

Anastasia se diz confiante no seu crescimento a partir do início da campanha. “Teremos condições plenas de apresentar o que fizemos e os programas eleitorais vão demonstrar isso de modo claro. O desconhecimento vai desaparecer”, disse.

Sobre o seu vice, Anastasia pediu “paciência”. “Temos que ter ainda um pouco paciência. O candidato será indicado nas convenções, quando teremos definido a composição entre os partidos”. (Douglas Couto/Especial para O TEMPO)


Fonte: O Tempo



Aécio Neves à Época: “Mais 4 anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país. Quero muito ganhar esta eleição, junto com o Serra”


O ex-governador diz a ÉPOCA que o senador do PSDB do Ceará ‘complementa’ Serra.

O ‘desempregado’ Aécio reafirma com convicção sua candidatura ao Senado

Tasso (Jereissati) é hoje o melhor vice para o Serra, é o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Nós precisamos, no PSDB, de um vice que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes.

Foi o que afirmou, com bastante convicção, o mineiro Aécio Neves, em entrevista exclusiva a ÉPOCA em sua casa em Belo Horizonte.

Aécio se diz “desempregado” pela primeira vez na vida, desde os 27 anos, quando foi eleito pela primeira vez deputado federal, e acaba de chegar ao Brasil de uma viagem romântica pela Toscana e Costa Amalfitana, na Itália, com a namorada.

Em breve, com o ritmo acelerado da campanha eleitoral e a volta da malhação, talvez fiquem no passado a serenidade e os (poucos) quilos que o ex-governador de Minas Gerais ganhou nessa viagem sonhada há tempos. Candidato ao Senado, empenhado em eleger seu candidato ao governo de Minas, Aécio continua sob pressão do PSDB para dar mais vitalidade à candidatura de José Serra à Presidência da República, num momento em que Serra e Dilma Rousseff, do PT, estão empatados nas pesquisas.

Ontem, o repórter de ÉPOCA Leopoldo Mateus acompanhou Aécio em viagem de avião para Janaúba, no norte de Minas, para inaugurar sob calor intenso o parque de exposições da cidade que homenageou o pai do ex-governador, Aécio Ferreira Cunha.

Ouviu os gritos de militantes no aeroporto: “Aécio, cadê você? Tava morrendo de saudade”. “Agora mais pra frente, Aécio presidente.” “Aécio guerreiro, orgulho dos mineiros.” Moças disputavam fotos a seu lado.

À noite, vestido de azul, recebeu a diretora da sucursal carioca de ÉPOCA, Ruth de Aquino, e o repórter Leopoldo Mateus em seu apartamento no Anchieta, bairro nobre da zona sul de Belo Horizonte, para uma longa conversa.

Seguem alguns trechos:

ÉPOCA – Os caciques do PSDB sempre insistiram muito em uma chapa puro-sangue, especialmente tendo o sr como “o outro tucano”.

Aécio Neves – E eu sempre falei que, se queriam puro-sangue, não daria para ser eu. É só olhar para mim e ver que sou mestiço, olha a minha cor. Sempre defendi que deveríamos ampliar a aliança ao máximo. Esta eleição está se construindo com base em algo que me preocupava e continua me preocupando, que é a tendência de um plebiscito: quem é contra ou a favor do governo do residente Lula. Quanto mais ampla for a aliança, mais poderemos fugir desse tipo de confronto que não interessa ao país. Mais quatro anos de PT seriam uma perspectiva ruim para o país. Quero muito ganhar esta eleição, junto com o Serra, com todo o meu empenho.

ÉPOCA – Por que o sr decidiu retirar sua candidatura em dezembro?

Aécio – Fui candidato até o fim do ano passado, quando ainda havia espaço para alianças maiores, com Ciro Gomes, por exemplo. Depois os partidos foram se definindo, como é natural. E, como o PSDB não quis fazer as prévias, e percebi que a maioria queria o Serra, que tem um potencial muito forte, e não pode ser negado, decidi sair da disputa. Para não ser acusado futuramente de dividir o partido, me retirei no momento que achei mais adequado. Jamais mudei minha posição.

ÉPOCA – O sr afirma que Serra é a melhor alternativa para o Brasil. Mas, num certo momento, o sr achava que seu nome era o melhor para presidente. Por quê?

Aécio – Eu achava que minha candidatura poderia significar alguma coisa nova. Não tinha convicção de que iria vencer as eleições. Mas achava que minha candidatura não tinha teto. Eu poderia surpreender, ultrapassar. Meu objetivo era construir aliança com setores como o PSB, o próprio Ciro, o PMDB. Eu poderia dividir o PMDB naquele momento. Claro que não poderíamos desprezar uma candidatura como do Serra, com 40% de intenção de voto. Mas sempre fui candidato a presidente e não a vice. E agora, sou candidato ao Senado.

ÉPOCA – O sr já disse “não” várias vezes à ideia de ser vice. Por acaso não seria também um pouco de receio de perder esta eleição junto com o Serra – e também ser responsabilizado um pouco no fim?

Aécio – De jeito nenhum. Sei muito bem que essa campanha será muito dura e ninguém vai vencer de larga margem, como gostam de alardear alguns setores do PT. Dilma tem virtudes, caso contrário não chegaria aonde chegou, mas Serra tem mais preparo. As pessoas esquecem rápido, mas eu já não queria ser vice quando o Serra tinha uma vantagem de 20% sobre a Dilma.

Hoje, estou convencido de que minha candidatura a vice criaria um fato político momentâneo, e positivo, mas isso ia durar uns 15 dias. Agora vem a Copa do Mundo, e ninguém fala mais em política. E, na próxima pesquisa, veríamos que não mudou nada. A gente enfraqueceria nossa retaguarda em Minas, onde sei que posso dar uma contribuição para o Serra, apoiando o Anastasia (atual governador de MG). Tenho que estar vigilante em Minas, viajando pelo estado. Para manter coesa nossa base, nossos prefeitos, nossas lideranças políticas. Isso não aconteceria se eu saísse viajando agora pelo Brasil. Claro que, se alguém me demonstrasse que minha candidatura a vice seria bombástica, decisiva, aí sim poderia ser diferente.

ÉPOCA – E agora não seria possível para o PSDB aumentar esta aliança na eleição presidencial?

Aécio – A essa altura não mais. Temos que ficar com a aliança que está aí. Além do DEM e do PPS com o PTB, não há mais o que fazer. Se você me perguntasse em dezembro, ali sim era possível trazer mais gente, aglutinar outras lideranças… o PP, o PDT. Esse tempo passou. Na política, tudo tem seu tempo. Agora, nós temos que acreditar no contraste das personalidades. No momento em que houver o enfrentamento real entre o Serra e a Dilma…

ÉPOCA – O sr acha esse contraste tão evidente assim?

Aécio – Quando digo isso, falo sobre o preparo, a experiência do Serra. É aí que está a diferença. Claro que não se faz campanha sem tropeço, mas os tropeços podem vir muito mais do lado de lá (da Dilma e do PT). O Serra vai inspirar maior segurança nas pessoas. E esse negócio de transferência de votos (do presidente Lula para Dilma) tem importância, claro, mas o eleitor vota no candidato, a história já nos ensinou isso.

ÉPOCA – Se a transferência de votos é limitada, sua presença em Minas também não garante que seu candidato, Anastasia, vença a eleição para o governo estadual.

Aécio – É verdade…Não garante mas ajuda. Por enquanto, só 10% dos eleitores sabem que ele é meu candidato. Ele não é o mais experiente, nem é uma liderança política autônoma, consolidada, mas será um presente para Minas. Precisa de ajuda mesmo.

ÉPOCA – Então, esta não seria por si só uma razão suficiente para não aceitar ser vice do Serra… De que forma Fernando Henrique Cardoso e outros tentaram convencer o sr a compor a chapa com o Serra?

Aécio - Eles achavam que unir as duas principais forças do partido e os dois estados mais importantes seria um ganho. Mas as pesquisas demonstram que aumenta em apenas 5% em Minas Gerais o número de pessoas que condicionam o voto no Serra a minha participação na chapa.

ÉPOCA – Há quem diga que o sr, como vice, ajudaria mais seu candidato em Minas do que como candidato ao Senado.

Aécio – Ruth, na vida e na política, você tem de ter convicções, senão não vai a lugar nenhum. Eu tenho as minhas mas se alguém me convencer, estou aberto. Só não dá para fazer isso assim, sob pressão. Não adianta empurrar. Porque empurrando eu não vou. Eu tenho uma responsabilidade muito grande com Minas. Fizemos uma transformação radical no estado, na cabeça das pessoas, nos servidores. Minas estava estagnada. Mas hoje é o estado que mais cresce no país. Vamos anunciar neste primeiro semestre R$ 50 bilhões de investimentos novos. São Paulo, com toda a pujança, vai anunciar R$ 37 bilhões. Nós estamos num momento muito virtuoso, empresas vindo, empregos vindo. O interior mais pobre se desenvolvendo, a educação melhorando, e eu tenho responsabilidade pela continuidade disso. Se voltar o mesmo time que derrotamos lá atrás, o PMDB antigo, tudo que nós fizemos aqui se perde, é muito fácil desconstruir.

ÉPOCA – Mas o que é mais importante para o sr? O Anastasia vencer em Minas ou o Serra no Brasil?

Aécio – Os dois são muito importantes. Não coloco um na frente do outro. Não haverá ninguém no Brasil mais dedicado à vitória do Serra do que eu. Por uma razão. Acho importante para o Brasil encerrar este ciclo do PT na presidência. E minha forma de ajudar é dando a vitória ao Serra em Minas, embora eu saiba que tem gente que discorde de mim. Vou gravar os programas eleitorais, vou subir nos palanques, vou discutir com ele a estratégia da campanha, os grandes temas.

ÉPOCA – Existe algum ressentimento seu com o Serra, por ele ter ignorado seus apelos por prévias no partido?

Aécio – Zero. Como eu posso ter rancor por alguém que estava buscando o mesmo que eu? A atitude do Serra foi legítima, não houve deslealdade. Ele estava apostando na força dele, nas pesquisas. As lideranças do partido foram nessa direção. Na política, a gente está desacostumado a acreditar no que o político diz. Quando eu comecei a conversar com PMDB, PSB, para criar uma aproximação desses partidos conosco, todo mundo achava que eu sairia do PSDB. Diziam que já estava tudo acertado. Muita gente achou que eu iria para a convenção, que eu ia rachar o partido. Mas eu jamais sairia de um partido com o qual eu tinha identidade. Olha, a vida foi muito generosa comigo. E estou de bem com a vida, sabendo que estou fazendo o melhor para o partido e para o Brasil.

ÉPOCA – Quem seria o melhor vice para o Serra, hoje?

Aécio - Tasso (Jereissati) é hoje o nome mais sólido, não só por ser do Ceará, no Nordeste, uma região onde o PT tem fortes aliados, mas por falar o que pensa sem rodeios. É uma questão de personalidade. Precisamos de alguém que tenha, como o Tasso, grande capacidade de comunicação. Ele complementa o Serra, os dois são muito diferentes. Como o Serra não vai partir para o confronto direto com o Lula, mesmo que aumente o tom das críticas agora, eu gosto pessoalmente dessa alternativa do Tasso, que fala muito, parte para o embate e é ouvido pela imprensa.

ÉPOCA – E fora do PSDB?

Aécio – Serra me disse, antes de eu viajar, que o nome do vice seria (o senador Francisco) Dornelles, mas a questão da emenda (do projeto Ficha Limpa, para o qual Dornelles sugeriu uma alteração polêmica que enfraquece o texto) atrapalhou um pouco. O Itamar (Franco) seria outro nome, por representar a bandeira da ética, mas há resistências.

ÉPOCA – O sr mesmo assim continua a ser cortejado. Deve ser muito bom para o ego de um político.

Aécio – Eu me sinto honrado por ser lembrado…ou melhor, requisitado. Como disse, eu nunca estive convencido de que minha entrada na chapa com o Serra mudaria o panorama. Tive uma longa conversa com o Serra três meses atrás, com o Fernando Henrique e o Sérgio Guerra (presidente do PSDB), e fui muito claro. Estou com minha cabeça extremamente bem arrumada. Fiz o que tinha que fazer, com absoluta correção. Saí na hora em que estender minha candidatura não faria mais sentido.

ÉPOCA – E quem chama o sr de antipatriota por se recusar a ser vice do Serra

Aécio – Eu acho patético. Deve ser alguém que gosta demais de mim, não? Sugiro que não se superestime minha força nem subestimem minhas convicções.



Fonte: Ruth Aquino e Leopoldo Mateus – Revista Época

26 de maio de 2010

DataTempo: Aécio lidera com folga corrida para o Senado e mantém quase o dobro de intenção de votos do 2º colocado


Sucessão. Pesquisa DataTempo/CP2 revela que ex-governadores lideram a corrida em todos os cenários

Aécio e Itamar são favoritos na disputa pelo Senado em Minas

Tucano está isolado na frente enquanto ex-presidente vence como 2ª opção

Não é à toa que o Senado é tido como uma instituição composta por ex-governadores. Os únicos nessa condição em Minas e que já lançaram seus nomes para disputar, em outubro, as duas vagas da Casa são os favoritos a conquistá-las. É o que aponta pesquisa DataTempo/CP2.

Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) ocupam, nessa ordem, os dois primeiros lugares em todos os cenários analisados.No quesito estimulado –em que os pré-candidatos são apresentados, foi perguntado aos eleitores quais são a primeira e a segunda opções para senador, já que os Estados vão substituir dois parlamentares. Depois, os dois rankings são somados.

Pelo levantamento, a eleição mais tranquila seria a de Aécio, que vence como a primeira opção nos três cenários. Já Itamar lidera como segunda alternativa em todos os quadros.

No primeiro cenário, os ex-governadores enfrentam o atual senador e pré-candidato ao governo Hélio Costa (PMDB) e o hoje suplente Clésio Andrade (PR). O tucano é a primeira opção de 61,77% dos entrevistados e o ex-presidente da República, a segunda escolha, mencionado por 32,35%. Hélio Costa fica na vice-liderança tanto como primeira quanto para segunda opção. Na soma, Aécio tem 72,88% contra 45,47% de Itamar, 44,45% do peemedebista e 6,41% de Clésio. Portanto, há um empate técnico entre o ex-presidente e Costa.

No segundo cenário, Costa é substituído pelo ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), também pré-candidato da base do presidente Lula ao governo. Aécio é primeira opção de 68,23% e Itamar, a segunda, de 41,70%. O petista fica mais bem colocado como segunda alternativa, escolhido por 14,05% do eleitorado. No acumulado, o tucano recebe 77,68%, o ex-presidente fica com 57,41% e Pimentel, com 17,77%. Nesse quadro, Clésio somou 8,52% das intenções.

No terceiro cenário, o ex-ministro Patrus Ananias (PT) está no lugar de Pimentel. A distribuição é similar. Aécio e Itamar vencem como primeira e segunda opção, com 67,35% e 43,71% respectivamente. O melhor desempenho de Patrus é como segundo candidato, ficando atrás do ex-presidente com 10,43%. Na soma, o tucano lidera com 77,09%, seguido por Itamar, com 59,76%, Patrus, com 14,30%, e Clésio, com 9,10%.

Eleitor ainda não conhece os pré-candidatos

A pesquisa DataTempo/CP2 para o Senado em Minas também foi realizada no quesito espontâneo. Nesse cenário, os nomes dos pré-candidatos não são apresentados. E o resultado revela o desconhecimento do eleitor sobre os possíveis nomes.

Também foi questionado quais são a primeira e a segunda opções do eleitor. Em ambos os casos, a maioria – 38,91% e 44,10%% – disse não saber em quem vai votar ou estar indecisa sobre a disputa. Em seguida, nos dois quadros, disseram não conhecer os candidatos 38,72%, no primeiro, e 42,73%, no segundo.

O ex-governador Aécio Neves (PSDB) é o nome de maior destaque como primeira opção, mencionado por 14,88% das pessoas. Em seguida, são mencionados, com índices mais modestos, Hélio Costa (PMDB), Itamar Franco (PPS) e Fernando Pimentel (PT).

Como segunda opção, lidera a pesquisa o senador Hélio Costa, com 3,92%, seguido de perto por Itamar, citado por 3,77%.

Na soma dos dois cenários, Aécio está na frente, com 16,30% das intenções, contra 6,40% de Costa e 5,20% de Itamar. (JGJ)

Dados técnicos

Entrevistados: 2.043

Coleta: 14 a 17 de maio

Margem de erro: 2,19 pontos percentuais

Registro na Justiça Eleitoral: 27493/2010

Responsável:DataTempo/ CP2

Contratante: Sempre Editora