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31 de julho de 2014

Aécio Neves: "O Brasil ainda é uma economia fechada"

Fonte: Estado de Minas


Aécio propõe mudanças na política externa

Após sua apresentação a empresários presentes no evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 30, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, teve de responder questionamento sobre o que pretende fazer para melhorar a situação do comércio internacional do Brasil.

O candidato tucano afirmou que seu compromisso será pelo realinhamento da política externa com a agenda comercial “e não ideológica”. O tucano disse que será ágil caso ganhe as eleições “na busca do tempo perdido” com as negociações comerciais. “O Brasil ainda é uma economia fechada”, comentou Aécio.

O candidato afirmou ainda que é essencial estimular a internacionalização das empresas brasileiras, enfrentando a bitributação. E aproveitou para dizer que não cabe “a governo nenhum estabelecer taxa de retorno para quem queira investir”, mas apenas reconhecer o potencial de investimento. “Cabe ao governo estimular investimento com regras claras e sem o nefasto intervencionismo.”

Vinculação ideológica

Aécio também criticou a condução do atual governo na área de relações externas. Para o tucano, o comercio com outros países vem “sofrendo pelas amarras da vinculação ideológica”. “O Brasil vem perdendo oportunidade de avançar no entendimento com a União Europeia“, considerou. O tucano defendeu a transição de Mercosul de união aduaneira para área de livre comércio: “O Mercosul hoje vem nos amarrando”, afirmou.

Sem dar detalhes, Aécio também ressaltou por vários momentos que é necessário criar “um arcabouço” para que se avance “em novo ambiente de negócios”. “Estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada no Brasil para que tenhamos ambiente de tranquilidade. É absolutamente essencial que governo busque isonomia maior entre setores da economia”, disse.

Uma das principais bandeiras do governo de Fernando Henrique Cardoso, o fortalecimento das agências reguladoras, também foi alvo de defesa do candidato. “O resgate das agências reguladoras parece urgente e possível de ser enfrentada nos primeiros dias de governo.”

Medidas impopulares

Citando o episódio em que foi criticado pelo PT por propor “medidas impopulares”, o candidato do PSDB afirmou que foi o governo dos petistas que adotou medidas impopulares. “Essas políticas levaram ao crescimento pífio da economia e o recrudescimento da inflação que vem punindo os que menos têm”, declarou Aécio.

O tucano disse que, caso eleito, não lhe faltará coragem política desde o início do seu governo para propor mudanças. Dentre as medidas citadas por Aécio está a simplificação do sistema tributário e a compensação de créditos de forma ampla.

O candidato disse, no entanto, que só haverá espaço fiscal para reduzir a carga tributária no Brasil caso haja um “controle efetivo e claro do crescimento de gastos correntes do governo”. Segundo ele, na gestão da presidente Dilma Rousseff não há controle desses gastos e é necessário equilibrar esse índice com o do crescimento da economia.

30 de julho de 2014

Aécio visa investir no setor econômico nacional

Fonte: Jogo do Poder


Aécio Neves propõe mais investimento e diálogo permanente com setor produtivo
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O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou durante encontro com representantes do setor industrial promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília (DF), que pretende ampliar o volume de investimentos na economia brasileira, dos atuais 18% para 24% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Salta aos olhos a necessidade de avançarmos na nossa taxa de investimentos. A meta é que possamos até o final de 2018 saltar do patamar de 18% do PIB para 24%”, ressaltou.

O candidato afirmou que adotará um conjunto de medidas para a retomada da competitividade das empresas brasileiras, com base em seis vetores: qualidade da educação, investimento em infraestrutura, redução na taxa de juros, desvalorização do câmbio, simplificação do sistema tributário e maior integração do Brasil com o mundo.

“A busca da competitividade deve ser tratada como uma obsessão absoluta pelo próximo governo”, afirmou ao expor suas propostas aos representantes do setor industrial presentes ao encontro.

Compromissos

Outro compromisso assumido pelo candidato é a apresentação ao Congresso de proposta de simplificação do sistema tributário. “É preciso que o Brasil tenha liderança. Não vai me faltar coragem desde o primeiro dia de governo para tomar as medidas necessárias para que o Brasil encerre esse ciclo perverso e possa apontar para um longo ciclo de crescimento sustentável, de geração de renda e de desenvolvimento social”, destacou.

Aécio prometeu diálogo com o setor produtivo e pregou fiscalização pelo mercado para obtenção dessa meta. “No meu governo, teremos diálogo permanente com o setor produtivo.”

O candidato foi aplaudido em vários momentos, entre os quais quando defendeu “o realinhamento da nossa política externa a uma agenda comercial e não ideológica” e ao lamentar o índice de 7% de inflação e 1% de crescimento econômico, numa referência ao placar de 7 a 1 da partida entre Brasil e Alemanha, na Copa do Mundo. “Esse placar de 7 a 1 foi muito triste, principalmente por ter sido [em um jogo] em Minas Gerais, mas isso é o que menos me preocupa. O que me preocupa são 7% de inflação e 1% de crescimento.”

Política externa

Aécio defendeu ainda uma visão comercial da política externa. Para ele, a ampliação das relações comerciais deve ser o objetivo de todos os governos, visto que o assunto é interesse de Estado, independentemente de preferências ideológica. “Comércio e política partidária não se misturam ou quando se misturam dá errado”, afirmou. “Lamentavelmente, o Brasil optou por alinhamento ideológico de sua política externa”, afirmou ele.

Aécio defendeu maior entendimento do Brasil com a União Europeia e com os Estados Unidos e mudança no tratado do Mercosul. “O Mercosul hoje vem nos amarrando. Quem sabe a sua transformação de união aduaneira, que é hoje, para uma área de livre comércio nos permita uma flexibilização maior para formatarmos acordos com outras regiões do mundo.”

A CNI entregou a três candidatos à Presidência da República ouvidos nessa quarta-feira (30) um documento com 42 propostas do setor industrial para o próximo governo. Após 30 minutos de exposição, Aécio Neves respondeu a perguntas de quatro integrantes da entidade. As indagações foram relacionadas a política externa, reforma tributária e carência de infraestrutura.

Regras claras

Aécio Neves foi aplaudido quando defendeu a redução à metade da estrutura ministerial, que considerou “anacrônica”. Retomou o tema em entrevista coletiva imediatamente após o encontro.
“No primeiro dia do governo, já teremos algo como metade dos atuais ministérios. Isso não quer dizer que as políticas públicas deixem de ser executadas. Pelo contrário. Vou estabelecer a racionalidade no Estado brasileiro.” Ele prometeu ambiente seguro para investimento, com regras claras.

“A estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada.” Por fim, defendeu o “resgate das agências reguladoras como instrumento do Estado brasileiro, sem o aparelhamento a que foram submetidas”.
“Todos sabemos que, na economia, a previsibilidade é fundamental. A realidade nua e crua é que o atual governo falhou na condução da economia, na gestão do Estado brasileiro, que se transformou em um grande cemitério de obras inacabadas, como se isso fosse razoável, e falhou também na melhoria dos nossos indicadores sociais.”

Para reverter esse cenário, o candidato afirmou que o seu governo representará um novo ciclo de desenvolvimento.

De acordo com Aécio, uma sucessão de erros cometidos pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, minou a confiança no país.

PT dilacerou a economia nacional

Fonte: Valor Econômico


Aécio: Resultado pífio da economia se deve a opções erradas do governo

O atual governo vai deixar de legado “a pior situação fiscal das últimas décadas” e “os resultados pífios da economia brasileira são consequência de opções erradas” da atual administração, sustentou o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Ele participa de sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os presidenciáveis.

“Em economia, previsibilidade é fundamental. O governo falhou na condução da economia, nos legará a pior situação fiscal das últimas décadas”, avaliou Aécio. “Viemos aprendendo, infelizmente, a conviver com a contabilidade criativa. Credibilidade é palavra em falta hoje no Brasil.”

O tucano disse não ser “candidato apenas de um partido ou coligação, mas do sentimento profundo de mudança que permeia a sociedade brasileira, de muitos ou todos que estão aqui hoje”. Para Aécio, não é normal para um país com a renda média de hoje viver uma desindustrialização da magnitude de agora.

O candidato do PSDB comprometeu-se ainda a apresentar nos primeiros dias de um eventual governo um projeto de reforma para simplificar o sistema tributário brasileiro.

“Reafirmo que nos primeiros dias do próximo governo enviaremos ao Congresso proposta de simplificação do sistema tributário”, sustentou. A medida é uma das prioridades da CNI.

Para Aécio, são os pilares necessários à retomada da competitividade brasileira a “qualidade daedu cação, investimentos em infraestrutura, ampliação do ambiente de confiança da economia, simplificação do sistema tributário e maior integração com o mundo”.

Se esta operação for bem sucedida, defendeu, “com a simplificação do sistema tributário na largada do governo e com a credibilidade na economia, pode-se, ao final de 2018, alcançar 24% do PIB em investimentos, com a ajuda do setor privado”.

Aécio aproveitou ainda a sabatina para criticar a atual condução da política externa brasileira. Para ele, “o Brasil foi perdendo oportunidade de um entendimento com a União Europeia”.

“Temos obviamente que avançar entendimentos com China e ampliar pauta com África, mas pautas comerciais nas relações exteriores não são excludentes. O Mercosul vem nos amarrando”, sustentou. Aécio defendeu que “o Brasil precisa de intercâmbio maior com mundo desenvolvido”.

“Política externa é comércio. Farei o realinhamento da nossa política externa a uma agenda comercial, não ideológica, com retomada de negociações com outras regiões do mundo.”

“Os acordos que fizermos com ambiente de agora já não serão tão bons quanto seriam há alguns anos atrás”, afirmou ao notar o Brasil perdeu importantes oportunidades de acordos bilaterais. O candidato do PSDB à Presidência da República garantiu ainda que estimulará a internacionalização de empresas brasileiras, alterando as regras de tributação para quem opera no exterior. “Enfrentaremos a bitributação e estimularemos a internacionalização de nossas empresas”, afirmou.

22 de julho de 2014

Aécio preserva união entre Mercosul e UE

Fonte: PSDB


Aécio defende acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou na segunda-feira (21/07) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será uma das prioridades de seu governo. Segundo Aécio, a atual política externa brasileira, que prioriza o alinhamento ideológico e promove alianças apenas com países vizinhos, é responsável pelo atraso nas negociações, que se arrastam há quinze anos.

As afirmações foram feitas após reunião entre o candidato e o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, que durou cerca de uma hora. Aécio afirmou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia só deverá voltar para a agenda de discussões do país em 2015. Ao final do encontro, Aécio contou que, durante a conversa, os dois lamentaram o tempo que o Brasil vem perdendo para receber os benefícios econômicos da parceria com a União Europeia.
“Infelizmente, temos hoje uma política externa que prioriza o alinhamento ideológico em detrimento de parcerias comerciais que poderiam gerar mais renda, mais emprego, a inclusão das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção.  

No momento em que tivermos um governo que não busque apenas aliança entre vizinhos, mas alianças que possam ajudar a desenvolver a nossa economia, o entendimento com a União Europeia vai avançar. Espero que isso possa ocorrer a partir de 2015”, disse.

Aécio afirmou ainda que está preocupado com o atraso nessas negociações principalmente porque, enquanto não se chega a um acordo com Mercosul, a União Europeia tem feito parcerias bilaterais com vários países e regiões. Ele destacou a recente associação com a Aliança do Pacífico, formada pelo bloco México, Colômbia, Peru e Chile, e com os Estados Unidos.  “Tudo isso vai tirando espaço das negociações que poderiam beneficiar o Brasil”, destacou Aécio.

Tanto o candidato a presidente como Durão Barroso consideram fundamental o avanço dessas negociações para que se chegue logo a um acordo. “O ministro Durão Barroso é um homem de centro, é um homem do equilíbrio e tem sido, ao longo desses últimos dez anos, o ponto de convergência da União Europeia. Ele reitera a sua convicção da força do Euro, mas busca no limite dos seus esforços pessoais de alguma forma apressar, antecipar os entendimentos com a nossa região que ele considera extremamente salutar tanto para nós como para a União Europeia. Infelizmente, essa agenda ficou para 2015”, afirmou Aécio Neves.

PT prioriza alinhamento ideológico, explica Aécio

Fonte: O Globo


Aécio diz que Brasil tem política externa que prioriza alinhamento ideológico

Presidenciável tucano se encontrou com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no Rio

Em agenda não divulgada por sua assessoria de imprensa, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, se encontrou na manhã desta segunda-feira, no Rio, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Após se reunir com o tucano, Durão Barroso participou de palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além de falarem sobre a situação na Europa, Aécio e Durão Barroso conversaram também sobre o Mercosul. O tucano disse esperar um governo que não busque apenas aliança entre vizinhos, mas com quem possa ajudar a desenvolver a nossa economia.

- Tanto ele, quanto eu, percebemos que o atraso nas negociações do Mercosul com a União Europeia, na verdade, está impedindo o Brasil de já receber benefícios importantes dessa parceria. Não é desconhecido do mundo que a União Europeia tem feito parcerias, inclusive bilaterais, com vários países, com várias regiões, inclusive com a nossa, com a Aliança do Pacífico e agora com os Estados Unidos. E tudo isso vai tirando espaço das negociações que poderiam beneficiar o Brasil – afirmou Aécio.

O presidenciável tucano criticou ainda a política externa do governo brasileiro. - Infelizmente, temos hoje uma política externa que prioriza o alinhamento ideológico em detrimento de parcerias comerciais que poderiam gerar mais renda, mais emprego, a inclusão das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção, por exemplo.

No facebook, Aécio também falou sobre a reunião com o presidente da Comissão Europeia. “Reiterei minha convicção de que estamos atrasados com a negociação com a União Europeia, que poderia estar ampliando nossos mercados. Lamento o desinteresse do atual governo pelo tema, adiando mais uma vez, agora para o próximo ano, a conclusão dessas negociações. Enquanto isso, a União Europeia avança seus entendimentos com outras regiões do mundo, em especial com os Estados Unidos. Em um governo do PSDB, esse tema será tratado como prioridade”, postou.

Depois da reunião, Aécio seguiu para o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira de Minas, em Caeté (MG). Com isso, o tucano segue uma tradição de seu avô, Tancredo Neves.