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24 de julho de 2014

PMDB capixaba se une a Aécio

Fonte: PSDB


Aécio Neves se reúne com líderes capixabas e acerta unificação das campanhas à Presidência da República e ao governo do Estado

“A intenção desse nosso projeto é resgatar o Espírito Santo do isolamento a que foi submetido pelo governo da presidente Dilma”

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, reuniu-se na tarde dessa quarta-feira (23/07), em São Paulo, com o candidato ao governo do Espírito Santo Paulo Hartung (PMDB-ES), o vice Cesar Colnago (PSDB-ES) e o coordenador da campanha presidencial no Estado, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

“Se eu pudesse resumir a intenção desse nosso projeto, dessa nossa aliança, eu diria que é resgatar o Espírito Santo do isolamento a que foi submetido pelo governo da presidente Dilma”, disse Aécio Neves. O objetivo do encontro foi o de unificar a campanha nacional e a estadual.

O candidato à Presidência da República defendeu um resgate dos potenciais do Estado e afirmou que a aliança com o Espírito Santo é fundamental para a construção de um futuro com mais desenvolvimento, geração de renda e riquezas para o país.

“Poucos Estados brasileiros têm o potencial que tem o Espírito Santo para se desenvolver, para crescer, para gerar divisas para o Brasil em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Estamos fechando uma parceria eleitoral, sim, mas uma parceria em favor do futuro dos capixabas,” acrescentou Aécio.

União de forças

Para o candidato a governador do Espírito Santo Paulo Hartung, o apoio a Aécio Neves busca a união de forças. “Um bom projeto para o Espírito Santo, para que retome o seu dinamismo econômico. Um bom projeto para o Brasil, que todos nós sabemos que precisa organizar uma agenda de modernização, que traga competitividade, produtividade. Que coloque as questões sociais e a questão educacional no centro dessa agenda”, ressaltou.

Segundo o candidato a vice-governador Cesar Colnago, falta ao governo federal o reconhecimento de que o Espírito Santo contribui para o desenvolvimento do Brasil, mas não tem a contrapartida da União. “Queremos esse reconhecimento do nosso papel. Queremos ajudar o Brasil, mas queremos também ser vistos pelo Brasil nesse desenvolvimento”.

Já o senador Ricardo Ferraço destacou que a candidatura de Aécio Neves representa o retorno da meritocracia nas atividades públicas do país. “Significa, na prática, a possibilidade de fundir a boa política, a política com P maiúsculo, com uma política que oferece resultados para o contribuinte e para a sociedade brasileira. Do ponto de vista capixaba, a eleição do Aécio representa para todos nós o fim do descaso. Estamos unificando nossos movimentos para que o Espírito Santo possa progredir, prosperar e construir um ambiente saudável para todos os capixabas”, afirmou Ferraço.

11 de julho de 2014

Dilma aproveita da Copa para fazer uso eleitoreiro

Fonte: Estado de Minas


Aécio condena tentativa do governo de Dilma de fazer uso político da Copa

No Espírito Santo, presidenciável afirma que evento é de todos os brasileiros. No Congresso, oposição quer CPI para apurar denúncias de corrupção no futebol e em obras para o Mundial
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, senador Aécio Neves, condenou nessa quinta-feira a tentativa do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) de fazer uso político da Copa do Mundo, um evento, segundo ele, de “todos os brasileiros”. Na manhã de ontem, o tucano esteve em Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, estado que classificou como uma “casa” para os mineiros.

“Sempre fui muito reto nas minhas palavras: Copa do Mundo é uma coisa, eleição é outra. O governo da presidente Dilma é que, infelizmente, a cada momento, tem uma reação diferente. Quando vieram as manifestações, ela não tinha nada a ver com Copa do Mundo. Quando a Copa dá certo, parecia até que era ela a artilheira da Seleção. Acho que quem vai pagar o preço (pela eliminação) são aqueles que tentaram se apropriar de um evento que é de todos os brasileiros”, afirmou Aécio, completando que ficou atônito com a derrota histórica para a Alemanha.

Aécio Neves viajou a Vila Velha para ato da campanha do candidato ao governo do estado Paulo Hartung, do PMDB. Apesar de o partido peemedebista apoiar nacionalmente o PT, no Espírito Santo o PSDB ocupa a vaga de vice na chapa de Hartung. Ao desembarcar, ele disse que a visita à cidade inspirava sua proposta de “um audacioso projeto” para o Brasil. “Quero iniciar essa minha campanha com o pé direito aqui, pelo Espírito Santo. Para nós, mineiros, estar aqui é estar em casa.” O tucano acusou o governo federal de ter sido “omisso” com o estado e prometeu “refundar a federação no Brasil”. À tarde, o tucano iniciou a campanha no Rio de Janeiro por Queimados, na Baixada Fluminense

CPI da bola

No Congresso, a derrota fragorosa da Seleção Brasileira diante da Alemanha ressuscitou o discurso da necessidade de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no futebol brasileiro e nas obras da Copa do Mundo. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) promete retomar a coleta de assinaturas na segunda-feira e pretende ampliar o escopo das investigações para o esquema irregular de venda de ingressos para o Mundial.

Randolfe disse que, antes do início do torneio, as 27 assinaturas foram coletadas, mas que, por uma ação de senadores ligados ao mundo do futebol, alguns parlamentares recuaram, e a comissão não foi instalada. “Não há como não retomarmos essa investigação. Precisamos destrinchar a corrupção tanto na CBF quanto nas federações estaduais”, completou o senador. O parlamentar não vê dificuldades para que a CPI possa acompanhar as denúncias de venda de ingressos por cambistas, mesmo que o esquema esteja sendo conduzido por uma empresa, a Match, credenciada à Fifa (leia mais no Copa.BR).

Presidente da CPI do Futebol que funcionou no Senado no fim da década de 1990, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) acredita que não faltam motivos para a criação da comissão. “Tivemos uma Copa superfaturada, com estádios milionários erguidos com dinheiro público e assentos que custavam três vezes mais do que os comprados para as Copas da Alemanha e da África do Sul”, comparou.
Outro que se manifestou, por intermédio das redes sociais, foi o deputado Romário (PSB-RJ). Ele lembrou que, em 2012, defendeu a instalação de uma CPI da CBF na Câmara para investigar o enriquecimento ilícito de dirigentes, corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. “O pedido está parado em alguma gaveta em Brasília”, criticou.

Futebol renovado

Em entrevista apresentada ontem pela rede de TV CNN, a presidente Dilma Rousseff defendeu uma “renovação” no futebol brasileiro que interrompa a exportação de bons jogadores e sirva como um elemento de atração de espectadores aos estádios, especialmente os que foram construídos para a Copa do Mundo. “Exportar jogador significa não ter a maior atração para os estádios ficarem cheios”, ressaltou. “Qual é a maior atração que um país que ama o futebol como o nosso tem para ir a um jogo de futebol? Ver os craques.” A defesa da renovação do futebol foi feita em resposta a uma pergunta sobre os elevados gastos com a Copa do Mundo. A presidente afirmou que os estádios consumiram apenas US$ 4 bilhões do total e comparou o valor aos US$ 850 bilhões gastos pelas três esferas do governo com saúde e educação entre 2010 e 2013. “O restante dos recursos foi aplicado em obras, como aeroportos”, disse Dilma.

Tempo na TV

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem a estimativa do tempo de rádio e televisão para cada candidato à Presidência da República. Dilma Rousseff (PT) deve ter 11 minutos e 48 segundos, Aécio Neves (PSDB) deve contar com 4 minutos e 31 segundos e Eduardo Campos (PSB), com 1 minuto e 49 segundos. Os outros candidatos terão de 45 segundos a 1 minuto e 8 segundos. A propaganda no rádio e na TV começa no dia 19 de agosto e será dividida em dois blocos diários de 25 minutos cada, um à tarde e outro à noite.

Eleições 2014: Vitória é palco de campanha de Aécio Neves

Fonte: PSDB


Aécio faz caminhada e conversa com a população em Vitória

O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, senador Aécio Neves, fez nessa quinta-feira (10) uma caminhada pelas ruas do bairro Praia do Suá, em Vitória (ES). Pela manhã, Aécio participou de um encontro político na cidade vizinha de Vila Velha. Nas ruas da cidade, ele parou para conversar com simpatizantes. posou para fotos e ouviu pedidos e recomendações.

O senador tomou café em um bar, conversou com os moradores e detalhou algumas das propostas da coligação para o país. Durante a caminhada Aécio também ouviu queixas sobre a atuação do governo federal. Ao visitar as peixarias, comércios típicos da Praia do Suá, o tucano foi aplaudido pelos frequentadores.

A caminhada terminou no restaurante São Pedro – que, com 62 anos, é um dos mais tradicionais da cidade. O local é especializado na moqueca capixaba, um prato típico do Espírito Santo. A dona do restaurante São Pedro, Ruth Alves, deu a Aécio um livro de receitas do restaurante.

“Gosto muito do seu trabalho e da sua simpatia”, disse Ruth Alves informando que pretende votar em Aécio Neves para presidente em outubro.
Aécio estava acompanhado de lideranças como o candidato ao governo do Espírito, Paulo Hartung (PMDB), seu candidato a vice, o deputado federal César Colnago (PSDB), o coordenador da campanha da coligação Muda Brasil, senador José Agripino (DEM-RN), entre outros integrantes do PSDB e de partidos aliados.

Aécio se desloca até Vitória e se reune com líderes

Fonte: Jogo do Poder


Aécio pede mobilização pelo país e lembra trajetória  de Tancredo durante visita ao Espírito Santo

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, participou, nesta quinta-feira (10/07), de encontro político em Vila Velha, no Espírito Santo. Aécio lembrou que há 30 anos, no Espírito Santo, o avô Tancredo Neves lançou as bases de sua campanha para as eleições presidenciais de 1985.

“Quando o Brasil estava perplexo pela derrota da emenda Dante de Oliveira (que permitiria a realização de eleições diretas), Tancredo escolheu as terras capixabas para anunciar um pacto pelo país. Passaram-se 30 anos e o destino nos permite estar aqui, juntos, para dizer a cada um dos brasileiros, na primeira semana da campanha eleitoral, que vamos resgatar o sonho de Tancredo e de milhões de brasileiros, de resgatar a capacidade de fazer o Brasil crescer”, afirmou Aécio.

Participaram do encontro, o candidato ao governo do estado, Paulo Hartung (PMDB); o vice na chapa, o deputado federal César Colnago (PSDB); o coordenador da campanha da coligação Muda Brasil, senador José Agripino Maia (DEM-RN); os ex-prefeitos de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), e de Vila Velha, Max Filho (PSDB); e o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), além de representantes de partidos aliados.

Aécio Neves destacou a preocupação com a defesa dos princípios da federação. Ele criticou a centralização do PT no governo federal e lembrou que o Espírito Santo é um dos estados mais prejudicados pelo modelo petista.

“O governo do PT leva o Brasil a se transformar em um estado unitário. Apenas ao governo federal é possível definir prioridades, definir aquilo que é ou não relevante ao nosso futuro. A primeira das visões que deve orientar o novo governo é a visão clara da federação”, disse Aécio.

O senador afirmou que os avanços sociais e econômicos que o Espírito Santo obteve, nos últimos anos, vieram como resultado dos esforços dos próprios capixabas, e não de uma política de parcerias com o governo federal.
O candidato Paulo Hartung, que governou o Espírito Santo entre 2003 e 2010, foi definido por Aécio com “um dos mais completos homens públicos da nossa geração”.

O senador destacou ainda que o projeto apresentado por ele não deve ser interpretado como uma proposta única do PSDB, e sim como uma construção entre todos os brasileiros que se preocupam em mudar o modelo administrativo que o PT impôs ao país.

Parcerias

Aécio lembrou que Minas Gerais e o Espírito Santo têm uma ligação das mais intensas, que é motivada tanto pela proximidade geográfica quanto por fatores como a produção industrial dos dois estados.

“Estou em casa no Espírito Santo”, disse Aécio. “Não poderia ser em outro estado o início dessa caminhada. Venho de Minas Gerais para o Espírito Santo para fazer de mineiros e capixabas um só corpo, para dizer à nação: vamos vencer as eleições e vamos honrar a cada um de vocês”, acrescentou.
O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência pediu ainda o empenho dos militantes locais para a eleição de Paulo Hartung e destacou: “que Hartung seja o novo governador do Espírito Santo para selarmos em definitivo uma parceria com toda essa gente em favor de um Brasil novo”.

A coligação tem Paulo Hartung candidato a governador e César Colnago a vice e é composta por sete partidos: PSDB, PMDB, DEM, Solidariedade, PEN, PRP e Pros. A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) é a candidata ao Senado pela chapa.

Em Vila Velha, foram entregues os primeiros materiais de campanha da Muda Brasil: adesivos que trazem o nome da coligação e de Aécio Neves.

8 de julho de 2014

Ex-ministro de Justica de FHC será coordenador financeiro na campanha de Aécio

Fonte: Jogo do Poder


Ex-ministro José Gregori coordenará finanças da campanha de Aécio

O ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, José Gregori, será o coordenador financeiro da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Gregori ocupou o mesmo cargo na campanha presidencial do ex-governador José Serra (PSDB) na eleição de 2010.

O tesoureiro será Frederico Pacheco, que já trabalhou em outras campanhas de Aécio. Em reunião na capital paulista nesta segunda-feira, os partidos aliados do tucano definiram alguns dos coordenadores políticos e regionais da campanha.

Em São Paulo, o coordenador político será o ex-governador Alberto Goldman. No Rio, o escolhido foi o presidente estadual do PMDB, deputado Jorge Picciani, enquanto no Espírito Santo a missão será do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Na Bahia a tarefa ficará a cargo do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

3 de julho de 2014

PMDB capixaba apoia Aécio Neves

Fonte: Valor Econômico


Aécio volta a juntar forças políticas que ajudaram a eleger FHC O balanço das convenções partidárias feito pelo PSDB já contabiliza o apoio do PMDB ao candidato Aécio Neves em cinco Estados. O último a aderir à campanha tucana foi o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung. Há outros três Estados em que o PMDB, partido oficialmente coligado ao PT, está junto com o PSDB e o DEM, mas o palanque é considerado “aberto” e nele cabem tanto aliados de Aécio como os da presidente Dilma Rousseff.

Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, esta é a primeira vez que um candidato do PSDB a presidente consegue reunir um arco de apoio tão amplo. Em 1994, FHC se elegeu numa coligação com o PFL e o PTB; quatro anos mais tarde somaram-se à chapa da reeleição o PMDB e o PPB. Em mais de um ano de trabalho, Aécio conseguiu costurar suas diferenças com o PSDB de São Paulo e unir um partido que desde 2002 se apresenta dividido nas eleições presidenciais. Também atraiu seu parceiro mais tradicional, o Democratas, junto com a maioria do PSD – siglas originárias do antigo PFL.

Na reta final da campanha, Aécio rachou o PMDB. O candidato do PSDB também terá o apoios no PP, como o da senadora Ana Amélia, candidata bem situada nas pesquisas ao governo do Rio Grande do Sul, do PSC (Sergipe) e até do PCdoB, o mais tradicional aliado do PT nas eleições presidenciais, numa aliança de ocasião no Maranhão. PSDB, DEM e PMDB estão juntos com Aécio no Rio, Bahia, Espírito Santo, Ceará e Piauí. No Pará, Goiás e no Rio Grande do Norte compõem “palanques abertos”.

De longe, a impressão que as alianças em torno de Aécio passa é a de uma reaglutinação das forças de oposição à direita. De perto fica evidente que se trata de uma articulação que nada tem de ideologia. No futuro, essas forças podem até servir de embrião para um partido de centro que não o PSDB, mas no momento o que elas têm em comum não é o antipetismo (muitos estavam no ‘Volta, Lula’), mas a reação à mudança da tática eleitoral do PT.

Até a eleição presidencial de 2010, o PT sempre deu prioridade à disputa do poder federal. Na eleição de 2014, o objetivo evidente do partido é fincar raízes também nos maiores colégios eleitorais. Se a tática der certo, reduzirá significativamente o espaço das outras siglas, especialmente da maior delas, o PMDB.

“Rompeu-se o acordo tácito em que o PT ficava com o poder federal e o resto recebia apoio para ficar com prefeituras, Estados e deputados”, diz o filósofo Marcos Nobre. “Ter candidatos competitivos em grandes Estados significa também fazer bancadas maiores, melhorar a posição do PT no Senado”. A formação de grandes bancadas pode dar ao PT, nas eleições de 2014, por exemplo, o comando do Congresso, hoje controlado pelo PMDB, que detém as presidências do Senado e da Câmara.

Para conseguir reunir esse arco de apoio político, Aécio, inicialmente, teve de atrair as diversas facções do PSDB. Nas últimas eleições presidenciais, desde 2002, sobretudo nas duas candidaturas do ex-governador de São Paulo José Serra, o candidato do principal partido da oposição sequer conseguiu alinhar as próprias fileiras. Exemplo sugestivo é o da eleição de 2002, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Serra foi ungido candidato após uma feroz disputa interna com o então presidente do PSDB, Tasso Jereissati, mas logo foi abandonado pelo governo e pelo partido. Em todas as suas instâncias. O próprio Tasso declarou apoio à candidatura de seu conterrâneo e hoje adversário político Ciro Gomes, que em 2002 concorreu à Presidência pelo PPS.

Atualmente, Tasso é favorito na disputa por uma cadeira no Senado, segundo as pesquisas. Mas hesitou até o último minuto em ser candidato. O ex-senador tem um histórico cardíaco que recomenda cuidados com a saúde e uma bem sucedida carreira empresarial a ser preservada. Só virou candidato devido a um apelo pessoal de Aécio. Com ele na chapa, a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo do Ceará ganha mais musculatura – e com ela a campanha tucana, que tem como um dos objetivos dividir as forças de Dilma no Nordeste.

Quem acompanhou a campanha eleitoral de 2010 registrou que o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, não pediu votos na propaganda partidária para José Serra, muito embora o partido tivesse entrado com o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. Hoje, Agripino não só está cem por cento engajado na candidatura de Aécio Neves, como é o coordenador geral da campanha.

O senador atribuiu parte do mérito pelos apoios conquistados ao fato Aécio ter começado a trabalhar cedo. “Ele conversa comigo há mais de um anho”, diz. E ao jeito mineiro do candidato de fazer política. “É onde entra o mérito dele, Aécio é simpaticão, é muito transado, ele foi construindo relação”, diz. “Com Ana Amélia foi no Senado. Dava pra ir discutindo, acomodando, ajustando”. Foi também no Senado que Aécio construiu amizade com Aloysio Nunes Ferreira, cuja escolha para vice na chapa é decisiva para a convivência do candidato com o PSDB de São Paulo.

Graças a essas conversas foi possível juntar no mesmo palanque, no Rio de Janeiro, o PMDB e o ex-prefeito Cesar Maia, o que antes parecia inconcebível. O apoio do PSB ao PT apenas precipitou a aliança, “encheu um copo que já estava quase cheio” pelo apoio de Lula à candidatura de Lindbergh Farias (PT) e pela indefinição ou estímulo de Dilma a outros candidatos. “Essas coisas foram se somando e ele administrando com maestria isso”.

Em 2002 o PMDB também tinha uma aliança nacional com Serra. A dissidência pemedebista, que depois se alastrou por várias seções do partido, começou à época justamente pelo Rio de Janeiro e pelo mesmo Jorge Picciani que agora patrocina a chapa “Aezão” – a aglutinação dos nomes de Aécio com o de Luiz Fernando Pezão, candidato do PMDB ao governo do Estado.
Na Bahia, PSDB, DEM e PMDB estão juntos na candidatura de Aécio, algo também inimaginável pelo menos até o segundo turno da eleição para prefeito de Salvador, em de 2012, vencida por ACM Neto. A própria candidatura do empresário Paulo Skaf ao governo de São Paulo, apresentada pelo PMDB como simpática à presidente, encerra uma reação ao expansionismo do PT.

“Na linguagem corrente, o PT ‘quer todo o poder’, quer ‘hegemonia’, não quer ‘dividir’. Claro que é difícil saber se uma tática como essa irá funcionar”, diz Nobre. Segundo o filósofo, o aumento da bancada do PT na Câmara e uma diminuição da bancada do PMDB faria com que “houvesse um partido com cerca de 90 deputados e uma série de partidos médios (PMDB, PSDB, PP, PSD etc), o que representaria enorme vantagem para o PT“. 

25 de março de 2010

Meio ambiente: Aécio Neves e Paulo Hartung assinam acordo ambiental de cooperação para gestão integrada da Bacia do Rio Doce


Marcando o encerramento da Semana da Água, os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, assinaram, nesta quarta-feira (24), com o Ministério de Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA), acordo de cooperação técnica para gestão integrada das Águas naBacia do Rio Doce. Na solenidade no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, Aécio Neves também lançou o programa Bolsa Verde e assinou uma série de convênios visando a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

“Tenho que saudar essa nossa parceria, de Minas e Espírito Santo, na busca da preservação da Bacia do Rio Doce. Uma parceria madura, eficiente. Estamos aqui construindo, partidos diferentes, governos e estados diferentes, e governo federal, uma sinergia, uma convergência na direção do que é essencial, que é a preservação dos nossos recursos ambientais para que as próximas gerações possam viver, quem sabe, com recursos ainda mais preservados que a atual geração”, disse Aécio Neves, em seu pronunciamento.

As metas para a gestão integrada das águas na Bacia do Rio Doce incluem a definição dos pontos de controle na Bacia do Rio Doce, qualidade e quantidade das águas; racionalização de uso para os setores de saneamento, irrigação, indústria e hidrelétricas; incorporação do plano de controle integrado de recursos hídricos da bacia; readequação e instalação de pontos de monitoramento fluviométrico; harmonização dos critérios e procedimentos de outorga da União e dos estados, entre outras ações.