12 de março de 2013

Aécio comemora liderança de Minas na educação pública

Aécio: senador comemora resultados do relatório da ONG Todos Pela Educação que avaliou o conhecimento dos alunos da rede pública.


Educação: Governo de Minas é destaque nacional


Fonte: Blog Aécio Neves da Cunha



Brasília – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apontou a qualidade dos servidores e da gestão em Minas como as razões para os resultados obtidos pelos estudantes mineiros em relatório da ONG Todos Pela Educação. A organização avaliou o conhecimento de matemática dos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio. Os resultados da educação pública mineira foram os melhores do país em todas as faixas analisadas.“Esse registro é também homenagem aos docentes e àqueles que militam na educação em Minas. Nas séries pesquisadas, Minas repete o que já havia acontecido no Ideb, quando também lideramos a avaliação média do ensino fundamental. Esses dados apontam para os caminhos que podem ser perseguidos. Com a gestão eficiente, com a valorização dos docentes, com o estabelecimento de metas, os resultados são esses que hoje anunciamos ao Brasil”, afirmou o senador Aécio.

A ONG Todos Pela Educação monitora metas e resultados de escolas públicas e privadas no país desde 2008. No 5º ano do Ensino Fundamental, Minas registrou 49,7% dos alunos com bom desempenho em matemática – índice superior à meta estabelecida de 35,4% e ao resultado nacional de 32,4%. No 9º ano, o estado obteve 21,9%, o melhor desempenho entre todos os estados e quase o dobro dos 11,7% da média nacional. No 3º ano do Ensino Médio, Minas Gerais obteve o melhor índice no país com 9,7%. O Brasil registrou 5,2%.

Minas Gerais apresenta melhoria de indicadores sociais desde 2003, quando foi implementado pelo então governador Aécio Neves, o Choque de Gestão, e passou a gastar menos com o Estado para investir mais na qualidade dos serviços oferecidos à população.

Baixo desempenho

Aécio Neves lamentou que em, 10 anos, o governo do PT não tenha conseguido dar qualidade à educação no país. A média nacional das escolas públicas ficou abaixo das metas estipuladas em todas as séries pesquisadas.

O aprendizado de matemática no ensino médio chegou a piorar entre 2011 e 2012. A média dos alunos caiu de 5,8% para 5,2%. No 9º ano do ensino fundamental, o Brasil registrou 11,7%, menos da metade da meta traçada de 25,4%. No 5º ano do Ensino Fundamental, o Brasil também ficou abaixo da meta. A média foi de 32,4%, enquanto a meta era de 36,3%.

“Dados da organização mostram infelizmente que, em níveis gerais, o Brasil continua muito distante das metas estabelecidas para esse ano, que regrediram inclusive em relação a metas alcançadas ano passado”, disse o senador Aécio Neves.

Leia, abaixo, a declaração na íntegra.

“Hoje, alguns dos principais jornais nacionais divulgam dados da organização não governamental Todos Pela Educação, que monitora o desempenho e a qualidade da educação brasileira, em especial no que diz respeito à matemática. Infelizmente, em níveis gerais, o Brasil continua muito distante das metas estabelecidas para esse ano, que regrediram, inclusive, em relação a metas alcançadas ano passado.

Mas, pela minha origem mineira e pelo fato de ter governado por dois mandatos o meu estado, não posso deixar de fazer um registro que é também de homenagem a todos os docentes e àqueles que militam na educação em Minas Gerais. Foi o nosso estado que alcançou os melhores indicadores, tanto no ensino fundamental, quanto no ensino médio.

Nas séries pesquisadas, no 5º e no 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio, Minas repete aquilo que já havia acontecido quando do Ideb, onde também lideramos na avaliação média do ensino fundamental. Apesar, repito, dos graves números que nos colocam ainda em uma distância muito grande de patamares razoáveis de um país que queira crescer e superar efetivamente a pobreza e a miséria, esses dados apontam para os caminhos que podem ser perseguidos. Com a gestão eficiente, com a valorização dos docentes, com o estabelecimento de metas, os resultados são esses que hoje anunciamos ao Brasil”.

Leia mais: http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/educacao-na-midia/26138/em-busca-da-nota-ideal/

Aécio Neves e Eduardo Campos juntos em 2014

Eleições 2014: governador de Pernambuco quer convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos levaria disputa com a  Dilma Rousseff para o segundo turno.


Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos


Fonte: Diário de Pernambuco

Articulação »Eduardo Campos e Aécio Neves podem caminhar juntos nas eleições de 2014





Socialistas e tucanos podem se aliar num eventual segundo turno das eleiçõe presidenciais de 2014. A relação de amizade entre os possíveis candidatos, o senador Aécio Neves, do PSDB, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pode se transformar numa parceria política nacional. Ao mesmo tempo que trabalham para atratir partidos da base tucana, como o PPS do deputado federal Roberto Freire, aliados de Campos agem nos bastidotres para aproximar ao máximo o governador do senador mineiro.

Segundo informações do Poder Online, o plano de alguns interlocutores do governador de Pernambuco é convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos seria a chave para levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) para um segundo turno. Além do bom relacionamento das duas lideranças, há no PSB de Minas alguns aliados de Campos que transitam dentro do ninho tucano controlado por Aécio.

Socialistas do primeiro escalão avaliam que esta articulação pode ser impulssionada pelo que descrevem de “incômodo” de Campos em relação ao ex-presidente Lula (PT), que além de alimentar brigas internas dentro do PSB, também estaria tentando isolar Eduardo Campos politicamente. Vale lembrar que o cacique do PT anda prestigiando os irmãos Cid e Ciro Gomes, no Ceará, ambos do PSB. O dois já declararam publicamente que são a favor que o partido suba no palanque de Dilma na próxima eleição.

“Temos que convencer o Aécio de que ele só tem a ganhar com uma candidatura do Eduardo Campos”, disse um interlocutor de Campos ao Poder Online. Segundo ele, o socialista teria condições de tirar votos de Dilma no Nordeste, enquanto Aécio dividiria o eleitorado no Sudeste e arremataria o Sul do país, forçando assim uma segunda etapa na eleição presidencial.  Quem seguisse para o segundo turno, sugere, levaria então o apoio daquele que saísse derrotado.

Apesar de esquematizada, a tese socialista é otimista. Até porque o senador Aécio Neves já demonstrou uma certa insatisfação com o posicionamento do PSB, que segundo ele, vive num “divã” e não sabe se é oposição ou governo. Porém, mesmo com as diferenças pontuais, alguns socialistas e tucanos sonham ainda com uma chapa que reúna os dois partidos. Nesta avaliação, Campos estaria na cabeça de chapa e Antônio Anastasia, atual governador de Minas, seria indicado por Aécio para o posto de vice.

9 de março de 2013

Choque de Gestão: Cidade Administrativa supera previsões de Aécio

Aécio - Choque de Gestão: economia inicial seria de R$ 90 milhões/ano. Em 2012  a redução foi de R$ 110,9 milhões nos custos.


Fonte: PSDB

Choque de Gestão: superando as previsões de Aécio Neves




Arquivo PSDBBrasília – A Cidade Administrativa do Governo de Minas Gerais, inaugurada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB) quando era governador de Minas, dentro do plano administrativo do Choque de Gestão, completa três anos cumprindo três metas: modernizar o atendimento ao cidadão mineiro, reduzir os custos operacionais das secretarias de Estado e induzir o desenvolvimento no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde está instalada.

Inaugurada em 2010, a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é formada pelo complexo de três prédios: o “Minas” e o “Gerais”, cada um com 15 andares que abrigam todas as secretaria de Estado e o “Palácio Tiradentes”, sede da Governadoria. São 58 órgãos da administração estadual funcionando no mesmo local.

São aproximadamente 17.200 servidores, funcionários terceirizados e prestadores de serviço trabalhando diariamente, além de um público flutuante médio de 2.000 visitantes/dia. Uma “população” superior à de 633 municípios mineiros.

Quando da construção da Cidade Administrativa, o então governador Aécio Neves, dentro das metas de modernização da máquina pública impostas pelo Choque de Gestão, previa uma economia de R$ 90 milhões/ano com a entrada em operação do novo complexo. O Estado deixaria de pagar por prédios alugados para abrigar secretarias, além do corte de gastos operacionais intra-secretarias.

Três anos depois, o balanço da Cidade Administrativa mostra que a economia para os cofres públicos foi além do esperado por Aécio Neves. A redução foi de R$ 110,9 milhões nos custos com manutenção de serviços da administração estadual em 2012, na comparação com 2009.

Se por um lado economizou, por outro, a nova sede do Governo de Minas induziu o desenvolvimento econômico e social do Vetor Norte da RMBH, até então a área que apresentava os piores indicadores.

Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), somente nos dois últimos anos – 2011 e 2012 -, foram assinados 69 protocolos de intenções de empresas privadas com o Governo de Minas para se instalarem ou ampliarem suas plantas no Vetor Norte da RMBH. Totalizando R$ 2,8 bilhões em investimentos e a geração de 9.000 empregos diretos e 8.300 indiretos.

Passados três anos da inauguração desta nova “cidade” mineira, os números demonstram mais uma vez que a mudança de realidade, na prática e não só em teoria, aconteceu em Minas Gerais graças ao Choque de Gestão de Aécio Neves.

Aécio diz que novo ministério é eleitoreiro

Aécio Neves: senador disse que a criação da Secretaria de Micro e Pequena Empresa somente serviria à lógica da reeleição em 2014.




Aécio Neves: Dilma e as eleições 2014


Fonte: O Globo

Senado aprova criação do 39º ministério; PSD ganhará cargo


Presidente do PMDB critica nova pasta para abrigar aliado tardio


 Aécio diz que novo ministério é eleitoreiro

Aécio Neves criticou cria do novo ministério. Guilherme Afif Domingos (foto) deverá ser o secretário de Micro e Pequenas Empresas

BRASÍLIA  O Senado aprovou ontem a criação da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, que será o 39º ministério na Esplanada de Dilma Rousseff. De quebra, foram criados mais 66 cargos em comissão, preenchidos por assessores de confiança. A pasta surgiu a pedido do Palácio do Planalto e servirá para contemplar o PSD, de Gilberto Kassab, histórico aliado do tucano José Serra. O novo ministro deverá ser o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, do PSD, e sua indicação deverá ocorrer em uma minirreforma ministerial prevista para este mês. Apenas o PSDB encaminhou voto contrário à nova estrutura, que terá impacto orçamentário anual de quase R$ 8 milhões.

- É uma demasia, um desperdício de dinheiro público. Seria melhor que Afif trabalhasse ao lado, ou mesmo no lugar, do atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Para quê mais um ministério? A resposta é: para fazer campanha eleitoral – discursou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Na terça-feira, líderes aliados articularam uma manobra regimental para evitar que o projeto passasse por duas comissões – a de Assuntos Econômicos e a de Constituição e Justiça – para ir direto ao plenário. O relator do texto, senador Walter Pinheiro (PT-BA), rejeitou emendas para que o texto não tivesse de retornar à Câmara e teve requerimento de urgência aprovado.

- A atual estrutura do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio não é suficiente para o tamanho da demanda e, principalmente, a capilaridade que a micro e a pequena empresa ocupam neste cenário da economia. Estamos transferindo essas atribuições e ampliando as condições para que essas atribuições sejam verdadeiramente desempenhadas pelo novo ministério. Daí a necessidade, inclusive, dessa ampliação do quadro de pessoal – justificou Pinheiro.

Gilberto Kassab recebeu a sondagem do Planalto a respeito de Afif e respondeu positivamente. Quando for oficializado o convite, o vice-governador de São Paulo terá de optar pelo cargo atual ou pelo ministério. De acordo com parlamentares do PSD, Afif deverá renunciar à vice, já que sua ida para o partido prejudicou a relação com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que já estaria articulando substituí-lo nas próximas eleições.

Aécio diz que pasta visa reeleição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu à tribuna para criticar a medida. Aécio defendeu que a criação do novo ministério somente serviria à lógica da reeleição – frase que tem repetido muito nos últimos dias – da presidente Dilma Rousseff e que traria mais gastos:

- Quem governa hoje o Brasil é a lógica da reeleição. Tem lançamento e relançamento de programas no Planalto para públicos diferentes, declarações extemporâneas e atos como este, que vem com a criação de novos cargos em comissão. Hoje, existem só na Presidência quatro mil cargos comissionados, distribuídos ao bel-prazer do governante. Por que não usar alguns desses cargos para cuidar das micro e pequenas empresas?

Mesmo contrários, os tucanos não quiseram inviabilizar a criação da Secretaria, com um pedido de verificação de quorum. Como o plenário estava vazio, a manobra regimental derrubaria a sessão. A votação foi simbólica. Reservadamente, parlamentares aliados do governo interpretaram a omissão como uma forma de não confrontar empresários.

Até o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), criticou a criação da pasta para contemplar o PSD.

- Não sou contra a micro e a pequena empresa, sou contra a criação de novo ministério. Fiz um levantamento pelo mundo e constatei que, nos países desenvolvidos, o número máximo de ministérios é 18. Não há nenhum que ultrapasse isso. Aqui temos 39, é mais do que o número de partidos.

6 de março de 2013

Aécio Neves e Eduardo Campos juntos em 2014

Eleições 2014: governador de Pernambuco quer convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos levaria disputa com a  Dilma Rousseff para o segundo turno.


Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos


Fonte: Diário de Pernambuco

Articulação »Eduardo Campos e Aécio Neves podem caminhar juntos nas eleições de 2014





Socialistas e tucanos podem se aliar num eventual segundo turno das eleiçõe presidenciais de 2014. A relação de amizade entre os possíveis candidatos, o senador Aécio Neves, do PSDB, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pode se transformar numa parceria política nacional. Ao mesmo tempo que trabalham para atratir partidos da base tucana, como o PPS do deputado federal Roberto Freire, aliados de Campos agem nos bastidotres para aproximar ao máximo o governador do senador mineiro.

Segundo informações do Poder Online, o plano de alguns interlocutores do governador de Pernambuco é convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos seria a chave para levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) para um segundo turno. Além do bom relacionamento das duas lideranças, há no PSB de Minas alguns aliados de Campos que transitam dentro do ninho tucano controlado por Aécio.

Socialistas do primeiro escalão avaliam que esta articulação pode ser impulssionada pelo que descrevem de “incômodo” de Campos em relação ao ex-presidente Lula (PT), que além de alimentar brigas internas dentro do PSB, também estaria tentando isolar Eduardo Campos politicamente. Vale lembrar que o cacique do PT anda prestigiando os irmãos Cid e Ciro Gomes, no Ceará, ambos do PSB. O dois já declararam publicamente que são a favor que o partido suba no palanque de Dilma na próxima eleição.

“Temos que convencer o Aécio de que ele só tem a ganhar com uma candidatura do Eduardo Campos”, disse um interlocutor de Campos ao Poder Online. Segundo ele, o socialista teria condições de tirar votos de Dilma no Nordeste, enquanto Aécio dividiria o eleitorado no Sudeste e arremataria o Sul do país, forçando assim uma segunda etapa na eleição presidencial.  Quem seguisse para o segundo turno, sugere, levaria então o apoio daquele que saísse derrotado.

Apesar de esquematizada, a tese socialista é otimista. Até porque o senador Aécio Neves já demonstrou uma certa insatisfação com o posicionamento do PSB, que segundo ele, vive num “divã” e não sabe se é oposição ou governo. Porém, mesmo com as diferenças pontuais, alguns socialistas e tucanos sonham ainda com uma chapa que reúna os dois partidos. Nesta avaliação, Campos estaria na cabeça de chapa e Antônio Anastasia, atual governador de Minas, seria indicado por Aécio para o posto de vice.

Aécio Neves e Eduardo Campos juntos em 2014

Eleições 2014: governador de Pernambuco quer convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos levaria disputa com a  Dilma Rousseff para o segundo turno.


Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos


Fonte: Diário de Pernambuco

Articulação »Eduardo Campos e Aécio Neves podem caminhar juntos nas eleições de 2014





Socialistas e tucanos podem se aliar num eventual segundo turno das eleiçõe presidenciais de 2014. A relação de amizade entre os possíveis candidatos, o senador Aécio Neves, do PSDB, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pode se transformar numa parceria política nacional. Ao mesmo tempo que trabalham para atratir partidos da base tucana, como o PPS do deputado federal Roberto Freire, aliados de Campos agem nos bastidotres para aproximar ao máximo o governador do senador mineiro.

Segundo informações do Poder Online, o plano de alguns interlocutores do governador de Pernambuco é convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos seria a chave para levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) para um segundo turno. Além do bom relacionamento das duas lideranças, há no PSB de Minas alguns aliados de Campos que transitam dentro do ninho tucano controlado por Aécio.

Socialistas do primeiro escalão avaliam que esta articulação pode ser impulssionada pelo que descrevem de “incômodo” de Campos em relação ao ex-presidente Lula (PT), que além de alimentar brigas internas dentro do PSB, também estaria tentando isolar Eduardo Campos politicamente. Vale lembrar que o cacique do PT anda prestigiando os irmãos Cid e Ciro Gomes, no Ceará, ambos do PSB. O dois já declararam publicamente que são a favor que o partido suba no palanque de Dilma na próxima eleição.

“Temos que convencer o Aécio de que ele só tem a ganhar com uma candidatura do Eduardo Campos”, disse um interlocutor de Campos ao Poder Online. Segundo ele, o socialista teria condições de tirar votos de Dilma no Nordeste, enquanto Aécio dividiria o eleitorado no Sudeste e arremataria o Sul do país, forçando assim uma segunda etapa na eleição presidencial.  Quem seguisse para o segundo turno, sugere, levaria então o apoio daquele que saísse derrotado.

Apesar de esquematizada, a tese socialista é otimista. Até porque o senador Aécio Neves já demonstrou uma certa insatisfação com o posicionamento do PSB, que segundo ele, vive num “divã” e não sabe se é oposição ou governo. Porém, mesmo com as diferenças pontuais, alguns socialistas e tucanos sonham ainda com uma chapa que reúna os dois partidos. Nesta avaliação, Campos estaria na cabeça de chapa e Antônio Anastasia, atual governador de Minas, seria indicado por Aécio para o posto de vice.

5 de março de 2013

Aécio Neves sai em defesa do legado de Ruth Cardoso

Aécio Neves: em Goiânia senador lembrou Ruth Cardoso pela criação da rede de proteção social e da Lei Orgânica de Assistência Social.




Aécio Neves: presidente 2014 - gestão social


Fonte: Estado de Minas

Aécio no ataque


Senador tucano adota um discurso mais social, com críticas a Dilma e ao PT, e afirma que o governo federal age de olho em 2014


 Aécio Neves defende rede social criada pelo PSDB

Goiânia – O senador Aécio Neves (PSDB-GO) fez ontem, em um seminário do PSDB goiano marcado para discutir os “rumos de Goiás e do Brasil“, o discurso mais político desde que o nome dele começou a ser cogitado como provável candidato a presidente em 2014. Embalado pelos gritos da militância “Brasil para frente, Aécio presidente“, o congressista tucano afirmou que não sabe o que o destino vai lhe reservar no futuro. “Mas tenham certeza de que aqui está um homem determinado a encarnar o destino de vocês.”

Protagonista da festa e, por diversas vezes, anunciado como o próximo presidente da República, Aécio disse que o povo não aguenta mais a ineficiência do governo. “O Brasil merece entrar em um outro momento de sua história. Viva a política séria e viva o PSDB”, declarou. O senador mineiro procurou corrigir uma das críticas que sofreu em seu primeiro discurso este ano, no Senado, quando apontou os 13 erros do PT, mas não falou a palavra povo. Boa parte de seu pronunciamento de ontem comparou os programas sociais do PT com os do PSDB, afirmando que os petistas somente ampliaram as iniciativas criadas no governo Fernando Henrique Cardoso. “Não queremos apenas ficar administrando a pobreza. Mas um governo que acha que a pobreza pode se resolvida por decreto merece ser combatido”, defendeu.

Aécio lembrou que o conceito de rede de proteção social para auxiliar as pessoas carentes foi idealizado pela ex-primeira- dama Ruth Cardoso, bem como os programas de erradicação do trabalho infantil, o Bolsa Escola (predecessor do Bolsa Família) e a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). E defendeu a educação como uma maneira de melhorar a qualificação dos trabalhadores brasileiros. “A rede de segurança social se ampliou, é verdade. Mas contra fatos não há argumentos. Triste de um povo cujos líderes não conhecem a própria história”, provocou.

O parlamentar de Minas Gerais reconheceu que o PT tem todo direito de comemorar os 10 anos de chegada ao poder, mas acrescentou que o partido não pode usar a data para apresentar diagnósticos distorcidos, utilizando dados díspares em relação à realidade. “Nós estamos prontos para o enfrentamento em qualquer campo que ele se dê. O Brasil tem crescido passo a passo, com base na ação dos sucessivos governos. Negar a contribuição dos que vieram antes de nós é uma demonstração de fraqueza”, criticou o senador mineiro.

Momento de união
Duas declarações petistas irritaram os tucanos e foram lembradas no evento de ontem. A primeira, recorrente, de que o PT “não herdou nada, foi obrigado a construir tudo”. E a mais recente delas, no sábado passado, durante convenção nacional do PMDB, quando a presidente Dilma Rousseff classificou os oposicionistas de “mercadores do pessimismo”. “A tese do quanto pior, melhor, se encaixa no perfil do PT, não no nosso”, comparou.

Mesmo assim, Aécio disse que não é o PSDB quem está antecipando a campanha eleitoral. “É a candidata oficial e o PT que tiraram o olho de 2013 para concentrar-se exclusivamente em 2014. Ou alguém imagina que a reforma ministerial que se avizinha será feita para melhorar a eficiência da máquina? O governo está interessado apenas no tempo de televisão que conseguirá dos partidos aliados”, disse.

Se Aécio evitou afirmar explicitamente que é candidato - para não incorrer em crime eleitoral -, os demais tucanos que participaram da festa foram bem mais explícitos. “Aécio, vá à luta, vá, adiante, a vez é sua”, conclamou o anfitrião da festa, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que  também cobrou união do partido nesse momento e convocou os artífices desse processo. Incluiu-se entre eles, mas fez questão de citar, em primeiro lugar, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), amigo do candidato derrotado do PSDB a prefeito de São Paulo em 2012, José Serra.

A imagem de José Serra foi projetada no telão, no vídeo em que mostrava a história do PSDB desde sua criação, em 1988, até os dias atuais. Ele foi citado por Aécio em seu discurso, mas não compareceu ao evento. “Eu liguei para o Serra ontem à noite (domingo), e ele disse que não tinha como vir aqui a Goiânia hoje. Mas mandou uma saudação e desejou sucesso para o evento”, justificou Perillo.

“É a candidata oficial e o PT que tiraram o olho de 2013 para concentrar-se exclusivamente em 2014. Ou alguém imagina que a reforma ministerial que se avizinha será feita para melhorar a eficiência da máquina?”
Aécio Neves (PSDB-MG), senador

4 de março de 2013

Aécio 2014: o discurso firme do senador

Aécio 2014: artigo de Marcus Pestana comenta a disposição do senador para travar um “bom combate” em favor das grandes causas nacionais.




Aécio 2014: oposição


Fonte: O Tempo – Artigo

Aquecimento do debate e antecipação da sucessão


O sentido do discurso firme, equilibrado e corajoso de Aécio Neves

MARCUS PESTANA
Deputado federal (PSDB-MG)

 Aécio 2014: o discurso firme do senador

Aécio 2014: artigo de Marcus Pestana comenta a disposição do senador para travar um “bom combate” em favor das grandes causas nacionais.

Certa vez, na Câmara dos Comuns, Churchill ironizou: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”. Não há outro caminho. A construção do futuro transita pela consolidação da liberdade como um valor universal, permanente, inegociável e sem adjetivos. O debate franco e aberto permite o clareamento das posições, a explicitação das divergências, a construção de consensos e o posicionamento da sociedade.

Nas últimas semanas, a temperatura política subiu. Mesmo com líderes experientes, como Aécio Neves, alertando que cada coisa tem o seu tempo, que antes de 2014 temos que vencer 2013 e que, na política, a ansiedade e a precipitação são más conselheiras, o fato é que as coisas esquentaram. A sucessão presidencial foi precocemente para as ruas.

Por incrível que pareça, quem jogou lenha na fogueira foram Dilma e o PT. Acossada pelo mal-estar crescente em suas bases e pelo crescimento do “volta Lula“, Dilma e o PT subiram no palanque a dois anos do fim de seu mandato. Ao partidarizar a discussão do novo marco para o setor elétrico, aparelhar a cadeia nacional de rádio e TV com um discurso que desrespeitou a liturgia do cargo e radicalizar a polarização nas comemorações dos dez anos do PT, Dilma e o PT tiraram as oposições para dançar num outro ritmo.

A toda ação corresponde uma reação. O contraponto era necessário. Não há uma única forma de se ver o Brasil. Foi esse o sentido do discurso firme, equilibrado e corajoso do senador Aécio Neves, como porta-voz das oposições. A voz de Aécio obteve grande repercussão nacional.

O senador apontou que as conquistas de uma economia sólida e estabilizada, herdada do governo FHC, estão se exaurindo. Denunciou que não é mais a presidente que governa e, sim, a lógica da reeleição.
Criticou o crescimento econômico raquítico e o desempenho pífio do PAC. Jogou luzes sobre o grave processo de desindustrialização e o perigo concreto de descontrole inflacionário. Cobrou transparência nas contas públicas e o fim da “contabilidade criativa“, que mina a credibilidade do país. Realçou a destruição da Petrobras, das estatais e das agências reguladoras pelo aparelhamento e pela desqualificação da gestão pública. Demonstrou as ameaças no setor energético e as agressões permanentes à Federação. Fez um raio X do fraco desempenho nas áreas prioritárias de educação, saúde e segurança.

Por fim, denunciou firmemente o estímulo à intolerância e ao autoritarismo, nos confrontos com o STF e MPF, nos ataques à imprensa livre e, até mesmo, a uma simples blogueira cubana dissidente. Desmascarou a farsa da suposta faxina e chamou a atenção para a complacência com os desvios éticos. Em resumo, um discurso de estadista.

Quem tinha dúvidas sobre a disposição de luta, atitude, coragem, ousadia e visão de futuro de Aécio e do PSDB, sabe, hoje, que travaremos o bom combate em favor das boas causas.

Pibinho: “estamos no rumo errado”, disse senador Aécio Neves

Aécio: Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB.




Aécio critica pibinho do Governo Dilma


Fonte: UOL Notícias

Aécio diz que estamos no “rumo errado” quanto ao PIB; Temer diz que número pequeno não deve impressionar


 Pibinho: “estamos no rumo errado”, disse Aécio

A divulgação, sexta-feira (1º), do crescimento de 0,9% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano de 2012 gerou repercussão entre políticos da base governista e da oposição. A alta foi a pior registrada no país desde 2009.

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou hoje que “não devemos nos impressionar com um PIB pequeno“. Segundo Temer, apesar de o PIB ter ficado abaixo das expectativas em 2012, a perspectiva de crescimento para 2013 está mantida, com ações governamentais neste sentido.

O senador Renan Calheiros também comentou o crescimento econômico de apenas 0,9% em 2012, inferior ao resultado registrado em 2011. “A expectativa não era essa; funciona como um alerta”, afirmou Calheiros. Ele atribuiu o resultado ao “mundo em crise” e disse que o Congresso Nacional vai “colaborar” para o crescimento do PIB em 2013, votando projetos para novos investimentos públicos e privados.

“Pibinho”


O senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato a presidente em 2014, criticou o resultado econômico. “Se o governo Dilma não optasse pelo irrealismo e pela autoenganação, o país talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB anunciado há pouco pelo IBGE. Tivesse o governo do PT tomado melhor pé da situação já no decorrer de 2012, é possível que nossa economia não tivesse tido desempenho tão negativo quanto o crescimento de 0,9% conhecido nesta manhã. Tempo perdido não se recupera”, afirmou. “Estamos no rumo errado”, concluiu.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou o chamado “pibinho“. “‘Pibinho‘ é muito grave porque é o índice de desenvolvimento que mostra que não há desenvolvimento no Brasil, que as políticas econômicas do governo fracassaram, abaixo das previsões do próprio governo e abaixo da previsão do crescimento de todos os países da América Latina, com exceção do Paraguai, afirmou.

Aloysio Nunes disse ainda que a soma do baixo PIB com o aumento da inflação torna-se mais preocupante. Para o senador, o motivo principal não é a crise internacional, mas a falta de políticas internas eficazes para fazer o país crescer e controlar a inflação. ”Os Estados Unidos cresceram mais que o Brasil; o Japão, que há muito tempo se arrastava com índices baixíssimos, cresceu mais que o Brasil. A crise internacional afeta também o Chile, que cresceu mais que o Brasil. A Venezuela, que está sem governo, cresceu mais que o Brasil. De modo que não é a crise internacional. Evidentemente [que a crise] tem o seu efeito, mas é preciso cuidarmos da crise brasileira.”

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que “o pífio resultado do PIB reforça a tese de que o caminho perseguido pelo governo está equivocado e precisa ser mudado. O governo continua longe de formular políticas de longo alcance para elevar a competitividade nacional e permitir um crescimento mais vigoroso por vários anos”.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), o crescimento do PIB em 2012 mostra que o governo está “desnorteado na condução da política econômica”. “De nada adiantou o governo estimar um crescimento de 4,5% para 2012, se o que se confirmou foi um desempenho sofrível. Isso só demonstra que os responsáveis pela política econômica do governo não têm certeza do que está acontecendo de fato na economia. O país precisa de menos discurso e mais ações efetivas”, disse.

*Com informações da Agência Senado

1 de março de 2013

Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição desmascara a soberba do PT e mostra que é hoje a principal Voz Nacional Contra o Governo do PT.




Aécio Neves: Líder da Oposição


Fonte: Jogo do Poder

O líder da oposição, Aécio Neves, hoje é a voz nacional que se levanta para desmascarar a soberba e a ganância do PT por poder.


 Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição

O líder da oposição, Aécio Neves, é hoje a voz nacional que se levanta para desmascarar a ganância do PT por poder. O senador mineiro mostrou que liderará com méritos o projeto de governo que irá contrapor a ineficiência administrativa dos petistas. Esta foi a sensação deixada por seu discurso no Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (20/02), quando fez um contraponto ao circo montado pelo PT para exaltar os 10 anos em que está nopoder central.

O senador mineiro mostrou coerência, coragem e espírito democrático ao chamar para si a responsabilidade da crítica à sequência de governos do PT. E por outro lado, afastou definitivamente os rumores de que não teria capacidade para liderar a oposição no país.

Aécio Neves foi direto ao enumerar e justificar com fatos 13 fracassos da administração do PT nos últimos dez anos.

Como bom articulador e estadista, questionou a soberba e a política agressiva com que o PT tem guiado seus passos desde a redemocratização do Brasil. Aécio Neves chamou a atenção dos petistas para que parassem de usar um discurso tacanho em que não reconhecem a participação da sociedade brasileira e dos demais partidos políticos nos processos de melhoria do país.

E por fim, o senador mineiro mandou um recado aos sabotadores de sua pré-candidatura e principalmente ao PTque, movido pelo medo de perder o tão sonhado poder perpétuo, vem governando o país pensando apenas na reeleição de Dilma Rousseff: “vamos falar de um país que qualifica a educação, um país que investe solidariamente em segurança pública, que fortalece os municípios e os estados. Não esse país virtual que o PT criou e quer que os brasileiros acreditem que ele existe”, disse, como legítimo líder da oposição, Aécio Neves.

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Fonte: Jogo do Poder

FHC promete ser a grande novidade nas Eleições 2014. Aécio Neves é o seu candidato à Presidência da República, isso já não é furo de reportagem para ninguém. Mas a postura firme, corajosa e desafiador do ex-presidente, esta sim, passou asurpreender a toda a crônica política. Graças a ela, o PT, em menos de uma semana, foi alijado da posição cômoda do ataque gratuito aos adversários e passa agora a ter a obrigação de jogar na defensiva.

O discurso de FHC na abertura do ciclo de debates do PSDB, nesta segunda-feira (25/02), foi um show no que se refere a um discurso recheado de conteúdo e de questionamentos ao PT que por amor próprio tem a obrigação de respondê-los com fatos e verdades. O ex-presidente foi tão perfeito tanto em defender Aécio Neves como o seu candidato para as Eleições 2014 quanto na forma como desmontou o castelo de areia em que o PT vive.

E este novo FHC é o assunto da mídia desde a noite desta segunda-feira (26/02), minutos depois de discursar em Belo Horizonte.

“Sem meias palavras, o presidente de honra do PSDB chamou a presidente de ‘ingrata’ por, segundo ele, ‘cuspir no prato em que comeu’.”. Traz o portal do jornal Hoje em Dia. CLIQUE AQUI E LEIA

“Segundo o ex-presidente, existe uma ‘fadiga’ no Brasil com relação ao governo petista e que o mineiro (Aécio Neves) estaria preparado para assumir o posto. ‘Ele é o mais bem preparado’, afirmou Fernando Henrique”, também traz o portal do Hoje em Dia.

Já o portal do jornal Estado de S. Paulo destacou outro ponto do discurso de FHC: “o ex-presidente ainda afirmou que o PT ‘usurpou’ o projeto tucano que começou a ser implantado em seus mandatos. ‘O que aconteceu no Brasil foi usurpação de projeto. Só que como ele é usurpado, não faz direito. Vai e vem, recua, não tem coragem de dizer que vai privatizar’, disparou. ‘Eles (petistas) tinham duas grandes metas. Uma ligada ao socialismo e outra à ética. De socialismo nunca mais ninguém falou. E ética, meu Deus, não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil’, completou FHC. CLIQUE AQUI E LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉIRA NO PORTAL ESTADAO.COM.BR

O portal Terra destacou os elogios de FHC ao senador Aécio Neves: “não é o momento de lançar uma candidatura, mas temos que ter uma candidatura…Aécio Neves é renovação. Até no estilo de falar, na leveza. Uma candidatura dinâmica, jovem”.

O porta O Tempo online destacou as ferroadas de FHC no PT exatamente em seu ponto mais fraco: a ética. “Não podemos deixar de lado a questão moral. O PSDB tem que mostrar o que fizeram com o país. Já pedi ao presidente Lula que viesse a público dizer que não tem nada a ver com os problemas éticos”.

Este será o FHC que o Brasil terá pela frente a partir de agora. E o PT ganha mais uma preocupação que vale além de enfrentar o projeto “Aécio Neves 2014”.

22 de fevereiro de 2013

Aécio Eleições 2014: 13 fracassos do PT - discurso na íntegra

Aécio 2014: “A incapacidade de gestão se adensou, as dificuldades aumentaram e o Brasil parou”, criticou  a má gestão do PT.




Aécio 2014: gestão deficiente e os 13 fracassos do PT


Fonte: Site senador Aécio Neves

 Aécio 2014: discurso íntegra   13 fracassos do PT

Aécio 2014: “Como já disse aqui, todas as vezes que o PT precisou escolher entre o PT e o Brasil, o PT escolheu o PT.”

Leia a íntegra do discurso

Senhor presidente,

Senhoras e senhores senadores,

Aproveito a oportunidade, extremamente emblemática, em que o Partido dos Trabalhadores festeja os seus 33 anos de existência —e uma década de exercício de poder à frente da Presidência - para emprestar-lhes alguma colaboração crítica.

Confesso que o faço neste momento completamente à vontade, haja vista a cartilha especialmente produzida pela legenda para celebrar a ocasião festiva.

Nela, de forma incorreta, o PT trata como iguais as conjunturas e realidades absolutamente diferentes que marcaram os governos do PSDB e do PT.

Ao escolher comemorar o seu aniversário falando do PSDB, o PT transformou o nosso partido no convidado de honra da sua festa.

Eu aceito o convite até porque temos muito o que dizer aos nossos anfitriões.

Apesar do esforço do partido em se apresentar como redentor do Brasil moderno, é justo assinalar algumas ausências importantes na celebração petista.

Nela, não estão presentes a autocrítica, a humildade e o reconhecimento. Essas são algumas das matérias-primas fundamentais do fazer diário da política e que, infelizmente, parecem estar sempre em falta na prática dos nossos adversários.

Mas afinal, qual é o PT que celebra aniversário hoje?

O que fez do discurso da ética, durante anos, a sua principal bandeira eleitoral, ou o que defende em praça pública os réus do mensalão?

O que condenou com ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou o que as realiza hoje, sem qualquer constrangimento?

O que discursa defendendo um Estado forte ou o que coloca em risco as principais empresas públicas nacionais, como a Petrobras e a Eletrobras?

O Brasil clama por saber: qual PT aniversaria hoje?

O que ocupou as ruas lutando pelas liberdades ou o que, no poder, apoia ditaduras e defende o controle da imprensa?

O PT que considerava inalienáveis os direitos individuais ou o que se sente ameaçado por uma ativista cuja única arma é a sua consciência?

A verdade é que hoje seria um bom dia para que o PT revisitasse a sua própria trajetória, não pelo espelho do narcisismo, mas pelos olhos da história.

Até porque, ao contrário do que tenta fazer crer a propaganda oficial, o Brasil não foi descoberto em 2003.

Onde esteve o PT em momentos cruciais, que ajudaram o Brasil a ser o que é hoje?

Como já disse aqui, todas as vezes que o PT precisou escolher entre o PT e o Brasil, o PT escolheu o PT.

Foi assim quando negou seu apoio a Tancredo no Colégio Eleitoral para garantir o nosso reencontro com a democracia.

Foi assim quando renegou a constituição cidadã de Ulysses.

Quando eximiu-se de qualquer contribuição à governabilidade no governo Itamar Franco e quando se opôs ao Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em todos esses instantes o PT optou pelo projeto do PT.

Fato é que, no governo, deram continuidade às políticas criadas e implantadas pelo presidente Fernando Henrique.

E fizeram isso sem jamais reconhecer a enorme contribuição dada pelo governo do PSDB na construção das bases que permitiram importantes conquistas alcançadas no período de governo do PT.

No governo ou na oposição temos as mesmas posições.

Não confundimos convicção com conveniência.

Nossas convicções não nos impedem de reconhecer que nossos adversários, ao prosseguirem com ações herdadas do nosso governo, alcançaram alguns avanços importantes para o Brasil.

Da mesma forma, são elas, as nossas convicções, que sustentam as críticas que fazemos aos descaminhos da atual gestão federal.

Senhoras e senhores senadores,

A presidente Dilma Rousseff chega à metade de seu mandato longe de cumprir as promessas da campanha de 2010.

Há uma infinidade de compromissos simplesmente sublimados.

A incapacidade de gestão se adensou, as dificuldades aumentaram e o Brasil parou.

Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em risco conquistas que a sociedade brasileira logrou anos para alcançar, como a estabilidade da moeda.

Senhoras e senhores

Sei que a grande maioria das senadoras e senadores conhece as dezenas de incongruências deste governo, que têm feito o país adernar em um mar de ineficiência e equívocos.

Mas o resultado do conjunto da obra é bem maior do que a soma de suas partes.

Nos poucos minutos de que disponho hoje gostaria de convidá-los a percorrer comigo 13 dos maiores fracassos e das mais graves ameaças ao nosso futuro produzidos pelo governo que hoje comemora 10 anos.

Confesso que não foi fácil escolher apenas 13 pontos.

1. O comprometimento do nosso desenvolvimento:

Tivemos um biênio perdido, com o PIB per capita avançando minúsculo 1%. Superamos em crescimento na região apenas o Paraguai. Um quadro inimaginável há alguns anos.

2. A paralisia do país: o PAC da propaganda e do marketing

O crítico problema da infraestrutura permanece intocado. As condições de nossas rodovias, portos e aeroportos nos empurram para as piores colocações dos rankings mundiais de competitividade. O Brasil está parado.

São raras as obras que se transformaram em realidade e extenso o rol das iniciativas só serve à propaganda petista.

3. O tempo perdido: A indústria sucateada

O setor industrial – que tradicionalmente costuma pagar os melhores salários e induzir a inovação na cadeia produtiva – praticamente não tem gerado empregos. Agora começa a desempregar, como mostrou o IBGE. Estamos voltando à era JK, quando éramos meros exportadores de commodities.

4. Inflação em alta: a estabilidade ameaçada

O PT nunca valorizou a estabilidade da moeda. Na oposição, combateu o Plano Real.

O resultado é que temos hoje inflação alta, persistentemente acima da meta, com baixíssimo crescimento. Quem mais perde são os mais pobres.

5. Perda da Credibilidade: A Contabilidade criativa

A má gestão econômica obrigou o PT a malabarismos inéditos e manobras contábeis que estão jogando por terra a credibilidade fiscal duramente conquistada pelo país.

Para fechar as contas, instaurou-se o uso promíscuo de recursos públicos, do caixa do Tesouro, de ativos do BNDES, de dividendos de estatais, de poupança do Fundo Soberano e até do FGTS dos trabalhadores.

Recorro ao insuspeito ministro Delfim Neto, próximo conselheiro da presidente da República que publicamente afirmou:

“Trata-se de uma sucessão de espertezas capazes de destruir o esforço de transparência que culminou na magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal, duramente combatida pelo Partido dos Trabalhadores na sua fase de pré-entendimento da realidade nacional, mas que continua sob seu permanente ataque”.

A quebra de seriedade da política econômica produzidas por tais alquimias não tem qualquer efeito prático, mas tem custo devastador.

6. A destruição do patrimônio nacional: a derrocada da Petrobras e o desmonte das estatais

Em poucos anos, a Petrobras teve perda brutal no seu valor de mercado.

É difícil para o nosso orgulho brasileiro saber que a Petrobras vale menos que a empresa petroleira da Colômbia.

Como o PT conseguiu destruir as finanças da maior empresa brasileira em tão pouco tempo e de forma tão nefasta?

Outras empresas estatais vão pelo mesmo caminho.

Escreveu recentemente o economista José Roberto Mendonça de Barros:

“Não deixa de ser curioso que o governo mais adepto do estado forte desde Geisel tenha produzido uma regulação que enfraqueceu tanto as suas companhias”.

7. O eterno país do futuro: o mito da autossuficiência e a implosão do etanol

Todos se lembram que o PT alçou a Petrobras e as descobertas do pré-sal à posição de símbolos nacionais. Anunciou em 2006, com as mãos sujas de óleo, que éramos autossuficientes na produção de petróleo e combustíveis.

Pouco tempo depois, porém, não apenas somos importadores de derivados como compramos etanol dos Estados Unidos.

8. Ausência de planejamento: O risco de apagão

No ano passado, especialistas apontavam que o governo Dilma foi salvo do racionamento de energia pelo péssimo desempenho da economia, mas o risco permanece.

Os “apaguinhos” só não são mais frequentes porque o parque termoelétrico herdado da gestão FHC está funcionando com capacidade máxima.

A correta opção da energia eólica padece com os erros de planejamento do PT: usinas prontas não operam porque não dispõem de linhas de transmissão.

9. Desmantelamento da Federação: interesses do pais subjugados a um projeto de poder

O governo adota uma prática perversa que visa fragilizar estados e municípios com o objetivo de retirar-lhes autonomia e fazê-los curvar diante do poder central.

O governo federal não assume, como deveria, o papel de coordenador das discussões vitais para a Federação como as que envolvem as dividas dos estados, os critérios de divisão do FPE e os royalties do petróleo assistindo passivamente a crescente conflagração entre as regiões e estados brasileiros.

Assiste, também, ao trágico do Nordeste, onde faltam medidas contra seca.

10. Brasil inseguro: Insegurança pública e o flagelo das drogas

Muitos brasileiros talvez não saibam, mas apesar da propaganda oficial, 87% de tudo investido em segurança pública no Brasil vêm dos cofres municipais e estaduais e apenas 13% da União.

Os gastos são decrescentes e insuficientes: no ano passado, apenas 24% dos R$ 3 bilhões previstos no Orçamento foram investidos. E isso a despeito de, entre 2011 e 2012, a União já ter reduzido em 21% seus investimentos em segurança.

Um dos efeitos mais nefastos dessa omissão é a alarmante expansão do consumo de crack no país. E registro a corajosa posição do governador Geraldo Alckmin nessa questão.

11. Descaso na saúde, frustração na educação

O governo federal impediu, através da sua base no Congresso, que fosse fixado um patamar mínimo de investimento em saúde pela esfera federal. O descompromisso e as sucessivas manobras com investimentos anunciados e não executados na área agridem milhões de brasileiros.

Enquanto os municípios devem dispor de 15% de seus recursos em saúde, os estados 12%, o governo federal negou-se a investir 10%.

As grandes conquistas na área da saúde continuam sendo as do governo do PSDB: Saúde da Família, genéricos, política de combate à AIDS.

Com a educação está acontecendo o mesmo. O governo herdou a universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade em sala de aula.

Segundo denúncias da imprensa, das 6.000 novas creches prometidas em 2010, no final de 2012, apenas 7 haviam sido entregues.

12. O mau exemplo: o estímulo à intolerância e o autoritarismo.

Setores do PT estimulam a intolerância como instrumento de ação política. Tratam adversário como inimigo a ser abatido.

Tentam, e já tentaram cercear a liberdade de imprensa.

E para tentar desqualificar as críticas, atacam e desqualificam os críticos, numa tática autoritária.

Para fugir do debate democrático, transformam em alvo os que têm a coragem de apontar seus erros.

A grande verdade é que o governo petista não dialoga com essa Casa, mantendo-o subordinado a seus interesses e conveniências, reduzindo-o a mero homologador de Medidas Provisórias.

13. A defesa dos maus feitos: a complacência com os desvios éticos.

O recrudescimento do autoritarismo e da intolerância tem direta ligação com a complacência com que setores do petismo lidam com práticas que afrontam a consciência ética do país. Os casos de corrupção se sucedem, paralisando áreas inteiras do governo.

Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios.

Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao país, em especial às novas gerações.

Senhoras e senhores,

A grande verdade é, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou.

A ameaça da inflação, a quebra de confiança dos investidores, o descalabro das contas públicas são exemplos de crônica má gestão.

No campo político, não há mais espaço para tolerar o intolerável.

É intolerável, senhoras e senhores, a apropriação indevida da rede nacional de rádio e TV para que o governante possa combater adversários e fazer proselitismo eleitoral.

É intolerável o governo brasileiro receber de representantes de um governo amigo do PT informações para serem usadas contra uma cidadã estrangeira em visita ao nosso país.

Diariamente, assistimos serem ultrapassados os limites que deveriam separar o público do partidário.

E não falo apenas de legalidade. Falo de legitimidade.

Vejo que há quem sente falta da oposição barulhenta, muitas vezes irresponsável feita pelo PT no passado.

Pois digo com absoluta clareza: não seremos e nem faremos esta oposição.

Agir como o PT agiu enquanto oposição faria com que fôssemos iguais a eles.

E não somos.

Não fazemos oposição ao Brasil e aos brasileiros. Jamais fizemos.

Tentando mais uma vez dividir o país entre o nós e o eles, entre os bons e os maus, o PT foge do verdadeiro debate que interessa ao Brasil e aos brasileiros.

Como construiremos as verdadeiras bases para transformarmos a administração diária da pobreza em sua definitiva superação?

Como construiremos as bases para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e solidário com todos os brasileiros?

A esta altura, parece ser esta uma agenda proibida, sem qualquer espaço no governismo.

Até porque, senhoras e senhores, se constata aqui o irremediável: não é mais a presidente quem governa. Hoje, quem governa hoje o país é a lógica da reeleição.

Muito obrigado.

Aécio Neves: PT dá “mau exemplo” com autoritarismo e intolerância

Aécio 2014: “Setores do PT estimulam a intolerância com o instrumento de política. Tentam cercear a liberdade de imprensa”, comentou.




Aécio 2014: os 13 fracassos de gestão do PT


Fonte: O Globo

Aécio Neves: ‘PT está exaurindo a herança bendita de FH’


Senador ataca PT e lista 13 pontos que considera fracassos do governo petista


 Aécio 2014: PT dá “mau exemplo” com autoritarismo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o PT nesta quarta-feira no Senado Ailton de Freitas / Agência O Globo



BRASÍLIA – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aproveitou o aniversário de dez anos do PT na presidência da república, celebrados nesta quarta-feira, para atacar o partido. Ele usou a tribuna do Senado para listar 13 pontos que ele afirma serem ineficiências do governo petista e ressaltou – ao final do discurso – que quem governa hoje o Brasil não é mais a presidente e, sim, a “lógica da reeleição”. E defendeu, ainda, os dois governos Fernando Henrique Cardoso. (Leia a íntegra do discurso)

- A grande verdade é que, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou – disse ele.

Aécio afirmou que o partido encara com “complacência” casos de corrupção interna, sem mencionar o mensalão.

- Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios. Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao país, em especial às novas gerações.

O senador tucano criticou a economia e disse que o país “parou”.

- Todas as vezes em que o PT teve de optar entre o Brasil e o PT, ficou com o PT – disse o senador. – A presidente Dilma Rousseff chega a metade do mandato longe de cumprir promessas de campanha (…). A incapacidade de gestão se adensou, e a verdade é que o Brasil parou. Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em risco avanços que o país levou anos para implementar, como a estabilidade da moeda.

Entre os pontos listados pelo senador tucano estão a desaceleração do crescimento do PIB no ano passado; paralisia de ações de infraestrutura; queda no crescimento da indústria brasileira, com desaceleração de criação de postos de trabalho; inflação acima do centro da meta definida pelo Banco Central; perda de credibilidade do país com “malabarismos fiscais e contábeis”; queda no valor da Petrobras e estatais; insuficiência na produção de combustíveis; risco de apagão; redução do poder dos estados e municípios.

Aécio ainda listou como medidas frustradas do governo petista a política de segurança pública e combate às drogas e queda nos investimentos na área; descaso na saúde e frustração na educação.

Foi com a política petista que o senador tucano terminou sua lista. Ele afirmou que o PT dá “mau exemplo” com seu autoritarismo.

- Setores do PT estimulam a intolerância com o instrumento de política. Tentam cercear a liberdade de imprensa. E atacam e desqualificam seus os críticos. Transformam em alvo aqueles que tem coragem de apontar erros (…) E reduz o Congresso a homologador de Medidas Provisórias – disse.



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Dilma Rousseff e Aécio Neves já se articulam para as Eleições 2014. Do lado do tucano, a estratégia é recuperar a unidade do PSDB, construir um programa de governo bem estruturado nas antigas bandeiras do partido e apresentar ao país uma candidatura de contraponto à inoperância atual do governo federal. Já a presidente Dilma não consegue se libertar das antigas práticas do PT: a partidarização de cargos públicos como forma de segurar apoios e a subordinação aos lobos velhos e agora condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Mensalão do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

A partir desta semana, tanto PSDB quanto PT começam uma série de eventos que, no fundo, visam dar o start nas Eleições 2014. Aécio Neves será o protagonista do lado tucano, mas do lado petista, a presidente Dilma, mesmo ocupando o cargo máximo do país, não deixará de ser ofuscada pelo ex-presidente Lula, seu criador político, e por José Dirceu, o eterno articulador do submundo da legenda.

Nesta quarta-feira, o PT fará um evento para comemorar os 10 anos em que está no poder central. Dilma e Lula estarão por lá, merecidamente, já que são os dois presidentes da República eleitos pela legenda. Mas será mesmo José Dirceu quem representará melhor a trajetória do partido nesta década de história por ter sido o cabeça do maior escândalo da história da política nacional: o Mensalão do PT, que também está próximo de completar 10 anos.

Como bem lembrou o presidente nacional do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE), ”será possível que a presidente da República pode ir para uma reunião com um cara que faz semanas foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal?…a Dilma tem ou não respeito tem pelas instituições? Ela é ou não é a favor do mensalão? Se ela for lá, ela é favor do mensalão. Não tem nada dessa história de austeridade. Tudo é falso”.

O evento desta quarta-feira, quando o PT irá comemorar 10 anos de poder, na verdade, será uma excelente oportunidade para que a população veja que, mesmo com o Mensalão do PT, nada mudou no status quo de José Dirceu. Ele continuará sendo o grande articulador de Dilma Rousseff nas Eleições 2014 contra Aécio Neves.

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Aécio 2014: oposição vai apresentar os desmandos do PT nos últimos 10 anos.

Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013. Mas pode parecer que já estamos em 2014, pois é disso que o dia de hoje vai tratar. A 19 meses e meio das eleições presidenciais, a superquarta será marcada pela festa do PT em São Paulo para comemorar 10 anos de governo petista e os 33 anos de criação da legenda. E terá, ainda, um discurso especial do pré-candidadato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves (MG), na tribuna da Casa, antecipado em uma semana justamente para servir de contraponto e mostrar a Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff que os tucanos não vão ficar calados. “As correntes do pensamento conservador, que quase empurram o mundo para o abismo da crise financeira, insistem em não entender o Brasil e a originalidade do nosso modelo”, exaltou Dilma, no Palácio do Planalto. “Eles têm de se lembrar que o Brasil não foi descoberto em 2003”, rebateu Aécio, ao Estado de Minas, no Senado.

Aécio rascunhou o discurso com o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissatti, e com outros líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele vai elencar 13 pontos para mostrar o fracasso do governo do PT, juntando dados para provar como os equívocos de Lula e Dilma prejudicaram o país. “As decisões erradas prejudicaram a Petrobras, a Eletrobras e diversas outras estatais brasileiras”, acusou o senador mineiro, destacando ainda o baixo crescimento do PIB nos dois primeiros anos da gestão Dilma.

Aécio vai mostrar também que a saúde retrocedeu nos últimos 10 anos e que a crise de violência nas principais cidades brasileiras retrata fielmente a falta de uma política nacional de segurança pública. Ele afirmou que, daqui para frente, a intenção do PSDB – dele ou de outros representantes do partido – é ocupar a tribuna do Senado semanalmente para mostrar os resultados da década dominada pelos petistas. “Creio que nossas críticas complementarão as reflexões do PT”, provocou.

Inicialmente, o senador mineiro pensava em fazer seu pronunciamento no dia 27. Mas a análise do balanço feito pelo PT sobre os 10 anos de governo e os 33 anos de existência fez com que ele mudasse de ideia. “Faltou generosidade e uma boa dose de autocrítica na cartilha que eles elaboraram”, afirmou. Para Aécio, os avanços conquistados seriam impossíveis sem os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso, com o Plano Real e todo o processo de estabilidade econômica.

Sobre a ausência de autocrítica, Aécio diz ter sentido falta de uma revisão do passado petista. “Nenhuma menção à omissão na eleição de Tancredo Neves, à falta de apoio ao governo Itamar Franco para assegurar uma governabilidade para o país. Eles também esqueceram que, por questões eleitoreiras, foram contra o Plano Real. E que nos criticaram pelo Proer mas, em 2009, fizeram o mesmo e apresentaram a ideia como ‘a salvação do sistema financeiro nacional”, exemplificou.

Conquistas

Em São Paulo, só festa e loas. O discurso do presidente do PT, Rui Falcão, será centrado em um balanço das conquistas econômicas e políticas das administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. “O ponto principal que eu acho que nos distingue dos antecessores é o fortalecimento da democracia brasileira e a colocação do povo como principal protagonista dessas mudanças”, disse Falcão, após solenidade no Palácio do Planalto.

Para o secretário de organização do PT, Paulo Frateschi, é hora de municiar as pessoas para a batalha política e o debate de ideias. “Vamos mostrar os avanços que tivemos em uma década de governo democrático popular ante oito anos de um modelo neoliberal de arrocho salarial e crescimento econômico pífio”, disse Frateschi ao Estado de Minas. “Nós precisamos construir a marca dos que foram esses 10 anos desde que chegamos ao Palácio do Planalto”, acrescentou.

Frateschi ironizou a decisão de Aécio de antecipar o seu discurso na tribuna do Senado. “Desde o fim do ano passado tínhamos programado este encontro de hoje. Não queremos briga, queremos mostrar os grandes projetos nacionais que temos, o aumento no número de moradias, os avanços na Saúde, na Educação, na inclusão social”, enumerou ele.

Durante o primeiro semestre, serão realizados 10 seminários em diversas capitais – o primeiro será em Fortaleza, em 28 de fevereiro – para construir esse discurso. Eventos elaborados em conjunto entre o PT, o Instituto Lula e Fundação Perseu Abramo. Para o dirigente petista, os governos Dilma e Lula mostraram que a presença do Estado é importante como indutora da economia. Que é possível conciliar as exportações com a criação de um mercado interno de massa. “São dois projetos completamente antagônicos”, pontuou ele.

Frateschi sente-se à vontade até mesmo com a presença de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha – todos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no escândalo do mensalão – na festa de hoje à noite. “Como não têm como nos atacar no ponto de vista gerencial, querem forçar a mão com esse tema. Eles (os mensaleiros) estarão presentes, mas não será uma festa para eles”, ressaltou Frateschi.