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4 de maio de 2015

Artigo Aécio Neves: Brasileiros vão pagar a conta do Governo do PT

Governo produziu uma crise macroeconômica de grandes proporções e vai esgotando a cada dia a sua credibilidade e a sua capacidade de governança.


Temos hoje um governo sem qualquer diálogo com a sociedade


Fonte: Folha de S.Paulo



Pagando a conta


O Brasil corre o risco de ter um longo ciclo de três anos (2014-2015-2016) de crescimento médio muito próximo de zero ou até mesmo negativo. Esse desempenho medíocre do país só ocorreu em três momentos da nossa história recente: na Grande Depressão (1929-1931), na crise da dívida (1981-1983) e no Plano Collor (1990-1992).


Fato é que, desde o início de dezembro de 2014, as projeções de crescimento da economia brasileira passaram a cair todas as semanas. Com a piora do cenário, já se trabalha com um resultado para este ano de uma queda do PIB próxima a 1%. Mas muitos já apostam em uma redução do PIB entre 1,5% e 2%.


Depois de negar peremptoriamente a necessidade de ajuste durante a campanha eleitoral, o governo manda ao Congresso um conjunto de medidas muito mais duras do que seria necessário se tivesse agido no tempo correto e, por exemplo, controlado o crescimento desenfreado do gasto público.


Um ajuste fiscal de mais de R$ 100 bilhões, como o prometido, em um contexto de recessão agravado pela crise política e pela crise de corrupção na Petrobras, transforma em grande frustração os compromissos que o atual governo assumiu para ganhar as eleições. Não será, inclusive, um ajuste rápido como se apregoa, mas vários anos de aperto fiscal em uma conjuntura de baixo crescimento.


A verdade é que o ajuste fiscal deveria ser apenas uma parte de um programa mais amplo de crescimento e de reformas estruturais discutido com a sociedade civil e pactuado pela presidente da República.


O quadro poderia ser completamente outro se não houvesse uma grave crise de confiança, que afugenta o investimento privado e alcança, agora, segundo indicadores da Fundação Getúlio Vargas, os níveis mais baixos desde o auge da crise financeira mundial de 2009.


Temos hoje um governo sem qualquer diálogo com a sociedade, que faz o que quer, como quer e quando quer. Sem um plano de desenvolvimento, e eleito com base em promessas que não serão cumpridas, entrega ao país um ajuste rudimentar que terá um custo muito elevado para a sociedade, pois será baseado na redução de direitos dos trabalhadores, cortes do investimento público e aumento de carga tributária.


A questão que parece ser central agora é que é muito difícil fazer ajustes de fundo, consistentes, em um governo politicamente fraco. Em muitos casos, crises podem virar janelas de oportunidade para se criar um consenso mínimo a favor de uma agenda mais ampla de reformas. Hoje acontece o contrário: o governo produziu uma crise macroeconômica de grandes proporções e vai esgotando a cada dia a sua credibilidade e a sua capacidade de governança.

28 de novembro de 2014

Aécio condena mentiras de Dilma para ganhar eleição

Aécio: Dilma mentiu durante campanha eleitoral






“Não foi à toa que a candidata se recusou a apresentar um programa de governo. Hoje, fica evidente que ela sabia estar mentindo ao país.”


As mentiras do PT para ganhar a eleição


Fonte: PSDB

Declaração do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves


“As contradições, cada vez maiores, da presidente Dilma Rousseff sinalizam um governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar.

Não foi à toa que a candidata se recusou a apresentar um programa de governo aos brasileiros. Hoje, fica evidente que ela sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral. Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?

A presidente escolheu novos nomes para a área econômica do governo tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade perdida. Mas, ao mesmo tempo, protagoniza no Congresso mais um violento ataque à credibilidade do país ao afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal, alterando as metas de superávit, e usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre.

O governo lembra a música de Noel Rosa, ‘Com que roupa eu vou?’. No caso, com que discurso o governo vai falar ao país? Com o falso discurso populista apresentado na campanha e pelo qual foi eleito? Com o da irresponsabilidade fiscal que afronta o Congresso? Com o defendido pelos novos ministros, que contraria todas as teses defendidas pelo PT?

Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum.”

7 de agosto de 2014

Aécio inicia campanha na região da Baixada Fluminense

Fonte: O Globo


Com apoio do PMDB do Rio, Aécio faz corpo a corpo nesta quinta na Baixada Fluminense

Movimento ‘Aezão’ marca reunião com 200 lideranças e 800 moradores de Queimados. O candidato tucano a presidente, senador Aécio Neves, começa nesta quinta-feira sua campanha no Rio pela Baixada Fluminense. Com uma caminhada marcada para o fim da tarde em Queimados, ele se encontrará com os peemedebistas dissidentes que criaram o movimento “Aezão”.

Sem a presença maciça de prefeitos da região — parte declarou apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff —, o evento reunirá deputados de PMDB, PP, PSDB e PSD. Após o corpo a corpo, Aécio participará de uma reunião com 200 lideranças locais e 800 moradores do município.

A caminhada é a primeira agenda de campanha do “Aezão”, movimento de apoio a Aécio e ao governador peemedebista Luiz Fernando Pezão, que tenta a reeleição. O governador não deverá comparecer ao ato. Embora esteja oficialmente com a candidatura de Dilma, Pezão não tem pedido votos para a presidente. Será distribuído material de campanha conjunto de Aécio e Pezão, mas em pouca quantidade. O atraso na divulgação do CNPJ das candidaturas atrapalhou a confecção das peças. De acordo com o presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani, os dissidentes planejam para o tucano 15 eventos no Rio, dos quais pelo menos cinco na Baixada. A meta é promover um ato em cada região do estado. Aécio também terá encontros com empresários.

Além do prefeito de Queimados, Max Lemos, um dos articuladores do movimento “Aezão”, é esperado o prefeito de Nilópolis, Alessandro Calazans (PMN). Os prefeitos dos dois principais colégios eleitorais da Baixada — Duque de Caxias e Nova Iguaçu —, Alexandre Cardoso (sem partido) e Nelson Bournier (PMDB), anunciaram apoio a Dilma. No entanto, o quadro de apoio ao tucano pode ser alterado. Segundo Lemos, existe a expectativa de migração de prefeitos para a candidatura de Aécio.

— Precisamos levar em conta que alguns prefeitos têm convênios com o governo federal e isso pode ser uma forma de pressão para que não ingressem no Aezão — afirmou Lemos. — Este evento é para apresentar Aécio à população e não aos prefeitos, que já estiveram reunidos no lançamento do “Aezão”. Convidamos deputados e a chapa do governador Pezão. Estarão presentes o vice, senador Francisco Dornelles, e o Cesar Maia (candidato ao Senado) — acrescentou Lemos.

Dos 13 prefeitos da Baixada, seis declararam apoio ao Aezão e cinco, a Dilma. Outros dois ainda não decidiram para quem pedirão votos.

O descontentamento com o governo da presidente Dilma Rousseff pode fazer o “Aezão” ganhar mais colaboradores. Prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier é um dos que ameaça romper com a aliança nacional entre PMDB e PT. Ele afirmou na quarta-feira que a cidade foi a mais atingida pelas chuvas de dezembro do ano passado e que, até hoje, não vieram recursos do governo federal para ajudar na reconstrução:

— Se não tiver a reciprocidade, vou ter que dizer ao povo de Nova Iguaçu que ela não foi sensível — declarou, dizendo que tomará a decisão de continuar a apoiar ou não Dilma “no momento exato”.  

Picciani assume coordenação
 
Na terça-feira, Aécio ligou para o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, e o convidou para assumir a coordenação de sua campanha no Estado do Rio. Picciani foi o idealizador do “Aezão”. O peemedebista evitou comentar na quarta-feira se os prefeitos estão ou não sendo pressionados a ficar fora do “Aezão”:

— Honestamente, o que eu percebo é que a esperança é maior do que o medo.

Picciani afirmou que a ideia do evento desta quinta-feira em Queimados é fazer com que Aécio tenha contato com a população e apresente propostas para a região. O PMDB quer evitar o que aconteceu com Pezão na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, no primeiro dia de campanha, quando ele ficou cercado por correligionários e praticamente não conseguiu se aproximar dos eleitores. A organização do “Aezão” quer que os candidatos fiquem mais próximos de Aécio somente na parte final da agenda, quando acontecerão os discursos.

— A finalidade é mais caminhar e estar livre cumprimentando as pessoas comuns na Baixada. Se fica muita gente em cima, o candidato não consegue falar com as pessoas — afirmou Picciani.

5 de agosto de 2014

Aécio opta por não receber salário de parlamentar nesta campanha

Fonte:Jogo do Poder



Aécio Neves abre mão do salário parlamentar durante campanha

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, vai abrir mão do salário que recebe como senador nos meses correspondentes à campanha eleitoral. Mesmo inexistindo norma que o obrigue a abrir mão da remuneração, Aécio Neves optou por não receber. Ele vai devolver o salário de julho, que já foi liberado.

Da mesma forma, o presidenciável estuda a possibilidade de se licenciar do mandato de senador, apesar de a regra de desincompatibilização de cargo público para disputar eleições não atingir os parlamentares que concorrem a novo mandato ou a outro cargo. Ele esclareceu que é favorável à licença, mas que discutirá a questão com integrantes da Executiva do PSDB.

“Defini que não receberei a remuneração do Senado Federal [durante a campanha]. Há uma discussão na Executiva do partido, porque alguns companheiros acham que ter a tribuna do Senado como espaço para determinados posicionamentos poderia ser positivo. Pessoalmente, caminho para me licenciar. Mas vou discutir isso até em respeito aos meus companheiros que tem essa posição, e definirei na quarta-feira. O fato concreto é que nesses meses não receberei pelo Senado Federal.”

4 de agosto de 2014

Encontro da Esperança no RS reune 10 mil pessoas

Fonte: Jogo do Poder


Aécio Neves é recebido por mais de dez mil pessoas no Rio Grande do Sul

Centenas de bandeiras coloriram o percurso feito pelo candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, até o ginásio Gigantinho, na tarde deste sábado (2), no Rio Grande do Sul. Ao lado da senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata ao Governo do Estado, Aécio participou do Encontro da Esperança, evento que reuniu mais de dez mil pessoas na capital gaúcha.
Após a execução dos hinos nacional e estadual, Aécio destacou a grandiosidade do evento.

“Tenho andado muito pelo Brasil, muito mesmo, todos os dias. E hoje, nesse exato instante, os olhos do Brasil inteiro, de todas as regiões desse extraordinário país, estão colocados sobre Porto Alegre, sobre o Rio Grande [do Sul], sobre o Gigantinho”, ressaltou o candidato.

Em seguida, Aécio acrescentou: “Hoje Porto Alegre realiza o maior evento dessa campanha eleitoral, de todos os partidos. Está dada a largada para a campanha da decência, da dignidade, da verdadeira mudança”.

Para o candidato da Coligação Muda Brasil, o brado da região Sul “será ouvido do longínquo estado do Acre, no Centro Oeste, que luta tanto para escoar a sua produção, no Nordeste, que ainda pena com a insegurança e com a desigualdade, e no Sudeste, que vê na sua história a incompetência do atual governo”.

Olho no olho

Sob fortes aplausos, Aécio salientou que a campanha da Coligação Muda Brasil à Presidência da República será feita não com ataques, mas com propostas. “A cada mentira e cada ataque que lançarem sobre nós, vamos falar três verdades sobre eles, que desorganizaram e destruíram a nossa economia. Temos oito semanas que nos separam do momento da verdadeira transformação”, afirmou.

O candidato à Presidência defendeu que a campanha seja feita “olho no olho, no corpo a corpo” e ouvindo as demandas da população. “Farei essa campanha como estou fazendo aqui, olhando no olho das pessoas. Agradecendo o apoio com um abraço afetuoso. Mas a nossa adversária não tem coragem de caminhar pelo meio do povo, nas casas e ruas desse país, porque não tem mais a confiança dos brasileiros”, acrescentou.

A de Atitude

Candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo PP, a senadora Ana Amélia reiterou seu apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República.

“Começa hoje uma bonita história, escrita com trabalho, com vitória, com união, com a nossa esperança de mudar. A letra “A”,de Ana Amélia e de Aécio, é também “A” de atitude, de ação, de amizade, de amor. Essa gente veio aqui hoje porque quer, porque acredita na mudança. Já são doze anos de PT no Brasil, e os quatro anos aqui no Rio Grande do Sul –governado pelo petista Tarso Genro – parecem uma eternidade, porque o Estado ficou à serviço de um partido, e não da população”, ressaltou.

Ana Amélia destacou ainda que a campanha deverá ser permeada pelo trabalho: “Eu acredito no trabalho. Só o trabalho deixa as pessoas melhores. Daqui até a eleição, nós só temos uma missão: levar o nome do Aécio a todos os rincões. Porque nós precisamos dele. O Rio Grande do Sul precisa do Aécio”, afirmou.

30 de julho de 2014

Aécio ironiza demissão de funcionário do Banco Santander

Fonte: O Globo


‘Vão ter que demitir muita gente’ ironiza Aécio sobre demissão de funcionário do Santander

Candidato do PSDB afirma que, em vez de punir, Dilma deveria pensar em uma ‘agenda positiva’ para o país

O candidato à Presidência da República pelo PSDB Aécio Neves ironizou a demissão de um funcionário do banco Santander, anunciado nesta terça-feira pelo presidente mundial da instituição Emílio Botín, por ter associado a presidente Dilma à piora do quadro econômico no país. O presidenciável disse que muitas pessoas precisariam ser demitidas por fazerem avaliações negativas do governo.

— Se forem demitir todos que fizeram avaliação negativa do governo, vão ter que demitir muita gente. Ninguém contestou a avaliação, se contentaram em pedir a punição — comentou o tucano em Brasília, onde cumpre agenda com reuniões internas. — Ao invés de estimular a punição, ela (Dilma) tinha era de fazer uma agenda positiva para o Brasil. O problema da economia não é político — alfinetou Aécio.
Ainda sobre o caso, o candidato tucano disse que o governo está próximo a “um ataque de nervos”, e que Dilma precisa “inspirar credibilidade”:

— Eu dizia sempre que esse governo estava à beira de um ataque de nervos, mas hoje eu digo que o governo já está vivendo um ataque de nervos. O que ela (Dilma) tinha de fazer era mostrar uma agenda para o Brasil. A critica da presidente é inócua, só coloca mais luz sobre a percepção geral de que o governo perdeu a capacidade de inspirar credibilidade. Essa é uma avaliação geral — complementou Aécio.

‘Vão ter que demitir muita gente’, ironiza Aécio sobre demissão de funcionário do banco Santander – Ailton de Freitas / Agência O Globo
CANDIDATO NÃO RESPONDE SE POUSOU EM AEROPORTO

O presidenciável também comentou sobre a determinação do governo de que técnicos de vários órgãos sejam encarregados de se preparar para o debate eleitoral que a CNI vai realizar nesta quarta-feira. Para Aécio, práticas como essa fortalecem sua tese para o fim da reeleição no Brasil.
— Se eu já tinha muitas dúvidas sobre a reeleição, esse tipo de ação do governo ajuda a desmoralizar ainda mais o instituto da reeleição — disse Aécio, que complementou: — Essa é mais uma demonstração do governo do PT de não separar a coisa pública da partidária. Antes os ministros tinham certo puder, não faziam campanha na hora do trabalho. Agora estão fazendo campanha full time e agora os técnicos do governo também estão sendo vinculados à campanha eleitoral.
Quando perguntado se já havia pousado no Aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais, Aécio disse que não responderia à questão, porque “isso é irrelevante”.
— Não vou ficar estendendo essa pauta e cada um que faça seu julgamento, estou pronto para isso. O tucano diz que o caso não está afetando em nada as avaliações da campanha. — Eles disseram que vão fazer o diabo para ganhar as eleições e estão fazendo. Não vou cair na armadilha de desviar o foco — respondeu.

28 de julho de 2014

Simpatizantes pelo PSDB se mobilizam para campanha em MG

Fonte: Jogo do Poder


Voluntários reforçam mobilização da campanha de Aécio Neves em Minas 

  

Voluntários da campanha de Aécio Neves à Presidência da República iniciaram, neste sábado (26/07), em Belo Horizonte, grande mobilização para divulgar suas propostas em Minas Gerais. Cerca de 400 pessoas reuniram-se com muita disposição e entusiasmo para dedicar parte de seu tempo às ações da campanha de Aécio no Estado.

A primeira reunião dos voluntários ocorreu no Comitê Central da Coligação Todos por Minas com a presença do candidato ao Governo de Minas, Pimenta da Veiga, e do candidato ao Senado, Antonio Anastasia.

Os voluntários da coligação Muda Brasil pertencem a todas as classes sociais, de diferentes profissões e dos mais variados setores da sociedade que acreditam na mudança do país. A adesão já começa a crescer por toda a capital mineira de acordo com o coordenador de voluntariado das campanhas, Saulo Amaral.

“Os voluntários começam a se multiplicar, o que vai reforçar o corpo a corpo da campanha. A mobilização é iniciada por meio de um cadastro. A partir daí, são disponibilizadas as informações sobre a mobilização e o material de divulgação. Vamos seguir a disponibilidade e cada um, definindo os horários e os locais de atuação, e o que cada um poderá fazer”, explicou.
Segundo Saulo, o trabalho será feito durante horário do almoço, após o expediente de trabalho e fim de semana. Os voluntários atuarão nas ruas distribuindo panfletos e adesivos, participando de ‘bandeiraço’, ou por meio das redes sociais, sempre respeitando a legislação eleitoral.
Na primeira reunião de trabalho, foram disponibilizadas informações e orientações para o período de campanha. Todos os voluntários receberam kits de campanha, com santinhos, adesivos, bandeiras. Para se tornar um voluntário nas campanhas das coligações Muda Brasil e Todos por Minas, basta procurar o Comitê Central, situado à avenida do Contorno, número 8.657, no bairro Gutierrez, em Belo Horizonte.

Depoimento de voluntários
 
Ana Lúcia Gazzola, professora – “A soma dos voluntários cria uma verdadeira onda positiva, um efeito multiplicador que é capaz de transformar o país. Cada um de nós será um agente multiplicador desta campanha. O que dá legitimidade a este trabalho é esta onda de vontades e adesões, em torno de um projeto, o de eleger Aécio presidente, que tem a capacidade de transformar o país”.

Lenita Noman, presidente do PSDB Mulher – “Nós de Minas Gerais e do Brasil temos o dever de trabalhar em prol de mudanças no país. Precisamos de um governo sério para combater a corrupção, diminuir os gastos, mudar a política externa e investir em infraestrutura. Acredito que o que Aécio Neves fez no país, será replicado em todo o Brasil. O nosso trabalho é multiplicar essa ideia e disseminar em seus grupos a mensagem da coligação Muda Brasil, Aécio presidente.”

Leo Bahia, produtor cultural – “Hoje eu acho que a campanha é muito mais efetiva com a participação do voluntariado. Essas pessoas têm uma força muito grande e um poder multiplicador, por poder envolver mais diretamente o eleitor indeciso. Este é o nosso trabalho, de buscar novos eleitores para eleger Aécio presidente da República. É um exercício de cidadania poder participar deste momento em que o país exige mudanças.”

Regina Lacerda, psicóloga – “O voluntário é convicto e a maior fonte de disseminação de ideias. O poder do trabalho é muito extenso e pode ser comparado ao de uma formiguinha. Sou uma voluntária, porque acredito nas propostas da candidatura de Aécio a presidente.”

Gustavo Magalhães, advogado – “São os voluntários as pessoas que estão realmente engajadas e que querem de alguma forma contribuir para que haja mudança. O pouco tempo que podem dedicar a este trabalho é de grande ajuda para a verdadeira mudança do país, que é o que pretendemos com a eleição de Aécio presidente.

Diego Sanches, gestor – “Vamos doar o nosso tempo, sem constrangimento. Este é o ponto principal deste trabalho, de apresentar propostas de melhoria para o país. Não temos o direito de errar e temos que dedicar todo o tempo que tivermos para eleger Aécio presidente. Não será um trabalho em vão, será um trabalho em prol do país.

Cris do Morro, educador social – “Quero levar a proposta de Aécio e Anastasia às favelas e mostrar o trabalho que foi realizado até aqui pelo Governo de Minas, com inúmeros resultados positivos. Precisamos dizer que este trabalho pode crescer ainda mais. Quero ser voluntário da coligação Muda Brasil, que vai eleger Aécio presidente e doar meu tempo para divulgar as ideias, mostrando à sociedade que esta é a verdadeira forma de participação na política.”

José Geraldo Prado, servidor público – “A política se faz com participação e acredito que o envolvimento do cidadão, defendendo as suas posições, crenças e valores é fundamental. O nosso trabalho é apresentar a grande marca, levar para o Brasil a experiência exitosa de Aécio Neves como governador de Minas e elegê-lo presidente.”

23 de julho de 2014

Aécio Neves: "Ataques à honra dos adversários é uma praxe do PT"

Fonte: Hoje em Dia


Campanha eleitoral começa com mentiras, diz Aécio Neves

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o PT de promover um ataque à honra dos adversários, em razão da notícia de suposta irregularidade na construção de um aeroporto na cidade de Cláudio (MG) em terras desapropriadas de seu tio-avô. “A campanha começa como nossos adversários gostam, com mentiras, e ataques à honra dos adversários, essa é uma praxe do PT.

Aécio disse que a informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo de que houve construção por parte do governo de Minas Gerais numa área privada de seu parente é “mentirosa”. Segundo ele, a desapropriação foi feita por R$ 1 milhão e seu tio-avô apresentou uma proposta de R$ 9 milhões. “Se houve alguém favorecido foi o Estado (de MG) e não meu parente.” Aécio informou que buscou o parecer de dois ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Brito e Carlos Veloso para atestar a legalidade do ato promovido pelo governo de Minas Gerais. Segundo ele, os dois ex-presidentes “atestaram a legalidade da operação”.

Aécio disse também que o Ministério Público de Minas Gerais investigou essa mesma obra em abril deste ano e arquivou o processo porque não encontrou nenhuma irregularidade. “A obra foi feita dentro da lei.” O presidenciável, que participou na tarde de hoje de um encontro promovido pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), com pessoas com necessidades especiais, lamentou ainda que a campanha presidencial esteja começando “com essa deturpação da verdade”.

17 de julho de 2014

Inflação persiste e impede taxa Selic subir

Fonte: PSDB



Aécio Neves – Copom 

O candidato da Coligação Muda Brasil, senador Aécio Neves, analisa a decisão do Copom em nota divulgada nesta quarta-feira (16/07). A seguir, a íntegra da nota.

O Brasil está preso numa armadilha de baixo crescimento e inflação elevada. Mas não apenas: também nos tornamos reféns da mais alta taxa de juros do mundo, como confirmado hoje pela decisão do Copom que manteve a Selic em 11% ao ano.
Trata-se de mistura indigesta, que impede o país de voltar a crescer e gerar melhores condições de vida para sua população.

A taxa básica de juros continua mais alta do que quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, em janeiro de 2011. Pior: desde fins do ano passado, voltamos a liderar o nada honroso ranking mundial de juros reais. Desde então, a cada decisão do Copom nos distanciamos das demais economias.
A política monetária atual revela os estreitos limites do voluntarismo inerente a várias medidas tomadas pela atual gestão. Em 30 de abril de 2012, a presidente foi à TV prometer a redução dos juros. Baixá-los a 2% ao ano em termos reais era um de seus principais compromissos desde a campanha eleitoral.

Hoje, em quaisquer linhas de crédito que se observe, as taxas já retornaram aos patamares vigentes no início do atual governo.
É mais uma demonstração de que, ao contrário do que parece crer a presidente da República, problemas não são resolvidos no improviso. Foi a alta da inflação, estimulada pelo governo, que obrigou o Banco Central a subir os juros. Enquanto for assim, difícil será reduzi-los.

Baixar os juros abusivos praticados no Brasil é obrigação de um governo responsável e realmente comprometido com a melhoria das condições de vida no país. Mas não é algo que se obtenha na marra.
A única maneira de fazê-lo de maneira permanente é: (I) ser transparente e cuidar das contas públicas sem truques; (II) economizar o suficiente para reduzir tanto a dívida bruta quanto a líquida de forma consistente; e (III) cumprir rigorosamente a meta para a inflação, sem manipulações.
É tudo que o governo do PT não faz. O preço, pagamos na forma de crescimento medíocre, inflação persistentemente alta e juros nas alturas.

1 de julho de 2014

Ética na vida pública e coerência partidária fizeram de Aloysio Nunes vice-presidente de Aécio

 Fonte: Jogo do Poder

Discursos do candidato à Presidência da República, Aécio Neves, e do vice na chapa Aloysio Nunes


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou, nessa segunda-feira (30/06), durante reunião em Brasília, a escolha de Aloysio Nunes como vice na chapa do partido que disputará as eleições deste ano.

A seguir, os principais trechos dos discursos.

AÉCIO NEVES

Estamos hoje reunidos, a Executiva nacional do PSDB, com o respaldo e o apoio de todos os outros sete partidos que nos acompanham nessa caminhada para cumprirmos uma importantíssima etapa na nossa trajetória, na nossa caminhada na busca do reencontro do Brasil consigo mesmo. Com desenvolvimento, com a respeitabilidade e, sobretudo, com avanços sociais.

Hoje tenho a alegria enorme de poder anunciar como meu companheiro de chapa o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do PSDB no Senado Federal. A indicação do senador Aloysio como meu companheiro de chapa é uma homenagem à coerência, matéria-prima essencial à vida pública e lamentavelmente hoje em falta no Brasil. A trajetória exemplar de Aloysio durante toda sua vida, sempre na defesa da democracia, da liberdade, da ética na vida pública, fazem com que a partir de agora nossa caminhada se fortaleça e se fortaleça enormemente.

As razões para a escolha de Aloysio em um momento em que tínhamos tantos outros nomes extremamente qualificados resumiria dizendo que não foram as conveniência da campanha, mas sim os interesses do Brasil que me levaram a essa decisão. Quando se olha uma chapa, é natural, até porque o histórico não muito remoto da vida pública brasileira certamente nos permite esse encontro com a história, sempre que se olha uma composição de chapa olha-se o vice-presidente da República, ou o candidato a vice, como alguém que eventualmente possa assumir a Presidência da República.

Aloysio Nunes não é apenas um homem para ser vice-presidente da República. É um nome que em qualquer eventualidade está absolutamente preparado para presidir o Brasil. A sua qualidade intelectual inegável, a sua postura política irretocável, respeitada inclusive por seus adversários, fizeram com que chegássemos aqui hoje a essa decisão que politicamente me parece acertada e, do ponto de vista pessoal, me alegra muito.

A verdade é que o nosso destino é o futuro. E o nosso desafio é fazermos uma bela travessia com coragem e com responsabilidade para chegarmos a esse futuro. Futuro que almejam todos os brasileiros.

Quero dizer a cada um e a cada um dos companheiros que nos ajudaram nessa caminhada até aqui que esse nosso destino hoje está mais próximo, com a chegada na campanha, agora como candidato à Vice-Presidência da República e homem público integrado, honrado, competente e que honra a boa política brasileira, Aloysio Nunes: bem-vindo a essa belíssima travessia que vamos fazer em busca de um Brasil que seja de todos. Não na propaganda, mas na vida cotidiana de cada brasileiro.

Estou absolutamente honrado, não apenas pela presença de Aloysio na chapa, mas pela forma como ela se dá com essa emoção, com essa determinação. Acho que isso que conseguimos construir entre nós, essa crença de que não é um projeto de um partido político, muito menos de uma coligação, que está em jogo, é um projeto de Brasil.

Cada vez mais estamos encarnando um sentimento amplo na sociedade brasileira que quer, em parte, sim, se reconciliar com a boa política. E a nossa responsabilidade e mostrar que isso é possível. O senador Aloysio soma, e muito, sob todos os aspectos, a essa caminhada, como o senador mais votado da história do Brasil, mas, sobretudo, pelo homem íntegro e honrado que é.

Estou extremamente feliz em termos podido chegar, não eu pessoalmente, o que seria muito fácil, mas o conjunto das forças que nos apoia, de forma unânime e convergente, ao seu nome. A partir de agora vamos caminhar de mãos dadas pelo Brasil pregando o novo, a ética, a responsabilidade e também a eficiência na vida pública.

O anúncio está feito e reitero que fiquei muito feliz de poder ter tido a aceitação também do senador José Agripino para coordenar a nossa campanha, mostrando que não será uma campanha de um partido, será uma campanha de um conjunto de forças políticas.

Desde ontem em São Paulo, com as últimas conversas que tive recebi, quando caminhávamos para essa decisão, dois apoios absolutamente entusiasmados a essa indicação, que se somam a um terceiro, entre tantos que eu já havia recebido há alguns dias. O primeiro deles foi o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que será sempre para nós uma referência não pelo que fez, mas pelo que ainda pode fazer pelo Brasil, e estará ao nosso lado também nessa caminhada para enorme orgulho de todos nós. Ele também achava que essa era a decisão mais adequada.

Recebi duas manifestações de apoio irrestrito à presença do senador Aloysio na chapa, representando o sentimento de todos os demais companheiros do partido. Do ex-governador José Serra, que terá também na nossa campanha um papel muito relevante, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Todos eles considerando que a presença do senador Aloysio fortalece a nossa chapa nacionalmente, e em especial no estado de São Paulo.

ALOYSIO  NUNES

Quero, em primeiro lugar, ainda bastante emocionado, mesmo depois que o Aécio ter, ontem à noite, depois de ter pedido autorização à minha mulher, Gisele, que aqui está, formalmente me dado a imensa honra deste convite, que eu de pronto aceitei, me preparava para este momento, mas continuo ainda bastante emocionado por este momento da minha vida política.

Me lembro de tantos anos atrás, quando comecei a minha militância política, eu, hoje um homem de 69 anos, olho para um jovem de 18 anos, olha para este jovem que começou a militar quando ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, e pergunto: será que sou eu mesmo? Acho que sou.
Claro que o tempo passou, as experiências se acumularam, alguns sonhos se desfizeram, a alma foi sendo limada pelo tempo, pelas asperezas da vida, mas basicamente, as minhas convicções são as mesmas. Convicção em torno da democracia, da liberdade, do pluralismo e a convicção da luta pela igualdade.
Lembrava agora há pouco ao Aécio que os nossos caminhos se cruzaram efetivamente quando ele foi candidato a líder do PSDB na Câmara dos Deputados. Faz muitos anos isso. E o Aécio me convidou para ser o seu primeiro vice-líder. A história está se repetindo. E fiquei muito feliz. Recebi do Aécio as lições de vida parlamentar que me inspiraram e me inspiram até hoje. Procurei cumprir com zelo e dedicação as determinações, as incumbências, as tarefas políticas da vice-liderança e ser um companheiro do Aécio.
Depois que o Aécio foi eleito presidente da Câmara, teve uma trajetória brilhante que todos nós conhecemos e que o credencia hoje a ser o nosso presidente da República, eu também segui o caminho do Executivo, com a experiência fantástica de ser, como Eduardo Jorge foi e outros companheiros foram, companheiros de Fernando Henrique na Presidência da República. Servi também a este extraordinário político e servidor público que é José Serra, na prefeitura de São Paulo e no governo, e, agora, estou no Senado.

Quero agradecer muito aos meus companheiros senadores a oportunidade que vocês me deram para exercer a liderança da nossa bancada. Agradecer imensamente porque tenho a convicção de que este posto, cuja porta me foi aberta por Álvaro Dias, seguramente me credencia a esta incumbência que recebo hoje das mãos da Executiva Nacional.

O Aécio fez, antes da chegada da imprensa, aqui entre nós, perante este grupo com o qual temos trabalhado, já há algum tempo, desde que o Aécio se tornou presidente do partido, que foi seu colaborador nesse trabalho de organização, de afirmação da unidade no nosso partido, de busca de parcerias, de contatos, de alianças, como nós nunca tivemos… O Aécio fez um resumo das nossas disputas eleitorais nos estados.

O Maquiavel tem uma reputação sulfurosa, mas dizia o seguinte: que o sucesso da política depende de dois fatores, a fortuna e a virtú.

A fortuna são as condições objetivas, condições que em grande medida não dependem de nós. E as condições objetivas que vivemos hoje apontam profundo desejo de mudança do povo brasileiro. Esta é a realidade política marcante. que foi, inclusive, fator de desagregação do bloco que governa o país há tanto tempo. O Brasil quer mudar, quer um governo diferente, quer um novo fôlego, um novo impulso, um novo curso para a nossa vida política. E o Aécio conseguiu encarnar esse desejo, conseguiu encarnar esse desejo.

E aí entra a virtude. A força de vontade, a lucidez, a capacidade, os atributos pessoais que garantiram, em primeiro lugar, uma aliança e o entusiasmo de todas as seções do PSDB, uma grande coligação com os nossos companheiros de outros partidos, o Democratas, o Solidariedade, o PTB, que agora recentemente veio a nos apoiar, o PTC, o PTN, o PMN e o PTdoB.

Fico muito feliz com a indicação desse extraordinário político do Rio Grande do Norte e do Brasil que é o nosso companheiro José Agripino.

Serei um vice muito dedicado, muito leal, muito correto, consciente da preeminência do nosso candidato à Presidência, orgulhoso e feliz por tem alguém do porte, da envergadura, da liderança, do carisma de Aécio Neves como nosso comandante.

Eu quero ser, na vice-Presidência, um representante de todos vocês, porque o que o Aécio conseguiu foi reunir um exército extraordinário de líderes e de militantes políticos. Eu serei um militante político, representando todos nós, participando da campanha nos estados, ajudando onde puder ajudar, tentando livrar o Aécio das canseiras que a candidatura à Presidência sempre acarreta.

13 de novembro de 2009

"IstoÉ": Aécio lidera pesquisa da Vox Populi para 2010



Pesquisa espontânea do instituto Vox Populi obtida com exclusividade pela revista IstoÉ coloca o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como favorito para as eleições presidenciais de 2010. O tucano, que registrou 11% da preferência dos eleitores, fica atrás apenas do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 13% das intenções de voto, mas não pode concorrer ao cargo pela terceira vez consecutiva. Na pesquisa espontânea, os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados aos entrevistados.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em terceiro no levantamento, seguido pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 6%. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) somou 3%, na frente da senadora Marina Silva (PV-AC), com 2%, e de Heloísa Helena (Psol), com 1%. O instituto ouviu 2 mil pessoas e concluiu os trabalhos no dia 2 de novembro. De acordo com a IstoÉ, 53% não souberam responder e outros candidatos somaram 1%.

A reportagem da IstoÉ, que chega às bancas na manhã deste sábado, afirma também que a candidatura de Aécio já é bem vista pelo empresariado. Em jantar na semana passada, o governador de Minas foi aplaudido durante cinco minutos por uma plateia composta por nomes como Luiz Trabuco (Bradesco), Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Ivan Zurita (Nestlé), entre outros. Além disso, ele teria mais possibilidade de formar alianças e já contaria com a simpatia do PDT e do ministro das Comunicações, Hélio Costa, por exemplo.

Em outra pesquisa da Vox Populi, desta vez na modalidade estimulada (quando nomes de candidatos são apresentados aos entrevistados), divulgada na noite de terça-feira pelo Jornal da Band, Aécio aparecia com 18%, enquanto Dilma somava 20% e Ciro, 19%. No cenário com José Serra, o governador paulista somava 36%, na frente da candidata petista, que registrou 19%. A margem de erro desse levantamento é de 2,4 pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na terça apontava, no entanto, que Aécio era o candidato com menor rejeição (5%), seguido de Ciro (8%), Heloisa (10%), Serra (11%) e Dilma (12%).

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4 de novembro de 2009

Armação contra Aécio, a jornalista Lúcia Hipoolito avisa: “A patrulha da lama se assanha”


O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam. E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.
Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.
A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.
Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.
No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.
São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo -- ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.
Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.
E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.
(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu". Quando não, "coisa dos dois" em conluio.)
Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.
A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)
Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.
Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique... E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.
Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.
Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.
É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.
Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.
Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que "estacionam" em certos blogs e sites -- ou são seus titulares --, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.
Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.
No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que "quem bate perde". Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.
Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.
Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.
A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.
A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)
Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.
Junto com a notícia veio a especulação: "já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?"
"É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?"
"É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?"
Não se sabe.
A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.
Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.