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6 de junho de 2014

Aezão: PMDB-RJ reúne 1.600 líderes em apoio à candidatura de Aécio

PMDB rompe em definitivo com PT no Rio e lança chapa Aezão. Aécio prometeu criar Unidades de Policias Pacificadoras (UPPs) nas regiões.


Além de parte do PMDB, o “Aezão” teve apoio oficial de PSDB, PSD, PP, PSL, PEN, PMN, PTC e Solidariedade.


Fonte: O Globo

Ato promovido pelo presidente do PMDB no Rio em apoio a Aécio e Pezão reúne 1.600 líderes


Em evento na capital fluminense, tucano promete implementar UPPs em todas as regiões metropolitanas do país caso eleito

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, senador Aécio Neves, participou nessa quinta-feira, no Rio, do lançamento do “Aezão”, movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani em apoio às pré-campanhas do tucano e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição. Aécio considerou o encontro, numa churrascaria na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, como o mais importante evento político em defesa de seu nome promovido nos estados. A reunião foi uma demostração de força de Picciani, que reuniu 1.600 lideranças, entre elas representantes de 17 partidos.

Em um discurso de 15 minutos, Aécio não citou Pezão, justificando, em entrevista, que o PSDB não tem candidatura própria no Rio e ainda negocia com o DEM e o PPS possível apoio ao ex-prefeito Cesar Maia (DEM), outro pré-candidato ao governo. Após o evento, Picciani disse que em 48 horas o impasse será resolvido, e que o PSDB e o PPS devem migrar para a aliança do governador.

Em sua fala, o tucano atacou o governo da presidente Dilma Rousseff nas áreas de Segurança Pública, Saúde e Educação e lembrou escândalos na Petrobras. Aécio prometeu criar Unidades de Policias Pacificadoras (UPPs) nas regiões metropolitanas do país.

— Na segurança pública, a omissão do governo federal é quase criminosa. O modelo de UPP será levado para todas as regiões metropolitanas — disse Aécio, que no final do discurso declarou: — Me dêem a vitória no Rio de Janeiro que eu dou a vocês a Presidência da República.

Além de parte do PMDB, o “Aezão” teve apoio oficial de PSDB, PSD, PP, PSL, PEN, PMN, PTC e Solidariedade. No entanto, havia representantes de partidos como o PR, do deputado federal Anthony Garotinho; o PRB, do senador Marcelo Crivella, ambos pré-candidatos ao Guanabara; e oPCdoB, que integra a aliança do senador Lindbergh Farias (PT), que disputará o governo. Ainda participaram da reunião lideranças regionais do PROS, PPS, PTB, DEM e PDT que integram o grupo político de Picciani.

GOVERNADOR CULPA PT POR DISSIDENTES

Pezão não compareceu ao encontro. Durante o almoço, o peemedebista cumpria agenda também na Barra da Tijuca: o lançamento de obras de recuperação ambiental das lagoas da região. Embora tenha reafirmado apoio à reeleição de Dilma, ele justificou o crescimento da dissidência noPMDB como reação à decisão do PT de não impedir a candidatura de Lindbergh:

— Domingo, tive a oportunidade de conversar sobre isso com a presidenta Dilma, eu, o prefeito (do Rio) Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral. Nós estamos com a presidenta. Mas desde o momento em que o PT saiu da aliança e que alguns membros petistas vão para o interior do estado e fazem críticas contra nós, cria um ambiente ruim. Não é por culpa nossa. As pessoas que estão saindo tiveram algum problema no relacionamento com o PT também — disse, ressaltando que parte do “Aezão” constitui uma “base forte” para sua campanha: — Temos outros partidos, como o Solidariedade, que está com o Aécio. Tem aqui o PSD do Rio que está com ele. Tem outro candidato (à Presidência), o pastor Everaldo, que está dentro da nossa coligação com PSC. Esse movimento vai existir. (…)(Aécio) É um grande candidato e vai dar trabalho, mas estou com a presidenta Dilma.

O presidente regional do PT, Washington Quaquá, reagiu ao “Aezão” e fez críticas às visitas de Dilma ao Rio, quando se reúne com Pezão e Cabral:

— O PMDB deixou os generais com a Dilma e a tropa com o Aécio. Mas não se vence guerra com generais. Quem dá tiro é a tropa. É claro que Pezão e Cabral aprovam essa estratégia. A presidente Dilma precisa entender que está em curso uma traição no Rio. Ela não pode mais vir ao Rio e ficar só com Pezão e Cabral.

Quaquá disse não fazer a crítica para defender Lindbergh, mas por temer o efeito dessa estratégia para a própria candidatura de Dilma.

— A nossa preocupação não é a ausência dela no palanque do Lindbergh, porque ele é candidato o suficiente para vencer a eleição sem precisar se escorar em ninguém. O problema é a candidatura dela. Ela precisa tomar providências em relação a isso. O Cabral e o Pezão só não estão oficialmente com o Aécio por covardia. Pegaria muito mal eles fazerem isso. Como iriam explicar abandonar a presidente e o Lula agora? Ela tem que sair do círculo oficial ao vir ao estado — defendeu (colaborou Guilherme Amado)

22 de março de 2011

Ao lado de Aécio e Anastasia, Pestana assume PSDB em Minas com o desafio de formar alianças para prefeitura de BH em 2012”


PARTIDOS Novo presidente da legenda em Minas julga “muito difícil” reedição de aliança com o PT nas eleições para a PBH e quer centrar força na disputa das 50 maiores cidades do estado

O governador Anastasia (E), ao lado de Aécio, cumprimenta Marcus Pestana, que assume a legenda em Minas e vai investir na modernização

O novo presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana, assumiu o cargo ontem afirmando ser “muito difícil” a reedição, nas eleições municipais do ano que vem, da aliança formada entre o partido e o PT em torno da candidatura do prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) em 2008. Pestana, que substitui Nárcio Rodrigues no comando do PSDB estadual, disse que os tucanos foram muito mal recebidos na prefeitura. Com a vitória de Lacerda em 2008, o PT, que por mais de 20 anos governava ou participava da administração da capital, passou a ter o PSDB ao seu lado na prefeitura. “O PT estava muito cristalizado na máquina municipal”, justificou Pestana. Entre os principais postos assumidos pelo PSDB com a chegada de Lacerda ao poder estavam a presidência da BHTrans e a Secretaria de Saúde.

Para o governador Antonio Augusto Anastasia e o senador Aécio Neves a questão deverá ser analisada a seu tempo, no próximo ano. Na avaliação do senador, no entanto, há mais proximidade da administração Lacerda com as ideias tucanas do que com as petistas. ”Em 2008, foi uma aliança boa para a cidade. Naquele momento nos pareceu ser o melhor caminho. As lideranças do partido vão decidir o que será feito no tempo certo, mas nós estamos muito confortáveis. Não sei se todos estão, até porque, do ponto de vista da administração, Lacerda tem muito mais similaridade conosco. Isso facilita nosso entendimento. Vejo nele qualidades de gestão pública que não vejo no PT”, afirmou.

As avaliações de Pestana e de Aécio colocam ainda mais pressão sobre Lacerda. Há cerca de um mês, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também afirmou ser difícil a construção de nova aliança entre petistas e tucanos para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte. Com fogo de todos os lados, e liderança política ainda em teste, Lacerda evita qualquer declaração sobre possíveis cenários políticos para 2012.

Assim como os petistas, Pestana vê duas possibilidades para a disputa do ano que vem. O partido mantendo aliança apenas com o prefeito, sem o PT, ou lançando candidato próprio. “Temos grandes nomes para a disputa, como o presidente da Câmara, Leo Burguês, o deputado estadual João Leite, e os deputados federais Eduardo Azeredo e Rodrigo de Castro”, diz Pestana. O novo presidente do PSDB, no entanto, afirma que o quadro político na capital só será definido depois da Semana Santa de 2012.

Além dos esforços pela prefeitura da capital, o PSDB vai centrar forças ainda na disputa das 50 maiores cidades do estado, sempre com muito cuidado para não melindrar aliados, conforme Pestana. “É uma construção política complexa: afirmar a identidade partidária e negociar com habilidade com a ampla base aliada”, diz o presidente do PSDB. Nas eleições do ano passado para o governo de Minas, o candidato tucano, Antonio Augusto Anastasia, que venceu a disputa, contou com o apoio de outros 12 partidos: PP, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, PPS, DEM, PSDC, PMN e PSB.

Segundo Pestana, também serão metas da administração do PSDB estadual a modernização do partido, com a inserção da legenda nas chamadas novas mídias, como o twitter e o facebook, e a aproximação com ambientalistas, juventude e movimento sindical. O partido governa hoje 148 municípios de Minas Gerais.