19 de dezembro de 2012

Aécio: os caminhos para 2014

Aécio: 2014 – reportagem da revista Viver Brasil mostra porque o nome do senador é o mais forte para a disputa presidencial.


Aécio: 2014


Fonte: Revista Viver Brasil


Um nome contra Dilma


Aécio Neves pavimenta seu caminho para disputar a Presidência da República em 2014


 Aécio: os caminhos para 2014

Aécio Neves: 2014 – especialistas acreditam que o senador é o nome mais forte da oposição



Passados mais de dois anos da derrota interna sofrida no PSDB, Aécio Neves surge com força e destaque dentro de sua legenda para disputar o Palácio do Planalto. Em meados de 2009, o tucano mineiro travava batalha contra José Serra para disputar a Presidência da República. Serra venceu sem sequer disputar uma prévia, defendida pelo senador Aécio. Ele pisa em ovos para viabilizar seu nome. “Temos antes que apresentar ao Brasil a nova agenda dos próximos anos, que fale da gestão, da refundação da Federação. Acredito que o momento do lançamento tem que ser de forma natural. Não é esse o momento ainda”, esquivou-se Aécio ao comentar o lançamento de seu nome no início deste mês. Ainda que pareça de certa forma tímido em seu posicionamento, o tucano ganha a cada dia mais espaço e pavimenta seu caminho rumo a um embate contra Dilma Rousseff, conforme o jornalista Paulo César de Oliveira já havia adiantado em artigo na última edição da Viver Brasil.


Em 2009, ele trabalhava nos bastidores para agregar apoio de partidos da base do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aqui em Minas, entretanto, a base de Dilma está praticamente toda fechada com Aécio. A questão agora é trabalhar nacionalmente apoios.


Entre os partidos a serem assediados pelo tucano estão o PP, PSB, PDT, PR e até mesmo o PMDB, hoje detentor do cargo de vice-presidente da República, com Michel Temer. Fato é que, além de apoios, Aécio precisa contar com a sorte. Há quem associe a viabilidade eleitoral com o momento econômico do país. Foi assim em 2002, quando Lula desbancou os tucanos. Fernando Henrique Cardoso, na época presidente, ensaiou o anúncio da pré-candidatura de Aécio em entrevista. Os tucanos paulistas, como o governador Geraldo Alckmin e o senador Aloysio Nunes, ainda acham cedo e o próprio Aécio se esquiva de se assumir, definitivamente, como pré-candidato.” A hora é já, é agora. O nome do PSDB, hoje, é do Aécio. A meu ver, desde já, ele tem de assumir suas responsabilidades, não de candidato, mas de líder do partido, para ele poder começar a percorrer o Brasil”, afirmou o ex-presidente FHC.


Cientista político da Universidade Estadual Paulista, Milton Lauerta defende que a estratégia dos tucanos é acertada. “Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. Em minha opinião, e de 99% do partido, é que Aécio é o verdadeiro candidato do partido. E deve ser presidente do partido, assumir o papel que o Brasil já lhe dá”, completou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), cujo cargo será sucedido pelo próprio ex-governador de Minas. Presidir uma legenda como o PSDB é outra estratégia traçada para jogar os holofotes em direção ao neto de Tancredo Neves.


Lauerta acredita que o lançamento do nome do senador é uma tentativa de constituir nova liderança no partido. “Seguramente, Aécio é o nome mais forte da oposição. Hoje, é o único que poderia, de certa maneira, concorrer com ele seria o Eduardo Campos, que não é um quadro da oposição, mas pode vir a ser. O que eu diria é que é importante este lançamento agora, porque é a proposição feita pelo Fernando Henrique, explicitamente, de que o Aécio ocupe este espaço de liderança”, destaca o especialista.


Ele afirma ainda que a oposição não só precisa de um nome, mas também de “renovação de ideias e de modos de fazer. Se não fosse dado esse passo agora, o PSDB e a oposição iam sangrar mais dois anos. O lançamento resolve a questão de quem está se qualificando para assumir o papel de líder neste processo”, avalia Lauerta.


Enquanto Aécio busca costuras no âmbito nacional, regionalmente os aliados dele trabalham para fortalecer ainda mais seu nome. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), por exemplo, afirma que a cada dia a tendência é de fortalecer o nome do ex-governador publicamente. Quem deve ficar de fora de manifestações mais incisivas é o governador Antonio Anastasia. Ele nunca escondeu que separa bem seu papel no Executivo dos embates políticos-eleitorais travados no âmbito do Poder Legislativo.

Aécio Neves: caos da economia no Brasil, artigo do senador

Aécio Neves: artigo revela que 2011/2012 foram períodos perdidos para a economia brasileira que ficará abaixo dos emergentes.


Aécio Neves: gestão deficiente do PT


Fonte: Folha de S.Paulo


O pior ano do século


Aécio Neves


Desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano: dados do PIB apontam, no terceiro trimestre, um crescimento de apenas 0,7% em relação ao anterior e indicam que fecharemos 2012 no patamar de 1%.


A inflação em alta superou o centro da meta e as projeções indicam que tende a crescer ainda mais. Os investimentos continuam em queda livre.


Os dois primeiros anos do atual governo foram períodos perdidos para a economia, para o país e para a sociedade brasileira – os resultados de 2012 conseguem ser ainda piores que os de 2011, quando o PIB registrou medíocre crescimento de 2,7%.


Foi um período de desperdício da capacidade de crescimento do Brasil e de explícita inoperância dos sucessivos “pacotes” anunciados com estardalhaço. Desnuda, ainda, a manipulação das autoridades econômicas de tentar vender à sociedade um ambiente de otimismo, que, agora, se confirma fantasioso. O governo federal começou o ano prometendo crescimento de 4% para o PIB.


O mundo real mostra que o Brasil crescerá bem menos que os emergentes – Rússia (2,9%), China (7,4%) e Índia (5,3%) -, ficando, ainda, abaixo da média da América do Sul (2,7%) e a um terço da média da América Latina e do Caribe (3,1%), só à frente do Paraguai.


O contraditório é que, mesmo assim, a máquina governamental bate novos recordes de arrecadação. Essa exuberância fiscal pouco tem contribuído para reverter a agenda negativa ou mesmo reabilitar os entes federados, à beira da insolvência em face da grave concentração de recursos e de poder em Brasília.


Está claro que não dá mais para responsabilizar as crises externas por tudo o que acontece no país. É uma terceirização que visa absolver os que vêm adotando uma sucessão de medidas equivocadas.


É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década.


Não se compreende por que o governo não coloca a serviço do país a ampla maioria que possui no Congresso Nacional e os índices de aprovação indicados pelas pesquisas, que poderiam criar as bases políticas necessárias para viabilizar as grandes mudanças que o Brasil precisa.


Já disse antes que popularidade é como colesterol: tem a boa e a ruim. A boa é aquela que é usada como instrumento para a superação de desafios que sufocam o país. A ruim é aquela que inebria, que faz seus detentores, na expectativa de mantê-la indefinidamente, acomodarem-se, evitando qualquer tipo de contencioso, e que acaba custando caro aos brasileiros.


Uma transforma, a outra paralisa. Uma serve à pátria. A outra, ao poder.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.


Aécio Neves: Brasil - Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/84281-o-pior-ano-do-seculo.shtml

12 de dezembro de 2012

Aécio Neves cria projeto-lei para reduzir valor da conta de luz

Aécio: senador propôs zerar a alíquota do PIS/Confis das contas de energia elétrica. Redução para os consumidores seria de 25,45%.


Aécio: redução da conta de luz


Fonte: Jogo do Poder


 Aécio apresenta projeto lei para reduzir conta de luz

Aécio Neves apresenta projeto que zera PIS/Cofins da conta de luz


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou, nesta quarta-feira (12/12), projeto de lei no Senado que zera as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a conta de luz dos brasileiros. A medida garante por si só uma redução de 9,25% para o consumidor final.


Dessa forma, indústria e famílias teriam uma redução de 25,45% em suas contas já em 2013, superior aos 16,2% atualmente previstos pelo governo e aos 20,2% inicialmente propostos.


Hoje, cerca de 10 tributos federais incidem sobre a conta de luz.


Abaixo, a íntegra do projeto apresentado por Aécio Neves.


PROJETO DE LEI Nº , DE 2012


(Do Sen. Aécio Neves)


Reduz a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins incidentes sobre operações com energia elétrica.


O Congresso Nacional decreta:


Art. 1º O art. 2º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação:


“Art. 2º………………………………………………………………………………………….


§ 7º Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta decorrente de operações com energia elétrica, que fica sujeita à alíquota zero.” (NR)


Art. 2º O art. 2º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passa a vigorar com a seguinte redação:


“Art. 2º………………………………………………………………………………………….


§ 8º Fica reduzida a zero a alíquota da COFINS incidente sobre a receita proveniente de operações com energia elétrica.” (NR)


Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente ao de sua publicação.



JUSTIFICAÇÃO


O Governo Federal, por meio da Medida Provisória nº 579, de 11 de setembro de 2012, pretende reduzir em 20,2% o custo médio da energia elétrica, em todo o País.


Os instrumentos para alcançar aquele objetivo foram a redução de alguns poucos encargos incidentes sobre a conta de energia elétrica – a Conta de Consumo de Combustíveis e a Reserva Geral de Reversão, bem como a diminuição parcial da Conta de Desenvolvimento Energético – e a nova regulação sobre o rendimento do capital produtivo do setor elétrico, que resulta em sua drástica redução, comprometendo a formação, no longo prazo, de fundos setoriais para investimentos.


Outros encargos como a Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica, Programa de Incentivo às Fontes Alternativas, Compensação Financeira pelo Uso de Recursos Hídricos, Encargos de Serviços do Sistema, Operador Nacional do Sistema Elétrico, Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética e Encargo de Energia de Reserva, que impactam 7% a conta da energia, não sofreram qualquer redução, exceto aquela da alíquota da Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica de 0,5% para 0,4% proposta pelo relator da MP 579, Senador Renan Calheiros.


A mesma quantidade de energia pode custar menos ao consumidor e ao sistema produtivo, mas o País está diante de um caminho inconsistente para se alcançar este inquestionável objetivo de se ter maior eficiência no uso da energia elétrica. O problema é o modelo que o Governo está disposto a implantar: manutenção dos encargos de toda ordem e redução da capacidade de investimento do setor.


Essa forma de ação amplia as incertezas e, naturalmente, afasta os investidores que, no longo prazo, exigirão taxas de retorno superiores àquelas que seriam praticadas sem a atual intervenção. Ou seja, o modelo produzirá o efeito reverso ao que, hoje, diz pretender: reduzir o retorno para diminuir as tarifas.


A reversão desta trajetória depende de uma nova concepção sobre a regulação setorial e, não menos relevante, de uma postura impositiva do Governo Federal menos prejudicial ao objetivo.


É necessário reduzir a carga dos tributos. Diferentemente das isenções oferecidas a setores produtores de bens de consumo duráveis e semiduráveis quando não consumidores acabam pagando parte do incentivo.


Por outro lado, na energia elétrica, por incluir toda a sociedade, não haveria distorções daquela natureza. Ou seja, seria uma medida que não excluiria nenhum brasileiro e tampouco levaria alguém a pagar pelo que não houvesse.


Neste sentido, reduzir a zero a alíquota dos tributos PIS/PASEP e COFINS implica diminuir a conta final da energia em 9,25%, o que representaria 40% da meta de redução original (de 20,2%) e 57% do provável resultado efetivo para 2013 (16,2%). Dito de outra forma, a redução do custo da energia elétrica poderia passar, sem qualquer outra alteração, de 16,2% para 25,45%, em 2013.


Nestes termos, peço o apoio de meus pares para a aprovação deste Projeto de Lei.


Sala das Sessões,


Senador AÉCIO NEVES

Senador Aécio Neves critica gestão deficiente do Governo Dilma

Senador Aécio: “Não há nada do que o Brasil precise mais, nada do que o Brasil seja mais carente do que gestão pública eficiente”, criticou.


Senador Aécio: Gestão Pública Eficiente


Fonte: Valor Econômico


Aécio critica estilo de gestão de Dilma


 Aécio critica gestão deficiente do Governo Dilma

Aécio e Anastasia, com Arthur Virgílio, em encontro em Minas: tucanos reforçam pré-campanha do senador mineiro.


O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia e o senador mineiro Aécio Neves, ambos do PSDB, se reuniram ontem com prefeitos eleitos de nove cidades do país para apresentar detalhes do modelo de gestão tucano adotado no Estado. Embora oficialmente o encontro não tenha tido relação com os planos de Aécio para 2014, serviu para contrapor o que diz ser o seu estilo de governar contra o da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem os tucanos têm acusado de ser uma gestora ineficiente.


A reunião, segundo o governo de Minas, foi um pedido dos eleitos, interessados em buscar experiências tidas como bem sucedidas e que começaram a ser implementadas em Minas quando Aécio era governador (2003-2010).


Pré-candidato à Presidência, Aécio procurou mostrar que a capacidade de gerência é uma marca sua e de seu sucessor, Anastasia, a crítica à Dilma estava implícita. ”Não há nada do que o Brasil precise mais, nada do que o Brasil seja mais carente do que gestão pública eficiente“, disse, em entrevista.


Para o senador, as políticas iniciadas no seu governo tiraram Minas de uma “situação caótica” com, talvez, a pior equação fiscal do Brasil e transformaram o Estado em líder nacional em qualidade do ensino fundamental, com a melhor saúde pública do Sudeste e em um dos que mais progridem em indicadores sociais.


Participaram dez prefeitos eleitos: Arthur Virgílio (PSDB), de Manaus (AM), Jonas Donizette (PSB), de Campinas (SP), Rui Palmeira (PSDB), de Maceió (AL), Zenaldo Coutinho (PSDB), de Belém (PA), Firmino Filho (PSDB), de Teresina (PI), Luciano Mota (PSDB), de Itaguaí (RJ), Napoleão Bernardes (PSDB), de Blumenau (SC), Eduardo Leite (PSDB), de Pelotas (RS), Valdir Bonatto (PSDB), de Viamão (RS).


O prefeito eleito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) era esperado, mas não pôde comparecer, segundo a assessoria da Aécio.


O ex-senador Arthur Virgílio deu a deixa para vincular o encontro à pretensões presidenciais de Aécio. “Minas exporta competência para o Brasil. E nós viemos aqui beber competência”. E acrescentou: “Minas tem toda a perspectiva de se ligar ao Brasil cada vez mais e quem sabe esse encontro tenha sido um pontapé inicial nesse sentido”.


Aécio disse aos jornalistas que ali não estavam tratando de eleição de 2014. Mas em seguida, em tom de campanha, emendou dizendo que do encontro talvez saísse um sinal para os demais prefeitos. “Acho que vai sair uma sinalização nova e necessária para o país. Menos demagogia, mais seriedade e mais gestão.”


Aécio: Gestão deficiente do Governo do PT – Link da matéria: http://www.valor.com.br/politica/2935568/aecio-critica-estilo-de-gestao-de-dilma

8 de dezembro de 2012

Senador Aécio Neves defende queda de impostos para baixar custo de energia

Aécio: “Basta o governo isentar o PIS/Cofins da conta de luz que ela será reduzida em cerca de 9%”, comentou sobre proposta do PSDB.


Aécio: MP 579 e a redução da conta de luz


Fonte: PSDB

PSDB quer redução da conta de luz com diminuição de impostos


 Aécio defende redução da conta com queda de impostos

Senador Aécio Neves comentou que:governo pode retirar a Taxa de Fiscalização da Anee que é utilizada para fazer superávit primário.




Brasília - Desde a promessa do governo, em cadeia de rádio e televisão, em reduzir em 20% a conta da energia elétrica, o PSDB tomou para si a responsabilidade de discutir a questão sem a demagogia de promessas populistas.


Em seu artigo no jornal Folha de São Paulo, em 12 de novembro, o senador Aécio Neves (PSDB –MG) já anunciava que “ninguém questiona a necessidade de redução do custo da energia elétrica no Brasil”, mas que era preciso discutir com o setor elétrico, que irá perder a competitividade e a qualidade dos serviços. Especialistas da área também discordam da posição do governo. Para o ex-presidente da Eletrobras no governo Lula e professor do Coppe-UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, a proposta do governo não levou em conta “o valor necessário para as empresas manterem a qualidade do sistema” e continuarem a investir na geração de energia.


É um alerta. Nos últimos 12 anos do governo do PT não se investiu no setor elétrico no Brasil. O cenário para o futuro não é dos melhores: a energia será escassa e cara.


“Hoje o país está ameaçado de viver uma crise de abastecimento que poderia ser evitada se pudéssemos contar com mais 3,3 mil MW, caso as termoelétricas, vencedoras dos leilões de 2005, estivessem aptas a entrar em operação, mas esses projetos ou foram cancelados ou estão atrasados”, explicou o senador Aécio Neves.


A proposta do PSDB é dialogar com o setor e de reduzir o valor das contas de luz, diminuindo os impostos que estão embutidos na conta e mantendo a oferta de energia. “Basta o governo isentar o PIS/Cofins da conta de luz que ela será reduzida em cerca de 9%. Basta o governo retirar a Taxa de Fiscalização da Aneel, que não é repassada à Aneel porque fica no tesouro para constituição do superávit primário, para que essa redução possa aumentar mais ainda”, disse Aécio Neves.


O PSDB também protesta sobre a tentativa que vem sendo feita pelo governo federal de transferir para a legenda a responsabilidade do não cumprimento da promessa da presidente e de politizar sobre uma questão tão séria e estratégica para o Brasil. “Ao invés de estimular o debate em torno de tema de tamanha importância para o País, convocar o Congresso a participar dessa discussão e ouvir as ponderações feitas por especialistas, a Presidência da República age de forma autoritária e confunde discordância com desafio”, disse o presidente nacional, o deputado Sérgio Guerra.


Aécio: redução da conta de luz - Link da matéria: http://www.psdb.org.br/psdb-quer-reducao-da-conta-de-luz-mas-com-diminuicao-de-impostos/

5 de dezembro de 2012

Aécio presidente: PSDB-MG faz encontro e prefeitos confirmam apoio ao senador

Aécio presidente: Para o deputado e presidente do PSDB-MG, Marcus Pestana, 9,9 entre 10 tucanos “olham para 2014 e veem o retrato de Aécio”.


Aécio presidente


 Aécio presidente: prefeitos mineiros reforçam apoio

Fonte: Estado de Minas


Mineiros engrossam o coro para candidatura de Aécio a presidente da República


Lançado na véspera por caciques tucanos como o nome do partido à Presidência, Aécio tem candidatura defendida pela cúpula da legenda no estado durante encontro de prefeitos eleitos



Um dia depois de ter o nome lançado pelos caciques tucanos em Brasília como candidato a presidente em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) recebeu o apoio dos correligionários mineiros. Nessa terça-feira, em Belo Horizonte, durante encontro dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos pelo PSDB em Minas Geraiscom os líderes do partido a tônica foi de defesa do nome do ex-governador, que não participou do evento.

Para o governador Antonio Anastasia (PSDB) existe há muito tempo a vontade dele e dos demais membros do partido de ver Aécio candidato a presidente. “Já havia esse movimento em 2010, e o próprio Aécio naquele momento achou por bem não indicar seu nome e apoiar José Serra. Agora, me parece que há uma grande inclinação consolidada a favor do senador. Mas dependerá da sua vontade, da sua disposição, que acho que existe, em ser o candidato do PSDB a presidente da República em 2014”, afirmou Anastasia.

O governador ministrou uma curta palestra aos prefeitos eleitos. Os tucanos conquistaram 143 prefeituras e compuseram chapa com 115 vice-prefeitos. Além dos prefeitos e vices, participaram do encontro representantes das bancadas estaduais e federais do PSDB. O deputado federal Carlos Masconi (PSDB) disse que a principal bandeira do partido é: “Lutar pela candidatura do nosso grande líder Aécio à Presidência”.

Outro representante tucano na Câmara, Domingos Sávio, subiu o tom: “É a hora do Aécio. É a hora de Minas mostrar o que fez de sério”. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro, também foi enfático ao falar o nome do senador. “Esperança de um novo tempo com um homem que dará dias melhores ao nosso povo. Esse homem se chama Aécio Neves”, afirmou Pinheiro.

Enquanto o nome de Aécio é dado como certo pelos tucanos mineiros em 2014, Anastasia prefere não falar de seu futuro, com a possibilidade de concorrer a uma vaga no Senado. “As eleições em Minas Gerais vão depender de composições para os cargos majoritários, incluindo as alianças para que senador Aécio seja o candidato a presidente”, entende o governador.O presidente estadual doPSDB, deputado federal Marcus Pestana, garante que a oposição terá candidato. “É da democracia a alternância de poder”, afirma. Para o deputado, 9,9 entre 10 tucanos “olham para 2014 e veem o retrato de Aécio”. O que é preciso administrar é o tempo do lançamento da candidatura.


Pestana cita frases do avô de Aécio, o ex-presidente Tancredo Neves. “É preciso deixar a onda bater várias vezes antes de apurar o que tem na espuma”, destaca o deputado. Outra expressão usada por Tancredo e repetida por Pestana é: “Candidato não pode ficar muito tempo exposto no sereno”.

PRÓXIMOS PASSOS Apesar de pregar cautela, Pestana disse que o PSDB já precisa pensar em organizar a ação de comunicação, com a contratação de um marqueteiro e de um instituto de pesquisa para traçar os passos de Aécio Neves no caminho dacandidatura à Presidência. Outra ideia defendida por Pestana e que foi lançada pelo ex-governador do Ceará, Tasso Jeiressati, é de que Aécio se torne presidente nacional do partido, substituindo o deputado federal pernambucano Sérgio Guerra, que deixa a legenda em maio do próximo ano.


Para Pestana, a possibilidade do Aécio se tornar presidente da legenda está colocada e será observada no tempo certo, ou seja, até abril, pouco antes da convenção partidária que definirá o novo presidente da legenda. Um dos objetivos dos partidários dessa tese é destacar Aécio na propaganda televisiva a que o PSDB tem direito. No primeiro semestre o partido terá direito a 40 inserções de 30 segundos e mais um programa de 10 minutos.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende no partido uma discussão para definir qual será a visão de futuro para o país. Outra estratégia da bancada mineira para fortalecer o projeto da candidatura de Aécio foi abrir mão da liderança da bancada na Câmara dos Deputados. “A liderança da bancada caberia a Minas Gerais e os deputados Domingos Sávio e Paulo Abi-Ackel abriram mão. Provavelmente, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) será o futuro líder”, antecipa Pestana sobre a votação que ocorrerá na semana que vem.


RECLAMAÇÕES Os prefeitos reclamaram muito da distribuição de recursos da União. A principal queixa é em relação ao veto da presidente Dilma Rousseff, que limitou a distribuição dos royalties do petróleo e tirou a oportunidade de os municípios mineiros arrecadarem até R$ 500 milhões a mais por ano. O prefeito de Lambari, Sérgio Teixeira (PSDB), reclama que a cidade no Sul de Minas tem uma carência grande na saúde e precisa construir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) orçada em R$ 1,2 milhão.


Em Itamarandiba o prefeito eleito, Erildo Gomes (PSDB), já contava com o dinheiro para reformar o mercado municipal e pavimentar algumas ruas. A cidade no Vale do Jequitinhonha é considerada a capital brasileira do eucalipto.



Aécio: presidente: Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/12/05/interna_politica,334495/mineiros-engrossam-o-coro-para-candidatura-de-aecio-a-presidente-da-republica.shtml

Aécio Neves protesta contra intervenção no setor elétrico

Aécio: Para senador, é “um risco, uma imprudência, um desatino” querer reduzir o preço da energia “à custa da insolvência do setor”.


Aécio Neves: MP 579


Fonte: Valor Econômico


Estados do PSDB reagem às críticas do governo


Aécio: “É uma profunda intervenção no setor a pretexto de reduzir conta de luz”.


 Aécio: Dilma promove intervenção no setor elétrico

Aécio Neves: MP 579Aécio disse que se o governo quiser, de fato, diminuir a conta de luz, deveria “cortar na própria carne - Foto: Folha Press



Os Estados comandados pelo PSDB reagiram com fortes críticas à declaração do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, de que os governos estaduais que não renovaram as concessões estatais têm visão de “curtíssimo prazo”. Tolmasquim referiu-se às decisões da paulista Cesp, da mineira Cemig e da paranaense Copel.


No contra-ataque, representando Minas Gerais, o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff está fazendo uma “profunda intervenção no setor elétrico a pretexto da diminuição do custo da conta de luz”. Para Aécio, é “um risco, uma imprudência, um desatino” querer reduzir o preço da energia “à custa da insolvência do setor”. O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal (PSDB), classificou o governo federal como “autoritário” e “inábil” e reforçou que o Estado não renovará os contratos das usinas da Cesp. No Paraná, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, afirmou que a decisão que a companhia tomou não tem a ver com política e disse que a contribuição do Estado ao governo federal “não foi pequena”.


A reação dos representantes de governos tucanos se deu no mesmo dia em que o presidente da Empresa de Pesquisa Energética criticou e “lamentou profundamente” a decisão dos governos estaduais que, como acionistas majoritários, decidiram não renovar as concessões de suas estatais. Na mesma linha, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse “não entender a lógica” das empresas que decidiram deixar vencer suas concessões.

Representando o governo de Antonio Anastasia (PSDB), Aécio foi à tribuna do Senado para criticar o governo federal. O tucano apontou a “gravíssima instabilidade no setor” elétrico, em consequência da medida provisória que deu prazo até ontem para que as empresas optassem pela renovação antecipada em troca da redução de preço.


Um dia depois de ser lançado pré-candidato à Presidência, Aécio disse que se o governo quiser, de fato, diminuir a conta de luz, deveria “cortar na própria carne, não agindo como faz costumeiramente com o chapéu alheio”. Para o senador tucano, está havendo descumprimento de contrato no caso de empresas que teriam direito a uma renovação automática não onerosa pelos próximos 20 anos. É o caso das três usinas da Cemig, que não aderiram à medida.


Integrante do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Aníbal reagiu com indignação às declarações dos representantes do governo federal. “O governo, em vez de buscar consenso, vem nos estigmatizar e hostilizar. Não só falta habilidade na negociação como há excesso de truculência e de autoritarismo”, afirmou.


Ontem o tucano reuniu-se com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia para uma nova rodada de negociações em torno da renovação antecipada das concessões das três hidrelétricas da companhia (Três Irmãos, Ilha Solteira e Jupiá), mas não houve acordo. “O que nos propuseram é uma tunga”, reclamou Aníbal.


Segundo o secretário, a Cesp tinha a expectativa de receber R$ 7,2 bilhões pela renovação antecipada de concessões de três hidrelétricas. O governo, no entanto, ofereceu R$ 1,8 bilhão. “E a diferença de R$ 5,4 bilhões, cara pálida? A Cesp não tem uma contabilidade de fundo de quintal”, reclamou Aníbal. ” Não vamos renovar e não vamos recuar dessa posição”.


Representando o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), o presidente da Copel disse que a decisão da empresa foi técnica. “Nosso conselho aprovou e foi referendada pelos acionistas a proposta que causa menos estragos à empresa”, disse Zimmer.


A Copel renovou o contrato de concessão de transmissão que vence em 2015 e que representa 86% do seu sistema de transmissão. Mas optou por não renovar antecipadamente a concessão de quatro usinas que, juntas, somam 272 megawatts e respondem por 6% da potência instalada da estatal.


“Nossa contribuição não foi pequena”, acrescentou Zimmer, citando que, com a renovação da transmissão, abriu mão de receitas, que cairão de R$ 305 milhões por ano para R$ 127 milhões.


O executivo afirmou que o Estado também fará sacrifícios. “Com a MP 579 o governo federal impôs ao Paraná perda de R$ 450 milhões de ICMS por ano.” (Colaborou Daniel Rittner, de Brasília)


Aécio: MP do setor elétrico – Link da ma’teria: http://www.valor.com.br/politica/2928634/estados-do-psdb-reagem-criticas-do-governo

4 de dezembro de 2012

Aécio Neves: senador cobra investimentos do ministro da Fazenda

Aécio Neves: senador disse que "“é preciso atração de investimentos” e comentou que ficou surpresso com o PIB baixo.


Senador Aécio Neves








O senador Aécio Neves PSDB – esteve em audiência hoje (04/12), com a presença Guido Mantega, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Aécio Neves: Comissão de Assuntos Econômicos do Senado

O senador Aécio Neves PSDB –, durante audiência hoje (04) com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, respondeu com veemência a declaração do ministro de que ficou surpreso com o PIB baixo: “Talvez apenas ele teve essa surpresa”, disse o senador, que completou mostrando os caminhos inversos que o Brasil segue na economia.

Leia abaixo a declaração completa do senador Aécio Neves:

“Talvez apenas ele teve essa surpresa. Há pouco tempo ele estava aqui, no Senado da República, dizendo que o Brasil cresceria 4% esse ano e que cobrassem dele esse resultado. Mas a questão mais grave não é apenas o desencontro das expectativas do ministro Mantega com a realidade. É o que, de fato, está acontecendo no Brasil. Não conseguimos mais garantir o crescimento apenas com o oferecimento de crédito.

É preciso atração de investimentos. E o Brasil caminha na linha inversa, ao desrespeitar contratos, ao criar, por exemplo, instabilidade no setor elétrico, com reflexos no setor do petróleo, o Brasil caminha na direção contrária daquilo que é mais necessário hoje, que é a busca de investimentos privados.

Tanto investimentos nacionais quanto investimentos externos. Lamentavelmente, o Brasil crescerá esse ano menos que todos os outros vizinhos da América do Sul. E mesmo a Europa, afundada em uma crise sem precedentes, crescerá como cresce o Brasil, talvez até um pouco mais, na sua média.

Os Estados Unidos também, que vêm buscando com muito esforço sair de uma gravíssima, talvez a maior das crises depois de 1929, crescerá mais que o Brasil. O Brasil não pode mais terceirizar as responsabilidades pelo pífio crescimento da economia. Isso passa por medidas inadequadas, equivocadas e tomadas no tempo errado.”

2014: Aécio presidente

2014: Aécio presidente – “Na minha opinião pessoal e de 99% do PSDB, Aécio é o verdadeiro candidato do partido”, disse Guerra.


2014: Aécio presidente


Fonte: Folha de S.Paulo


Tucanos defendem que Aécio antecipe candidatura ao Planalto


Aliados de Serra, porém, pedem mais discussão sobre o tema


Sérgio Lima/Folhapress

 2014: PSDB quer Aécio presidente

Aécio Neves e FHC durante seminário promovido pela Executiva Nacional do PSDB



DE BRASÍLIA
Integrantes da cúpula do PSDB defenderam ontem o nome do senador Aécio Neves (MG) para a disputa presidencial de 2014.

A citação do nome do senador foi feita em encontro do partido, comandado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente nacional da sigla, deputado Sérgio Guerra(PE).

O primeiro passo para a consolidação interna do nome de Aécio será a ocupação da presidência do PSDB em maio, quando ocorrem eleições internas para o posto. O ingresso de Aécio no comando da legenda foi adiantada pela Folha em novembro.

A estratégia do partido é usar 40 propagandas semestrais da legenda na TV para expor a imagem do senador.

“Na minha opinião pessoal e de 99% do PSDB, Aécio é o verdadeiro candidato do partido”, disse Guerra.

Integrantes da cúpula do PSDB já defendem o nome de Guerra para assumir o comando do Instituto Teotônio Vilela, hoje ocupado pelo ex-senador Tasso Jereissati.

A fala de Guerra ocorreu no mesmo dia em que FHC, em entrevista à Folha, pediu para que Aécio “assumisse” a candidatura à Presidência.

Ontem, entre Aécio e Guerra, FHC pediu um posicionamento do mineiro. Aécio se esquivou: “Olha, não conheço na história de nenhum país civilizado uma pessoa que se autoproclama líder”.

FHC o interrompeu e disse: “Eu que estou te proclamando”. Sorrindo, Aécio então complementou: “Cumprirei meu papel como sempre cumpri, sem açodamento”.

Aliados de José Serra defendem mais discussões para o lançamento do candidato. Serra não participou do encontro ontem.

3 de dezembro de 2012

Líderes do PSDB afirmam: Aécio Neves é o candidato natural à Presidência


Em seminário realizado em Brasília, as lideranças nacionais do PSDB foram categóricos ao afirmar: Aécio é o candidato natural à presidência.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a candidatura do senador Aécio Neves – PSDB – à presidência é inevitável. Sérgio Guerra, presidente do partido, declarou que “Aécio é o nome que une o partido e poderá transformar o Brasil”.

Aécio Neves: 2014

O encontro dos prefeitos eleitos do PSDB hoje (03) em Brasília, promovido pela Executiva Nacional e o Instituto Teotônio Vilela foi palco de declarações das lideranças do PSDB declararem apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República.

Antes do evento, Fernando Henrique já havia afirmado que o senador Aécio Neves – PSDB – é o candidato e que “percorrerá o Brasil, levará a chama do PSDB e será ouvido como candidato à presidente e não como possível candidato”.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também demonstrou o apoio ao o senador Aécio Neves. Segundo ele, o “PSDB tem outros nomes, mas há uma torcida pela candidatura de Aécio. Todos terão chance, mas Aécio é o nome que nos une.”.

senador Aécio Neves – PSDB – discursou durante o encontro, elevando as críticas contra o governo do PT e falando sobre a necessidade de se construir uma agenda positiva para os próximos anos, principalmente “uma agenda alternativa” como oposição ao que o Brasil vivencia hoje. “Não podemos perder o desejo de mudança”, disse Aécio Neves.
    

Carências Sociais



Artigo do senador Aécio Neves

Publicado no jornal Folha de S.Paulo em 03-12-12

A "Síntese de Indicadores Sociais 2012" (SIS), publicada pelo IBGE, ajuda a entender o tamanho dos desafios do Brasil do nosso tempo. No estudo, um amplo conjunto de informações demonstra que a pobreza não pode continuar sendo definida apenas pelo valor da renda dos brasileiros, como a dimensionamos nos últimos anos e ainda hoje.
O país permanece com um quadro grave de carências diversas. Uma delas é o acesso aos serviços básicos de esgoto, coleta de lixo, iluminação elétrica e água tratada. Em 2011, a proporção de pessoas sem acesso aos serviços básicos era de 32%, ou seja, um em cada três brasileiros.
A população com atraso educacional é de 31%, e sem acesso à seguridade social, de 21%. Cerca de sete milhões de pessoas ainda vivem em domicílio precário. Nas regiões menos desenvolvidas, a situação piora muito: 65% dos moradores do Norte e 48% do Nordeste têm carência de serviços básicos.
Considerando-se todas as carências avaliadas, verificou-se que 58% dos brasileiros apresentaram ao menos uma delas.
O grande mérito dessa pesquisa é chamar a atenção para a pobreza sob a perspectiva dos direitos e garantias indispensáveis para o exercício da dignidade humana.
Dentre os fatores que melhoraram a renda na última década, a SIS 2012 coloca a expansão das ações de transferência direta para os mais pobres, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujas bases e início ocorreram sob a gestão reformadora do ex-presidente Fernando Henrique.
São iniciativas fundamentais na nossa realidade, mas está demonstrado que são insuficientes para fazer a travessia dos brasileiros para um novo patamar. Elas precisam ser mantidas e ampliadas, mas também somarem-se a outras políticas de Estado que enfrentem os problemas estruturais.
O estudo traz argumentos que apoiam as reflexões propostas pela oposição nos últimos anos: a pobreza precisa ser compreendida também na sua dimensão de privação de oportunidades, direitos e serviços.
O país precisa de políticas sociais que garantam à população atendida o direito de se emancipar. Não podemos nos contentar apenas com a perpetuação da tutela do Estado, que tem prevalecido no atual ciclo de governo. Em respeito a esses brasileiros, precisamos avançar além do processo de gestão diária da pobreza.
As informações do IBGE reforçam, portanto, àqueles que há muito tempo propõem novo dimensionamento, com o necessário realismo, do que precisa ser feito para superação da desigualdade e da pobreza.
Como se constata, a questão não se reduz ao mero enfrentamento político ou a peça de combate da oposição. É o Brasil real, que não frequenta a propaganda e o ufanismo oficial.

28 de novembro de 2012

Aécio: gestão eficiente garantiu crescimento do PIB em Minas

Aécio: gestão eficiente – Senador lembrou que o Choque de Gestão lançado em 2003 garantiu novos investimentos para Minas.


Aécio: Choque de Gestão em Minas


Fonte: Site do senador Aécio Neves


Aécio Neves vê boa gestão impulsionando bom resultado do PIB de Minas


“Estudo do IBGE divulgado hoje mostra que seguimos o caminho certo”, diz Aécio


 Aécio: gestão eficiente de Minas e o PIB

Aécio: gestão eficiente de Minas e o PIB



Minas Gerais foi o Estado da região Sudeste que mais cresceu sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional entre 2002 e 2010, período do governo Aécio Neves. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (23/11), pelo IBGE.



Minas aumentou sua participação no PIB nacional em 0,7 pontos percentuais, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro viram sua participação cair. O Espírito Santo aumentou em 0,4 pontos percentuais sua fatia do PIB, segundo dados das Contas Regionais apresentados hoje.



Em Brasília, o senador Aécio Neves, governador de Minas Gerais durante os anos avaliados pelo IBGE, disse que o estudo comprova o êxito das medidas executadas em seu governo e hoje praticadas com novos avanços pelo governador Antonio Anastasia. O chamado “Choque de Gestão”, adotado em 2003, teve como fundamentos o planejamento rigoroso das ações do Estado, fortes investimentos nas áreas sociais e na infraestrutura.



“O estudo do IBGE divulgado hoje mostra que seguimos o caminho certo. O rigor no planejamento e a ousadia nos investimentos em infraestrutura e nas parcerias com a iniciativa privada, somados a prioridade dada às áreas sociais, todos esses pilares do Choque de Gestão, têm sido determinantes para que a economia mineira se destaque no País, criando um ambiente seguro para mais investimentos e desenvolvimento”, afirmou Aécio.



O senador Aécio acrescentou ainda que confia em novos bons resultados para o Estado na gestão do governador Antonio Anastasia.



“Não tenho dúvida de que, com a condução firme do governador Anastasia, que vem aprofundando as boas práticas de gestão pública, Minas continuará avançando, como avançou entre 2002 e 2010, e agora é demonstrado pela pesquisa do IBGE que analisou todos os estados brasileiros,” afirmou Aécio.



De acordo com as Contas Regionais do IBGE, Minas Gerais é o terceiro Estado em participação do PIB Nacional, com 9,3 pontos percentuais. São Paulo é responsável pela maior participação percentual, com 33,1%, seguido do Rio de Janeiro (10,8%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4%) e Distrito Federal (4%).

Choque de Gestão de Aécio é adotado por estados e municípios

Choque de Gestão: A eficiência na gestão está na pauta das administrações públicas, prefeitos recém eleitos querem adotar modelo.



Choque de Gestão: Aécio em Minas


Fonte: Valor Econômico



“Fim de cargo comissionado paralisaria gestão”


 Choque de Gestão: práticas de Aécio na gestão pública

Choque de Gestão: práticas de Aécio na gestão pública



Fundado pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter, o Movimento Brasil Competitivo (MBC) vem fazendo a cabeça de governantes do país e se transformou num verdadeiro oráculo utilizado por políticos de todo o espectro ideológico.


Ficou notabilizado pela consultoria prestada ao ex-governador de Minas Gerais, o hoje senador tucano Aécio Neves; ganhou um seguidor aplicado na figura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e desde o ano passado transfere para a administração federal do PT suas práticas de gestão inspiradas na iniciativa privada.



Gerdau é quase um guru da presidente Dilma Rousseff e aumenta sua influência: depois da vitória de Fernando Haddad (PT) em São Paulo, indicou o futuro secretário de Finanças, o economista Marcos Cruz, sócio e especialista em gestão pela McKinsey. O tema da eficiência entrou na agenda e virou um espaço político que os partidos precisam e querem ocupar.


Cada vez mais governos são temporariamente colonizados por funcionários de uma ou mais das 14 empresas indicadas pelo MBC, tais como a Falconi Consultores de Resultado (ex-INDG), McKinsey e Ernst & Young, que buscam tirar as contas do vermelho, tentam aumentar a arrecadação e criam inúmeros indicadores para monitorar projetos, especialmente nas áreas de educação, saúde e segurança.



Na maioria das vezes, a mudança é acompanhada pela resistência de servidores públicos que tremem só de ouvir a expressão “choque de gestão“, encarada como um eufemismo para demissões em massa. Logo, é de modo insuspeito que o diretor-presidente do MBC, Erik Camarano, afirma que um dos problemas mais criticados do sistema político brasileiro, o excessivo número de pessoas que exercem cargos de confiança, não deve ser atacado de forma radical.



“Hoje, se você extinguir esses cargos, de uma penada, paralisa serviços públicos no Brasil. Você corre um risco real de desmonte”, defende Camarano, embora ressalte que o ideal é a maior profissionalização, como no Reino Unido, onde o primeiro-ministro tem apenas 85 postos da burocracia estatal à disposição.



No Brasil, são mais de 20 mil indicados políticos só no governo federal. Camarano elogia ainda os servidores pelo espírito público e advoga que apenas uma minoria denigre a imagem da categoria. O economista conta que prefeitos recém-eleitos, como os de Recife, São Luís, Vitória e Niterói (RJ) já o procuraram para realizar parcerias e nega que o fato de as consultorias serem pagas obrigatoriamente por doações de empresários gere vantagens em detrimento do restante da população. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Valor:

Valor: O MBC tem sido procurado pelos prefeitos recém-eleitos?
Erik Camarano: Estamos conversando com várias cidades. Temos recebido muita demanda de prefeitos, a maioria de capitais. Isso reflete a disposição de enfrentar o desafio da gestão com ferramentas profissionais. A gente esteve com o prefeito eleito de Recife, Geraldo Julio (PSB), que foi secretário de Planejamento do [governador] Eduardo Campos. Há conversas com várias cidades: São Luís, Vitória, Niterói (RJ), tem uma fase 2 em Londrina (PR), no Guarujá (SP), estamos com demandas na prefeitura de São Paulo, do Rio de Janeiro… Algumas são continuidade e outras projetos novos.



Valor: São Paulo tem um novo projeto?
Camarano: Ainda não conversamos com o prefeito [eleito, Fernando Haddad, do PT], mas com algumas pessoas da equipe. Vêm sendo executadas hoje duas frentes de trabalho em São Paulo que têm ótimos resultados. E a ideia é ver a possibilidade de continuar e atender as demandas da nova gestão.


Valor: Quais os resultados destas duas frentes?



Camarano: São Paulo tem um mapa de indicadores pelos quais a administração será cobrada publicamente, isso é objeto de uma lei municipal. A secretaria de Planejamento está ajudando a calibrar quais os melhores indicadores para a gestão de saúde, de educação, de todos os níveis críticos. Uma segunda frente é a do licenciamento de grandes empreendimentos. É muito normal que governos estaduais e municipais, com quem a gente já trabalhou, não tivessem um procedimento padronizado para o licenciamento de obras e grandes investimentos. Isso acaba demandando tempo de tramitação de projeto, de processos internos. Fazemos uma padronização, um redesenho do processo, para que fique mais enxuto e garanta um ganho de eficiência para todos os investidores envolvidos.


Valor: Quando isso começou?



Camarano: Em São Paulo, fizemos várias frentes. Teve um primeiro trabalho que foi feito com o professor [e consultor Vicente] Falconi ainda na gestão da [ex-prefeita e hoje senadora do PT] Marta [Suplicy]. Depois fizemos através do MBC um apoio na gestão do [ex-prefeito tucano José] Serra e na transição para a primeira gestão do [atual prefeito Gilberto] Kassab (PSD). Ainda era o Clóvis Carvalho o secretário de Gestão. Isso envolveu frente na receita, na despesa e, no fim do ano passado, começamos esse trabalho específico na secretaria de Planejamento, para apoiá-los na definição dos indicadores e do processo de licenciamento de grandes empreendimentos. São Paulo tem recebido muito investimento. Esse é um movimento que ocorre em todos os locais. Quando acontece um aumento de investimentos, surge a necessidade de melhoria e capacitação dos quadros gerenciais do governo. O aumento da demanda é forte em várias áreas. E aí você apoia o servidor seja com ferramentas de TI [tecnologia da informação] ou simplesmente de padronização de processo, para que tenha “check lists” e controles assegurados, mas com maior celeridade.



Valor: Em que a política ajuda ou atrapalha e de onde vêm as maiores resistências?
Camarano: A resistência sempre está presente e ela dura muito pouco. Essa é a grande novidade. Nos dois, três primeiros meses, tem ceticismo, desconfiança, mas os servidores percebem, primeiro, que as ferramentas dão resultado e, segundo, que ao dar resultado, a gente consegue ativar um negócio fantástico que é o espírito público. Felizmente, o servidor tem espírito público. São as exceções que denigrem a imagem, aquela coisa de que funcionário público não trabalha. Isso aí, a minha experiência mostra que é a exceção, porque a maioria das pessoas entrou nisso por uma causa, às vezes tem condições de trabalho ruins, e quando você coloca um sistema em que se remunera por desempenho a situação muda. Uma das maiores injustiças do setor público brasileiro é que você paga igual os diferentes. Você deveria remunerar diferentemente os diferentes, valorizar quem faz mais, quem faz melhor, quem se esforça, e a gente felizmente tem sistema para isso. Na secretaria de Educação do Rio de Janeiro por exemplo, o [Wilson] Risolia [secretário da Pasta] pôs um sistema de indicadores com metas por escola, que inclusive afetam a remuneração individual porque depende do número de faltas que o professor teve, a avaliação interna, etc. Eles pagaram bônus de desempenho para 25% dos servidores e professores. E o sindicato está de acordo, porque as metas foram transparentes. Não é mais uma remuneração baseada em favorecimento político, para os amigos do rei, mas um conjunto consistente e transparente de indicadores.



Valor: É preciso pagar mais já que o trabalho bem feito é uma obrigação do funcionário público?
Camarano: É obrigação de todo mundo. Mas o que a gente tem observado é que as experiências de gestão privada muito bem-sucedidas, sem exceção, usam remuneração variável de forma muito inteligente. Há empresas que pagam 13º, 14º, 15º salário, algumas, em um ano bom, chegam a pagar até 20 salários. Isso é um tremendo estímulo, as pessoas rendem mais, é da natureza humana.



Valor: Qual a visão do MBC sobre os cargos de nomeação política que chegam a mais de 20 mil no governo federal; eles devem ser cortados drasticamente?
Camarano: Do ponto de vista teórico, o ideal é que haja o menor número possível de indicações políticas. Nós estivemos recentemente com o ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair, no nosso congresso no fim de agosto, em Brasília, e é impressionante o número de funcionários que o primeiro-ministro indica quando assume o governo britânico. O chefe de gabinete dele me confirmou que são 85. Isso reflete um enorme grau de profissionalismo na gestão. Isso certamente é um problema [no Brasil]. A questão é como você resolve. Porque existem hoje estruturas inteiras de gestão que dependem dos cargos em comissão, por conta dos vários anos em que diversos Estados e municípios passaram sem conseguir fazer concursos de forma sistemática e manter as carreiras oxigenadas, com gente nova. Eu conheci pessoas que estão em cargos comissionados há 20 anos, a despeito da mudança de governos, por mais de duas, três gestões. Hoje, se você extinguir esses cargos, de uma penada, paralisa serviços públicos no Brasil. São pessoas que acumularam conhecimento da área, que detêm a memória daquele processo. Você corre um risco real de desmonte, se simplesmente numa penada resolver eliminar. Agora não tenho dúvida de que dá para fazer, em primeiro lugar, mais com menos gente, e, em segundo, com um número muito menor de indicações políticas.



Valor: A tecnocracia do regime militar nos anos 70 foi marcada pela estreita relação entre empresários e a burocracia estatal. Em que a filosofia do MBC se distingue daquele modelo, já que há a presença forte do empresariado, que banca a consultoria, e, claro, tem interesse no retorno desse investimento?
Camarano: Há interesses de ambas as partes. A questão é averiguar qual é o foco. Hoje há uma percepção clara por parte dos empresários. A própria existência do MBC surgiu disso. A gente surgiu em 2001 com uma dupla missão. A primeira é pegar a experiência bem sucedida dos programas de qualidade que as empresas médias e grandes vinham aplicando no Brasil, com grandes resultados de gestão. Só que elas constataram o seguinte: tem um limite para eu aumentar minha produtividade e esse limite está dado por dois agentes: primeiro, pelo meu fornecedor. Se não tiver fornecedores de alta qualidade, não adianta comprar insumos ruins porque não vou gerar produtos de alta qualidade. O segundo limite é a questão de gestão pública. Não adianta investir só do portão para dentro da minha empresa. O exemplo da soja é clássico. A soja brasileira é mais produtiva que a americana na fazenda, mas quando eu chego com a soja no porto eu já perdi esse diferencial. O custo da soja já está mais alto em dólar por tonelada do que lá fora, devido ao custo de logística. O preço do frete é 15% a 18% do valor final da carga e isso está relacionado ao modelo de desenvolvimento em estradas etc.



Valor: Mas por que os custos da consultoria são pagos pelos empresários e não pela administração pública? A relação não se aproxima das doações de campanha eleitorais, em que as empresas em geral esperam ter vantagens em contratos com o governo?
Camarano: Camarano: Temos o enorme cuidado em blindar a relação. Certa vez, um empresário disse: “Olha, agora que eu estou participando, como é que o pessoal que apoia está fazendo para não pagar ICMS?” Falamos: “Você não entendeu o espírito do trabalho”. E aí ele foi vetado. Inclusive, orientamos que todo o processo de captação, de contratação, seja pelo MBC, para evitar que o secretário da Fazenda receba uma proposta.



Valor: Os empresários, além de financiadores, também acompanham os resultados da consultoria em reuniões nas prefeituras e nos governos estaduais. É necessário?
Camarano: É fundamental, porque o processo que a gente desenha é um acordo de cooperação com o governo. O acordo não envolverá recursos públicos, será feito com recurso privado.



Valor: É sempre assim?
Camarano: Sim, a gente prefere usar este modelo. Já houve no passado aportes de empresas públicas, como a Petrobras, mas não de governos diretamente.



Valor: Por que a consultoria não é paga pelo poder público?
Camarano: A nossa justificativa é a seguinte: se eu quero contratar a McKinsey, que eu sei que é a melhor empresa pra discutir inovação na área pública, é mais rápido e mais garantido que eu faça isso com recursos privados. Eu capto recursos com as empresas e rapidamente os coloco em campo. Se eu tivesse que fazer o processo licitatório, levaria aí no mínimo de nove meses a um ano, para fazer a mesma contratação. A gente entra muito rápido no trabalho de consultoria para aproveitar o início do governo que é quando o governador ou o prefeito tem força política e vontade de mudança, os servidores estão dispostos, você tem uma nova equipe, tem fôlego. A gente faz isso bem no primeiro ano, e em geral fica um ano, um ano e meio, no máximo dois anos, com recurso privado, e depois o governo decide se dá sequência com recurso próprio. Há inclusive o argumento do tipo: “Olha, eu poupei R$ 500 milhões no primeiro ano, agora eu uso um pedaço deste recurso e contrato dali pra frente com a empresa que já está realizando o trabalho ou outra”.



Valor: Que governo há mais tempo utiliza as consultorias do MBC?
Camarano: A melhor pergunta talvez seja onde a gente teve a melhor adesão a nossas ferramentas. E acho que dá para dizer que o Estado de Pernambuco foi um dos que mais avançaram. Nós ficamos lá dois anos com a empresa de consultoria do Falconi fazendo a parte de segurança pública. Os servidores se apropriaram das ferramentas. Até hoje fazem o comitê de segurança toda quinta-feira de manhã, vêm sistematicamente reduzindo a taxa de homicídio, e começaram em setembro com as frentes de educação e de saúde, seguindo a mesma metodologia. Eles nem precisaram de consultoria. Absorveram as ferramentas e deram sequência por conta própria.



Choque de Gestão: Aécio – Link da matéria: http://www.valor.com.br/politica/2916652/fim-de-cargo-comissionado-paralisaria-gestao