9 de outubro de 2014

Aécio diz que realizou campanha honrada

Aécio Neves afirmou que chegou ao dia da eleição satisfeito por ter feito uma campanha fiel às melhores tradições de Minas Gerais.


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder 



Aécio diz que realizou campanha honrada e à altura das melhores tradições de Minas


Depois de votar em Belo Horizonte, o candidato disse que está pronto para apresentar ao Brasil um novo projeto


O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência, Aécio Neves, afirmou, nesse domingo (05/10), que chegou ao dia da eleição satisfeito por ter feito uma campanha fiel às melhores tradições de Minas Gerais.


“Fiz a campanha que queria ter feito, uma campanha honrada e à altura das melhores tradições de Minas Gerais, o meu berço, a minha casa e também a causa da minha trajetória política, que agora se transforma também no Brasil”, disse.


Aécio votou na manhã desse domingo (05/10), na Escola Estadual Governador Milton Campos (Estadual Central), na região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG), uma das mais tradicionais instituições de ensino da capital mineira. Antes, acompanhou o voto dos candidatos ao Governo do Estado, Pimenta da Veiga, e ao Senado, Antonio Anastasia em seus locais de votação.


Acompanhado da esposa, Letícia WeberAécio foi recebido com entusiasmo na seção eleitoral, cumprimentou mesários e tirou fotos com eleitores. Rodeado por jornalistas e eleitores, Aécio foi saudado com manifestações de apoio e slogans como “Brasil Pra Frente, Aécio Presidente”. Simpatizantes abraçavam e pediam fotos com o candidato. Depois de votar, Aécio fez o “V” de vitória.


Confiança e humildade


Confiante com a possibilidade de chegar ao segundo turno das eleições, conforme demonstraram as últimas pesquisas de intenções de votos divulgadas, Aécio Neves reiterou que está pronto para apresentar ao Brasil um novo projeto, mas enfatizou que aguardava com humildade, o resultado final da apuração.


“Eu estou pronto – se for essa a decisão dos brasileiros – estou pronto para chegando ao segundo turno e apresentar ao Brasil um projeto. Um projeto transformador, corajoso e um projeto verdadeiro. Nunca perdi a confiança, porque eu sempre compreendi que nós temos o melhor projeto para o Brasil. A minha palavra é de muita fé, de muita confiança e de absoluto respeito aos demais adversários. Temos que aguardar com muita humildade, inclusive digo isso, registro isso de forma muito enfática, o resultado das urnas”, afirmou em entrevista coletiva.


Agradecimento aos eleitores


Aécio agradeceu a todos os eleitores que acreditaram na capacidade transformadora dos candidatos que compõem a sua coligação em Minas e em todo o país.


“A minha palavra nesse instante é de agradecimento a cada brasileiro e a cada brasileira que confia na capacidade transformadora de um grupo político que tem história, que tem demonstrado capacidade e que, acima de tudo, que tem um amor enorme pelo Brasil”, disse.


O novo cenário da disputa presidencial, segundo ele, foi movido por um grande sentimento de mudança que permeia boa parte da população brasileira.


“Esse sentimento de mudança que permeia a sociedade brasileira, e ele é amplo, na verdade, pressupõe não apenas a derrota do PT – que é essencial – mas é a introdução de um projeto capaz de permitir ao Brasil voltar a crescer, controlando a inflação, melhorando os nossos indicadores sociais, resgatando a capacidade de atrairmos o capital privado como parceiro da nossa infraestrutura”, afirmou.

Eleições 2014: Aécio Neves promoveu virada histórica e está no 2º turno

Aécio Neves ao conseguir avançar para a próxima fase consegue hoje a maior reviravolta em um 1º turno de eleições presidenciais.


Aécio: “Estamos apenas na metade da travessia e vamos concluí-la com a mesma determinação”, disse Aécio após a confirmação de sua ida ao 2º turno. “A razão do nosso êxito foi a verdade.”


Fonte: Revista Época 



Aécio Neves (PSDB) consegue virada histórica e está no 2º turno


Após cair de forma vertiginosa nas pesquisas com a entrada de Marina Silva (PSB) na disputa, o senador tucano consegue reação histórica e chega ao segundo turno da mais imprevisível eleição das últimas décadas


Há dez dias, em um voo entre o Rio de Janeiro e Uberaba, quando ainda aparecia a dez pontos de Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) fez duas afirmações a ÉPOCA. A primeira: “Com 25% estarei no 2º turno”, mesmo índice que ele afirmava ser necessário para chegar à segunda fase da eleição até minutos antes da morte de Eduardo Campos (PSB), quando a eleição presidencial se tornou a mais imprevisível da história. A segunda: “Vou estar no 2º turno. Tem de perguntar para ela (Marina) o que ela vai fazer”, disse ao ser perguntado se apoiaria a candidata socialista contra Dilma Rousseff. Por mais que parecesse improvável àquela altura, Aécio estava certo. Após especializar-se em viradas históricas em Minas Gerais nos últimos anos, tanto para o governo do estado quando para a prefeitura da capital, o tucano consegue hoje a maior reviravolta em um 1º turno de eleições presidenciais desde a redemocratização do país.


“Estamos apenas na metade da travessia e vamos concluí-la com a mesma determinação”, disse Aécio após a confirmação de sua ida ao 2º turno. “A razão do nosso êxito foi a verdade.”


Favorito a enfrentar Dilma Rousseff no 2º turno, até a morte de Eduardo Campos (PSB), quando já aparecia com 23% das intenções de voto, segundo o Ibope, Aécio despencou após a entrada de Marina Silva (PSB) na disputa. Chegou a ter apenas 14% das intenções, enquanto as pesquisas chegaram a mostrar Marina com 34%, empatada com a presidente Dilma Rousseff e dez pontos à frente da petista no 2º turno. Foi quando PT e PSDB fizeram algo que poucas vezes se viu desde que se tornaram os principais rivais da política brasileira: atuaram juntos. Marina passou a ser desconstruída por Dilma e Aécio. Os dois passaram a atacar várias de suas propostas, como a autonomia do Banco Central, e miraram em sua inexperiência administrativa.  A petista objetivava diminuir as intenções de voto de Marina no 2º turno. O tucano sonhava em chegar até lá para disputá-lo com Dilma. Deu certo e, na reta final, Aécio subiu como um foguete. Embalado pela exitosa desconstrução de Marina, pela maior estrutura de seu partido e por seu desempenho no debate final na TV Globo.


Após não conseguir convencer seus correligionários tucanos a realizar prévias entre ele e José Serra em 2010, para escolher o candidato do PSDB à Presidência, Aécio passou a se dedicar a costura de sua candidatura em 2014. Apesar de não ter conseguido ser candidato à Presidência, o tucano mineiro conseguiu sair daquelas eleições maior do que entrou. Foi o grande vencedor do pleito dentro do PSDB. Além de ter alcançado votação recorde para o Senado, alavancado por sua aprovação acima dos 80% no governo de MinasAécio conseguiu eleger seu companheiro de chapa Itamar Franco (PPS), para a segunda vaga do Senado, e seu vice e braço direito em Minas, Antonio Anastasia (PSDB), para o governo do estado, em uma virada tão histórica quando a que conseguiu desta vez.


Do Senado, Aécio, que costuma se definir como um “construtor de pontes”, começou a unir o partido, que chegara tão rachado às últimas duas eleições presidenciais. Com a ajuda do falecido Sergio Guerra (PSDB), então presidente do PSDB, e um dos maiores entusiastas da candidatura de Aécio dentro do partido, o senador mineiro foi minando as resistências, principalmente paulistas ao seu nome. Assumiu a presidência do partido, passou a viajar constantemente pelo país e foi conquistando aos poucos os presidentes de todos os diretórios regionais. O resultado de toda essa articulação foi chegar a 2014 como candidato incontestável do partido à Presidência, apesar do desejo do ex-governador de São Paulo José Serra de mais uma vez disputar o mais alto posto do país.


Neto de Tancredo Neves, eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral em 1985, nas primeiras eleições após a ditadura militar, e filho do Aécio Cunha, ex-deputado federal por Minas GeraisAécio começou na política como assessor de Tancredo, em sua campanha vitoriosa para o governo de Minas em 1982. Elegeu-se deputado federal em 1986 e reelegeu-se em 1990, 1994 e 1998. Em 2002, tornou-se governador de Minas, cargo para o qual se reelegeu em 2006. Só perdeu uma eleição desde que entrou para a política. Foi em 1992, quando Patrus Ananias (PT) venceu na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. Desde que se tornou governador de Minas, o projeto de seu grupo político, que dominou Minas nos últimos doze anos, passou a ser vê-lo no Palácio do Planalto. Nas próximas três semanas, Aécio percorrerá o Brasil com o objetivo de tornar esse sonho realidade, no quarto segundo turno seguido em que PT e PSDB duelarão pelo comando do país.

1 de outubro de 2014

CNT/MDA: Aécio e Marina empatados tecnicamente

Se a eleição fosse hoje Dilma teria 40,4% das intenções de voto, Marina 25,2%. e Aécio Neves (PSDB) aparece com 19,8%.


Eleições 2014


Fonte: O Globo



Dilma aumenta vantagem em relação a Marina, aponta pesquisa CNT/MDA


Petista aparece com 40,4%, e com socialista 25,2%. Aécio Neves teria 19,8%


Pesquisa CNT/MDA divulgada nessa segunda-feira aponta que a presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, aumentou sua vantagem em relação a Marina Silva (PSB). De acordo com o levantamento, se a eleição fosse hoje a petista teria 40,4% das intenções de voto, enquanto a socialista, 25,2%. Aécio Neves (PSDB) aparece como opção para 19,8%.


No levantamento anterior, Dilma foi citada por 36% dos eleitores, e Marina, por 27,4%. Aécio, naquele cenário, tinha 17,6%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, isso demonstra que Aécio cresceu dentro dessa margem, assim como Marina caiu no mesmo patamar. Apesar disso, a diferença entre a socialista e o tucano caiu de 9,8 pontos percentuais para 5,4. Dilma registrou crescimento real, acima dos 2,2 pontos percentuais.


Luciana Genro (PSOL) oscilou de 0,9% para 1,2%; Pastor Everaldo foi de 0,8% para 0,6%. Os outros candidatos aparecem com 0,5%, enquanto votos brancos e nulos atingem 5,9%, e 6,4% não souberam ou não quiseram responder. Somados, os adversários da petista têm 47,3% das intenções de votos.


Numa simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista venceria por 47,7%, enquanto a socialista teria 38,7%, uma diferença de nove pontos percentuais. É a primeira vez na pesquisa realizada pela CNT/MDA em que Dilma aparece à frente de Marina no segundo turno.


Num hipotético cenário entre Dilma e Aécio, ela teria a preferência de 49,1%, e o tucano, de 36,8%.


A maioria dos eleitores acredita que Dilma será reeleita – são 61% que pensam dessa forma contra 51,2% no levantamento anterior, feito em 23 de setembro. A avaliação positiva do governo também cresceu e passou de 37,4% para 41%.


A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro e foram ouvidos 2002 eleitores. A margem de erro é de 2.2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-00892/2014.

Saúde pública: Aécio garante investimentos

Aécio: “No nosso governo, vamos garantir o resgate dos investimentos federais que, no governo do PT, vêm diminuindo a cada ano".


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder



Aécio: Brasil precisa de mais saúde e investimentos


Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves


Belo Horizonte (MG) – 29-09-14


Sobre agenda em Belo Horizonte.


É uma alegria muito grande estar aqui ao lado do meu amigo Dr. Lincoln, muitos representantes da Associação Médica mineira, para dizer mais uma vez ou reiterar aqueles compromissos que assumimos há muito tempo com a qualidade da saúde do Brasil. O Brasil precisa de mais saúde, de mais investimentos, de mais respeito com aqueles que trabalham na saúde pública. No nosso programa, vamos assegurar a criação da carreira de profissionais da saúde. No nosso governo, vamos garantir o resgate dos investimentos federais que, no governo do PT, vêm diminuindo a cada ano. Em 2003, quando o PT assumiu o governo, 56% do conjunto de investimentos em saúde vinham da União. Doze anos se passaram e hoje apenas cerca de 46% vêm da União. E sabemos, o governador Anastasia, o governador Pimenta da Veiga, o governador Alberto Pinto Coelho, que quem paga essa diferença são os Estados e os municípios, principalmente.


No nosso programa de governo, discutido com a Associação Médica mineira e de vários outros Estados, inclusive com a brasileira, estamos propondo, além da valorização dos profissionais da saúde, a criação de 500 clínicas de especialidades, onde está o grande gargalo do atendimento da nossa população. Tenho dito que, no meu governo, o BNDES terá um “s” maior do que as outras letras. O “s” do social e que eu posso aqui também estender para o “s” da saúde. Vamos permitir que o BNDES financie os médicos recém-formados, e mesmo outros médicos, para que eles possam abrir clínicas de especialidades em regiões pré-determinadas pelo governo, onde haja carências em determinadas especialidades. O pagamento desses médicos ao financiamento do BNDES seria feito com uma parcela da sua clientela sendo atendida pelo SUS.


Estou muito contente de receber aqui essa manifestação de apoio. Vamos construir juntos um novo, não apenas no diagnóstico, um novo projeto de fortalecimento da qualidade da saúde pública do Brasil. O programa Saúde da Família será, no nosso governo, resgatado, já que foi abandonado pelo atual governo. Um governo que fechou 13 mil leitos hospitalares nos últimos anos, que permite que as Santas Casas vivam uma extraordinária crise, talvez sem precedentes na sua história. E o nosso compromisso é termos um diálogo permanente com as entidades representativas do setor, para que possamos ter, acima de tudo, mais e melhor saúde pública no Brasil.


Sobre a campanha.


Em primeiro lugar, todas as últimas pesquisas têm apenas um traço em comum: o nosso crescimento. Recebo diariamente manifestações de vários Estados da Federação, agora mesmo de São Paulo, onde há um crescimento ainda maior da nossa candidatura, que apenas em uma semana avançou oito pontos. O crescimento também acontece em Minas Gerais. Estamos fazendo tracking em outros Estados brasileiros. Nosso crescimento é contínuo. Por quê? Porque chegou a hora da decisão. As pessoas estão refletindo sobre o que representa cada uma das candidaturas. E quando se elege um presidente da República está se optando por um governo, e as pessoas estão percebendo, sobretudo aquelas que querem mudanças, que se cansaram de tanto desgoverno, de tanto desrespeito, que se cansaram de ver a economia brasileira cada vez crescendo menos, e a inflação cada vez crescendo mais.


Se cansaram de ver um Brasil como um cemitério de obras inacabadas, se cansaram de ver os nossos indicadores sociais e da saúde, também, cada vez piores. Esse grande conjunto de brasileiros – são mais de 70% –, uma boa parte deles começa a perceber que a mudança consistente, a mudança de valores, a mudança com qualidade, a mudança com liderança para implementar as reformas, a mudança com coragem para enfrentar os contenciosos, está simbolizada na nossa candidatura.


Tenho absoluta confiança de que vamos, no dia cinco de outubro, a começar por Minas Gerais e no Brasil, estar no segundo turno. Em Minas Gerais, espero que com Pimenta da Veiga vencendo já no primeiro turno. Estamos percebendo que há um avanço da sua candidatura, e aquilo que o Brasil rejeitou Minas não quer.


Sobre a ida da Fiat para Pernambuco.


Quero aqui fazer uma palavra muito clara. Peço licença, porque fujo um pouco da nossa pauta da saúde que aqui hoje nos reúne, para dizer que li uma matéria hoje, num jornal de circulação nacional, em relação ao investimento da Fiat que deixou de vir para Minas Gerais. Quero dizer, como governador de Estado na época em que todos os entendimentos foram feitos entre mim e o presidente Marchionne – engenheiro Marchionne, presidente mundial da Fiat – para que a duplicação da unidade da Fiat ocorresse em Minas Gerais, isso tudo foi acertado, os protocolos foram assinados, e o governo do PT, no apagar das luzes do governo do presidente anterior, optou por criar condições para levá-la para outro Estado da Federação.


Não sou contra a descentralização do parque automotivo brasileiro. Acho importante que ele chegue a outras regiões do país. Mas aquele projeto, em especial, já estava assegurado para Minas Gerais. Como outros investimentos, como o polo acrílico assegurado para Minas Gerais. A grande verdade é que esses investimentos saíram daqui pela ação do governo federal do PT e sem que houvesse uma reação sequer das lideranças do PT de Minas Gerais. Sem que houvesse, repito, uma palavra de solidariedade a Minas Gerais por parte dessas lideranças, em especial daquele que hoje disputa o governo de Estado. Essa é a verdade. Vejo hoje uma matéria, anônima, um diretor que não se identifica. Pois desafio a qualquer diretor da Fiat dizer se estávamos ou não com os acordos prontos para que essa empresa, ou essa grande montadora, instalasse a sua expansão aqui em Minas Gerais e as razões pelas quais ela deixou Minas Gerais.


O que é mais lamentável é que, depois disso, eu fiz um enorme esforço no Congresso Nacional, liderei junto aos parlamentares, o governador Anastasia participou dessa reunião, o governador Alberto Pinto Coelho, estão todos aqui vivos. Participamos de uma negociação para que pelo menos as fornecedoras de autopeças para esta indústria, já que aindústria já tinha ido embora, as fornecedoras de autopeças pudessem se instalar no norte mineiro, no Vale do Jequitinhonha, nas regiões mais pobres de Minas Gerais, com as mesmas isenções fiscais, com as mesmas condições daquelas dadas ao Estado para onde a empresa foi.


Conseguimos aprovar isso contra a vontade do governo. Éramos minoria. Conseguimos aprovar a extensão dos benefícios para o Norte de Minas, para o Vale do Jequitinhonha, para o Vale do Mucuri. Isso significaria milhares de emprego naquela região. O que ocorreu? A presidente Dilma Rousseff vetou esses benefícios para as regiões mais pobres de Minas Gerais, mas ela não estava sozinha nesse veto. Está publicado no Diário Oficial. Acompanhava a presidente nesse veto o então ministro do Desenvolvimento Econômico, o senhor Fernando Pimentel. Assinou o veto que impediu que as regiões mais pobres de Minas Gerais recebessem esses investimentos e, portanto, empregos para a nossa gente. Essa é a realidade.


Estamos chegando em um momento de uma decisão que vai muito além da eleição de um partido, da derrota de outro partido. Estamos falando de uma oportunidade absolutamente extraordinária para Minas Gerais. A eleição de Pimenta Veiga é tão importante para Minas Gerais quanto a minha eleição, como é a de Anastasia. Por isso estou aqui hoje mais uma vez agradecendo essa manifestação extremamente emblemática dos médicos de Minas Gerais, da Associação Médica de Minas Gerais, como recebi em outros Estados, porque eles sabem que podem confiar na nossa parceria. Tenho muita, mas muita confiança mesmo, de que vamos ganhar em Minas Gerais e vamos ganhar no Brasil.


Sobre a expectativa para o debate da próxima quinta-feira (02/10).


Os debates são sempre oportunidades das pessoas se desnudarem, das pessoas mostrarem o que são e as suas convicções e, obviamente, têm que mostrar também a sua coerência, quando ela existe. Eu não compactuo com os ataques pessoais. Eu vejo as duas candidatas hoje brigando muito entre si. Eu quero brigar ao lado das pessoas. A minha participação no próximo debate será extremamente propositiva, mas também cobrarei coerência entre aquilo que se propõem hoje e aquilo que se praticou no passado. É muito fácil você dizer hoje frente às televisões para o Brasil inteiro, ‘quero controlar a inflação que saiu do controle nesse governo’. Eu sou do PSDB, lutamos e controlamos a inflação lá atrás. As duas candidatas estavam no PT combatendo o Plano Real. Se dependesse da sua ação, não teríamos controlado a inflação lá trás. A inflação estaria penalizando grande parte da população brasileira, principalmente, a população brasileira mais pobre.


Eu me lembro muito, como líder partidário na Câmara dos Deputados, o esforço para aprovarmos a Lei de Responsabilidade Fiscal, um marco definitivo nas administrações públicas brasileiras. Acabou com a farra, com a irresponsabilidade de prefeitos, de governadores, que passavam a seus sucessores dívidas impagáveis, que iam se acumulando. Qual era a consequência disso? Não tinha dinheiro para a saúde, não tinha dinheiro para a educação, para a segurança. As pessoas eram punidas. Porque a gente fala alguma coisa que tem um viés econômico, as pessoas não compreendem bem a importância disso. A Lei de Responsabilidade Fiscal garante mais saúde, mais investimento em educação, em segurança pública. Onde estava a candidata do PSB naquele instante? No Senado Federal, sabendo do que se tratava. Se levantou para votar a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal e contra a farra das administrações públicas? Não. Ela se levantou para votar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.


O debate que faço é o debate político. Porque estou nesta caminhada e se estou fazendo esta caminhada com extrema determinação por todo o país, é porque tenho absoluta convicção de que para o Brasil o nosso projeto é o melhor. Eu não quero daqui a quatro anos, ao lado de vocês e de tantos brasileiros, estar vivendo uma nova frustração. Vou até o limite extremamente confiante, mas a minha confiança é cada dia maior também na nossa vitória em Minas Gerais. Minas não vai querer aquilo que o Brasil experimentou e não quer mais.


Sobre o Mais Médicos.


Ninguém vai acabar com o Mais Médicos. Eu vou acabar com a descriminação contra os médicos cubanos. Vamos permitir que eles recebam o que recebem os outros médicos, em uma nova negociação com a Opas. Mas isso é uma solução temporária, até porque os contratos são temporários. Vamos cuidar estruturalmente da saúde pública no Brasil.

Discussão do programa de governo de Aécio mobiliza Facebook

Usuários do Facebook interagiram com Fábio Feldeman, coordenador de Meio Ambiente, por meio do perfil oficial de Aécio Neves.


Face to Face


Fonte: Jogo do Poder



Aécio: plano de governo


Veja como foi o diálogo com os internautas:


Face to Face - Fábio Feldmann, coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade, respondeu as perguntas por meio do perfil oficial do senador Aécio Neves no Facebook.


Fernanda Osaki Gomide: Boa noite, sou arquiteta e urbanista e vejo que em diversas cidades desenvolvidas na Europa e nos Estados Unidos existe uma cultura sustentável, com mobiliários urbanos de materiais reaproveitáveis lindíssimos e funcionais, ciclovias e transporte públi…Ver mais


Aécio Neves: Cara Fernanda, também estamos querendo fazer uma revolução no urbanismo brasileiro, de modo que as nossas cidades de fato passem a ter ciclovias, bom transporte público e que de fato ofereçam uma boa qualidade de vida aos seus cidadãos. Em relação ao resíduos, queremos estimular a reciclagem. Enfim, desejamos, como você, um outro padrão para as cidades brasileiras. Obrigado.


André Araújo: Qual sua proposta para combater o desmatamento ilegal na Floresta Amazônica?


Aécio Neves: André, além de reforçar as medidas de controle e fiscalização, é fundamental criar novas alternativas de desenvolvimento para a Amazônia, baseada no uso sustentável da floresta e, não, na sua supressão. Para tanto, vamos reorientar todas as políticas de ocupação territorial da Amazônia brasileira.


Rodrigo Prudente Scalabrini: Comente um pouco sobre Biotecnologia e os investimentos nessa área. Obrigado desde já!
Aécio Neves: Rodrigo, o Brasil precisa de estar em plena sintonia com as inovações que estão na fronteira do conhecimento, como a biotecnologia. Daremos destaque a esse tema até porque um país que tem a maior Biodiversidade do mundo tem que ser uma potência também em biotecnologia.


Gesoco Coelho: Fabio , boa noite.,, qual vai ser a principal linha da matriz energética e como vai combater as emissões de poluentes? abs
Aécio Neves: Gesoco, estamos propondo uma matriz energética com ampla participação de renováveis e eficiência energética. Em relação ao poluentes, temos uma preocupação especial em garantir um diesel de qualidade nos grandes centro urbanos que atenda o padrão mais rigoroso do mundo. É bom lembrar os impactos da poluição na saúde dos brasileiros. Obrigado.


Nielson Santos: Qual sua proposta sobre o desmatamento ilegal?
Aécio Neves: Nielson, o desmatamento é uma tragédia anunciada. No governo de Aécio Neves, vamos praticar a lei até nas vírgulas. Há meios legais para banir essa tragédia. Vigilância eletrônica por satélites, agilidade na responsabilização, em uma palavra, cumprimento da lei até o desmatamento zero.


Mayra Katiele: O Brasil tem capacidade de manter um crescimento sustentável sem prejuízo de outras áreas?
Aécio Neves: Prezada Mayra, temos plena convicção de que isso é possível. O Brasil é detentor de um dos mais importantes ativos ambientais do planeta, o que nos permite desenvolver, no presente, assegurando a prosperidade das geracões futuras.


Rafaela Soares: Como o governo pretende integrar a Educação Ambiental com a Gestão Pública ? Já existe algum projeto ?
Aécio Neves: Rafaela, para nós, a educação ambiental é fundamental. Já existe uma lei que se denomina Política Nacional de Educação Ambiental, de 1997: devemos colocá-la em prática. Com isso, os brasileiros de amanhã terão condições de exercer uma verdadeira cidadania ambiental. Um abraço.


Aurelio Braga: Como conciliar desenvolvimento sustentável com crescimento econômico???
Aécio Neves: Aurelio, obrigado pela sua pergunta. Ambos os conceitos não são excludentes. Nossa proposta é que o dinheiro não manda, quem manda é o bem do país. É um desafio para a inteligência e nós vamos usar a inteligência para ocorrer um equilíbrio, o que hoje não está ocorrendo.


Adriano Rego e Silva: Olá Fábio!! em tempos de engarrafamentos monstruosos nas grandes e médias cidades, o Sen Aécio podia propor a melhoria e multiplicar do transporte ferroviário…nossas ferrovias estão abandonadas!!
Aécio Neves: Estamos muito preocupados com a ampliação do uso do automóvel nas grandes cidades brasileiras, que se transformarão em grandes estacionamentos. Propomos uma ampliação do uso da bicicleta, bom transporte público sustentável: barato, eficiente e não poluidor. Neste, o transporte por trilhos, tem uma prioridade alta. Abraços.


Mag Bahia: Dr. Fábio, após todos os desastres da transposição do São Francisco, algum plano de ação sustentável para os danos?
Aécio Neves: Prezada Mag, quando Aécio foi governador de Minas, teve o cuidado de alertar o governo federal para o equívoco de implantar a transposição antes de um amplo esforço, junto aos estados da bacia do São Francisco, para promover a recuperação hidro-ambiental do Rio São Francisco. Infelizmente, os alertas daquele momento não foram considerados pelo governo federal e a situação é a que nós vemos hoje, um rio morrendo de sede.


Helena Moreira Machado: O que vocês tem a dizer sobre a hidrelétrica belmont ?
Aécio Neves: Helena, a hidrelétrica de Belo Monte é uma obra importante, porém foi mal licitada. O consórcio que venceu foi fake e depois teve-se que organizar um consórcio para tocar realmente a obra. Porém, o maior problema é que é uma usina a fio de água e por isso, vai gerar muito menos energia. É bom que se diga que essas usinas a fio de água, como Belo Monte, foram uma decisão da então Ministra Marina Silva. Essa decisão compromete o interesse de gerações futuras de brasileiros, na medida que abrimos mão de uma energia limpa e barata como é a energia das hidroelétricas.


Karen Roizen: O que pretende fazer para conservar a Amazônia?
Aécio Neves: Karen, a Amazônia é uma preocupação nossa. Trata-se do bioma que tem a maior floresta tropical do mundo e a maior bacia de água doce. Desse modo, estamos propondo um desenvolvimento com conservação, lembrando que parte dos problemas de falta de água na região Sudeste se devem ao desmatamento. Enfim, vamos desenvolver a região com inclusão social e conservação de seus ecosistemas. Abraço.


Brendo Souza: Com a seca das represas, qual é o método mais sustentável para a fabricação de energia?
Aécio Neves: Prezado Brendo, como sabemos, nossa matriz energética é baseada nos recursos hídricos, por isso precisamos adotar uma política vigorosa de conservação e recuperação das nossas bacias hidrográficas. Temos que nos lembrar que as águas não nascem nas calhas dos rios, mas em uma ampla e pulverizada rede de nascentes e pequenos minadouros. Além disso, vamos dar total prioridade às outras fontes renováveis de energia, como biomassa, solar e eólica para assegurar um fornecimento de energia firme ao longo do tempo.
Aécio Neves: Olá Brendo, existem imensas possibilidades de produção de energia limpa a serem exploradas, como a energia eólica e a energia solar.


João Vitor Vieira Leitão: O que vocês pretendem fazer para melhorar as fiscalizações de desmatamento na amazônia.
Aécio Neves: João, a fiscalização será ampliada. Além disso, queremos inovar em termos de combate à madeira ilegal, que hoje domina o mercado brasileiro. Ou seja, temos um compromisso claro de usar o que é disponível em termos tecnológicos, como o monitoramento por satélite e estamos pensando na utilização de drones. Abraço.


Lucas Batista Pinheiro: Como fazer uma boa Política Pública para os Resíduos Sólidos?
Aécio Neves: Olá, Lucas! Como você sabe, o Brasil ganhou uma avançada lei nacional de gestão de resíduos. O que falta agora é colocá-la em prática. É necessário apoiar iniciativas de reuso, reciclagem e remanufatura dos resíduos. Torna-se necessário estabelecer umapolítica tributária que leve em conta o princípio da logística reversa e o ciclo de vida dos produtos. Além disso, o governo federal não pode ficar indiferente à necessidade de apoiar os pequenos municípios para cumprir a obrigatoriedade de eliminação dos lixões.


Teresa Villac: Boa noite, gostaria de saber sobre duas políticas públicas socioambientais: as contratações públicas sustentáveis e a inclusão social de catadores de materiais recicláveis.
Aécio Neves: Cara Teresa, como você sabe, para nós, a licitação sustentável é absolutamente estratégica, uma vez que o Poder Púbico brasileiro é um dos principais responsáveis pelas aquisições de bens e serviços. Assim, vamos ampliar o que já está sendo feito, inovando com o uso de instrumentos de taxação, para estimular os materiais reciclados. Trata-se de uma das nossas estratégias na direção de uma economia sustentável. Agradeço muito a sua colaboração, sempre importante. Abraços. Fábio


Diêgo Araujo: Boa noite, Uma grande seca esta acontecendo no Nordeste. Isso esta causando uma desertificação na região. Quais as medidas para reverter esse quadro numas das regiões mais bonitas do Brasil?
Aécio Neves: Caro Diêgo, os eventos climáticos críticos: secas no Nordeste e enchentes no Norte, além da inusitada seca no Sudeste, revelam que as mudanças climáticas estão afetando drasticamente o ciclo hidrológico e o regime das chuvas, por isso nosso plano de governo dá prioridade às medidas de mitigação e adaptação às mudanças do clima. Uma importante medida, além de proteger as bacias hidrográficas, é a decisão que vamos adotar de implantar um amplo programa nacional de infraestrutura hídrica voltado à reservação de água.


João Vitor Ferreira: Os rios aqui de Minas estão secando não só pela falta de chuva mas também pela retirada ilegal de areia das margens dos rios, qual a sua proposta sobre essa prática ilegal ?
Aécio Neves: João Vitor, queremos acabar com a impunidade em relação a práticas predatórias ilegais: tornaremos os órgãos ambientais federais capazes de uma atuação mais efetiva e apoiaremos os órgãos estaduais e municipais. Abraço.


Thiago Alexsander: Qual são as propostas do Aécio sobre a despoluição de rios como o Tiete e o Paraíba do Sul ambos no Estado de SP
Aécio Neves: Amigo Thiago, lamentavelmente, este é um problema nacional que não afeta apenas o Tietê e o Paraíba do Sul. As nossas bacias hidrográficas, principalmente no Sul, Sudeste e Nordeste, encontram-se em estágio de degradação tanto em relação à poluição das águas, ao desmatamento e outras atividades poluidoras que degradam nossos cursos d’água. Por isso estamos propondo, no nosso plano, iniciativas voltadas à recuperação dos biomas e a restauração das bacias hidrográficas críticas.


Lucia Andrade: Aécio, em seu programa de governo tem uma parte de incentivos aos pequenos agricultores para que estes preservem as matas de suas propriedades, protegendo nascentes e projetos regionais para educação ambiental, a meu ver precisa uma empresa do estilo Embrapa ou Emater para dar estes cursos, ensinar os pequenos a fazer cada vez mais com menos, sem destruir a natureza. O programa também teria de embrenhar pela Amazônia, fazendo com que os moradores possam ter uma renda sem que seja necessário trabalharem para madeireiros clandestinos e isto com certeza demandaria diminuição de desmatamento, pois os moradores se não dependessem dos madeireiros, quando vissem um início de desmatamento em áreas ilegais seriam os primeiros a denunciar, a ajudar o governo a preservar nossa Amazônia. Além é lógico de investir em tecnologia de ponta, tipo, monitoramento via satélite, com todos os órgão integrados O que seu Plano de Governo fala sobre isto? Sou mineira de São Lourenço, sul de Minas e por aqui precisamos preservar mais para que nossas águas minerais não acabem….
Aécio Neves: Lúcia, temos muitas propostas que atendem as suas demandas, entre elas, estamos propondo uma vigorosa política de pagamento por serviços ambientais. Este visa gerar uma renda àqueles produtores e proprietários que preservam fragmentos florestais e, comisso, prestam serviços ambientais à sociedade. Estamos querendo estimular aqueles que cuidam das nossas florestas e criar condições para que possam prover alternativas às atividades ilegais. Ou seja, queremos oferecer madeira legal e, com isso, eliminar, com o tempo, o mercado ilegal hoje predominante no Brasil. Obrigado.


Maik Felipe: boa noite, gostaria de saber qual o projeto para o saneamento básico, acho que engloba a questão ambiental !!!
Aécio Neves: Maik, a nossa proposta sobre saneamento básico engloba assuntos ambientais, mas está estritamente relacionada à outros setores das ações governamentais, como a saúde.


Henrique Figueiredo: Tenho uma empresa especializada em obras de infraestrutura portuária. Temos grande dificuldade na execução das obras, devido às licenças ambientais, mesmo que elas estejam em uma área degradada. O que o Sr. diz a respeito?
Aécio Neves: Nossa proposta de governo, Henrique, reconhece que o licenciamento ambiental é um importante instrumento de conservação dos recursos naturais e de qualidade do meio ambiente. Mas reconhecemos que é necessário fazer uma ampla discussão sobre o atual modelo de licenciamento para torná-lo mais eficiente e menos burocrático. Ao ler o nosso programa, você irá perceber que esse tema merece uma atenção especial.


Cristiane Lopes: Olá, Fábio, boa noite! A falta d’água que já atinge São Paulo é um indício preocupante, não apenas, no que diz respeito ao abastecimento. Sem água nossas usinas hidroelétricas não poderão gerar energia elétrica. Qual o incentivo fiscal e planos de isenção de impostos para projetos de energia limpa previstos em seu governo?
Aécio Neves: Cristiane, estamos propondo uma ampliação das energias renováveis como a solar e a eólica. No caso dessas últimas, permitir que se possa vender o excedente gerado, estimulando assim que o Brasil se torne um exemplo de desenvolvimento sustentável. Em relação à falta de água, estamos preocupadíssimos com o comprometimento que o ciclo hidrológico possa vir a ter em função do aquecimento global. Em outras palavras, os cientistas já estão alertando que o Brasil pode vir a ter problemas ainda mais graves, em termos de estiagens prolongadas, como a de SP e chuvas muito intensas como ocorreu na região Norte. Vamos enfrentar esta crise ecológica que hoje compromete o nosso futuro. Abraço.


Angela Soares: Boa noite..há algum projeto no q tange ao reaproveitamento de agua potável nas cidades??
Aécio Neves: Angela, no nosso programa estamos dando especial atenção às políticas de reuso da água, tendo em vista a necessidade de superar a cultura do desperdício que ainda hoje domina as nossas relações com a natureza.


Natalia Verza: Fábio, faço parte da equipe de pesquisadores da Unidade Mista de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas da Unicamp/Embrapa. As perdas na agricultura e a extinção de espécies associadas às mudanças climáticas já são uma realidade. Quais os planos de investimento em P&D nesta área?
Aécio Neves: Natalia, precisamos realmente conhecer os impactos do aquecimento global na biodiversidade brasileira e na agricultura, bem como em toda a nossa economia. Ampliaremos os investimentos nas pesquisas e instituições que estão trabalhando nesses temas. Abraços.


Guta Merini: Boa noite, o governo de Aécio Neves terá alguma posição em defesa dos animais? Não apenas em defesa dos animais silvestres, mas também dos animais domésticos.
Aécio Neves: Guta, estamos tratando deste assunto com especial atenção. Temos uma longa tradição de priorizar as políticas de proteção à fauna silvestre deixando de lado os direitos dos animais em sentido amplo. Por isso nosso programa contempla esse tema com o compromisso de estabelecer normativas específicas para proteção dos animais domésticos.


Marco Túlio Dias Lima: Qual as intenções em relação a geração de energia nuclear? Qual a proposta para as usinas nucleares já existentes no Brasil?
Aécio Neves: Marco Túlio, os principais tópicos são: ter planejamento com previsibilidade, gestão da obra, estabilidade regulatória, segurança jurídica e licenciamento ambiental mais transparente e mais ágil, atendendo aos requisitos sócio ambientais e respeitando os interesses das comunidades locais.


Edson Pinheiro Lopes Pinheiro: Sobre as construções de usinas hidrelétricas.Qual os tópicos principais??
Aécio Neves: Edson, obrigado pela sua pergunta. Estamos priorizando outras fontes de energia, como gás natural, eólica, solar e pequenas centrais hidrelétricas. Mas, sabemos que não podemos abrir mão do domínio sobre a tecnologia da energia nuclear. Ademais, os investimentos em usinas nucleares são muito elevados e de maior prazo. Temos consciência que o Brasil precisa ter uma matriz hidrotérmica para garantir a segurança do abastecimento e, nesse caso, as usinas nucleares podem ter um papel a desempenhar.
Temos também um enorme potencial a desenvolver de energia gerada a partir da biomassa. Quanto às usinas existentes, o fundamental é manter o seu funcionamento, realizando manutenções periódicas criteriosas e mantendo ativos os planos de risco ambiental.


Teófilo Neto: Fábio, boa noite… Quanto aos famosos lixao perto das cidades! mesmo sendo o incorreto o que vai acontecer pra gerar uma solução?
Aécio Neves: Teófilo, o prazo para acabar com os lixões terminou em agosto deste ano. Queremos realmente dar uma solução para o problema de resíduos sólidos, cumprindo a lei, além de pensarmos em inovações que permitam estimular o reciclável com boas iniciativas no campo da tributação e uso do poder de compra do Poder Público (licitaçãosustentável). Abraço.


Andrews Miguel De Queiroz Santana: Teremos alguma política para reutilização de água?
Aécio Neves: Andrews, vamos efetivamente criar condições para o reuso de água que, cada vez mais, se torna uma alternativa efetiva para a escassez que vivemos em relação a este recurso. Abraço.


Claudinha Snoopynho: Boa noite! Quais mecanismos financeiros o Governo de Aécio irá usar para a preservação ambiental?
Aécio Neves: Claudinha, esse é um tema fundamental da sustentabilidade. O Brasil não pode mais continuar adotando apenas políticas de comando e controle em relação à gestão do meio ambiente. Assim, nosso programa aborda a questão da sustentabilidade de forma holística, incluindo as necessárias adequações das políticas fiscal, tributária e creditícia que estimulem o uso sustentável em contra posição ao uso predatório que ainda prevalece em muitos casos. Vamos, ainda, enfatizar o princípio poluidor/usuário-pagador como forma de abordar o tema.


Denise Schafirovits Kassow: qual a proposta para despoluição dos rios e aproveitamento destas bacias como transporte pluvial? Aliviando a poluição de caminhões nas estradas, por exemplo?
Aécio Neves: Denise, você acertou em cheio! Apenas como exemplo, em São Paulo, poderíamos estar usando o Tietê e o Pinheiros para transporte de cargas, eliminando milhares de caminhões que congestionam a região metropolitana. O Brasil merece ter um programa agressivo de resgate dos nossos rios, devolvendo os mesmos à sociedade. Esse é o compromisso do Aécio. Abraços saudosos. Fábio


Walter Pereira de Carvalho: Fábio só não invente rodizio de carros no Brasil e de um dia inteiro, como vc fez em São Paulo e que te fez esquecido do eleitor.
Aécio Neves: Caro Walter, estamos estimulando o transporte púbico sustentável, bem como o transporte não-motorizado, como a bicicleta. Abraços


Fabrício Costa: Como conciliar a Construção de Hidroelétricas com a preservação do meio ambiente?
Aécio Neves: Fabrício, esse é um grande desafio para o nosso país. Porque, como você sabe, temos um extraordinário potencial de energia elétrica, mas reconhecemos e reafirmamos o nosso compromisso com a necessidade de fazer o aproveitamento desse potencial de forma sustentável e amigável com o meio ambiente.


Maria Fernanda Lima: Existe algo que o presidente pode fazer para garantir o tratamento do esgoto em geral e dos resíduos das industrias das grandes cidades, evitando o aumento da poluição dos rios? Ou isso compete ao legislativo? Obrigada!
Aécio Neves: Olá Maria Fernanda! Este é outro tema que tem desafiado sucessivos governos. É absolutamente incompreensível que o Brasil tenha entrado no terceiro milênio com índices de tratamento de esgoto preocupantes. Nossa proposta é de universalização do saneamento básico, particulamente nas regiões mais pobres, tendo em vista a importância dessa iniciativa para proteger as águas e assegurar a saúde pública da população. Como sabemos, em torno de 40% das internações no Brasil são de doenças decorrentes de fonte hídrica.


Lauro Fujihara: qual sua proposta em relação aos animais domésticos abandonados,,,,e em relação à proteção e preservação de animais silvestres,que morrem aos milhares diariamente vítimas de atropelamento em estradas,em queimadas e v´timas de caçadores,pois a lei é muito branda em relação ao tráfico de animais.
Aécio Neves: Lauro, o programa inclui propostas relativas aos direitos dos animais. Consideramos esse tema muito importante desde a Assembléia Nacional Constituinte, que permitiu colocar na constituição de 88 dispositivos contra as práticas de crueldade contra os animais. No que tange aos animais silvestres, estamos propondo uma política nacional de proteção à fauna silvestre e combate ao tráfico de animais silvestres. Está no programa. Obrigado.


Evelyn Louise: Equipe Aécio Neves, sou estudante de medicina veterinária, quando se fala em preservação do meio ambiente, fala-se também, além da Flora – da Fauna, e eu gostaria de saber se sua equipe tem alguma proposta para tentar minimizar o tráfico de animais, que anda ocorrendo em nosso país e são vendidos em pet shops sem a menor fiscalização! Principalmente quando se trata de animais exóticos e que correm risco de extinção!
Aécio Neves: Evelyn, agradeço pela sua pergunta. O combate ao tráfico de animais é levar a sério a fiscalização. Nossas fronteiras parecem peneiras. Temos meios legais e profissionais capazes de realizar este trabalho. Acreditamos que seja um problema de soberania,uma vez que está sendo aniquilada porção de nossa biodiversidade. Por exemplo, IBAMA, Polícia Federal terão apoio incondicional para preservar essa nossa riqueza “inveja” do mundo todo.


Claudio Galvao: Sou produtor rural, na região norte do MT, como Aecio vai tratar a questão ambiental da nossa região, pois nós sofremos muito na época que a Marian Silva e aquele doido do Minc, por enquanto estamos aguardando as definições do governo para ver como vamos fazer para finalmente nos regularizarmos amboentalmente.
Aécio Neves: Prezado Claudio, a harmonização das atividades agropecuárias com a proteção do meio ambiente será colocada no centro das preocupações do governo de Aécio Neves porque entendemos que não se trata de questões excludentes. O nosso programa dá especial atenção à implantação do CAR, como forma de agilizar a regularização ambiental das propriedades e criar um ciclo virtuosos das relações do meio ambiente com o setor agropecuário.


Nancy Ferruzzi Thame: Quais serão os investimentos em políticas ambientais, principalmente quanto ao compromisso para impedir o crescimento das emissões de carbono?
Aécio Neves: Nancy, um dos eixos prioritários do nosso programa é a implantação de políticas públicas que estimulem a transição para uma economia de baixo carbono. Isso significa investir em energias limpas, eficiência energética, agricultura de baixo carbono, transporte coletivo com combustíveis menos poluentes e, por conseguinte, menos emissores de CO2. O Brasil detém, entre as maiores nações do mundo, as melhores condições para liderar um novo modelo de desenvolvimento sustentável.


Alexandre Maniglia: Existe algumas áreas como o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde existe uma demanda de desapropriação para o aumento do Parque, porém, a união não viabiliza recursos para a indenização destes proprietários, causando prejuízos, instabilidade jurídica e incertezas. Qual a visão e as propostas para estas demandas?
Aécio Neves: Alexandre, temos uma proposta clara em relação às nossas unidade de conservação: queremos tirá-las da situação em que vivem hoje, mediante regularização fundiária e implantação de plano de manejo. Entendemos que há a necessidade de que as mesmas sejamvistas como ativos estratégicos para o desenvolvimento regional das localidades onde elas se inserem. Ou seja, sabemos que há muito a se fazer e o exemplo do que está ocorrendo no PN da Canastra infelizmente não é uma exceção. Aliás, estamos muito preocupados com a possível extinção do pato mergulhão, espécie que hoje está representada por 254 indivíduos que vivem na Canastra e no Jalapão. Por favor, leia o nosso programa e obrigado pela sua atenção.


Cezar Augusto Bini Bini: Boa noite, sou aposentado e tive uma redução de 30% no cálculo de minha aposentadoria devido ao FATOR PREVIDENCIÁRIO, quais são os planos para que o Governo Aécio possa corrigir e resgatar essa política que afeta milhões de trabalhadores que se aposentam precocemente, não por vontade própria, mas por falta de oportunidades na oferta de empregos?
Aécio Neves: Cezar, resolvemos discutir por partes, pelo fato de que o programa é amplo e abrangente. Com isso, entendemos que fica mais fácil para as pessoas conhecerem como pensa o Aécio, a respeito dos desafios do Brasil e do planeta. Abraços. Fábio


Aparecida Lacerda: Aécio Neves, boa noite! Os problema ambientais no Brasil são muitos, se pensarmos na extensão do Estado de Minas e demais estados, vocês conseguiram atender todas as demandas nos quatro anos dos seu governo?
Aécio Neves: Aparecida Lacerda, é lógico que em 4 anos de governo é impossível corrigir todos os problemas que aí estão. O que precisamos é propor projetos realizáveis. Chega de improvisações! O Brasil está farto de achismos! Foi essa dinâmica de ação que realizamos em Minas Gerais, propostas concretas que continuam. É fantástico construir continuamente e não ao sabor dos ventos.


Marcia Graça Graminhani: Como ficará a conservação do Cerrado, o berço das águas? Estamos vendo a água minguando país afora e o bioma do Cerrado destruído sem piedade.
Aécio Neves: Olá Marcia! Você nos coloca diante de uma questão fundamental! Infelizmente, a Constituição Brasileira adota um sistema especial de proteção para a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Pantanal, deixando de fora o Cerrado e a Caatinga. Como você bem diz, o Cerrado é o berço das águas, razão pela qual se faz necessário adotar medidas, como estamos propondo, para proteção do Cerrado, na compreensão de que há uma relação de inter-dependência entre água, vegetação e solo. No Cerrado, essa realidade é ainda mais importante.


Tiago Figueiredo: Existe alguma ferramenta ou planejamento que tenha por objetivo o reaproveitamento da água da chuva?
Aécio Neves: Tiago, o nosso programa contempla um capítulo dedicado às cidades sustentáveis e mobilidade urbana. Nele, destacamos a importância do reuso de água e do reaproveitamento das águas das chuvas. Essas iniciativas, que num passado recente eram consideradas irrelevantes, ganham um especial relevo com a escassez de água que assola várias cidades brasileiras. Vamos estimular nas políticas habitacionais do governo novas técnicas construtivas que assegura captação de água de chuva e o seu aproveitamento doméstico.


Rodolfo Domingues: Quero saber também, porque o petróleo assim como seus derivados são tão caros,se nossos países vizinhos conseguem vender mais baratos, assim como o etanol?
Aécio Neves: Rodolfo Domingues, há uma diferença entre o preço dos derivados de petróleo nas refinarias e nos postos revendedores. No caso brasileiro, o preço nas refinarias é barato porque o governo tenta controlar a inflação via contenção desses preços, causando enormes prejuízos à Petrobras e seus acionistas, na sua maioria o povo brasileiro. Nos postos revendedores, os preços dos derivados no Brasil são realmente mais caros que em alguns países devido à parcela de imposto contida nesses preços e ao elevado custo da logística.

30 de setembro de 2014

Noblat: Aécio deu um banho em Dilma e foi o melhor no debate da Record

Aécio foi preciso nas críticas, lembrou que Dilma não demonstra indignação com corrupção na Petrobras, e criticou a presidente por sugerir na ONU negociar com decapitadores.


“Debate não é a praia de Dilma. Não é mesmo”, comentou Ricardo Noblat


Fonte: O Globo




No debate da Record entre os candidatos a presidente, Aécio deu um banho em Dilma e foi o melhor


Ricardo Noblat

Cito de memória:

– Não é possível que a senhora não tenha ainda pedido desculpas pela corrupção na Petrobras – provocou Aécio Neves (PSDB), a certa altura do debate entre os candidatos a presidente da República promovido, ontem à noite, pela Rede Record de Televisão.

Dilma (PT) olhou para Aécio de cara feia. Antes que ela respondesse, Aécio voltou a provocar:

– Não há um sentimento de indignação, não vejo em momento algum a senhora dizendo ‘não é possível que fizeram isso nas minhas barbas sem eu saber o que estava acontecendo’. Não, candidata, essa indignação está faltando.

Aí Dilma não se conteve:

– Fui eu que autorizei a Polícia Federal a prender Paulo Roberto Costa [ex-diretor de Abastecimento da Petrobras] e os doleiros [um deles Alberto Youssef].

– Não é a senhora que manda a Polícia Federal prender. A Constituição garante a autonomia da Polícia Federal – devolveu Aécio.

Foi o melhor momento do debate. E o pior momento de Dilma, que mentiu. A Polícia Federal atuou sem o seu conhecimento.

Teve outro momento também muito ruim para Dilma. Novamente foi quando Aécio a criticou – dessa vez por ter ido à sede da ONU em Nova Iorque fazer a apologia do seu governo.

– A senhora sugeriu lá que se negociasse com cortadores de gargantas [terroristas do Estado Islâmico que degolam prisioneiros e estupram mulheres].

Dilma pareceu surpresa com o comentário.

As regras do debate permitiram que os candidatos trocassem disparos e exibissem seus pontos fortes e fracos.

Recomenda-se a Dilma e a seus correligionários que façam tudo para que a eleição termine no próximo domingo. Porque se não terminar ela correrá o risco de a passar por novos apertos.

Os candidatos que se enfrentarem num eventual segundo turno debaterão entre si pelo menos meia dúzia de vezes. Debate não é a praia de Dilma. Não é mesmo.

Até Marina superou Dilma. Serena, quase fria, revelou-se mais senhora da situação do que ela, embora tenha perdido a chance de marcar com tintas fortes sua passagem pelo debate.

Dilma carimbou com tintas fortes na testa de Marina a palavra “mentirosa”.

Lembrou que Marina disse ter votado a favor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto destinado à Saúde. E valeu-se de documentos oficiais para provar que ela mentiu.

A baixa audiência do debate, devido ao horário (depois das 22h30), remotamente produzirá algum efeito sobre as chances de vitória de DilmaMarina e Aécio. Mas cada um deles apresentará recortes do debate em seu programa de propaganda eleitoral.

Aécio terá mais o que mostrar.

IstoÉ/Sensus mostra Aécio empatado tecnicamente com Marina

Marina tem 25% das intenções de voto e Aécio 20,7%. Como a margem de erro é de 2,2%, ambos estão empatados tecnicamente.


Eleições 2014


Fonte: IstoÉ


Exclusivo



Empate na reta final


Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra que a sucessão presidencial será decidida no segundo turno e que Aécio e Marina chegam embolados na última semana de campanha


Os candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) entram na semana que antecede o primeiro turno das eleições presidenciais em empate técnico. Essa é a principal constatação feita pela pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre o domingo 21 e a sexta-feira 26. Segundo o levantamento, Marina tem 25% das intenções de voto e Aécio 20,7%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2% para mais ou para menos, ambos estão empatados tecnicamente na briga por um lugar no segundo turno.


presidenta Dilma Rousseff (PT) conta com 35% e só não estará na segunda etapa da disputa se houver uma hecatombe nuclear sobre a sua campanha. A pesquisa mostra que tanto Dilma como Aécio acertaram nas estratégias adotadas nas últimas semanas. A presidenta reforçou os ataques contra Marina, exagerou na defesa de seu governo e intensificou as agendas públicas. Com isso, cresceu 5,3% durante o mês de setembro.


O senador mineiro procurou demonstrar as semelhanças entre Dilma e Marina, questionou a veracidade do que ambas mostravam em seus discursos e colocou-se como a alternativa mais segura para mudar os rumos do País. A estratégia lhe valeu um crescimento de 5,5 pontos percentuais nos últimos 30 dias.


Já Marina apostou em se colocar como vítima de uma campanha que chama de “difamatória” e adotou um tom emocional tanto em entrevistas como nos palanques. Não conseguiu explicar as contradições de seus discursos e perdeu 4,5 pontos percentuais em menos de um mês. “Pela primeira vez se constata a situação de empate técnico entre Marina eAécio. O senador mineiro chega na reta final com tendência de crescimento e a ex-senadora com tendência de queda”, diz Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.


A pesquisa ouviu dois mil eleitores de 24 Estados e também constatou um significativo aumento no índice de rejeição da candidata Marina Silva. No início do mês, 22,3% dos eleitores diziam que não votariam em Marina de forma alguma. Na semana passada esse índice saltou para 33%, superando a rejeição ao senador tucano que variou de 31,5% para 31,9%.


A rejeição à presidenta continua na casa dos 40%, o que, segundo Guedes, é um empecilho à reeleição. “O aumento da rejeição a Marina, já superior ao de Aécio, é outro dado que permite afirmar que permanece aberta a possibilidade de um segundo turno entre PT e PSDB”, avalia Guedes. Segundo ele, a candidata do PSB entrou na disputa com um forte apelo emocional, mas com o passar do tempo o eleitor passou a enxergar sua candidatura de forma mais racional. O levantamento realizado em 136 municípios de cinco regiões mostra em um eventual segundo turno com AécioDilma somaria 43,4% dos votos contra 38,2% se a disputa fosse realizada agora.


No cenário de segundo turno entre Dilma e Marina haveria empate, com 40,5% para Dilma e 40,4% para Marina.


As tendências mostradas pela última pesquisa ISTOÉ/Sensus confirmam os dados levantados diariamente pelas campanhas dos três principais candidatos. E é com base nesses números que são traçados os planos para os dias que antecedem o primeiro turno. No PT, a palavra de ordem é manter os ataques contra a candidatura de Marina e intensificar a mobilização dos militantes para atos de rua nas principais cidades do País. No QG de Dilma há a avaliação de que, como as principais lideranças no partido não têm obtido bons resultados em seus Estados, é necessário ocupar as praças para manter um crescimento na última semana. Os caciques petistas avaliam que é possível sair das urnas com cerca de 40% dos votos.


Nesses últimos dias de campanha antes do primeiro turno, os tucanos, comandados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, preparam uma ofensiva nos maiores colégios eleitorais do País. Aécio, que na última semana esteve sete vezes em Minas, irá ficar mais tempo nas ruas.


Em São Paulo, os eventos ao lado do governador Geraldo Alckmin serão quase diários. No Estado com o maior número de eleitores, os tucanos lideram a disputa e o governador deverá ser reeleito no primeiro turno. Aliados de Aécio também têm chances de sair vitoriosos já no domingo 5 no Paraná, no Pará, em Goiás e na Bahia. Segundo FHC, é possível que essas lideranças regionais consigam transferir uma grande quantidade de votos para Aécio na reta final da campanha.


No PSB, a proposta é sair da defensiva para procurar estancar a perda de votos verificada nas últimas semanas. Para tanto há um esforço para procurar não contaminar a campanha com a divisão interna que vem ocorrendo no partido.


Com fragilidade nos palanques regionaisMarina deverá usar os últimos programas no horário eleitoral e os debates nas tevês para fazer críticas ao governo de Dilma e à polarização PT/PSDB, que pauta as disputas presidenciais desde 1994. No lugar de vítima dos ataques dos adversários, Marina tentará se posicionar como uma real terceira via, repetindo o discurso que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos entoou no início da campanha.


Apesar de as tendências já estarem postas, de acordo com Ricardo Guedes, não será surpresa se durante esta semana as pesquisas mostrarem movimentos bastante acentuados por parte dos eleitores. Ele avalia que, ao contrário do que ocorreu em eleições anteriores, os eleitores só agora, na reta final, passaram a observar melhor os candidatos e as escolhas não têm seguido uma lógica partidária. “O brasileiro quer mudar, mas não quer embarcar em aventuras”, conclui.

26 de setembro de 2014

Eleições 2014: Aécio diz que será o presidente da Federação

Aécio: “Venho reiterar meus compromissos, em primeiro lugar com a Federação, com a recuperação da capacidade dos municípios e dos Estados.”


Eleições 2014


Fonte: Jogo do Poder


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Santa Catarina comemora crescimento de Aécio


Aécio convoca mudança pelo Brasil



Serei o presidente da Federação, afirma Aécio Neves


O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, afirmou nesta quinta-feira (25) em Santa Maria (RS), a 293 quilômetros de Porto Alegre (RS), que será “o presidente da Federação”. Aécio assumiu o compromisso de assegurar, em seu governo, maior participação dos Estados e dos municípios.


Em entrevista na chegada a Santa Maria, onde participou de uma caminhada pelo centro comercial da cidade, Aécio ressaltou que há necessidade de aprovar um conjunto de medidas para beneficiar Estados e municípios.


“Eu venho [a Santa Maria] reiterar os meus compromissos, em primeiro lugar com a Federação, com a recuperação da capacidade dos municípios e dos Estados enfrentarem as suas dificuldades”, destacou.


Desonerações


O candidato citou como exemplo de medida necessária uma proposta que impede que as desonerações do governo federal em determinados setores da economia incida sobre a parcela da receita dos Estados e municípios. Para ele, essas desonerações não podem impactar na receita dos outros entes da federação.


Aécio lembrou que, como parlamentar, viabilizou a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que permite o aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios.


O candidato reafirmou o compromisso de substituir o fator previdenciário por um mecanismo que não puna os aposentados, assim como pretende adotar medidas que garantam o aumento real do salário mínimo e corrijam a tabela do Imposto de Renda.


Caminhada


Ao chegar a uma rua comercial de Santa Maria para a caminhada, o candidato foi recepcionado com palavras de apoio e pedidos para posar para fotografias. Aécio fez selfies com vários funcionários de uma loja, conversou com eleitores e, ao final, subiu em um carro de som para fazer uma saudação.


Sob aplausos, Aécio disse ter chegado a “hora da virada, a hora de o Brasil construir o caminho da decência e da eficiência”. Estava ao lado de Ana Amélia, candidata ao governo do Rio Grande do Sul, e Simone Leite, que concorre ao Senado.


Otimista com a perspectiva de ir ao segundo turno e vencer a disputa presidencialAécio afirmou que sua visita ao sul do país ocorre no momento de sua recuperação nas pesquisas de intenção de voto. “Vamos ter um grande resultado, um resultado que permitirá um governo da ordem, do respeito às regras de mercado e à segurança jurídica”, ressaltou.


Em Santa Maria, a base militar mantém aviões não tripulados e um centro que prepara instrutores de veículos blindados. O candidato fez uma referência às Forças Armadas, lembrando que estão “sucateadas” e que precisam ter um “plano de investimentos e de profissionalização, de médio e longo prazo”.

Ibope: Aécio já cola em Marina no Rio Grande do Sul

Números indicam que já existe um empate técnico entre Aécio e Marina. Em simulação para o segundo turno, Aécio ganharia da candidata do PSB.


Eleições 2014


Fonte: G1


Ibope: Aécio cresce e Marina cai nos maiores colégios


Ibope: Aécio passa Marina em Santa Catarina, 6% de vantagem


Vox Populi: Aécio já cola em Marina, diferença cai para 5 pontos



No RS, pesquisa Ibope aponta: Dilma, 42%, Marina, 21%, e Aécio, 20%


Instituto entrevistou 1.008 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro


Margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (24) aponta que Dilma Rousseff (PT) tem 42% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), 21%, e Aécio Neves (PSDB), 20%, entre os eleitores do Rio Grande do Sul na corrida para a Presidência da República. Luciana Genro (PSOL) aparece com 1%.


A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.


Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado) apenas no estado do Rio Grande do Sul:


Dilma (PT) – 42%
Marina Silva (PSB) – 21%
Aécio Neves (PSDB) – 20%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Brancos e nulos – 6%
Não sabe ou não respondeu – 8%x


Segundo turno


Ibope fez três simulações de segundo turno. Veja os resultados:


Cenário 1
Dilma – 44%
Aécio Neves – 34%
Branco/nulo – 8%
Não sabe/não respondeu – 14%


Cenário 2
Dilma – 44%
Marina Silva - 33%
Branco/nulo – 8%
Não sabe/não respondeu – 15%


Cenário 3
Aécio Neves – 38%
Marina Silva – 34%
Branco/nulo – 11%
Não sabe/não respondeu – 17%


Rejeição

A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum.


Dilma Rousseff: 21%
Marina Silva: 12%
Aécio Neves: 10%
Pastor Everaldo: 10%
Eymael: 8%
Levy Fidelix  : 8%
Zé Maria: 7%
Luciana Genro: 6%
Eduardo Jorge: 4%
Mauro Iasi: 4%
Rui Costa Pimenta: 4%
Poderia votar em todos: 27%
Não sabe/não respondeu: 18%


Ibope fez a pesquisa entre os dias 21 e 23 de setembro. O instituto ouviu 1.008 eleitores em 61 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.


A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número RS-00020/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00768/2014.

Aécio cresce e Marina cai nos maiores colégios, mostra Ibope

Pesquisas do Ibope mostram redução dos índices da candidata nos 8 Estados com mais eleitores, onde vivem 70% dos votantes.


Eleições 2014


Fonte: O Estado de S.Paulo


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Marina perde fôlego nos maiores colégios


As mais recentes pesquisas do Ibope sobre a corrida presidencial nos oito maiores Estados do Brasil, que concentram quase 70% do eleitorado nacional, trouxeram más notícias para a campanha de Marina Silva: a candidata do PSB caiu ou oscilou para baixo em todos eles.


São Paulo é o Estado em que a queda foi das mais expressivas: em duas semanas, a taxa de intenção de votos de Marina passou de 38% para 32%. Em números absolutos, é como se a candidata do PSB tivesse perdido 1,6 milhão de eleitores, ou 115 mil por dia – o cálculo leva em conta o tamanho do eleitorado paulista e a taxa de abstenção verificada há quatro anos.


Apesar do recuo, Marina ainda lidera no maior colégio eleitoral do País. A presidente Dilma Rousseff, provável adversária da candidata do PSB no segundo turno, ficou estagnada, com 25%, enquanto o terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), subiu quatro pontos porcentuais.


Na Bahia, quarto maior eleitorado, Marina tinha 28% das preferências há duas semanas – agora, a taxa passou para 23%. Lá, Dilma oscilou de 50% para 52% e ampliou a vantagem sobre a adversária de 22 para 29 pontos.


No Ceará, a queda de Marina foi de seis pontos (de 25% para 19%), mas o intervalo entre as pesquisas da série é maior: três semanas. No Estado, oitavo no ranking do eleitorado, Dilma têm 61% – um de seus três melhores desempenhos no País.


Há um equilíbrio entre as duas adversárias em Pernambuco, Estado onde Marina herdou a maior parte do eleitorado do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo em agosto, mas que também é um dos principais redutos do PT e terra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma semana, Dilma manteve os 39%, enquantoMarina oscilou para baixo, de 40% para 38%.


A candidata do PSB também perdeu pontos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Na última pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terça-feira, a candidata do PSB oscilou de 30% para 29% em uma semana.


Conjunto. A consolidação das pesquisas do Ibope em todas as 27 unidades da Federação resulta em uma amostra nacional de 30 mil entrevistas – que foram devidamente ponderadas de acordo com o tamanho do eleitorado de cada Estado e a respectiva taxa de abstenção na eleição de 2010. Essa amostra expandida aponta Dilma com 37%, Marina com 27% eAécio com 17%.


Por essa projeção, a candidata do PT terminaria o primeiro turno com 43 milhões de votos, contra 32 milhões da concorrente do PSB e 20 milhões do tucano. Mas, como a evolução das intenções de voto têm mostrado, esses números devem mudar até o dia da eleição.


A pesquisa mais antiga entre as 27 unidades foi feita em 1.º de setembro, em Sergipe, e as nove mais recentes, na segunda e terça-feira passadas. Foram os casos das sondagens feitas justamente em alguns dos maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas, Rio, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará – além de Santa Catarina e Distrito Federal.


Projeções. A planilha permite fazer projeções para o 2.º turno. Se a disputa se confirmar entre Dilma e Marina, quem terá mais chances de ser eleita? Isso vai depender, basicamente, de dois fatores: a vantagem que uma colocar sobre a outra no 1.º turno e o quanto cada uma vai converter de votos de Aécio.


No cenário atual, com Dilma abrindo 11 milhões de votos sobre Marina em 5 de outubro, a candidata do PSB precisaria converter mais de 70% dos apoiadores do tucano em eleitores seus no 2.º turno e torcer para que a petista não transforme mais do que 15% de quem votou em Aécio em neodilmistas no turno final. É mais do que Marina conseguiria hoje.


Segundo a pesquisa nacional do Ibope divulgada na terça-feira, Marina está convertendo 51% dos eleitores tucanos em seus eleitores na simulação de segundo turno contra Dilma. Pior para ela, essa taxa vem caindo nas últimas semanas: chegou a ser de 66% no começo de setembro. Dez dos 15 pontos que Marina perdeu migraram para o contingente de quem pretende anular ou votar em branco, e o resto tornou-se indeciso.


Já a taxa de conversão de Dilma tem se mantido constante. Desde o fim de agosto, a presidente tem conseguido converter de 15% a 18% de quem prefere Aécio no 1.º turno em eleitores que votariam nela no turno final contra Marina. Ou seja: quanto maior for a vantagem que a presidente abrir sobre a rival em 5 de outubro, mais difícil será para Marinavirar 21 dias depois.

24 de setembro de 2014

Vox Populi: Aécio sobe e diferença para Marina cai para 5 pontos

Aécio deve chegar no 2º turno, ex-senadora aparece com 22% e Aécio registra 17% da preferência do eleitorado. Indecisos totalizam 12%.


Eleições 2014


Fonte: R7




Mesmo com margem de erro, Dilma Rousseff derrota Marina Silva e Aécio Neves no 2º turno, de acordo com Vox Populi

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) ampliou a vantagem sobre Marina Silva (PSB) entre o eleitorado para 18 pontos percentuais, superou a ex-senadora no 2º turno e venceria a corrida à Presidência da República se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, divulgada nesta terça-feira (23).


A presidente tem 40% das intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto, enquanto a ex-senadora aparece com 22%. Aécio Neves (PSDB) registra 17% da preferência. Os votos brancos e nulos são 6% neste recorte, e os eleitores indecisos totalizam 12%.


Os candidatos Everaldo Pereira (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% cada um. Já Eduardo Jorge (PV), Mauro Iasi (PCB), Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) não marcaram pontos.


Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% da preferência do eleitorado, contra 27% de Marina e 15% do candidato do PSDB. Naquela ocasião, os votos brancos e nulos eram 8%, e os eleitores indecisos totalizavam 12%.


A pesquisa levou em conta 2.000 entrevistas feitas com eleitores, entre o último sábado (20) e o último domingo (21), em 147 cidades do País. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00733/2014.


Segundo turno


Vox Populi também fez duas simulações de segundo turno, e a candidata do PT venceria tanto Aécio Neves (PSDB) como Marina Silva (PSB).


Em um cenário contra Marina, a presidente tem 46% das intenções de voto, contra 39% da ex-senadora. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, Marina não alcança Dilma neste cenário, que ainda tem 9% de votos brancos e nulos e 6% de eleitores indecisos.


Em outra hipótese, com Dilma Rousseff contra Aécio Neves, a presidente tem 49% das intenções de voto, contra 34% do senador. Os votos brancos e nulos seriam 10% dos votos, e os eleitores que não sabem ou não responderam totalizam 7%.


Regiões


Considerando o recorte de intenções de voto por regiões, Dilma Rousseff (PT) está na frente de Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) em todas as áreas.


No Sudeste, onde estão os dois maiores colégios eleitorais do País (SP e MG), a petista tem 37% da preferência, contra 30% da ex-senadora e 20% de Aécio. Os outros candidatos têm 3%, os votos brancos e nulos são 8% e os eleitores que não sabem ou não responderam totalizam 16%.


No Sul, Dilma Rousseff tem 37%, contra 23% de Marina Silva e 19% de Aécio Neves. Os outros candidatos totalizam 4%, os brancos/nulos são 2% e os indecisos, 15%.


No Nordeste, Dilma tem 55%, Marina aparece com 22% e Aécio registra 8%. Os outros candidatos conseguiram 1% na pesquisa, enquanto os brancos e nulos são 6% e os indecisos chegam a 8%.


Por fim, no Centro-Oeste/Norte, Dilma chega a 44% das intenções de voto, contra 23% de Aécio e 20% de Marina. Os outros candidatos à Presidência são 3%, enquanto os brancos e nulos são 3% e os indecisos, 7%.

Marina Silva voou 10 vezes em jato que matou Campos

Velha política: as viagens da candidata podem atrapalhar estratégia do PSB, que busca desvinculá-la formalmente da aeronave.


Eleições 2014


Fonte: O Globo 



Marina voou 10 vezes em jato que caiu em Santos e matou Campos


Partido tenta desvincular candidata da aeronave, cuja compra é investigada pela PF


candidata à Presidência Marina Silva (PSB) voou dez vezes na aeronave Cessna PR-AFA, cuja doação à campanha é investigada pela Polícia Federal. O GLOBO teve acesso a registros de pousos e decolagens do jato no período em que esteve à disposição da candidatura de Eduardo Campos e Marina. As viagens da candidata podem atrapalhar a estratégia do PSB, que, desde o início das investigações, busca desvinculá-la formalmente da aeronave.


Especialistas em Direito Eleitoral argumentam que eventuais irregularidades podem atingi-la, apesar da morte de Campos. A coordenação jurídica da campanha discorda. A lista de viagens de Marina foi obtida a partir do cruzamento dos compromissos oficiais da candidata com voos realizados e dados fornecidos pela própria campanha do PSB.


PF investiga a compra do jato e também o pagamento de despesas operacionais, quando ela já estava sendo utilizada. Esses gastos foram pagos por uma empresa de fachada.


Em vez de declarar a doação nas prestações de contas parciais, como determina a legislação, o PSB deixou para declarar apenas em novembro, o que também contraria a lei.


Marina usou o jato pela primeira vez no fim de maio, para participar, em Goiânia (GO), de seminário do partido. Em junho, voou quatro vezes, passando por Goiânia, Brasília, Maringá e Londrina. No fim de julho, participou de ato em Vitória (ES). Em agosto, voou outras quatro vezes, ao Rio, a Brasília e a São Paulo. O jato caiu em 13 de agosto, matando Campos e seis assessores.


Segundo o PSB, o avião havia sido emprestado pelos empresários João Carlos Lyra e Apolo Santana Vieira. As despesas operacionais também seriam pagas por eles. Para a doação ser legal, o valor não poderá ultrapassar 10% do rendimento declarado dos dois em 2013.


PARA ESPECIALISTA, CHAPA É ‘ÚNICA E INDIVISÍVEL’


Especialista em Direito Eleitoral, o advogado Arthur Rollo lembra que o registro de candidaturas ocorre em “chapa única e indivisível”.


— A Marina era vice quando o avião caiu. Qualquer problema com a cabeça da chapa também afeta o vice. Se houver processo, não será contra a chapa atual, mas a anterior.


O coordenador jurídico da campanha de Marina, Ricardo Penteado, discorda. Para ele, mesmo usando o jato, Marina não pode ser responsabilizada.


— O avião estava emprestado para o Eduardo, não para a Marina. Se eu pegar um táxi no aeroporto e te der uma carona até a cidade, o que você terá a ver com minha relação com o taxista? — questiona.


Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB, Norberto Campelo diz que o desconhecimento de Marina sobre a doação poderá “eximi-la de responsabilidade”. Mas, para ele, no contexto da análise da prestação de contas de Campos, candidatos são corresponsáveis.


— Se constatada irregularidade, ela e o partido respondem.