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8 de setembro de 2014

Aécio vai ampliar mercado do agronegócio

Aécio: “Vamos ter uma política externa pragmática para ampliação dos nossos mercados e inclusão das nossas empresas nas cadeias globais de produção.”


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves


Esteio (RS) – 05-09-14


Assuntos: Agronegócio; mudanças na equipe econômica do governo federal; eleições 2014; paz no campo, redução de ministério


(Seguem trechos)


Sobre agronegócio


Quero agradecer ao presidente pela forma tão hospitaleira que me recebe aqui em sua casa, na casa do povo gaúcho, aos demais deputados e muito feliz de poder estar mais uma vez no Rio Grande do Sul na Expointer, que é talvez a melhor das referências do agronegócio, da economia que deu certo, uma referência para o Brasil e mesmo fora do Brasil. Eu estive aqui há muitos e muitos anos e agora voltando como candidato à Presidência da República e acreditando nas mesmas coisas que sempre acreditei, na importância do Estado ser parceiro de quem produz,  e como propõe em um documento que foi entregue, uma descentralização, uma refundação da federação no Brasil. Eu quero me colocar à disposição dos senhores, agradecer a governadora Ana Amélia pela sua companhia, desde sempre, na construção de um projeto não só para o Rio Grande, mas também de um projeto para o Brasil. Ana Amélia expressa melhor do que ninguém hoje a boa política, a política feita com sensibilidade, com generosidade e com competência. Portanto, Ana Amélia, é uma honra enorme, deputados federais que aqui estão, deputados estaduais, e venho hoje não por acaso ao Rio Grande do Sul, estamos a exatos 30 dias das eleições. Uma eleição nova, em razão da gravidade do acidente que tirou a vida do meu amigo Eduardo Campos, e obviamente a campanha vive um novo encaminhamento a partir daí.


O que eu posso reafirmar hoje, mais uma vez, é que as mesmas convicções que me trouxeram até aqui, que me fizeram candidato à Presidência da República, são aquelas que eu defenderei até o dia final da eleição, com extrema confiança de que nós teremos a oportunidade de ver brevemente no Brasil o início de um novo ciclo de desenvolvimento, decrescimento, e diminuir os nossos indicadores sociais.


O atual governo que está aí fracassou. [O governo] fracassou na condução da economia, nos deixará como legado uma inflação saltando o teto da meta, um quadro de recessão no país, uma perda crescente da nossa credibilidade, que é fundamental para a atração dos investimentos, e em consequência dos empregos no país, transformou o Brasil em um cemitério de obras inacabadas, com sobrepreços em toda parte. Nós, infelizmente, estamos vendo nossos indicadores sociais recuarem a cada ano que passa. A segurança pública hoje é uma preocupação crescente em todas as famílias, em todos os lares brasileiros; a educação continuamos pontuando, nos rankings internacionais, nos últimos lugares. Mas quero, nesse instante, começar dividindo com vocês uma informação, que está sendo tornada pública nesse instante, que são os novos dados do Ideb, que o governo, por alguma razão, manteve-os retidos por mais do que de costume, sempre são liberados, nos últimos anos, até o final do mês de agosto, mas hoje são tornados públicos. Eu quero dividir com vocês as minhas crenças  que a boa gestão pública é o instrumento mais valioso que nós temos para melhorar a vida das pessoas, e o Ideb está sendo anunciado agora, o esforço que fizemos em Minas Gerais foi recompensado. Minas Gerais está sendo anunciado hoje, talvez com algum dissabor para aqueles que estão no governo federal, como o Estado que tem a melhor educação pública fundamental entre todos os Estados brasileiros.


Não somos o Estado mais rico, longe disso, não somos o mais homogêneo, muito longe, nós temos diferenças muito grande ainda no nosso território, são 853 municípios, temos o Vale do Jequitinhonha, o nosso mineiro Mucuri, com IDH ainda abaixo da média nacional , e mesmo com tudo isso, com todas as nossas caraterísticas, nós mostramos que com a gestão qualificada, a meritocracia no setor público traz resultados concretos para as pessoas. É a primeira vez que falo em público nesses dados, apesar de ter uma enorme preocupação em relação à baixa qualidade da educação no Brasil em geral, em especial no Ensino Médio, os dados do Ensino Fundamental coroam a aposta que nós fizemos prioritária em Minas Gerais, educação é a nossa maior prioridade. Portanto, divido com vocês essa homenagem, cumprimento os professores, vocês, cumprimento todos os companheiros que nos ajudaram nessa caminhada e gostaria de ver essa experiência, Ana Amélia, certamente, no ano que vem comemorada aqui no Rio Grande pelo seu governo e, obviamente, em outras partes do Brasil.


Sobre anúncio da presidente Dilma Rousseff de que mudará a equipe econômica


Por último, faço aqui um registro. A partir de hoje, não tem mais ministro da Fazenda, a presidente da República anunciou ontem que substituirá a equipe econômica. O país não pode ficar sem equipe econômica para sinalizar de forma clara em que direção nós vamos. Ela desautorizou o ministro da Fazenda, a meu ver, de forma inusitada. Você não anuncia que vai substituir daqui a quatro meses, porque nenhuma das negociações, nenhum dos entendimentos que ele estiver conduzindo passa a ter credibilidade hoje, porque ela anunciou ontem que substituirá essa equipe econômica. Quero tranquilizar a presidente, dizendo que ela não vai passar por esse constrangimento, porque ela não vai vencer as eleições. Nós vamos vencer as eleições para colocar na equipe econômica como nas outras áreas do Estado aquilo que o Brasil tem de melhor. Nós estamos vendo aqui mais uma diferença entre os nossos compromissos e os compromissos da presidente da República.


Sobre eleições


Nós temos aí oposicionistas duas candidaturas: uma esteve sempre no campo oposicionista e outra que eu respeito, mas que precisa agora dizer de forma muita clara o que pretende fazer em relação ao Brasil, se as convicções de ontem não valem mais e se as convicções de hoje vão valer no futuro.  Portanto, estou muito feliz por estar cumprimentando a todos que vem permitindo que o Rio Grande do Sul, mesmo com enormes dificuldades, avançar pela força do trabalho, pela riqueza da sua gente, fazendo que do estado um exemplo de agronegócio eficiente e competitivo. O que falta é aquilo que nós daremos, um governo que auxilie, que seja parceiro, um governo que amplie os mercados para aquilo que se produz aqui no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Brasil.


Estou muito feliz, Ana Amélia. Cumprimento a você pela belíssima campanha que vem fazendo, propositiva, apostando no futuro. Por isso mesmo, que eu tenho muita confiança que você vai estar a partir do dia 5 de outubro com maior liberdade para andar comigo pelo Brasil, porque você vai vencer no primeiro turno.


Sobre coerência


O nosso programa de governo amplamente debatido no Brasil inteiro será apresentado, sem improviso, sem cópias e sem erratas. Portanto, um programa efetivamente debatido com a sociedade brasileira. A nossa tranquilidade é muito grande, porque eu defendo hoje os pilares macroeconômicos que a candidata Marina defende. O único problema é que lá trás, quando nós estávamos consolidando, foi uma luta muito dura. Eu era líder do PSDB na Câmara dos Deputados, eu me lembro a dureza para votarmos a Lei de Responsabilidade Fiscal. Quando a candidata Marina, infelizmente, estava no plenário votando contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, no momento em que nós debatíamos o Plano Real, o maior programa do país que trazia estabilidade econômica e distribuição de renda de um país. Por que foi ali que nós tiramos o imposto inflacionário, um perverso imposto inflacionário das costas dos trabalhadores brasileiros. O PT, que sempre privilegia o seu projeto, e quando está em jogo o Brasil, e o PT nisso é absolutamente coerente, sempre ficou com o PT. E lá trás, quando o Plano Real se apresentava como uma salvação para o Brasil e aí teve inflação.  Nós tínhamos um processo inflacionário de 1.600% no ano de 94 [outubro de 1994, acumulado 12 meses]. Vou repetir o número aqui, que tem gente mais nova que não vai acreditar mesmo: 1600% ao ano. E nós conseguimos construir as bases doPlano Real. Eu era líder do PSDB Câmara, depois fui presidente da Câmara no ano seguinte, e o que o PT fez? Achava que o Plano Real não atendia aos seus interesses eleitorais e ficou contra o Plano Real. Onde estava a candidata? Dentro do PT contra o Plano Real. Eu não faço ataques pessoais, eu acho apenas que no momento em que o Brasil vai tomar uma decisão tão importante para o seu futuro, é importante que cada candidato mostre claramente quais são as suas convicções. Como eu disse, tenho um respeito pessoal pela candidata, mas a Marina que se coloca hoje é a Marina que apoia o agronegócio? Como nós sempre apoiamos e compreendemos que ele é o instrumento mais valioso que o Brasil, seja para a geração de empregos, geração de renda, geração de renda para o trabalhador. Ou é a Marina que em 1999 apresentou um projeto proibindo a plantação de transgênicos no Brasil por cinco anos? Então é preciso que cada um mostre claramente quais são suas reais convicções, as minhas não mudam ao favor das circunstancias. E para responder a sua pergunta objetivamente, eu apoio aquela definição já superada pelo Supremo Tribunal Federal, que concede os mesmos direitos à união civil entre pessoas do mesmo sexo.


Sobre a paz no campo


Tenho a maior preocupação a essa questão e a paz no campo é essencial para que o Brasil possa produzir cada vez mais, aumentando a sua produtividade. Vou apenas fazer um preâmbulo, dizendo que esse falso dilema entre o agronegócio, fortalecimento do agronegócio e a questão ambiental. O agronegócio de 1990 para cá aumentou em 40% na área plantada para mantermos a agricultura na área plantada no Brasil desde a década de 90. E a produção aumentou mais de 220%, a produtividade em mais de 150%. Apenas um retrato claro de que é absolutamente compatível o agronegócio produzindo cada vez mais, com melhores tecnologias e convivendo com respeito à questão ambiental. Especificamente em relação à questão de o que eu defendi, propus inclusive no debate que fiz na CNA, é que além da Funai nós possamos ter  para demarcação efetiva das áreas indígenas, a participação da Embrapa, pela expertise que tem, e também governos estaduais. E defendo nos casos onde o conflito eminente que nós possamos garantir a figura da desapropriação, com a indenização devida e justa aqueles que, em alguns casos há mais de um século, produzem no campo. Portanto, nós não vamos deixar que essa questão continue sendo tratada de forma ideológica como, a meu ver, vem acontecendo. Isso interessa não apenas a quem produz, interessa às comunidades indígenas. Existe uma súmula no Supremo Tribunal Federal, do ministro Carlos Alberto Direito, que define de forma muito clara as condições devam ser compreendidas como áreas indígenas ou mesmo de quilombolas. E é isso que nós devemos seguir. O governo federal é absolutamente omisso nessa questão. E é essa omissão que tem nos levado, sobretudo, a cada ano. Portanto nós vamos ter uma ação clara do governo federal e será uma obsessão do nosso governo.


Redução dos ministérios


Essa não é uma discussão que está sendo feita por agora. Existe um estudo de uma universidade americana, chamada Universidade de Cornwell, que mostra que os países que representam o mundo afora, foi feito em mais de 140 países esse estudo, essa pesquisa.  Os países que apresentam melhores resultados na saúde, que apresentam melhores resultados na qualidade da educação e segurança, são aqueles que têm no máximo 23 ministérios. Sirva pelo menos como uma inspiração. Realmente não é uma pesquisa apenas, e eu acho que esse é o número adequado. No máximo 23 ministérios. Eu já anunciei que criaremos o Superministério da Infraestrutura. Nós temos que superar os gargalos dainfraestrutura no Brasil hoje, atrair o capital privado, fazer parcerias público-privadas, concessões, porque este governo que está aí demonizou, durante mais de dez anos, as parcerias com o setor privado. E o tempo na política, o tempo perdido não volta mais. Esse é o ativo mais valioso que quaisquer grupos políticos, o poder político tem. O PT perdeu um tempo enorme na demonização dessas parcerias. Portanto, nós vamos reestabelecer, é importante que este ministério tenha planejamento que falta ao Brasil hoje e condições de começar e terminar as obras, pelos preços dos projetos e não com sobrepreços que hoje aviltam os brasileiros.


E, no caso da agricultura, eu já anunciei que além do Superministério da Agricultura, que não estará na cota de partido político algum, será ocupado por pessoas do setor, representativas e com autoridade para se pensar com o ministro da Fazenda, as formulações político-econômicas, com o ministério do Planejamento, na definição do orçamento, porque é ali que nós vamos falar e não de outras questões, e com o ministério da Infraestrutura. Diria que esse seria o arcabouço central, o núcleo, o coração de um governo, para que inclusive em relação às obras de infraestrutura, ferrovias, hidrovias, sejam levadas em consideração a prioridade de quem produz, a prioridade de quem vive, ampliar a competitividade feita inclusive no Brasil.


Nós hoje somos reféns de uma política externa também com um viés nitidamente ideológico, que não nos permitiu abrir para novos mercados nenhuma área para quem produz no Brasil. Houve um esforço, inclusive nosso, da oposição, e Ana Amélia participou disso, para que o Brasil avançasse as negociações com a União Europeia, havia uma negociação interna da União Europeia que permitiria um aumento das cotas de importação por parte de produtos do agronegócio brasileiro, significaria basicamente nós dobrarmos as nossas importações para a União Europeia, um atraso do atual governo. Não teve interesse em avançar nas negociações, fez com que a União Europeia avançasse nas negociações com o Canadá, lançando agora com os Estados Unidos, fez com que essa cota que poderia ampliar a produção no Brasil, já fosse ocupada por outros países. É mais um exemplo claro do custo real, objetivo do PT na política. Nós vamos, portanto, ter uma política externa pragmática em favor dos interesses brasileiros na ampliação dos nossos mercados e da inclusão das nossas empresas nas cadeias globais de produção que não vem acontecendo hoje. O Brasil há cerca de 40 anos chegou a participar com mais de 2% do conjunto do comercio internacional. Hoje participa com 1.3% e, se continuar do jeito que nós estamos, dentro de dez anos a participação será menos de 1%. Nós temos, portanto, que encerrar esse ciclo de equívoco e iniciar uma nova geração no Brasil.


Pesquisas de intenções de voto e campanha da Coligação Muda Brasil


Entendo com muita humildade as pesquisas. As atuais e as outras anteriores que já me colocavam no segundo turno. Nós estamos vivendo uma outra eleição, até porque há uma nova candidata. Tenho que reconhecer que a nossa estratégia tem que ser mais clara do ponto de vista de dizer o que nos representamos. Todos nós vamos no primeiro turno votar e vai decidir no dia 5 de outubro.


Não vai decidir com antecedência. Eu continuarei fazendo o que estou fazendo aqui: defendendo tudo aquilo que acredito. Porque a minha avaliação hoje e acho que as pessoas começaram a se preocupar um pouco mais com a proposta, o nosso caso vai ter uma tranquilidade muito grande, o que vai saber que o Aécio que vai governar o Brasil é o Aécioque governou Minas Gerais e levou Minas a ter todos esses indicadores de gestão e fazer o seu Estado uma referência no Brasil de boa gestão publica, é o Aécio com suas convicções do ponto de vista da economia. Com as suas convicções do ponto de vista das atividades econômicas que mais devem ter o apoio do estado. Eu não mudo as minhas posições ao sabor das circunstancias e isso é absolutamente claro.


Existe uma candidatura oficial, inclusive esteve aqui hoje conversando com vocês. E fracassou.


Fracassou em todos os aspectos e por isso não vai vencer as eleições na minha avaliação. E tem duas outras candidaturas que efetivamente disputam. A nossa está aí, com absoluta clareza com as alianças corretas, alianças coerentes com o que nos pensamos e repito mais uma vez, aliança com a governadora Ana Amélia, é a que mais me agrada.


E existe uma outra candidatura. Forjada, construída durante mais de 20 anos de militância dentro do PT, como vereadora do PT, como deputada estadual do PT, como senadora do PT e agora mudar contra as suas posições. Acho até os avanços e a evolução muito bem-vindos. Mas essa coisa de na sexta-feira ter uma posição e deve-se uma pressão ter uma outra e na segunda não sabe mais qual é a sua posição é algo que as pessoas precisam ver com enorme atenção.


Existe o PT 1, que fracassou com a Dilma. E tem gente querendo votar com o PT 2 (Marina). Nós somos oposição a tudo isso que está aí e vamos vencer as eleições.

26 de agosto de 2014

Aécio diz que seu programa de governo é o mais consistente para o Brasil

Aécio Neves: “Ninguém tem propostas e condições melhor do que nós de transformar em realidade”.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder



Aécio Neves: nossa proposta é a mais consistente para o Brasil


O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou, nessa segunda-feira (25/08), em entrevista após caminhada no centro de comércio popular da Saara, no Rio de Janeiro, que seu programa de governo é o mais consistente para o Brasil. Segundo ele, a Coligação Muda Brasil é a única que tem o “software original” para governar o país com eficiência.


“Não vejo nenhuma proposta mais bem acabada, bem elaborada e consistente do que a nossa. O Brasil vem vivendo dificuldades graves em relação ao improviso que foi o último governo. Eu tenho certeza que temos a experiência de quem já fez, e quem já fez tem melhores condições de dizer o que vai fazer”, afirmou Aécio.


Em seguida, Aécio ressaltou: “Temos os melhores quadros para melhorar a qualidade da educação e para gerir a economia. Eu fico muito honrado de ver sempre referências positivas aos nossos quadros”.


Durante a caminhada na região da Saara, o candidato à Presidência da República estava acompanhado pelo senador Francisco Dornelles, vice na chapa do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que disputa a reeleição, e pelos presidentes do PSDB-RJ e do PMDB-RJ, os deputados estaduais Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Jorge Picciani, respectivamente, e correligionários. Aécio parou várias vezes para cumprimentar comerciantes e simpatizantes.


Campanha propositiva


Aécio ressaltou que fará uma campanha propositiva, sem ataques pessoais aos adversários. “Jamais fiz, ao longo dos meus 30 anos de vida pública, nenhuma campanha com ataques pessoais a quem quer que seja. Vou fazer uma campanha propositiva”, disse. “O que eu acho que vai vencer é a nossa capacidade de transformar propostas e transformar as nossas boas intenções em realidade. Ninguém tem propostas e condições melhor do que nós de transformar em realidade.”


Em afirmou que, em breve, as pesquisas de intenção de voto começarão a refletir um cenário mais próximo do resultado final e manifestou sua confiança na vitória.


“Agora é o momento do conhecimento. Dentre os candidatos apontados na frente das pesquisas, eu ainda tenho um conhecimento baixo. A televisão e as nossas caminhadas pelo Brasil vão ajudar a diminuir esse desconhecimento. E, ao lado disso, o conhecimento em relação às nossas propostas precisa ser aumentado também”, disse Aécio.

6 de agosto de 2014

Aécio: Brasil tem capacidade para resgatar a economia

Fonte: Valor Econômico


Aécio: “Da porteira para dentro o Brasil é imbatível”

O Brasil tem capacidade para superar a atual crise financeira e começar um novo ciclo de desenvolvimento e o resgate de sua economia, afirmou o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, em sabatina na Confederação Nacional de Agricultura (CNA) nesta quarta-feira. Ele atribuiu à “produção no campo” a elevação nos últimos tempos da qualidade de vida dos brasileiros.

Segundo o tucano, coube ao produtor rural sustentar a economia e as contas externas, gerando milhões de empregos. “Da porteira para dentro, o Brasil é imbatível”, disse.

Ele afirmou que, em seu eventual governo, a primeira prioridade será declarar guerra ao custo Brasil e resgatar a capacidade competitiva de quem produz. “O setor do agronegócio avança e vai bem não por causa do governo, mas apesar do governo”, criticou.

Aécio afirmou que, se for eleito o Ministério da Agricultura, não terá um papel subsidiário e não será subordinado a outras pastas. Disse que vai criar um “superministério da Agricultura” ao qual vai agregar a pesca e outras ações correlacionadas, que vai ter igualdade de condições com a Fazenda e o Planejamento.

Ele também afirmou que vai instituir metas e uma delas será no seguro rural. Aécio afirmou que quer 60% da área plantada com seguro rural. Atualmente esse índice é de 9% da área com essa cobertura. Aécio disse que é preciso coragem e estratégia para avançar nos novos mercados. “O comércio externo vai ser pragmatismo e não mais ideologia”, prometeu. Ele criticou um esforço de negociação com a União Europeia que o atual governo enterrou.

Segundo ele, houve um acordo que abriu cotas de exportação para o agronegócio para a União Europeia, mas a o governo comprometeu essa negociação por causa do alinhamento ideológico com os vizinhos, e agora os europeus negociam com o Canadá e os Estados Unidos.

Ele também afirmou que em seu governo as fazendas invadidas não serão desapropriadas por um prazo de dois anos. “Respeitamos o direito de propriedade”, disse, pontuando que o governo se omite sobre os conflitos fundiários que ocorrem país afora.

Disse que vai atuar em outra vertente para que os assentamentos que ocorreram no Brasil e outros que vierem a ocorrer possam ser geradores de renda porque “distribuir a terra simplesmente não significa gerar renda”.

5 de agosto de 2014

Redução de Ministérios garante gestão eficiência

Fonte: Jogo do Poder


Aécio propõe redução de ministérios para garantir eficiência do Estado

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou na noite dessa segunda-feira (4/08), em São Paulo, que a redução do número de ministérios e a criação da pasta da Infraestrutura darão mais eficiência ao governo federal. O presidenciável ressaltou que sua administração terá como foco a meritocracia e a qualidade dos serviços prestados à população.

“Tenho certeza que um governo bem qualificado, composto pela meritocracia, mais enxuto, que entregue serviços [de qualidade] às pessoas, conquistará no Congresso Nacional o apoio necessário para as reformas que vamos fazer”, afirmou.

Aécio destacou a importância do aperfeiçoamento da infraestrutura no país para estimular a competitividade da economia. “Um dos gargalos a essa competitividade é exatamente o altíssimo custo para o escoamento da produção que se faz. Não temos ferrovias, rodovias, hidrovias, portos competitivos. É mais apropriado que esse planejamento seja feito por um ministério mais bem organizado”, disse.

Inclusão

As afirmações de Aécio Neves foram feitas na capital paulista durante inauguração do comitê de campanha da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), que concorre a um novo mandato. O evento contou com a presença de diversas lideranças tucanas e militantes, que saudaram Aécio como futuro presidente.

Mara tem intenso trabalho em favor da inclusão social da pessoa com deficiência. Desde 1997, a deputada comanda o Instituto Mara Gabrilli. A parlamentar pediu que Aécio amplie as ações em prol da pessoa com deficiência, que hoje têm o trabalho do governo de São Paulo como referência.

4 de agosto de 2014

Governo petista fracassa na economia

Fonte: O Globo


Aécio Neves diz que governo petista fracassou na condução da economia

Para o candidato do PSDB à presidência, país vive clima de insegurança e desânimo

Com a alta cúpula do PSDB paulista, incluindo o candidato ao Senado José Serra, o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, se encontrou neste domingo com dirigentes do partido no Vale do Paraíba, região tecnológica do estado e prometeu investimentos em inovação, caso seja eleito.

Em discurso, Aécio disse que o governo petista “fracassou na condução da economia” e legou ao país “um clima de insegurança e desânimo”. O tucano tem usado a palavra “desânimo” para se contrapor às declarações da presidente Dilma Rousseff de que a oposição tem criado um clima de “pessimismo” em relação à economia.

- Não é um pessimismo em relação ao Brasil, mas, sim, em relação a esse governo, que não tem mais capacidade de ousar, de sinalizar para algo construtivo em relação ao futuro. Não fracassaram só na economia, mas também na gestão do Estado. O Brasil se transformou em um grande cemitério de obras inacabadas, com sobrepreço, espalhadas por todo o Brasil – disse Aécio.

O tom de forte crítica ao governo petista foi adotado também pelo senador Aloysio Nunes, que chegou a dizer que a “caminhada” do desenvolvimento foi “interrompida por uma presidente inepta, que precisa voltar para casa”.

Momentos antes, durante caminhada dos tucanos pelo mercado municipal de São José dos Campos, uma assessora chegou a repreender um animador de campanha, que, ao microfone, chamara Dilma de “aquela senhora chata”.

José Serra, que chegou atrasado à visita ao mercado, foi aguardado por Aécio, Aloysio e o governador Geraldo Alckmin em um quiosque para que tomassem café juntos. Mineiro, Aécio comeu pastel, mas não dispensou o pão de queijo. Mostrou conhecer o gosto de Alckmin ao pedir ao atendente que servisse Coca Zero ao governador.

No palanque, o candidato do PSDB à Presidência não poupou elogios aos líderes tucanos paulistas, dizendo que a presença de Serra na campanha tem, para ele, “impacto muito grande e positivo”.
Tanto Aécio como Aloysio aproveitaram seus discursos para “vacinar” os tucanos contra denúncias que possam surgir por parte dos petistas.

- A arma dos nossos adversários é a calúnia, a desconstrução. A cada mentira que eles lançarem sobre nós, vamos falar dez verdades sobre eles – disse Aécio.

Já Aloysio disse que seus adversários constituem “dossiês fajutos” e pediu que os militantes usem as redes sociais na campanha:
- Respondam às mentiras que falam contra nós.

Dezenas de dirigentes partidários, acompanhados de deputados e candidatos regionais, assistiram aos discursos feitos em um palanque improvisado nos fundos do diretório tucano. Aloysio disse que a campanha do PSDB é uma “campanha de voluntários”.

No entanto, entre os participantes que aguardavam animadamente a chegada do comboio de Aécio no mercado municipal, o GLOBO conversou com algumas mulheres que contaram ter recebido R$ 50 para portar bandeiras de campanha. Havia também dezenas de militantes, moradores da região, que aguardavam os candidatos para cumprimentá-los e fazer a bateria de “selfies” que tem marcado as campanhas eleitorais.

Candidatura do PSDB começa bem em SP

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre a agenda em São Paulo

Estamos, hoje, começando a caminhar pelo estado de São Paulo e, no meu caso, também pelo Brasil. E, é o que eu disse: nada melhor do que poder fazer uma campanha em boa companhia, estar aqui ao lado do governador Geraldo Alckmin, ao lado do futuro senador José Serra, do nosso aliado e companheiro [vereador] Milton Leite. É, na verdade, perceber de forma muito clara a importância das parcerias.

O que pude ver aqui é que quando se tem vontade política e competência para realizar as coisas, como esse Programa Mananciais, que obviamente precisará ter continuidade e terá continuidade, os resultados vêm para aqueles que mais precisam da ação do Estado. Então, essa será fundamentalmente a razão não apenas da minha eleição, ou da reeleição de Geraldo Alckmin, da eleição de Serra e dos nossos deputados, mas é a compreensão de que apenas o fortalecimento da Federação, com municípios e estados cada vez mais articulados, em condições de enfrentar as dificuldades, como essa que viemos aqui em toda a região do Jardim Ângela, mas também em outras regiões do país, é que vamos possibilitar as pessoas viverem com maior dignidade e, sobretudo, com maior esperança em relação ao seu futuro.

Quero dizer do meu orgulho, da minha honra, de poder estar aqui aprendendo a cada dia e vendo a cada momento exemplos do extraordinário resultado da gestão do governador Geraldo Alckmin. Alckmin é a síntese daquilo que o Brasil precisa: seriedade e competência, em uma só pessoa. E, sobretudo, muita coragem pra fazer com que as coisas avancem. Estamos começando com o pé direito.

Vamos fazer muitas outras caminhadas pelo Brasil e pelo estado de São Paulo. Mas reitero aquilo que disse: São Paulo terá um papel decisivo nessa eleição. São Paulo já disse sim, ou vem dizendo sim, à administração de Geraldo Alckmin. E acredito que, no momento certo, dirá também sim às mudanças que o Brasil precisa.

Sobre resultados de pesquisas de intenção de voto

Essa pesquisa consolida uma tendência que já era manifestada em outras pesquisas e que já assistimos em outras pesquisas, que é de que haverá segundo turno. E, no segundo turno, prevalecerá, na minha avaliação, um sentimento de mudança. Há hoje no Brasil um cansaço em relação à má condução da economia, que tem nos levado a um processo de estagflação, com inflação alta e crescimento extremamente baixo. O abandono de obras fundamentais e estruturantes, em todo o Brasil, e muitas delas com sobrepreço, em uma marca infelizmente perversa desse governo, que preferiu o aparelhamento da máquina pública ao investimento na meritocracia e nos nossos indicadores sociais.

O que percebemos é que a educação no Brasil, comparativamente a outros países da região, não vou nem muito longe da nossa região, é de péssima qualidade. Na saúde pública, a omissão do governo federal é crescente, cada vez mais os municípios têm que investir em saúde porque o governo federal investe a cada ano menos. E, na segurança pública, o que tenho dito, a omissão chega a ser criminosa. Os recursos aprovados pra segurança pública, grande parte deles têm sido, anualmente, contingenciados pela falta de visão do governo de que segurança também é uma prioridade.

Não fosse o esforço de São Paulo, do governador Geraldo Alckmin e da sua equipe, certamente, nós teríamos problemas ainda muito mais graves no campo da segurança pública. Vamos construir no Brasil uma política nacional de segurança. Solidária com os estados, com planejamento, investindo em inteligência e proibindo, impedindo que recursos de segurança pública sejam contingenciados. E, além disso, vamos liderar uma profunda e rápida reforma no código penal e no código de processo penal para inibirmos esse sentimento de impunidade que hoje está espalhado por todo país.

Estamos começando com o pé direito, estou extremamente feliz com esse início, principalmente, com essa extraordinária companhia do governador Geraldo Alckmin.

31 de julho de 2014

Aécio Neves: "O Brasil ainda é uma economia fechada"

Fonte: Estado de Minas


Aécio propõe mudanças na política externa

Após sua apresentação a empresários presentes no evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 30, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, teve de responder questionamento sobre o que pretende fazer para melhorar a situação do comércio internacional do Brasil.

O candidato tucano afirmou que seu compromisso será pelo realinhamento da política externa com a agenda comercial “e não ideológica”. O tucano disse que será ágil caso ganhe as eleições “na busca do tempo perdido” com as negociações comerciais. “O Brasil ainda é uma economia fechada”, comentou Aécio.

O candidato afirmou ainda que é essencial estimular a internacionalização das empresas brasileiras, enfrentando a bitributação. E aproveitou para dizer que não cabe “a governo nenhum estabelecer taxa de retorno para quem queira investir”, mas apenas reconhecer o potencial de investimento. “Cabe ao governo estimular investimento com regras claras e sem o nefasto intervencionismo.”

Vinculação ideológica

Aécio também criticou a condução do atual governo na área de relações externas. Para o tucano, o comercio com outros países vem “sofrendo pelas amarras da vinculação ideológica”. “O Brasil vem perdendo oportunidade de avançar no entendimento com a União Europeia“, considerou. O tucano defendeu a transição de Mercosul de união aduaneira para área de livre comércio: “O Mercosul hoje vem nos amarrando”, afirmou.

Sem dar detalhes, Aécio também ressaltou por vários momentos que é necessário criar “um arcabouço” para que se avance “em novo ambiente de negócios”. “Estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada no Brasil para que tenhamos ambiente de tranquilidade. É absolutamente essencial que governo busque isonomia maior entre setores da economia”, disse.

Uma das principais bandeiras do governo de Fernando Henrique Cardoso, o fortalecimento das agências reguladoras, também foi alvo de defesa do candidato. “O resgate das agências reguladoras parece urgente e possível de ser enfrentada nos primeiros dias de governo.”

Medidas impopulares

Citando o episódio em que foi criticado pelo PT por propor “medidas impopulares”, o candidato do PSDB afirmou que foi o governo dos petistas que adotou medidas impopulares. “Essas políticas levaram ao crescimento pífio da economia e o recrudescimento da inflação que vem punindo os que menos têm”, declarou Aécio.

O tucano disse que, caso eleito, não lhe faltará coragem política desde o início do seu governo para propor mudanças. Dentre as medidas citadas por Aécio está a simplificação do sistema tributário e a compensação de créditos de forma ampla.

O candidato disse, no entanto, que só haverá espaço fiscal para reduzir a carga tributária no Brasil caso haja um “controle efetivo e claro do crescimento de gastos correntes do governo”. Segundo ele, na gestão da presidente Dilma Rousseff não há controle desses gastos e é necessário equilibrar esse índice com o do crescimento da economia.

Na sabita CNI, Aécio expõe ineficiência do governo na economia

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário
 
O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos.
Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo.

Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer.

Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. O superávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol
 
Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?
 
São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.
 
Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS.
 
Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, das indústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando. Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos.

E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário. 

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal. 


Sobre corte de ministérios

 
Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

30 de julho de 2014

Aécio visa investir no setor econômico nacional

Fonte: Jogo do Poder


Aécio Neves propõe mais investimento e diálogo permanente com setor produtivo
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O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou durante encontro com representantes do setor industrial promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília (DF), que pretende ampliar o volume de investimentos na economia brasileira, dos atuais 18% para 24% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Salta aos olhos a necessidade de avançarmos na nossa taxa de investimentos. A meta é que possamos até o final de 2018 saltar do patamar de 18% do PIB para 24%”, ressaltou.

O candidato afirmou que adotará um conjunto de medidas para a retomada da competitividade das empresas brasileiras, com base em seis vetores: qualidade da educação, investimento em infraestrutura, redução na taxa de juros, desvalorização do câmbio, simplificação do sistema tributário e maior integração do Brasil com o mundo.

“A busca da competitividade deve ser tratada como uma obsessão absoluta pelo próximo governo”, afirmou ao expor suas propostas aos representantes do setor industrial presentes ao encontro.

Compromissos

Outro compromisso assumido pelo candidato é a apresentação ao Congresso de proposta de simplificação do sistema tributário. “É preciso que o Brasil tenha liderança. Não vai me faltar coragem desde o primeiro dia de governo para tomar as medidas necessárias para que o Brasil encerre esse ciclo perverso e possa apontar para um longo ciclo de crescimento sustentável, de geração de renda e de desenvolvimento social”, destacou.

Aécio prometeu diálogo com o setor produtivo e pregou fiscalização pelo mercado para obtenção dessa meta. “No meu governo, teremos diálogo permanente com o setor produtivo.”

O candidato foi aplaudido em vários momentos, entre os quais quando defendeu “o realinhamento da nossa política externa a uma agenda comercial e não ideológica” e ao lamentar o índice de 7% de inflação e 1% de crescimento econômico, numa referência ao placar de 7 a 1 da partida entre Brasil e Alemanha, na Copa do Mundo. “Esse placar de 7 a 1 foi muito triste, principalmente por ter sido [em um jogo] em Minas Gerais, mas isso é o que menos me preocupa. O que me preocupa são 7% de inflação e 1% de crescimento.”

Política externa

Aécio defendeu ainda uma visão comercial da política externa. Para ele, a ampliação das relações comerciais deve ser o objetivo de todos os governos, visto que o assunto é interesse de Estado, independentemente de preferências ideológica. “Comércio e política partidária não se misturam ou quando se misturam dá errado”, afirmou. “Lamentavelmente, o Brasil optou por alinhamento ideológico de sua política externa”, afirmou ele.

Aécio defendeu maior entendimento do Brasil com a União Europeia e com os Estados Unidos e mudança no tratado do Mercosul. “O Mercosul hoje vem nos amarrando. Quem sabe a sua transformação de união aduaneira, que é hoje, para uma área de livre comércio nos permita uma flexibilização maior para formatarmos acordos com outras regiões do mundo.”

A CNI entregou a três candidatos à Presidência da República ouvidos nessa quarta-feira (30) um documento com 42 propostas do setor industrial para o próximo governo. Após 30 minutos de exposição, Aécio Neves respondeu a perguntas de quatro integrantes da entidade. As indagações foram relacionadas a política externa, reforma tributária e carência de infraestrutura.

Regras claras

Aécio Neves foi aplaudido quando defendeu a redução à metade da estrutura ministerial, que considerou “anacrônica”. Retomou o tema em entrevista coletiva imediatamente após o encontro.
“No primeiro dia do governo, já teremos algo como metade dos atuais ministérios. Isso não quer dizer que as políticas públicas deixem de ser executadas. Pelo contrário. Vou estabelecer a racionalidade no Estado brasileiro.” Ele prometeu ambiente seguro para investimento, com regras claras.

“A estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada.” Por fim, defendeu o “resgate das agências reguladoras como instrumento do Estado brasileiro, sem o aparelhamento a que foram submetidas”.
“Todos sabemos que, na economia, a previsibilidade é fundamental. A realidade nua e crua é que o atual governo falhou na condução da economia, na gestão do Estado brasileiro, que se transformou em um grande cemitério de obras inacabadas, como se isso fosse razoável, e falhou também na melhoria dos nossos indicadores sociais.”

Para reverter esse cenário, o candidato afirmou que o seu governo representará um novo ciclo de desenvolvimento.

De acordo com Aécio, uma sucessão de erros cometidos pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, minou a confiança no país.

Na sabatina da CNI Aécio destaca novo ciclo da economia

Fonte: O Estado de S. Paulo


Aécio evita oferecer ‘milagres’ e fala em ampliar investimento

Em sabatina promovida por representantes do setor industrial, candidato do PSDB ataca governo Dilma, defende revisão do Mercosul e “novo ciclo” na economia

O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves prometeu a representantes da indústria ampliar a taxa de investimento do PIB de 18% para 24% até 2018 e conduzir um governo que tenha “grande articulação com setor privado”. Na sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta-feira, 30, disse que vai implantar um “novo ciclo” na economia e afirmou que não vai apresentar um “plano milagroso” para crescimento em curto prazo.

Com um discurso focado em críticas à atuação do atual governo na área econômica, o candidato afirmou que implantará um “novo ciclo” que passa por questões voltadas para infraestrutura, taxa de câmbio, juros e simplificação do sistema tributário.

</ Aécio foi o segundo convidado da série de encontros realizada pela CNI. Antes dele foi entrevistado o candidato do PSB, Eduardo Campos. A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, encerrará o evento, nesta tarde.

O candidato disse que não apresentará propostas milagrosas e apresentou como meta inicial de governo ampliar a taxa de investimentos do Produto Interno Bruto (PIB). “Não esperem do nosso governo o plano A ou B, esperem regras claras, uma regulação clara dos mercados e, sobretudo, uma ação que aumente a produtividade e a qualidade dos serviços que o país venha a apresentar.” E complementou: “A meta para o novo governo é que possamos, ao fim de 2018, saltar de 18% do PIB em investimentos para algo em torno de 24%, com a criação de um ambiente favorável para negócios.”

O tucano fez relembrou derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo para ilustrar como vê a situação da economia brasileira. “O 7 a 1 que me preocupa é o que o governo deixará, espero que para nós”, disse Aécio, mencionando o “placar perverso” que será entregue no final de 2014 “de 7% de inflação e 1% de crescimento”.

Sem citar um programa específico, Aécio afirmou ainda que caso seja eleito irá implantar uma regulação “clara dos mercados” e deu como exemplo a gestão dele a frente do Estado de Minas Gerais.

Entre as propostas para retomada de crescimento da economia, o candidato defendeu mudanças na relação comercial com outros países. Voltou a dizer que o Mercosul precisa ser reavaliado e apresentou como sugestão uma aproximação com a União Europeia. “O Brasil vem perdendo oportunidade de avançar no entendimento com a União Europeia”, disse.

Sem dar detalhes, Aécio também ressaltou por vários momento que é necessário criar “um arcabouço” para que se avance “em novo ambiente de negócios”.

“Estabilidade macroeconômica precisa ser resgatada no Brasil para que tenhamos ambiente de tranquilidade. É absolutamente essencial que governo busque isonomia maior entre setores da economia”, afirmou.

Mudança e reforma

A exemplo de Campos, Aécio Neves prometeu apresentar uma proposta de reforma tributária já no primeiro ano de governo e defendeu o aumento da produtividade pela via da inovação. Em recado ao adversário, o tucano disse ser cético em relação a aqueles que se dizem “monopolistas da verdade, da ética e da verdadeira mudança”.

Aos representantes da indústria, Aécio fez um aceno ao defender um câmbio desvalorizado – mantra que agrada ao setor industrial na disputa por mercados externos. “O Brasil, infelizmente, é refém hoje daquilo que podemos chamar de um populismo cambial. O governo federal (…) busca controlar a inflação com a intervenção permanente no câmbio em desfavor de quem produz no Brasil”, afirmou./Ricardo Brito, Beatriz Bulla, Daiene Cardoso, Ricardo Della Coletta, Erich Decat, Nivaldo Souza, Bernardo Caram, Lilian Venturini e Vivian Codogno

Brasil perde de 7 X 1 na economia

Fonte: InfoMoney


Para Aécio, Petrobras caiu em armadilha e dispara: o que me preocupa é o 7 a 1 econômico

Candidato à presidência pelo PSDB afirmou ainda: “não sou candidato de um partido, de uma coligação, sou candidato de um sentimento que permeia a nação”

O presidenciável pelo PSDB Aécio Neves participa nesta quarta-feira de conferência realizada pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República. Além de Aécio, Eduardo Campos (PSB) participou do evento e está prevista a participação de Dilma Rousseff (PT) à tarde.

Na segunda-feira, a CNI divulgou um conjunto de 42 estudos com sugestões em diversas áreas para a melhoria do ambiente de negócios do país.

“Não sou candidato de um partido, de uma coligação, sou candidato de um sentimento que permeia a nação”, disse Aécio. Segundo ele, o atual governo demonizou as privatizações, destacando ainda que “o aprendizado do PT no governo custou muito ao Brasil”.

economia e a inflação estourando o teto da meta mesmo com os preços sendo represados.
A reversão para menores juros não vão acontecer por discurso e sim com o aumento da confiança, afirma, destacando que “o Brasil é refém hoje de um populismo cambial, sem tratar as questões essenciais do que é importante para o País”, ressaltou.

Para Aécio, a estabilidade macroeconômica tem que ser resgatada no Brasil, dando destaque especial à palavra previsibilidade, com os setores do mercado também sendo tratados de forma isonômica. Também é essencial, segundo ele, resgatar as agências reguladoras para que elas não sejam mais entraves ao desenvolvimento nacional.

“O tempo novo passa por uma nova forma de governança e essa é a governança que podem esperar do meu governo. Não esperem plano A, plano B, Brasil Melhor, Brasil Melhor e sim por uma melhor governança, um melhor governo”, afirmou. Aécio destaca duas necessidades, de redução das taxas de juros e aumento de investimentos. A meta é de elevar investimentos de 18% para 24% do PIB.

Aécio comenta Santander

Ao comentar o episódio polêmico sobre a nota do Santander em que relacionou uma possível reeleição de Dilma à piora da economia, Aécio afirmou que o pessimismo é generalizado dada à queda de confiança.

O governo tem que sinalizar uma mudança de posição para que a arrogância seja substituída por um diálogo maior com quem ajuda o Brasil a crescer, destacou. “Isso não se fará com erros, isso se dará de acordo com uma nota postura. Tenho a oferecer uma nova e corajosa parceria, de simplificação do sistema tributário. O Brasil cansou de tudo que está aí e eu quero oferecer um novo tempo, e com muita ousadia”, afirmou.

Política externa

Sobre política externa, Aécio afirmou que “lamentavelmente, o Brasil optou por um alinhamento ideológico inconcebível, enquanto acordos bilaterais estão sendo feitos o tempo todo pelo mundo”, afirmou.

“O Brasil vem na contramão de tudo que o mundo desenvolvido vem pregando”, afirmou Aécio, ao falar sobre política externa, destacando que realinhará as relações não com um viés ideológico, e sim com um viés comercial.

Aécio também defende um “choque de infraestrutura” com o setor privado, afirmando ainda que não cabe ao governo estabelecer taxas de retorno e sim aos empresários.

“7 a 1 econômico”

Aécio também fez referências ao 7 a 1 que o Brasil sofreu contra a Alemanha na Copa do Mundo, como já destacado por casas de análises. Segundo ele, a goleada aplicada à seleção nacional em 8 de julho o deixou triste, mas o que realmente o preocupa é o “7 a 1 na economia“, com uma inflação em alta (por volta de 7% ao ano) e uma economia em baixa (com previsão de crescimento de 1% em 2014, segundo estimativa de economistas ouvidos pelo Focus).

“Estou preparado para romper paradigmas mesmo que os resultados não venham na totalidade no primeiro momento. Eu quero oferecer ambiente adequado para garantir a possibilidade do Brasil crescer. É a insegurança política e jurídica que vem fazendo com que o Brasil não atinja níveis de crescimento minimamente adequados”, afirmou.

Sobre inovação, Aécio afirmou que o Brasil tem que agir, parando de terceirizar as responsabilidades, além de aproximar as universidades do governo e avançar na construção da agenda da competitividade.

Agenda de inovação

Em suas considerações finais, Aécio afirmou que é candidato por acreditar que é possível construir uma agenda de inovação para crescimento no Brasil. Para ele, o atual governo deixa para seu sucessor um País desmobilizado, pois as ações sociais do governo não avançam, os jovens estão desacreditados, mas principalmente por causa dos agentes econômicos.

“Ou o Brasil encerra esse ciclo de governo que aí está para romper com as estruturas carcomidas de hoje ou teremos que enfrentar problemas ainda maiores do que hoje”, destacou.
“Caudatários, dependentes ou protagonistas, nós temos que decidir o que o Brasil deve ser”, afirmou, dizendo que deve haver uma inversão de valores e de atitude senão, o País vai cair para menos de 1% da participação do comércio no conjunto internacional.

O setor elétrico está na UTI e é assim que devemos tratá-lo, com medidas duradouros, afirmando que o setor está desorganizado e a Eletrobras é uma parte disso, com grandes prejuízos nos últimos anos.
Aécio afirmou ainda que a Petrobras é vítima da armadilha criada pelo atual governo. “Estamos na contramão do mundo a subsidiar combustível fóssil, sendo a Petrobras a única que registra mais prejuízos com a alta do preço do petróleo. Enquanto isso, está sendo exigido investimentos monumentais da empresa.

“Essa patrimonialização do País pelo atual governo está sendo ruim para o Brasil”, afirmou Aécio, destacou que, agora, a a crise econômica se instala por outras vertentes e o Estado está cada vez com menos liderança para tomar medidas.

“Não vai me faltar coragem desde o primeiro dia do governo para adotar todas as medidas necessárias para atingir maior crescimento e justiça social. Temos a oportunidade daqui a oito semanas para virar a página para o Brasil. O País não merece o governo que está aí”, concluiu.

PT dilacerou a economia nacional

Fonte: Valor Econômico


Aécio: Resultado pífio da economia se deve a opções erradas do governo

O atual governo vai deixar de legado “a pior situação fiscal das últimas décadas” e “os resultados pífios da economia brasileira são consequência de opções erradas” da atual administração, sustentou o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Ele participa de sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os presidenciáveis.

“Em economia, previsibilidade é fundamental. O governo falhou na condução da economia, nos legará a pior situação fiscal das últimas décadas”, avaliou Aécio. “Viemos aprendendo, infelizmente, a conviver com a contabilidade criativa. Credibilidade é palavra em falta hoje no Brasil.”

O tucano disse não ser “candidato apenas de um partido ou coligação, mas do sentimento profundo de mudança que permeia a sociedade brasileira, de muitos ou todos que estão aqui hoje”. Para Aécio, não é normal para um país com a renda média de hoje viver uma desindustrialização da magnitude de agora.

O candidato do PSDB comprometeu-se ainda a apresentar nos primeiros dias de um eventual governo um projeto de reforma para simplificar o sistema tributário brasileiro.

“Reafirmo que nos primeiros dias do próximo governo enviaremos ao Congresso proposta de simplificação do sistema tributário”, sustentou. A medida é uma das prioridades da CNI.

Para Aécio, são os pilares necessários à retomada da competitividade brasileira a “qualidade daedu cação, investimentos em infraestrutura, ampliação do ambiente de confiança da economia, simplificação do sistema tributário e maior integração com o mundo”.

Se esta operação for bem sucedida, defendeu, “com a simplificação do sistema tributário na largada do governo e com a credibilidade na economia, pode-se, ao final de 2018, alcançar 24% do PIB em investimentos, com a ajuda do setor privado”.

Aécio aproveitou ainda a sabatina para criticar a atual condução da política externa brasileira. Para ele, “o Brasil foi perdendo oportunidade de um entendimento com a União Europeia”.

“Temos obviamente que avançar entendimentos com China e ampliar pauta com África, mas pautas comerciais nas relações exteriores não são excludentes. O Mercosul vem nos amarrando”, sustentou. Aécio defendeu que “o Brasil precisa de intercâmbio maior com mundo desenvolvido”.

“Política externa é comércio. Farei o realinhamento da nossa política externa a uma agenda comercial, não ideológica, com retomada de negociações com outras regiões do mundo.”

“Os acordos que fizermos com ambiente de agora já não serão tão bons quanto seriam há alguns anos atrás”, afirmou ao notar o Brasil perdeu importantes oportunidades de acordos bilaterais. O candidato do PSDB à Presidência da República garantiu ainda que estimulará a internacionalização de empresas brasileiras, alterando as regras de tributação para quem opera no exterior. “Enfrentaremos a bitributação e estimularemos a internacionalização de nossas empresas”, afirmou.

29 de julho de 2014

Aécio: Só a oposição para melhorar cenário econômico

Fonte: O Globo


Aécio diz que expectativa de vitória da oposição melhora perspectiva econômica

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que uma vitória da oposição na eleição de outubro provocará uma melhora nas perspectivas da economia e voltou a criticar a condução da política econômica no governo da presidente Dilma Rousseff.

“Infelizmente para o Brasil de hoje, quanto mais provável for a eleição da presidente, os indicadores econômicos serão piores. Quanto mais provável estiver a possibilidade de uma candidatura da oposição, melhora o ambiente e as expectativas de futuro, que movem a economia”, disse o tucano a jornalistas, após reunião com empreendedores sociais em São Paulo.

Aécio aproveitou ainda para criticar a reação de Dilma a um comentário enviado pelo Banco Santander aos seus clientes de alta renda, no qual o banco afirmou que uma vitória da petista representava uma piora do cenário econômico.

Nesta segunda-feira, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, portal UOL, rádio Jovem Pan e Rede SBT, realizada no Palácio da Alvorada, a presidente classificou o episódio envolvendo o Santander de “inaceitável”.

Na última sexta-feira, quando o comentário do Santander a clientes veio a público, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que instituições financeiras não poderiam fazer manifestações que interfiram na decisão do voto.

Aécio afirmou que “não adianta dirigente partidário questionar, cobrar demissões dentro de uma instituição financeira, porque teriam que demitir praticamente todos os analistas de todas as instituições financeiras, porque todos eles são muito céticos com o cenário da economia brasileira se continua o atual governo”.

“A resposta adequada do governo seria garantir um ambiente estável, de confiança, regulado, para que os investimentos pudessem voltar ao país, para que a inflação pudesse ser controlada, para que nós tivéssemos o crescimento da economia”, criticou.

Após o encontro com os empreendedores sociais, Aécio defendeu também um maior diálogo com a sociedade civil e um marco civil para o terceiro setor. De acordo com o tucano, o Brasil “desperdiça” iniciativas bem-sucedidas de organizações não-governamentais em diversas áreas, como por exemplo a redução da criminalidade.

Aécio foi questionado ainda sobre as declarações do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, de que aceitaria fazer campanha no Estado ao lado do candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos. O PSB tem o candidato a vice na chapa de reeleição de Alckmin.
“O que posso dizer é que para mim é extremamente honroso ter o apoio explícito, a linkagem das campanhas do governador Alckmin com a nossa”, disse Aécio.

28 de julho de 2014

Dilma fracassa na política econômica

Fonte: Jogo do Poder


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

(Trechos da coletiva)
Assuntos: eleições 2014; agenda SP; economia; política externa
Sobre agenda em São Paulo

É um privilégio poder conhecer uma obra como essa, ao lado do governador Alckmin, que também é parceiro dessa obra. Esse é o Brasil que precisa ser construído. É o Brasil do empreendedorismo. É o Brasil que qualifica as pessoas para buscarem espaço no mercado de trabalho para crescerem. É uma palavra que e o Brasil precisa buscar cada vez mais: é empreender. E só se empreende com resultado e êxito com qualificação. E tive a oportunidade hoje   de visitar mais uma extraordinária obra do governo Alckmin, as ETECs e as Fatecs, que são referências para o Brasil.

 Precisamos é estendê-las cada vez mais ao Brasil. São escolas extremamente qualificadas que têm um foco extremamente importante, porque busca qualificar as pessoas para o mercado de trabalho real, que exista naquelas regiões que elas atuam.  Por isso a diversificação enorme dos cursos.  Tivemos experiências em Minas Gerais, anteriores inclusive ao Pronatec, que acho que de alguma forma se inspira no programa PEP, de Minas Gerais, e nas ETECs de São Paulo, que precisarão continuamente ser aperfeiçoados. É um bom programa, mas que precisa ter esse foco: atender às demandas reais dos mercados de trabalho que existam ou de outros que virão a ser criados. O que vamos fazer também nessa campanha é apresentar ações que melhoram, e melhoraram e muito, a vida das pessoas. Em São Paulo, por onde se olha, você vai  encontrar exemplos exitosos de uma gestão pública eficiente focada em grande parte no que estou dizendo, educação de qualidade e capacitação das pessoas para o mercado de trabalho.

Sobre avaliações de analistas de mercado de que o Sr. tem mais chances de ganhar a eleição.  
Essas avaliações apontam na mesma direção: o fracasso da política econômica da atual presidente da República. Existe algo quando se fala de economia que é essencial e fundamental, chama-se expectativa. A economia se move em função de expectativas.

A inflação se move em função de expectativas. Se você tem uma função represada, há uma expectativa de que em determinado momento ela vai ser liberada, isso já gera uma prevenção, que acaba por alimentar a inflação. O atual governo, o governo da presidente Dilma, perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas, seja nos agentes internos, seja nos agentes externos. Isso impacta fortemente no nosso crescimento.

Conversava com alguns analistas nessa semana, e esses dados publicados hoje vão na mesma direção, boa parte deles já projeta um crescimento esse ano abaixo de 1%, inimaginável há algum tempo. E não adianta mais terceirizarmos responsabilidades, porque vizinhos nossos, com economias muito menos complexas e estruturadas do que a nossa, vão crescer mais do que crescemos.

O governo da presidente Dilma fracassou. E concordo com a maioria dessas análises. Mais quatro anos do atual governo do PT significa mais quatro anos de baixíssimo crescimento, mais quatro anos com a inflação sem controle e, infelizmente, com impactos que já começamos a perceber também no emprego.

Sobre política externa e Israel

O Brasil sempre se caracterizou por ter uma política diplomática, uma política externa do equilíbrio, e é isso que deve retornar a conduzir as nossas ações, as nossas manifestações. O Brasil ao longo dos últimos anos optou por um alinhamento ideológico na sua política externa, e é ele que conduz as principais ações do governo, a meu ver, com prejuízos graves ao Brasil, seja em relação à incapacidade que tivemos ao longo desses últimos anos para ampliar as nossas relações com o mundo.

Conversava nesses últimos dias com o ministro Durão Barroso, que preside a Comissão Europeia, e ele próprio testemunhava a perda de espaço do Brasil com o atraso, por exemplo, das negociações com a comunidade europeia. Ao mesmo tempo em que eles avançam em entendimentos, a União Europeia, com o Canadá e com os Estados Unidos, apenas um exemplo muito claro, o espaço que havia sido negociado para produtos do agronegócio, onde o Brasil é extremamente competitivo, essas cotas estão sendo ocupadas a partir dessas outras negociações, os espaços para o Brasil ficarão cada vez mais estreitos. O Brasil, algumas décadas atrás, chegou a participar com 2,3% do conjunto do comércio exterior, do comércio internacional. Hoje participa com 1,3% e essa posição nossa é declinante.

Em relação a essa última manifestação, faltou o equilíbrio. Todos temos que condenar o uso excessivo da força por parte de Israel, mas da mesma forma temos que condenar também as ações do Hamas, com o lançamento sucessivo de foguetes. Faltou um brado, uma palavra mais clara de convocação a um cessar-fogo e a um entendimento entre as partes. O Brasil se precipitou, a meu ver, em uma nota com um viés muito mais unilateral do que seria conveniente e esperado de um país como o Brasil. Como disse, temos que condenar a violência de todos os lados. A palavra do Brasil tem que ser sempre a do equilíbrio e faltou [equilíbrio], mais uma vez, nesse campo.

22 de julho de 2014

PT prioriza alinhamento ideológico, explica Aécio

Fonte: O Globo


Aécio diz que Brasil tem política externa que prioriza alinhamento ideológico

Presidenciável tucano se encontrou com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no Rio

Em agenda não divulgada por sua assessoria de imprensa, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, se encontrou na manhã desta segunda-feira, no Rio, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Após se reunir com o tucano, Durão Barroso participou de palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além de falarem sobre a situação na Europa, Aécio e Durão Barroso conversaram também sobre o Mercosul. O tucano disse esperar um governo que não busque apenas aliança entre vizinhos, mas com quem possa ajudar a desenvolver a nossa economia.

- Tanto ele, quanto eu, percebemos que o atraso nas negociações do Mercosul com a União Europeia, na verdade, está impedindo o Brasil de já receber benefícios importantes dessa parceria. Não é desconhecido do mundo que a União Europeia tem feito parcerias, inclusive bilaterais, com vários países, com várias regiões, inclusive com a nossa, com a Aliança do Pacífico e agora com os Estados Unidos. E tudo isso vai tirando espaço das negociações que poderiam beneficiar o Brasil – afirmou Aécio.

O presidenciável tucano criticou ainda a política externa do governo brasileiro. - Infelizmente, temos hoje uma política externa que prioriza o alinhamento ideológico em detrimento de parcerias comerciais que poderiam gerar mais renda, mais emprego, a inclusão das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção, por exemplo.

No facebook, Aécio também falou sobre a reunião com o presidente da Comissão Europeia. “Reiterei minha convicção de que estamos atrasados com a negociação com a União Europeia, que poderia estar ampliando nossos mercados. Lamento o desinteresse do atual governo pelo tema, adiando mais uma vez, agora para o próximo ano, a conclusão dessas negociações. Enquanto isso, a União Europeia avança seus entendimentos com outras regiões do mundo, em especial com os Estados Unidos. Em um governo do PSDB, esse tema será tratado como prioridade”, postou.

Depois da reunião, Aécio seguiu para o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira de Minas, em Caeté (MG). Com isso, o tucano segue uma tradição de seu avô, Tancredo Neves.

17 de julho de 2014

Aécio critica má gestão econômica do PT

Fonte: Valor Econômico


Aécio diz que PT adotou ‘medidas amargas’ à economia

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), responsabilizou o governo do PT pela adoção das chamadas “medidas amargas” na economia: “Não existem medidas impopulares. Existem medidas necessárias, que qualquer governo responsável terá que tomar. Repito: as medidas impopulares foram tomadas por este governo“, atacou, durante sabatina promovida pelo jornal “Folha de S.Paulo”, portal UOL, SBT e Jovem Pan ontem, em São Paulo.

Questionado sobre eventuais práticas consideradas impopulares que poderia aplicar à economia para fazer o ajuste fiscal, Aécio evitou elencar quais seriam as suas ações: “Os mais prejudicados pela atual política econômica são aqueles que o governo julga proteger”, afirmou. “Sabe qual vai ser o reajuste real do salário mínimo neste ano, e ninguém muda isso? De um por cento”, criticou.

Aécio acusou o governo brasileiro de “financiar Cuba” por meio do programa Mais Médicos
e disse que pretende rever o acordo firmado pelo Brasil com o país caribenho: “Não vamos aceitar regras impostas por Cuba. Não vamos cometer o equívoco de circunscrever a saúde pública ao Mais Médicos“, afirmou. E declarou considerar “um absurdo” que os profissionais cubanos recebam cerca de 20% do que a administração brasileira repassa ao governo de Cuba: “Temos de rever esse acordo. Médicos estrangeiros são bem-vindos e devem receber a mesma remuneração que os outros”, avaliou.

Para Aécio, uma eventual vitória tucana geraria efeito inverso àquele inicialmente provocado quando da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002: “Acredito que com a nossa vitória haverá uma melhora. Com a eleição do Lula houve incerteza. Uma vitória do PSDB gerará um efeito inverso”, previu. “Estamos convencidos disso, inclusive com analistas de fora do Brasil’, assegurou.

Sobre a declaração do presidenciável Eduardo Campos (PSB) que comparou a denúncia de compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição no governo de Fernando Henrique Cardoso ao escândalo do mensalão, Aécio disse que a denúncia “foi investigada e arquivada por falta de provas”. “A minha opinião é que não houve compra de votos [para aprovar a reeleição presidencial]. Acho que o PT concorda conosco. Governa há 12 anos e por que não tentou reabrir isso? Esqueceu?”, espetou Aécio.

Instado a confrontar a declaração de Campos, que disse que Aécio representa a “mudança conservadora”, tratou de por panos quentes: “Ele pode até querer brigar comigo, mas não vou brigar com ele”. Depois o tucano rebateu o presidenciável do PSB, dizendo que ele apoia dois dos principais governadores do PSDB – Geraldo Alckmin, cujo vice na chapa é o presidente estadual do PSB em São Paulo, Márcio França, e Beto Richa, no Paraná.

Em seguida o candidato do PSDB lançou mão de um exemplo para justificar sua opinião, de que hoje conceitos de direita e esquerda são “abstratos”: “Um governo [do ex-presidente Lula] que propiciou os maiores lucros da história ao sistema financeiro. E outro [do ex-presidente FHC] que colocou 97% das crianças na escola. Qual seria o de esquerda? Nesse caso seria o do Fernando Henrique”, ironizou. O tucano disse que poderá rever o atual modelo de gestão da Petrobras e a política de preços dos combustíveis. No entanto, não disse se vai promover alterações: “Eu quero discutir o modelo. Que benefícios trouxe ao país e o que pode ser mudado.”

Sobre a Copa do Mundo, Aécio disse que a presidente Dilma Roussef (PT) “tentou surfar no êxito da seleção“, e disse ser contrário à intervenção do governo no futebol. No entanto, defendeu a criação “de uma lei de responsabilidade fiscal para o esporte”.

Aécio reiterou que manterá o Bolsa Família, na hipótese de ser eleito: “O que eu quero é tirá-lo da agenda eleitoral, porque quem é punido é o destinatário desse programa. Os [programas] que estão dando certo, não terei problema em dar continuidade.