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6 de agosto de 2014

Aécio irá implantar o Programa Família Brasileira

Fonte: HNews


Aécio Neves anuncia programa social “Família Brasileira”

Programa é inspirado em iniciativa paranaense
 
O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, anunciou em Curitiba que um dos carros-chefes de seu governo será o programa “Família Brasileira”. O programa voltado a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade tem o formato semelhante ao “Família Paranaense”, que integra ações de diversas áreas não apenas para transferir renda, como também capacitar de acordo com as carências específicas.

O anúncio foi feito em Curitiba, no início de caminhada que reuniu cerca de 3.000 pessoas. Ele estava acompanhado do governador do Paraná, Beto Richa, que concorre à reeleição, e do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), também candidato a novo mandato.

“Nós vamos, ao longo da campanha, detalhar o projeto que nós chamaremos Família Brasileira, em que vamos classificar a precariedade e as demandas das famílias”, afirmou o candidato à Presidência da República.

Em seguida, Aécio acrescentou que: “Na nossa visão, a pobreza não pode ser analisada e cuidada apenas na vertente da privação da renda. Temos que falar da privação de serviços de qualidade e da privação de oportunidades. Portanto, é um avanço em relação às políticas sociais propostas”.

Inspiração
 
O presidenciável disse que se inspirou na experiência bem sucedida do Paraná, adotada inicialmente em Curitiba, em 2009, quando Beto Richa foi prefeito da cidade.

O programa “Família Paranaense” atende atualmente a 99 mil famílias em situação de extrema vulnerabilidade, por meio de ações de 17 secretarias estaduais nas áreas de saúde, educação, habitação, assistência social, trabalho, agricultura, justiça e cidadania e esportes.

O plano de ações é estabelecido a partir de um diagnóstico sobre as necessidades específicas, e cada secretaria faz um monitoramento das atividades durante dois anos para detectar a evolução.

Fim à discriminação

O candidato à Presidência afirmou que acabará com a discriminação a que o governo do Paraná está submetido sob a administração federal petista. “Eu vou reconciliar o Paraná com o governo federal. Não é justo, não é digno o que fizeram ao longo desses últimos anos. O Paraná é o quinto Estado que mais contribui em receitas para a União e é apenas o 23º a receber de volta o fruto do trabalho paranaense”, ressaltou.

Aécio Neves lamentou os dados recentes sobre o declínio da atividade na indústria brasileira. “Tivemos uma perda, no último ano, de 36% na indústria automotiva no Brasil. Em julho deste ano, comparado ao mesmo mês do ano passado, a queda na atividade industrial no Brasil, no geral, chega a 7%. Portanto, temos um caos na indústria brasileira. O Brasil é o país que menos cresce em toda a nossa região”, destacou.

O presidenciável lembrou que o país vive novamente “o fantasma da inflação” e que “o clima de pessimismo ronda todos os setores da economia e também da sociedade brasileira”.
Aécio acrescentou que: “Não é justo para com os brasileiros que tenhamos mais quatro anos de desgoverno, de descontrole inflacionário, de políticas sociais que não permitem a superação.”<

Caminhada
 
Em um trajeto de pouco mais de um quilômetro, em clima tranquilo, Aécio Neves, Beto Richa e Alvaro Dias cumprimentaram pessoas, acenaram para comerciários e moradores de prédios e foram abraçados por eleitores.

Cerca de 3.000 pessoas participaram da caminhada, onde havia também candidatos a deputado federal e estadual, militantes da Juventude do PSDB, representantes de associações de bairro, líderes sindicais, correligionários e simpatizantes.

Presente desde o início, a artesã Pedrina Maria dos Santos, 57, conselheira da unidade de saúde do Sítio Cercado, um dos bairros mais violentos de Curitiba, mostrou-se convicta da necessidade de mudança na condução política do país.

“Saúde e segurança devem ser prioridades. Falta remédio, falta médico, falta muita coisa. Tem bandido solto, enquanto gente honesta não consegue trabalho”, disse a artesã.

A caminhada foi na Rua das Flores, um calçadão de pedestres no centro de Curitiba, e terminou na Boca Maldita, reduto tradicional de discussões políticas entre formadores de opinião e líderes sociais que frequentam o local.

Ao final da caminhada, Aécio Neves utilizou um megafone para fazer breve saudação aos participantes da caminhada, lembrando que o local sediou um grande comício do movimento das “Diretas Já”, em 1984. “Há exatos 30 anos, Beto, nós estávamos aqui na Boca Maldita fazendo o primeiro comício da campanha pelas eleições diretas, com o seu pai, José Richa, Tancredo Neves e inúmeros outros brasileiros.

Naquela época, o Brasil pedia democracia e liberdade. Pois bem, vivemos hoje numa democracia. As nossas instituições são livres. Mas, passados 30 anos, o Brasil nos pede aqui na Boca Maldita decência e competência.”

31 de julho de 2014

Na sabita CNI, Aécio expõe ineficiência do governo na economia

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário
 
O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos.
Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo.

Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer.

Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. O superávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol
 
Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?
 
São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.
 
Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS.
 
Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, das indústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando. Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos.

E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário. 

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal. 


Sobre corte de ministérios

 
Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

30 de julho de 2014

Na sabatina da CNI Aécio destaca novo ciclo da economia

Fonte: O Estado de S. Paulo


Aécio evita oferecer ‘milagres’ e fala em ampliar investimento

Em sabatina promovida por representantes do setor industrial, candidato do PSDB ataca governo Dilma, defende revisão do Mercosul e “novo ciclo” na economia

O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves prometeu a representantes da indústria ampliar a taxa de investimento do PIB de 18% para 24% até 2018 e conduzir um governo que tenha “grande articulação com setor privado”. Na sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta-feira, 30, disse que vai implantar um “novo ciclo” na economia e afirmou que não vai apresentar um “plano milagroso” para crescimento em curto prazo.

Com um discurso focado em críticas à atuação do atual governo na área econômica, o candidato afirmou que implantará um “novo ciclo” que passa por questões voltadas para infraestrutura, taxa de câmbio, juros e simplificação do sistema tributário.

</ Aécio foi o segundo convidado da série de encontros realizada pela CNI. Antes dele foi entrevistado o candidato do PSB, Eduardo Campos. A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, encerrará o evento, nesta tarde.

O candidato disse que não apresentará propostas milagrosas e apresentou como meta inicial de governo ampliar a taxa de investimentos do Produto Interno Bruto (PIB). “Não esperem do nosso governo o plano A ou B, esperem regras claras, uma regulação clara dos mercados e, sobretudo, uma ação que aumente a produtividade e a qualidade dos serviços que o país venha a apresentar.” E complementou: “A meta para o novo governo é que possamos, ao fim de 2018, saltar de 18% do PIB em investimentos para algo em torno de 24%, com a criação de um ambiente favorável para negócios.”

O tucano fez relembrou derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo para ilustrar como vê a situação da economia brasileira. “O 7 a 1 que me preocupa é o que o governo deixará, espero que para nós”, disse Aécio, mencionando o “placar perverso” que será entregue no final de 2014 “de 7% de inflação e 1% de crescimento”.

Sem citar um programa específico, Aécio afirmou ainda que caso seja eleito irá implantar uma regulação “clara dos mercados” e deu como exemplo a gestão dele a frente do Estado de Minas Gerais.

Entre as propostas para retomada de crescimento da economia, o candidato defendeu mudanças na relação comercial com outros países. Voltou a dizer que o Mercosul precisa ser reavaliado e apresentou como sugestão uma aproximação com a União Europeia. “O Brasil vem perdendo oportunidade de avançar no entendimento com a União Europeia”, disse.

Sem dar detalhes, Aécio também ressaltou por vários momento que é necessário criar “um arcabouço” para que se avance “em novo ambiente de negócios”.

“Estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada no Brasil para que tenhamos ambiente de tranquilidade. É absolutamente essencial que governo busque isonomia maior entre setores da economia”, afirmou.

Mudança e reforma

A exemplo de Campos, Aécio Neves prometeu apresentar uma proposta de reforma tributária já no primeiro ano de governo e defendeu o aumento da produtividade pela via da inovação. Em recado ao adversário, o tucano disse ser cético em relação a aqueles que se dizem “monopolistas da verdade, da ética e da verdadeira mudança”.

Aos representantes da indústria, Aécio fez um aceno ao defender um câmbio desvalorizado – mantra que agrada ao setor industrial na disputa por mercados externos. “O Brasil, infelizmente, é refém hoje daquilo que podemos chamar de um populismo cambial. O governo federal (…) busca controlar a inflação com a intervenção permanente no câmbio em desfavor de quem produz no Brasil”, afirmou./Ricardo Brito, Beatriz Bulla, Daiene Cardoso, Ricardo Della Coletta, Erich Decat, Nivaldo Souza, Bernardo Caram, Lilian Venturini e Vivian Codogno

6 de maio de 2014

Aécio diz que contradições do Governo Dilma afetam competitividade da indústria

Aécio Neves disse que o IEDI está percebendo na pele a gravidade do processo de desindustrialização no Brasil.


Governo Dilma e a gestão deficiente


“O déficit da balança comercial industrial foi de R$ 105 bilhões apenas no ano passado. É um conjunto de contradições da política econômica que tem tirado a competitividade da indústria brasileira”, criticou o presidente nacional do PSDB


Fonte: Jogo do Poder

Contradições da política econômica tiram competitividade da indústria, diz Aécio em São Paulo

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta segunda-feira (5), após reunião com empresários do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), que as contradições da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff estão tirando a competitividade da indústria brasileira.

“O IEDI, que reúne as principais indústrias nacionais, está percebendo na pele a gravidade do processo de desindustrialização no Brasil. Nós hoje temos uma presença da indústria que tínhamos na década de 50, de 13% do conjunto do PIB. O déficit da balança comercial industrial foi de R$ 105 bilhões apenas no ano passado. É um conjunto de contradições da política econômica que tem tirado a competitividade da indústria brasileira“, criticou o presidente nacional do PSDB após a reunião.

Segundo Aécio, os empresários são unânimes ao afirmar que os problemas da indústria decorrem, entre outros fatores, da falta de investimentos em infraestrutura e da complexidade do sistema tributário.

O presidente do PSDB recebeu das mãos dos empresários um documento em que eles apontam 10 problemas enfrentados pela indústria e sugestões para a economia voltar a crescer. Além de logística e impostos, eles citam a falta de investimentos em educação, o elevado gasto governamental, o excesso de burocracia, entre outros.

“Há uma convergência grande de diagnóstico. Fico feliz de receber essas contribuições. Não são reivindicações pontuais deste ou daquele setor. São preocupações que eles externam em relação ao baixo crescimento do Brasil, diminuição dos investimentos na economia brasileira e, obviamente, de forma especial, à fragilização da nossa indústria”, disse Aécio Neves.

12 de março de 2012

Crescimento? – artigo de Aécio Neves na Folha de S.Paulo

ECONOMIA
O fraco crescimento do PIB brasileiro em 2011, de 2,7%, revela não apenas as dificuldades impostas pela crise financeira internacional, mas também – e principalmente – os equívocos dogoverno federal na condução da política econômica e elaboração de uma política industrialconsistente. A indústria brasileira vê encolher sua participação no PIB, ao passo que produtos importados se espalham pelas prateleiras do varejo. Este é o tema do artigo do senador Aécio Neves na Folha desta segunda (12/03). Leia.
Senador Aecio Neves
Senador Aécio Neves

Crescimento?

Folha de S.Paulo, 12/03/2012
Aécio Neves
O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.
O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.
Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.
O mais grave é que a indústria de transformação, que tem maior intensidade tecnológica, portanto maior valor agregado e estratégico, cresceu menos ainda -ínfimos 0,1%. Ou seja, nada. Abrir mão de avanços na indústria de transformação equivale a abdicar de inovar e desenvolver tecnologia, configurando um ciclo perverso que nos torna reféns de países que fazem exatamente o contrário.
Por fim, as lições. É preciso esquecer o retrovisor e olhar para o futuro, que, no curto prazo, nos cobra ações que neutralizem os efeitos nocivos da sobrevalorização do real e, no médio e longo prazos, nos exige as reformas estruturais (tributária, previdenciária e de relações trabalhista), cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira e, sobretudo, turbina o processo de desindustrialização.
A indústria de transformação, que por longas décadas manteve participação superior a 30% na formação do PIB, hoje oscila ao redor de 15% e com tendência de continuar caindo diante da inação oficial.
É ainda mais grave constatar que 2012 começa como terminou 2011: um dia após o anúncio do “pibinho”, confirmou-se a queda de 2,1% na produção industrial em janeiro, comparada a dezembro. A CNI aponta queda de 1,4% no faturamento no período.
Esse cenário afeta a todos e, em especial, setores mais expostos à concorrência externa, bem como economias regionais voltadas ao comércio internacional. Igualmente preocupante é ver, na contramão do sentido de urgência que a crise exige, que o governo toma medidas anacrônicas e ufanistas, que conduzem à perpetuação das ineficiências, ao encarecimento do custo de vida e ao afastamento dos investimentos.

2 de setembro de 2009

Governo de Minas firma parceria para fabricação de vacina


O governador Aécio Neves anuncia, nesta quarta-feira (2), acordo inédito entre o Governo de Minas e a indústria farmacêutica suíça Novartis para a fabricação, em Minas, da vacina contra a meningite meningocócica C. A vacina será fabricada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), um dos quatro maiores laboratórios públicos do país, integrante do sistema de saúde do Estado. O governador Aécio Neves anunciará também a decisão pioneira de incluir a vacina contra a meningite meningocócica C no Programa Mineiro de Imunização.

Serviço:

Evento:

Acordo de transferência de tecnologia entre o Governo de Minas e a empresa farmacêutica Novartis Brasil para fabricação da vacina contra a meningite meningocócica C.

Data: 02/09/2009

Local: Palácio da Liberdade, Belo Horizonte


Fonte: Agência Minas

18 de junho de 2009

Cresce participação do agronegócio nas exportações


O saldo da balança comercial do agronegócio de Minas Gerais atingiu US$ 1,9 bilhão nos primeiros cinco meses do ano.

É o que demonstra um levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De janeiro a maio, Minas Gerais exportou US$ 2,01 bilhões em produtos do agronegócio. No mesmo período, as importações do setor foram de US$ 105,5 milhões.

Em 2009, as exportações do agronegócio mineiro foram responsáveis por 27,3% das exportações totais do Estado.

Um crescimento 6,24% na participação de todo o comércio internacional de Minas em relação aos cinco primeiros meses de 2008.

As vendas externas do agronegócio mineiro apresentaram, no acumulado de 2009, um crescimento de 34,3% no volume exportado e uma queda de 4,9% em valor comercializado, na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.

“A nossa capacidade de vender expandiu, porém houve uma queda generalizada dos preços internacionais por causa da crise financeira mundial.

Mesmo assim, tivemos uma retração inferior à média nacional”, explica o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues.

No acumulado de 2009, as vendas do agronegócio brasileiro tiveram uma retração de 11% em valores.

Segundo o secretário, o aumento do volume vendido pelo agronegócio no mercado internacional não foi suficiente para evitar a queda da renda do setor produtivo.

Porém, já há sinais de recuperação dos preços dos produtos agrícolas no mercado externo.

Entre abril e maio, houve um crescimento médio de 12,7% do valor da carne bovina e de 13,8% da carne suína. No caso do açúcar, a alta foi de 5% e o preço do café cresceu 1,8%.


Leia mais na integra: Agência Minas