
Aécio: “Da porteira para dentro o Brasil é imbatível”
O Brasil tem capacidade para superar a atual crise financeira e começar um novo ciclo de desenvolvimento e o resgate de sua economia, afirmou o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, em sabatina na Confederação Nacional de Agricultura (CNA) nesta quarta-feira. Ele atribuiu à “produção no campo” a elevação nos últimos tempos da qualidade de vida dos brasileiros.Segundo o tucano, coube ao produtor rural sustentar a economia e as contas externas, gerando milhões de empregos. “Da porteira para dentro, o Brasil é imbatível”, disse.
Ele afirmou que, em seu eventual governo, a primeira prioridade será declarar guerra ao custo Brasil e resgatar a capacidade competitiva de quem produz. “O setor do agronegócio avança e vai bem não por causa do governo, mas apesar do governo”, criticou.
Aécio afirmou que, se for eleito o Ministério da Agricultura, não terá um papel subsidiário e não será subordinado a outras pastas. Disse que vai criar um “superministério da Agricultura” ao qual vai agregar a pesca e outras ações correlacionadas, que vai ter igualdade de condições com a Fazenda e o Planejamento.
Ele também afirmou que vai instituir metas e uma delas será no seguro rural. Aécio afirmou que quer 60% da área plantada com seguro rural. Atualmente esse índice é de 9% da área com essa cobertura. Aécio disse que é preciso coragem e estratégia para avançar nos novos mercados. “O comércio externo vai ser pragmatismo e não mais ideologia”, prometeu. Ele criticou um esforço de negociação com a União Europeia que o atual governo enterrou.
Segundo ele, houve um acordo que abriu cotas de exportação para o agronegócio para a União Europeia, mas a o governo comprometeu essa negociação por causa do alinhamento ideológico com os vizinhos, e agora os europeus negociam com o Canadá e os Estados Unidos.
Ele também afirmou que em seu governo as fazendas invadidas não serão desapropriadas por um prazo de dois anos. “Respeitamos o direito de propriedade”, disse, pontuando que o governo se omite sobre os conflitos fundiários que ocorrem país afora.
Disse que vai atuar em outra vertente para que os assentamentos que ocorreram no Brasil e outros que vierem a ocorrer possam ser geradores de renda porque “distribuir a terra simplesmente não significa gerar renda”.
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