22 de outubro de 2013

Aécio critica Dilma por ocupar rede nacional

Dilma ocupou mais uma vez no ano cadeia de rádio e TV, agora para defender a privatização do pré-sal.


Aécio repudia uso na máquina aos interesses da reeleição


Aécio critica Dilma por ocupar rede nacional

Aécio:  “pela 16ª vez, em apenas dois anos e dez meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff contraria a legislação em vigor e apropria-se, indevidamente, de mais uma RedeNacional de Rádio e TV”. Foto: Agência Senado

Fonte: Valor Econômico 

Aécio critica uso de cadeia nacional de rádio e TV por Dilma Rousseff


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou há pouco, em nota divulgada pelo partido, o uso feito pela presidente Dilma Rousseff de cadeia nacional de rádio e TV para se comunicar com a população sobre o resultado do leilão do campo petrolífero de Libra, realizado nesta segunda-feira no Rio de Janeiro.

Segundo o presidente do PSDB, “pela 16ª vez, em apenas dois anos e dez meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff contraria a legislação em vigor e apropria-se, indevidamente, de mais uma Rede Nacional de Rádio e TV, reduzindo um instrumento do Estado brasileiro a mera ferramenta de propaganda política e eleitoral”.

“Trata-se de mais uma vergonhosa tentativa de impor à opinião pública a versão da realidade que interessa ao governo. Pena que, tratando da Petrobras, a presidente não tenha reservado parte do tempo para esclarecer os brasileiros sobre a gigantesca desvalorização que administrações do PT causaram à empresa, comprometendo importante patrimônio dos brasileiros”, acrescenta a nota. “O PSDB repudia, mais uma vez, a despropositada e intencional mistura entre os limites e deveres da presidente e os interesses da candidata à reeleição”, conclui o texto.

Aécio: educação e transformação social, coluna Folha

Aécio: ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com ciclos de pobreza e desigualdade.


Aécio: PNAD e a realidade brasileira


Aécio: educação e transformação social, coluna Folha

Aécio: “a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas.” Foto: George Gianni

Fonte: Folha de S.Paulo 

A verdadeira emancipação


Coluna de Aécio Neves

A educação é a principal ferramenta da verdadeira e emancipadora transformação social que o Brasil precisa fazer.

Reduzi-la apenas a frases de efeito ou a discursos é um gesto de covardia para com milhares de brasileiros. A falta de planejamento nessa área vai custar muito caro ao país. Para milhões de jovens, o preço já está alto demais.

Os números oficiais mostram que o despreparo e a ineficácia trabalham juntos para comprometer conquistas preciosas da sociedade brasileira, como a universalização do ensino fundamental, a elevação do percentual de pessoas com mais de oito anos de estudo e a forte redução do analfabetismo, entre outros avanços iniciados no períodoItamar/Fernando Henrique. Esse quadro promissor vem sendo sistematicamente demolido.

Os números da Pnad 2012, divulgados há poucas semanas, revelam que a taxa de analfabetismo no país parou de cair e atinge 13 milhões de pessoas. Há ainda um enorme contingente de analfabetos funcionais que se encontram à margem do mercado de trabalho. De cada dez jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, três continuam sem estudar e trabalhar. Cerca de 50% da população adulta (superior a 25 anos) não têm ensino fundamental e só 11% têm ensino superior, índice muito inferior ao recomendado por instituições internacionais.

O ensino superior é uma das faces do caos no qual estamos imersos. Cerca de 30% dos cursos avaliados no último Enade foram reprovados. O compromisso de realizar dois Enems por ano acabou definitivamente arquivado. No principal ranking internacional de universidades, o Brasil ficou sem nenhuma representante entre as 200 melhores do mundo.

A inexistência de universidades competitivas diz muito sobre o país que pretendemos construir. A educação não é uma ilha isolada. Deveria estar inserida em um contexto que aposta na formação dos nossos cidadãos, em novas matrizes de produção, no incremento da inovação e no uso intensivo de tecnologias de ponta.

Aqui se instala o grande desafio a ser enfrentado: a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas, da mesma forma que o país não pode continuar aguardando eternamente as condições necessárias para realizar o grande salto no seu processo de desenvolvimento.

O país que almeja conquistar um lugar de destaque no mundo precisa aumentar a sua competitividade e a autonomia da sua população. Ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com limites hoje conhecidos, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade.

Essa realidade é injusta com o país. E é injusta, sobretudo, com milhões de brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

10 de outubro de 2013

Ibope: Aécio pode herdar 40% dos votos de Marina

2014: pelos dados da pesquisa Dilma Rousseff é rejeitada por 60% dos eleitores de Marina Silva.


Eleições 2014


Ibope: Aécio pode herdar 40% dos votos de Marina

Ibope: do total de eleitores que diziam votar em Marina no mês passado, 40% admitiam poder votar em Aécio Neves.

Fonte: Monica Bergamo - Folha de S.Paulo

BALANÇA
A análise é de dirigentes do PSB, endossada por profissionais experientes da área de pesquisa: Marina Silva, ao menos oficialmente fora da disputa, deve murchar nas pesquisas presidenciais até o começo de 2014. Eduardo Campos, candidato declarado, ganhará visibilidade e deve inflar nas sondagens. Com isso, o percentual de intenção de votos dos dois candidatos (ela chegou a 26% no último Datafolha e ele, a 9%) pode se equilibrar.

NÃO CAI
No cenário acima, estaria afastada a possibilidade de pressões para que ela assumisse a cabeça da chapa presidencial pelo PSB.

ESPÓLIO
Cruzamento recente feito pelo Ibope é observado com lupa: do total de eleitores que diziam votar em Marina no mês passado, 40% admitiam poder votar em Aécio Neves, 36% admitiam migrar para Dilma Rousseff e 32%, para Eduardo Campos. A presidente, no entanto, é a mais rejeitada pelos marineiros: 60%, contra 31% de Aécio e 27% de Campos.

Nova York: Aécio defende legado do PSDB em palestra

Aécio: investidores dizem que palestra foi positiva sobre o país, principalmente se houver uma mudança na agenda.


Aécio Neves: diagnóstico do Brasil


Fonte: Valor Econômico 

Aécio descarta candidatura ao governo de Minas


O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e potencial candidato à Presidência pelo partido, descartou ontem qualquer possibilidade de concorrer no próximo ano ao governo de Minas Gerais, onde foi governador de 2003 a 2010.

A falta de um nome que pareça politicamente viável no Estado e a permanência de José Serra no PSDB levaram alguns analistas a acreditar que Aécio poderia abrir mão de uma eventual candidatura à Presidência em 2014 para garantir o Estado, segundo maior colégio eleitoral do país. No entanto, o presidente do PSDB disse que “no tempo certo” o partido terá o nome do “melhor candidato” para Minas. “A minha etapa em Minas já foi cumprida”, disse.

Aécio fez ontem uma palestra para investidores em Nova York, mesma cidade em que a presidente Dilma Rousseff, há cerca de duas semanas, visitou empresários e investidores para passar uma mensagem de tranquilidade sobre o ambiente de negócios do Brasil.

O discurso de Aécio foi bastante diferente. Ele acredita que a “herança bendita” deixada por Fernando Henrique Cardoso “foi embora”. Apesar de não se colocar como candidato à Presidência, Aécio disse que falaria, em portas fechadas a uma plateia de quase 600 investidores, sobre as dificuldades por que passa o Brasil e também sobre como o PSDB, o maior partido de oposição, tem uma agenda nova para o país, inclusiva ao setor privado.

De acordo com investidores que participaram da palestra e preferiram não se identificar, a mensagem do senador foi crítica ao atual governo, mas positiva sobre o país, principalmente se houver uma mudança na agenda, de forma a ser menos intervencionista na economia do que o atual governo de Dilma.

Em entrevista à imprensa antes da palestra, promovida pelo banco BTG Pactual, Aécio disse que faria um diagnóstico claro sobre a situação atual do país.

Ele criticou a não realização de reformas e disse ter havido uma aposta por parte do governo de que o crescimento econômico seria sustentado apenas com base no consumo. E a “intervenção absurda permanente” e cada vez maior do governo em setores da economia, que criou insegurança e, consequentemente, levou ao afastamento dos investidores privados.

“A agenda do PSDB, ao contrário, é a agenda da estabilidade, do crescimento, da responsabilidade fiscal, sem maquiagem de números, como vem fazendo o PT. É essa agenda que vai nos permitir chegar no segundo turno e, espero eu, vencer as eleições“, disse.

Aécio afirmou ainda que em encontros com empresários em Nova York, tem sido recebido em um ambiente de “pouco crédito em relação ao Brasil e ao que faz o atual governo”.

Durante a palestra, ele teria dito, segundo um investidor, que a aliança entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no PSB, seria positiva pois ampliaria as chances de Dilma não vencer as eleições do ano que vem.

Apesar de considerar a aliança entre Marina e Campos “surpreendente” em um primeiro momento, Aécio acredita que isso trará vigor à oposição. “Estamos falando de dois nomes que vieram das costelas do PT, ambos foram ministros do governo Lula, e hoje atuam no campo oposicionista”.

“Acho que a presença tanto de Eduardo como de Marina no campo oposicionista deve ser saudada por nós como algo que prenuncia o fim desse ciclo de governo do PT“, disse a jornalistas.

Eleições 2014: Aécio diz que Marina ainda está no páreo

Aécio: para o senador, Marina será sempre um nome à disposição, independentemente até da sua própria vontade ou do que pretenda Eduardo.


Eleições 2014


Aécio diz que Marina ainda está no páreo

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio põe em dúvida candidatura de Campos


Tucano diz que Marina ainda pode entrar no páreo em 2014 e vê PT derrotado por ruptura com governador do PSB

Em Nova York, senador afirma que PSDB terá ‘palanque sólido’ em São Paulo, com Alckmin e Serra juntos

Entrevista com Aécio Neves

O senador mineiro e presidenciável tucano, Aécio Neves, disse que o PT sofreu uma derrota dupla ao não inviabilizar a candidatura de Marina Silva à Presidência –o que ele não descarta– e ao perder o governador Eduardo Campos (PSB) para o campo da oposição.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista à Folha concedida em Nova York, onde Aécio faz hoje uma palestra para investidores:

A dobradinha de Marina e Eduardo Campos foi uma surpresa?
Aécio Neves - Não há por que não admitir que foi uma surpresa. Claro que a surpresa da decisão leva a todo o tipo de avaliação, mas o que é muito claro é que temos hoje dois ex-ministros do presidente Lula no jogo eleitoral atuando no campo da oposição. São muito bem-vindos.
Em uma eventual candidatura do PSB, o PT sofre uma derrota neste primeiro momento, porque trabalhou neste último ano para inviabilizar uma candidatura da Marina. E, por meio do presidente Lula, para a cooptação do Eduardo ao campo governista. Não aconteceu nenhuma dessas duas questões.
Nas conversas com o Eduardo, fica muito claro esse distanciamento em relação ao governo. Confio que, naturalmente, durante o processo eleitoral, o nosso antagonismo em relação ao governo é o que vai nos aproximar.

O senhor diz que o PT teve essa dupla derrota, mas eles dizem que um candidato da oposição a menos os favorece.
Eles queriam que a Marina não estivesse no jogo. Ninguém pode dizer que amanhã não será candidata. E nós sempre tivemos uma preocupação com a manutenção da candidatura do PSB.
Sempre pairou uma certa dúvida, se ia até o final, se o presidente Lula faria um apelo e Eduardo sairia do jogo. Hoje, a candidatura do PSB, se não é uma certeza, pelo menos avançou muito nessa direção.
No campo do PSDB, todos os passos que nós tínhamos de dar e os riscos que podíamos ter de algumas saídas não existem mais. O Serra fica no partido, e isso é importante dentro do PSDB, candidato ou não. O Álvaro Dias, também. O PSDB manteve-se unido, e a hora é de construir o nosso discurso, que não será mais esse discurso que o PT propõe de “nós contra eles”.

O senhor acredita mesmo que Marina vai ser vice?
Não é uma travessia simples. Ela diz que sim, mas vai ser sempre um nome à disposição independentemente até da sua própria vontade ou do que pretenda o Eduardo.
Marina e Eduardo são figuras políticas respeitáveis, que já estiveram no governo e por isso talvez conheçam muito bem e tenham mais razões ainda para estarem contra.
 
Na conversa em que se aproximaram, Campos aceitou dialogar com a garantia clara de que Marina fosse só a vice. Nessa conversa que o senhor teve com ele, no fim de semana, isso não foi comentado?
Não chegamos a falar disso. Mas a política é o imponderável. Muitas vezes a sua intenção hoje não se realiza amanhã por absoluta desconexão com a realidade.

O sr. precisa de um palanque forte em São Paulo. Como fica? A Marina sobe com Alckmin nesse palanque?
(Risos) Olha, em relação à Marina eu não sei dizer. O nosso palanque em São Paulo se solidifica com a presença do Serra e com a candidatura do Geraldo. Quem tem hoje um palanque sólido em São Paulo somos nós. Os outros vão ter de construir.

Aécio diz que Marina fortalece oposição

Aécio diz que meta é acabar com o “ciclo perverso do PT no Governo”. Para ele, Marina “contribui para o debate de ideias e propostas”.


Eleições 2014


2014 - Marina, Eduardo e Aécio contra o PT

2014 – Marina, Eduardo e Aécio contra o PT.

Fonte: O Globo

Para Aécio Neves, objetivo maior é juntar forças para encerrar ‘o ciclo perverso’ do PT


De Nova Iorque, o tucano disse estar “gostando do jogo”, apesar de achar que o PSDB tem as melhores propostas




BRASÍLIA — “Papo reto? Eu e ninguém esperávamos essa reviravolta”. Assim o presidente do PSDB e presidenciável, Aécio Neves (MG), reagiu ao anúncio da criação da chapa Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede). De Nova Iorque, onde participa de um seminário com investidores estrangeiros, Aécio disse estar “gostando do jogo” e que, apesar de achar que o PSDB tem as melhores propostas e melhores palanques, ele tem que torcer para fortalecer a oposição para chegar lá na frente.

— Acho a novidade extremamente positiva. Quem comemorou a derrota da não criação da Rede é que tem que se preocupar. Cada vez mais as oposições colocam como objetivo maior se unir para encerrar o ciclo perverso do PT no Governo. Nós nos aproximamos nesse propósito do antagonismo a esse modelo que está aí — comentou Aécio Neves.

No PSDB, a avaliação é que, com a nova chapa, os quase 20 milhões de votos do capital eleitoral de Marina ficam na oposição, e não vai se dividir, como aconteceu em 2010, no segundo turno das eleições, onde seus votos foram para Dilma Rousseff e José Serra.

— Marina não sair e os votos dela migrarem para Dilma seria o pior dos mundos — disse um tucano do entorno de Aécio.

Na avaliação do próprio Aécio, com essa coligação, os votos ficam “do lado de cá ” da oposição.

Outra avaliação é que, frustrado, o presidente do PPS, Roberto Freire, poderá voltar a se aproximar do PSDB, com quem tem coligações em vários estados para a eleição proporcional. Aécio vai procurar Freire assim que retornar ao Brasil. Os tucanos consideram que, num primeiro momento, Eduardo Campos vai faturar com a aliança com Marina, mas a médio prazo, será muito pressionado se não crescer nas pesquisas de intenção de votos e Marina continuar num patamar muito alto. Se isso acontecer, avaliam, as cobranças serão fortes para que Marina, e não ele, seja o candidato a presidente.

Em nota, a presidência do PSDB, que tem Aécio à frente, disse considerar que a decisão da ex-senadora de se manter em condições de participar das eleições de 2014, filiando-se ao PSB, “é importante conquista do Brasil democrático”. “É também uma reposta às ações autoritárias do PT, especialmente aos membros do partido que chegaram a comemorar antecipadamente a exclusão da ex-senadora do quadro eleitoral do próximo ano, com a impossibilidade de criação da Rede”, segue a nota.

O PSDB afirmou, ainda, acreditar que a presença de Marina Silva no pleito “fortalece o campo político das oposições e contribui para o debate de ideias e propostas”.

Eleições 2014: Ibope revela 50% de indecisos

2014: A um ano da eleição para presidente da República, cerca de metade dos brasileiros não tem certeza de em qual candidato votaria.


2014: Marina no páreo muda panorama


Fonte: O Estado de S.Paulo

Incerteza ainda atinge metade dos eleitores


A presença ou não de Marina Silva na corrida sucessória de 2014 afeta mais as especulações sobre a eleição do que o processo eleitoral em si. Para grande parte dos brasileiros, a sucessão presidencial só será uma questão a tomar-lhes o tempo quando a campanha chegar à TV, daqui a dez meses. Até lá, é um problema imposto apenas àqueles que são abordados pelos pesquisadores.

A um ano da eleição para presidente da República, cerca de metade dos brasileiros não tem certeza de em qual candidato votaria. Confrontados pelo Ibope com os nomes dos principais presidenciáveis, 47% dos eleitores não puderam declarar ao certo se votariam em algum deles. A saber: Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos e José Serra.

Outros 7% disseram que votariam “com certeza” em mais de um desses nomes – o que é um outro sinal de quão certa é sua intenção de voto. Sobram assim apenas 46% de eleitores que declaram estar fechado com apenas um candidato. Mas a taxa é ainda menor.

Descontem-se os 3% que votariam com certeza apenas em Serra (que, ao ficar no PSDB, abre mão de disputar a Presidência – salvo se Aécio não puder concorrer) e restam 43% de eleitores certos de que votariam em apenas um dos presidenciáveis.

Deles, 29% declaram certeza de votar só em Dilma, 7% em Marina, 5% em Aécio e 1% em Eduardo. Qual a garantia de que é isso que vai de fato acontecer, daqui a um ano? Nenhuma.

Em 2009, também a um ano da eleição presidencial que elegeria Dilma, era Serra quem mais tinha eleitores certos: 15%. Apenas 10% tinham certeza de votar na petista. Outros 10% estavam certos de que votariam em Ciro Gomes, que nem foi candidato.

Com ou sem Marina no páreo, muitas certezas vão se diluir e se transformar até a hora de o eleitor digitar o número de seu candidato na urna.

Eleições 2014: Ibope revela 50% de indecisos

2014: A um ano da eleição para presidente da República, cerca de metade dos brasileiros não tem certeza de em qual candidato votaria.


2014: Marina no páreo muda panorama


Fonte: O Estado de S.Paulo

Incerteza ainda atinge metade dos eleitores


A presença ou não de Marina Silva na corrida sucessória de 2014 afeta mais as especulações sobre a eleição do que o processo eleitoral em si. Para grande parte dos brasileiros, a sucessão presidencial só será uma questão a tomar-lhes o tempo quando a campanha chegar à TV, daqui a dez meses. Até lá, é um problema imposto apenas àqueles que são abordados pelos pesquisadores.

A um ano da eleição para presidente da República, cerca de metade dos brasileiros não tem certeza de em qual candidato votaria. Confrontados pelo Ibope com os nomes dos principais presidenciáveis, 47% dos eleitores não puderam declarar ao certo se votariam em algum deles. A saber: Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos e José Serra.

Outros 7% disseram que votariam “com certeza” em mais de um desses nomes – o que é um outro sinal de quão certa é sua intenção de voto. Sobram assim apenas 46% de eleitores que declaram estar fechado com apenas um candidato. Mas a taxa é ainda menor.

Descontem-se os 3% que votariam com certeza apenas em Serra (que, ao ficar no PSDB, abre mão de disputar a Presidência – salvo se Aécio não puder concorrer) e restam 43% de eleitores certos de que votariam em apenas um dos presidenciáveis.

Deles, 29% declaram certeza de votar só em Dilma, 7% em Marina, 5% em Aécio e 1% em Eduardo. Qual a garantia de que é isso que vai de fato acontecer, daqui a um ano? Nenhuma.

Em 2009, também a um ano da eleição presidencial que elegeria Dilma, era Serra quem mais tinha eleitores certos: 15%. Apenas 10% tinham certeza de votar na petista. Outros 10% estavam certos de que votariam em Ciro Gomes, que nem foi candidato.

Com ou sem Marina no páreo, muitas certezas vão se diluir e se transformar até a hora de o eleitor digitar o número de seu candidato na urna.

2014: PSB apoiará candidato de Aécio em Minas

2014: opção é pelo palanque duplo que sirva tanto ao governador do Pernambuco, Eduardo Campos, como ao senador Aécio Neves.


Eleições 2014


Fonte: Estado de Minas 

PSB admite adotar palanque duplo


Na falta de um nome que aceite e seja viável para disputar o governo de Minas Gerais, o PSB já fala na possibilidade de não ter candidato próprio no estado, que é o segundo colégio eleitoral do país, e adotar um palanque duplo, que sirva tanto ao governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), como ao senadorAécio Neves (PSDB). A tese foi admitida ontem pelo próprio Campos, que esteve em Belo Horizonte para a filiação do presidente do Atlético, Alexandre Kalil. Segundo o pernambucano, o partido pode caminhar para um entendimento dentro do grupo que reelegeu o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, desde que tenha espaço na chapa majoritária com vaga de vice-governador ou senador.

“Vamos discutir no campo político que estamos inseridos, que é o que elegeu o Marcio e o governadorAnastasia. Nesse campo podemos ter uma candidatura do nosso partido ou de outro partido, essa decisão não foi tomada ainda”, afirmou o Campos, presidente nacional do PSB. Segundo ele, o partido é “diferente de outras legendas” e demonstrou, ao longo de sua história, que não precisa ser o nome principal da chapa para fazer aliança. “Nós gostamos de ser apoiados, mas sabemos apoiar. O importante é o interesse de Minas”, disse.

Na visita ao principal reduto de Aécio Neves, com quem tem proximidade, Eduardo Campos fez questão de ressaltar que a relação de amizade com o tucano é antiga e independe de os dois estarem na mesma trincheira. Ele afirmou, porém, que o palanque duplo vai ocorrer em alguns estados e indicou que Minas Gerais pode ser um deles. Em discurso aos socialistas que acompanharam as últimas filiações para as eleições de 2014, Campos falou na construção de uma “ampla frente” que sirva aos cenários regional e nacional e voltou a sinalizar o trabalho por uma aliança com o grupo de Aécio. ”Saberemos caminhar sem desfazer alianças que foram importantes para o partido ontem e que vão ser amanhã”, reforçou.

Passado. Ao lado de Lacerda, que acompanhou a coletiva e com quem havia se reunido minutos antes, Eduardo Campos falou sobre a candidatura do prefeito usando o tempo passado. Segundo ele, é um nome que tem todos os atributos, e o partido tem toda uma torcida por ele. “Claro que o partido olha para um estado como Minas, que tem um filiado como o Marcio, qualquer um gostaria que acontecesse (a candidatura ao governo). Só que o Márcio, com justa razão, tem focado no trabalho dele”, disse.

O prefeito também reafirmou a pouca disposição de disputar o governo e afirmou ser possível uma aliança com o PSDB. “A probabilidade de que eu venha a ser candidato ao governo do estado é muito pequena mesmo, por vários motivos, entre eles, a minha própria disposição. Mas é importante que o debate continue e, em fevereiro ou março, teremos a posição absolutamente definitiva”, disse.

Alternativa. Aos militantes do PSB, Eduardo Campos disse que o partido não está entre os que acham que o atual governo não fez nada, mas também discorda de quem acha que ele fez tudo. Ele afirmou ainda que o PSB ajudou o Brasil a melhorar na última década. “Não dá para dizer que somos maiores ou melhores do que outros, mas podemos afirmar que o PSB vai ser uma alternativa para que o Brasil siga em frente mudando”, disse. Segundo o pré-candidato, a primeira alteração que o brasileiro quer ver é na política, com o fim das velhas raposas e dos acordos que deixam o povo brasileiro de fora. “O Brasil merece o respeito da classe política e é em nome desse respeito que estamos reunindo pessoas de bem para discutir o Brasil”, afirmou. O governador classificou Minas como um estado estratégico e disse que as filiações de Kalil e de cerca de 30 nomes ontem fortalecem a legenda.

Aplaudido pela torcida organizada do seu time e pela militância, que o anunciou com gritos de “senador do Brasil é o Kalil“, o cartola afirmou que a dificuldade na política vai ser aprender a ser liderado. O novo político afirmou que não tem pretensões de disputar nenhum cargo específico, mas de servir à legenda. Ele foi apontado por Eduardo Campos como um nome que pode disputar qualquer cargo majoritário e afirmou que, na política, seu papel será discutir questões que influenciem a vida das pessoas. Começou criticando os preços, que considera abusivos, do refrigerante e do pão de queijo no aeroporto de Confins. Kalil disse ser amigo de Aécio Neves, mas negou qualquer influência do tucano na sua filiação.

Mudança nos portos

A Presidência da República confirmou ontem a saída de Leônidas Cristino da Secretaria de Portos. No lugar dele, assume o economista Antonio Henrique Pinheiro Silveira, atual secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. A escolha segue a decisão da presidente Dilma Rousseff nomear interinos para as pastas que ficarem vagas até o final do ano, evitando, assim, antecipar o tabuleiro da reforma ministerial. Cristino deixa o cargo depois de o presidente do PSB, Eduardo Campos, anunciar que o partido deixará os cargos que ocupada no governo.

Eleições 2014: PSDB de São Paulo focado em Aécio

PSDB: fato de Serra ter ficado no partido criou clima de alívio no PSDB paulista, segundo Milton Flávio, presidente do PSDB da cidade de SP.


Eleições 2014


PSDB de São Paulo focado em Aécio

PSDB: o senador Aécio Neves é hoje o virtual candidato do partido a presidente. Foto: Leandro Moraes/UOL

Fonte: O Globo

PSDB de São Paulo se sente ‘aliviado’ com decisão de Serra


“Agora, o nosso papel será o de fortalecer os dois em torno de um só objetivo, que é derrotar o governo de Dilma”, diz presidente regional do partido

A decisão do ex-governador José Serra de permanecer no PSDB, e não se lançar no projeto de disputar a presidência da República pelo PPS, deixou os tucanos aliviados. Afinal, a decisão poderia dividir os votos tucanos e prejudicar a candidatura do senador mineiro Aécio Neves, hoje virtual candidato do partido a presidente. Serra continuou nesta quarta-feira sem dar entrevistas e apenas postou um suscinto recado na sua página no Facebook:

“Gostaria de agradecer a acolhedora repercussão à minha nota de ontem (de que ficaria no partido para derrotar o PT). Vamos em frente”, disse Serra, sem dizer se vai empenhar-se na candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ou se permaneceu com o objetivo de viabilizar sua candidatura, torcendo para um fracasso do senador mineiro.

— Hoje, é notório no partido que o candidato a presidente é o senador Aécio, mas enquanto ele não tiver oficializado a candidatura, o que deve acontecer por volta de março do ano que vem, tudo será possível. Serra é preparado para a disputa, embora hoje essa hipótese seja difícil de ser elencada dentro do partido — disse o vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, ligado a Serra.

Para ele, “todos os filiados ao partido podem pleitear a vaga que hoje é de Aécio“.

— De repende não é Aécio e nem o Serra, podendo ter um terceiro nome. Ainda está cedo para essa definição — disse Goldman.

O fato de Serra ter ficado no partido, criou um clima de “alívio” no PSDB paulista, segundo Milton Flávio, presidente do partido na cidade de São Paulo.

— Pacifica o partido. Serra é um grande quadro e pode agora disputar outros cargos. O José Anibal, a quem sou ligado, também gostou da decisão (Anibal é desafeto de Serra, com inúmeras disputas internas na legenda). Portanto, o anuncio de Serra dá maior segurança e unidade ao partido. Como chegamos a um consenso no caso de Serra ficar na legenda, vamos ter outros consensos em torno de eventuais candidaturas ao Senado (Serra pode ser candidato, assim como o próprio Anibal, que já mostrou interesse na vaga, o que prenuncia nova disputa entre os dois por uma única vaga) — explicou Milton Flávio.

Para o deputado Duarte Nogueira, presidente do PSDB do Estado de São Paulo, a decisão de Serra fortalece não só os tucanos, mas a própria oposição.

— Se tivéssemos uma candidatura do PSDB (Aécio) e outra do Serra (PPS), dividiríamos a oposição, enfraquecendo-a. Agora, o nosso papel será o de fortalecer os dois em torno de um só objetivo, que é derrotar o governo de Dilma — disse Nogueira.

Goldman denuncia cooptação de Dilma

O vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, denunciou ontem que o PT e a presidente Dilma Rousseff estão “tentando comprar” o apoio do Solidariedade do deputado Paulo Pereira da Silvia, o Paulinho, líder do novo partido aprovado esta semana pelo TSE.

— Eles (petistas) estão tentando comprar o apoio do Solidariedade, que por ora está demonstrando que apoiará a candidatura de Aécio a presidente. Eles já mostraram no passado (mensalão e aloprados) que podem fazer de tudo pelo poder. Eles não tem escrupulos. Querem afetar nossa base de apoio que já tem o PPS e o DEM e que agora poderia ter o Solidariedade — denunciou o vice-presidente nacional do PSDB.

2014: Aécio, Campos e Marina defendem maior produtividade

2014: os três pré-candidatos sublinharam a necessidade de o Brasil estabelecer regras claras para atrair mais investimentos.


Eleições 2014


2014: Aécio, Campos e Marina defendem maior produtividade

2014: Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva apresentaram discursos semelhantes nas prioridades para aumentar a produtividade no país.

Fonte: Valor Econômico 

Pré-candidatos confrontam receitas


Prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a ex-senadora Marina Silva (sem partido-AC) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) levaram ontem a empresários, em diferentes momentos, discursos semelhantes nas prioridades e diversos nos caminhos para aumentar a produtividade no país.

Em evento promovido pela revista “Exame”, os três pré-candidatos sublinharam a necessidade de o Brasil estabelecer regras claras para investimentos, de o governo desenhar outra relação política com aliados, que não seja apenas baseada na ocupação de cargos e, consequentemente, profissionalizar o setor público, que consideram loteado.

“Você acha que dá para fazer diferente com as velhas raposas políticas se apossando de partes do Estado?”, questionou Campos, numa fala que resumiu o ímpeto dos três presidenciáveis.

O senador Aécio Neves, primeiro a participar do evento, afirmou que o Brasil tem quatro desafios principais para aumentar produtividade: simplificar o sistema tributário, aumentar a qualidade da educação, abrir a economia e elevar o investimento em inovação. ”Em um eventual governo do PSDB, vou reduzir o número de ministérios atuais para algo como 22 pastas”, disse.

Aécio também criticou a postura que considera intervencionista do atual governo. “Na última semana, observamos a presidente Dilma Rousseff ter que ir a Nova York para garantir que Brasil cumpre contratos”. E continuou, dizendo que “o governo hoje atrapalha o ambiente de negócios mais do que ajuda. Setor privado não é adversário, é parceiro fundamental”.

O senador pregou ainda que o ensino médio no país seja mais direcionado às necessidades dos mercados locais, com “currículos regionalizados” e que o Bolsa Família, em que pese já estar adequado à “paisagem social” brasileira, precisa de mais fiscalização. Para Aécio, uma saída para o programa seria estender o benefício a pais de família durante os seis primeiros meses em um novo emprego. “Muitos deixam de aceitar um trabalho por medo de perder o benefício, de ser mandado embora dois meses depois”, justificou.

Em palestra esvaziada pela própria ausência de sua palestrante, que estava em Brasília e falou aos presentes por videoconferência, a ex-senadora Marina Silva pregou a necessidade de se criar um “novo acordo político” no país. Para ela, as manifestações populares, que perderam força nos últimos meses, continuam na ordem do dia.

“Um grupo significativo está se desvencilhando dessa ideia do poder pelo poder. Está sendo gerado um novo sujeito político. Esse novo sujeito político não é dirigido pelos meios clássicos, pelos partidos, pela academia”, afirmou a ex-senadora. “Estamos saindo do ativismo dirigido para o autoral, que não precisa de porto, mas de uma âncora. O porto está atracado ao continente, que é o sindicato, o partido. A âncora depende de si mesmo”, continuou.

Marina afirmou que o Brasil precisa ter posição em relação a temas como energia renovável, por exemplo, para criar uma agenda que não se interrompa em função do partido que esteja no governo. Sobre a demora na concessão de licenças ambientais, reclamação corrente dos empresários, Marina esfriou ânimos ao dizer que “não se pode confundir agilidade com flexibilização”.

Já Campos fez uma avaliação mais política, na qual afirmou que o PT entrou em um período de “fadiga de poder”, o que indica a necessidade de novas práticas e grupos políticos na gestão federal. Seu partido fez parte da coalizão governista desde 2003 e recentemente entregou os cargos que tinha no governo para discutir o lançamento de candidatura própria à sucessão presidencial.

“As forças políticas envelhecem, como as pessoas envelhecem, como os métodos de uma empresa envelhecem. Quando um partido chega ao governo, acha que vai ficar ali para sempre. É o caminho para ele perder o fio-terra, o link com a sociedade”, avaliou Campos. “O PSDB construiu um processo importante na vida democrática do Brasil e agora está descolado desse sentimento. O que está acontecendo com oPartido dos Trabalhadores também é o processo da fadiga de poder. De 10 anos com equívocos, mas também com acertos que não se deve deixar de reconhecer”, continuou.

Para Campos, “há uma agenda a ser construída e nenhum partido tem essa agenda, isso é conversa. É o debate com a sociedade que vai construir a agenda de reformas, de um salto na qualidade do serviço público brasileiro”.

Por isso, o governador avaliou que a próxima eleição não vai se resumir ao embate de situação versus oposição. “A questão brasileira é muito mais complexa do que uma posição bipolar”. Outra mudança será, acredita, no parlamento. “Acho que vem um vento de mudança forte no legislativo”.

Aécio Neves defende cláusula de barreira

Novos partidos: senador defende desempenho nas urnas para que partido possa usufruir de benefícios do Fundo Partidário e tempo de TV.


Novos partidos X velha política


Aécio e Campos defendem cláusula de barreira

Fonte: O Estado de S.Paulo 

Aécio e Campos falam em restringir partidos, apesar de torcida por Marina


Prováveis candidatos ao Planalto, tucano e presidente do PSB defendem cláusula de barreira, norma que limita atuação de legendas sem porcentual mínimo de votos, mas esperam que ex-ministra consiga criar sigla a tempo de disputar eleição

Numa semana decisiva para o cenário da sucessão de 2014, em que será definido o futuro político da ex-ministra Marina Silva e de seu partido, a Rede Sustentabilidade, dois prováveis candidatos à Presidência – o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) – defenderam a volta da cláusula de barreira. A norma impede o funcionamento de partidos que não alcançam determinado porcentual de votos nas eleições e também restringe repasses do Fundo Partidário e limita o tempo de TV a novas siglas.

Os dois prováveis candidatos defendem a candidatura de Marina à Presidência. Ambos também devem obter dividendos políticos do recém-criado Solidariedade, partido fundado pelo deputado federal Paulinho da Força (ex-PDT), que nasce com intuito de ser oposição à presidente Dilma Rousseff.

A ideia de restringir o funcionamento dos partidos também foi apoiada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Todos eles estiveram nessa segunda-feira, 30, em evento promovido pela revista Exame, em São Paulo. Marina Silva optou por participar do evento por video conferência para não se distanciar de Brasília na semana em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai votar o pedido de criação da Rede.

Novos partidos X velha política

Foto. A crítica de Aécio ao excessivo número de partidos no País – hoje são 32 – veio após o tucano posar para fotos ao lado de Paulinho, na criação do Solidariedade. Presidente do PSDB, Aécio afirmou ontem que a sigla vai propor o retorno da cláusula de barreira. Na visão do tucano, para que um partido possa ter atividade parlamentar e usufruir de benefícios como participação no Fundo Partidário e no tempo de TV, ela precisa atingir um determinado resultado nas urnas.

Segundo o senador, a defesa da criação do Solidariedade e da Rede, feita por ele e pelo PSDB, não contradiz a crítica ao elevado número de legendas.

“O governo estimulou a migração de parlamentares dos partidos de oposição para a base. Só que o governo quis no dia seguinte parar com isso”, criticou. “O que nós fizemos foi não permitir que houvesse um tratamento para o governo e outro para a oposição“, afirmou Aécio, que disse torcer pela criação da Rede. “Eu acho que o Brasil merece ter uma candidatura como a da Marina.”

O governador de Pernambuco, por sua vez, afirmou ontem que o PSB sempre apoiou a cláusula de barreira, mesmo quando, no passado, o seu partido chegou a ser ameaçado pelas restrições.

“Nossa posição não é de hoje. Desde o ano passado, na discussão sobre reforma política, nós deixamos muito claro que éramos a favor da cláusula de barreira e contra a coligação proporcional, que, a nosso ver, seriam dois pontos por onde começaria a reforma.”

Corte. Apesar de o Supremo ter declarado que a cláusula de barreira era inconstitucional em 2006, porque feria o direito de manifestação política das minorias, Barbosa disse ontem que considera essa a melhor alternativa para organizar o quadro partidário brasileiro.

“Nenhum sistema funciona bem com 10, 12, 15, muito menos com 30 partidos”, afirmou o ministro, que classificou como “péssimo” o alto número de partidos existentes no País.

“Esse é o caminho, só sobrevivem aqueles partidos que continuam a ter representatividade no Congresso“, disse Barbosa.

E completou: “Vou dar um exemplo marcante ocorrido há poucos dias: um partido tradicionalíssimo da Alemanha não conseguiu atingir a cláusula de barreira e vai ficar fora do Parlamento. É assim que funciona nas grandes democracias. Mais cedo ou mais tarde, nós vamos ter que fazer essa opção”.

Na semana passada, os ministros do TSE deram o aval para a criação do Solidariedade e do PROS. O registro da Rede será analisado até quinta-feira. Se for aprovado, será o 33.º partido político brasileiro.

Aécio faz crítica a critério de Lula para cargos no STF

Aécio: “Se Lula se arrepende da escolha de ministros do STF – não sei avaliar a razão -, imagine em relação a outras áreas do governo.”


Eleições 2014

Fonte: Correio Braziliense

Aécio critica critério de Lula para cargos no STF

Aécio: senador afirmou que, se for eleito presidente no ano que vem, reduzirá o número de ministérios pela metade. Foto: George Gianni

ELEIÇÕES

Aécio ataca critérios de Lula para cargos no STF


Líder tucano diz que entrevista ao Correio põe em dúvida a qualidade das nomeações do ex-presidente

Um dos prováveis adversários de Dilma Rousseff na corrida ao Palácio do Planalto, em 2014, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse ontem estar surpreso com a afirmação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao Correio de domingo, de que teria mais critérios para indicar os ministros do Supremo Tribunal Federal caso tivesse as informações que têm hoje sobre os postulantes ao cargo. “Algo surpreendente porque esse é um pressuposto de todos nós de que o presidente da República escolhe com absoluto critério os seus ministros do Supremo, das altas Cortes e, até mesmo, do Poder Executivo.”

Após ler a entrevista do presidente, Aécio passou a imaginar outros possíveis erros cometidos pelo PT no preenchimento dos cargos públicos. “Se ele (Lula) se arrepende da escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal – não sei avaliar por qual razão -, imagine em relação a outras áreas do governo, como diretores de agências reguladoras e dirigentes de bancos”, provocou Aécio, que participou ontem de um seminário promovido pela revista Exame.

O presidenciável tucano também afirmou que, se for eleito presidente no ano que vem, reduzirá o número de ministérios pela metade. “Num eventual governo do PSDB, e falo em tese, obviamente, trocaria metade dos ministérios – deixaria com 20, 21- por uma secretaria de desburocratização, que simplifique o setor de negócios e estimule os que querem empreender mais.”

Desburocratização
No seminário, ele acusou o governo Dilma de interromper o ciclo de reformas econômicas aberto pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, travando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Temos agora de priorizar algumas ações. Certamente, entre elas, a desburocratização do nosso sistema tributário, a simplificação desse sistema, a melhoria do ambiente de negócios que, infelizmente, não existe hoje no Brasil.”

Também convidada para o evento, a ex-senadora Marina Silva – que vive uma semana decisiva para a criação do partido dela, a Rede Sustentabilidade – afirmou que eventos como os de ontem são importantes para fomentar o debate, já que, segundo ela, “o país não precisa de um amontoado de propostas”. “Estamos precisando de um novo acordo político, que não seja nas bases da situação pela situação e daoposição pela oposição“, sugeriu.

Último dos presidenciáveis a falar no evento, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, declarou que o partido não se arrependeu dos 10 anos em que conviveu com o PT no governo federal. Mas está convencido de que chegou a hora de desembarcar do Executivo. “Não nos arrependemos de participar, mas queremos levar nossas ideias, críticas e considerações para construir um novo governo”, disse ele a uma plateia repleta de empresários.

Segundo Campos, esse novo governo deve ter o compromisso de preservar o que já foi conquistado e evitar debates maniqueístas. “Em 2010, o debate foi pobre e, agora, estamos sentindo falta das ideias. É preciso fazer esse debate. O Brasil espera das lideranças políticas, empresariais e da academia que construam consensos sobre o que é importante para o país”, concluiu Campos.

Crítica à “intromissão” 
Após participar de um fórum de economia, em São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou a intromissão política em assuntos da Corte e na carreira dos juízes. Ele disse que a ação é danosa e que, por isso, muitos magistrados não decidem. A consideração remete à opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista concedida ao Correio. Quando questionado se havia relação entre a resposta e as considerações do ex-presidente, Barbosa se esquivou. “Não tenho nada a dizer. Ele foi presidente da República, eu não sou presidente da República. Não tenho nenhum papel na nomeação de ministros para o Supremo e nunca procurei exercer influência sobre esse papel”, limitou-se a dizer.

9 de outubro de 2013

Gestão Pública: Aécio defende redução da burocracia

Aécio Neves: senador promete simplificar tributos, reduzir ministérios e criar secretaria para combater a burocracia.


“Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo”, afirmou Aécio. 


Aécio defende redução da burocracia pública

Fonte: Folha de S.Paulo

Candidatos atacam política econômica e acenam a empresas


Em discursos separados para empresários, Marina, Aécio e Campos dizem que Dilma foi incapaz de oferecer segurança

Os três principais candidatos que devem enfrentar a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 criticaram ontem a política econômica do governo e fizeram acenos ao setor privado, num esforço para conquistar a confiança do empresariado na sua capacidade de conduzir o país.

Reunidos para um fórum organizado pela revista “Exame”, a ex-senadora Marina Silva, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disseram que Dilma foi incapaz de criar um ambiente de segurança para os investimentos privados.

Falando separadamente no evento, os três adotaram o mesmo tom e disseram que o PT errou ao estimular o crescimento econômico promovendo o consumo e ampliando os gastos do governo, sem criar condições necessárias para atrair investimentos.

“Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo”, afirmou Aécio. “Os investidores precisam saber para onde estamos indo”, disse Campos.

Marina afirmou que o governo precisa estimular a economia com medidas “de forma horizontal, e não no caso a caso, que criam uma relação de desconfiança” entre o governo e o empresariado.

Sem conseguir fazer a economia voltar a crescer com o vigor dos últimos anos do governo de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma tem encontrado dificuldades para atrair investidores para seu programa de concessões de estradas, ferrovias e aeroportos.

Em seu discurso para os empresários, Aécio falou em um “eventual governo do PSDB” e defendeu quatro medidas em termos genéricos: simplificação do sistema tributário, investimento em educação, abertura da economia e incentivo à inovação.

O senador tucano disse que reduziria à metade o número de ministérios, que hoje são 39, criando em seu lugar uma Secretaria de Desburocratização, que funcionaria por um ano com a meta de enviar ao Congresso um projeto de reforma do sistema tributário.

“Num eventual governo do PSDB, e falo em tese, obviamente, trocaria metade dos ministérios –deixaria com 21, 22– por uma Secretaria de Desburocratização, que simplifique o setor de negócios e estimule os que querem empreender mais”, disse Aécio.

Marina, que falou por teleconferência depois de Aécio, criticou o que chamou de “amontoado de propostas” e disse que a prioridade do próximo governo deveria ser definir uma “agenda” de ações “independente do político que estiver de plantão”. Marina tenta viabilizar um novo partido, a Rede Sustentabilidade, para concorrer nas eleições.

Campos adotou tom mais ameno ao falar do governo Lula, seu padrinho político, mas foi enfático ao criticar a política econômica de Dilma. Campos disse aos empresários que seu partido entregou em setembro os cargos que tinha no governo para “discutir o Brasil com liberdade”.

“É fundamental que a gente coloque as ideias em disputa, que a gente possa permitir ao Brasil ser discutido fora do maniqueísmo”, disse Campos, que pretende se apresentar em 2014 como opção para eleitores cansados da polarização entre petistas e tucanos, que marcou as três últimas eleições presidenciais.

2014: Aécio defende novas propostas para o Brasil

2014: senador apontou desafios a serem enfrentados para que o país avance na produtividade e se integre às cadeias produtivas globais.


Eleições 2014: Aécio e o PSDB


2014: Aécio defende novas propostas para o Brasil

2014: “As ações equivocadas do governo geram efetivamente dúvidas e incertezas naqueles que querem investir em um ambiente seguro. Esse não é o caminho que devemos seguir“, afirmou Aécio. 

Fonte: Jogo do Poder 

Aécio Neves apresenta propostas para aumentar produtividade da economia brasileira


Senador defende desburocratização, estabilidade dos marcos regulatórios e qualidade no investimento em educação e inovação

O senador Aécio Neves apresentou propostas e debateu com empresários, investidores e jornalistas, segunda-feira (30/09), em São Paulo, sobre caminhos para o aumento da produtividade brasileira.

Durante o Exame Fórum 2013, Aécio Neves apontou os desafios a serem enfrentados de imediato pelo Brasil para que o país avance na produtividade e se integre às cadeias produtivas globais. Ele propôs a simplificação e desburocratização do sistema tributário e do setor de negócios; a estabilidade dos marcos regulatório, maior abertura da economia nacional e integração das empresas brasileiras; e a adoção de políticas para dar qualidade à educação e estimulo à inovação.


Manutenção de regras

Aécio Neves destacou a importância de marcos regulatórios estáveis na economia como condição primordial para relacionamento com investidores. O senador observou que o atual modelo de gerenciamento da economia pelo governo federal, com forte intervenção e mudança de regras, tem gerado atraso e prejuízos ao setor produtivo e ao conjunto do país.

“O governo hoje atrapalha mais o ambiente de negócios do que ajuda. As ações equivocadas do governo geram efetivamente dúvidas e incertezas naqueles que querem investir em um ambiente seguro. Esse não é o caminho que devemos seguir”, afirmou o senador.

Marcos reguladores

Aécio Neves avaliou como retrocesso a ida da presidente Dilma Rousseff aos EUA para dar garantias a investidores estrangeiros. Ele lembrou que essas mesmas garantias foram dadas pelo então candidato Lula em 2002, na chamada “Carta aos brasileiros“.”É fundamental que tenhamos marcos regulatórios estáveis, que não mudem em função do humor, de circunstâncias conjunturais. Recentemente, algo inacreditável aconteceu: a presidente Dilma teve que se reunir com investidores estrangeiros para garantir que os contratos serão respeitados. Criamos um ambiente hostil aos investimentos, que deveriam estar vindo agora para garantir uma retomada do crescimento,” afirmou o senador e presidente do PSDB.

Metas para educação

Aécio Neves afirmou que a melhoria da educação no país passa pela maior qualidade dos investimentos realizados. O senador defendeu a adoção de metas a serem alcançadas por professores e alunos na rede pública e a flexibilização de currículos às diferentes realidades regionais.

“Temos média de permanência na escola, na América do Sul, apenas maior que o Suriname. Hoje, em cada 4 alunos, um não completa o ensino fundamental. A questão da educação não envolve apenas o investimento, mas a qualidade do investimento. Em Minas Gerais, criamos metas para a área, ao final do ano remuneramos todos os envolvidos na educação a partir do alcance dessas metas.”
Aécio Neves lamentou a aplicação de um mesmo currículo em toda a rede pública, apesar das diferenças entre as regiões do país.

“É incompreensível que tenhamos em um país como o Brasil, um país com várias realidades, um mesmo currículo de Ensino Fundamental e Médio. Os currículos têm que atender à realidade econômica e de mercado de cada uma das regiões do país. Mas não se tem coragem para enfrentar isso.”

Desburocratização

Aécio Neves defendeu também a criação provisória, por 12 meses, de órgão governamental para coordenar a adoção de processos de simplificação e desburocratização tributária e de incentivo a negócios. Ele propôs redução pela metade dos atuais 39 ministérios.

“Em um eventual governo do PSDB, trocaríamos metade lodos atuais 39 ministérios por cerca de 20 e uma Secretaria Extraordinária de Desburocratização, com prazo de 12 meses para apresentar ao país um conjunto de medidas que simplifique e estabilize o setor de negócios e estimule aqueles que querem empreender”, disse durante a palestra.

Abertura comercial

Aécio Neves encerrou sua palestra defendendo maior abertura da economia brasileira, assim como a adoção de políticas para uma verdadeira integração das empresas nacionais às cadeias produtivas globais.

“Somos hoje a sétima maior economia do mundo, mas apenas a 25ª maior exportadora. Falando em importações, a tragédia é maior ainda. De 176 países, somos o último quando se vê a proporção das importações em relação ao PIB. No Brasil, o importador busca trazer determinado produto. Como há taxas altíssimas, prova que não há similar nacional e consegue uma redução tarifária. Temos hoje cerca de 5 mil excepcionalidades do Brasil.”

O senador quer maiores investimentos nas áreas produtivas onde o Brasil já tem maior competitividade e cobrou do governo federal iniciativas de estímulo e apoio à pesquisa e inovação. Ele lamentou também o aparelhamento partidário e o desvio de funções das agências reguladoras.