4 de fevereiro de 2010

Entrevista Aécio Neves - Eleições 2010, investimentos Sul de MG e cafeicultura


Evento: Inauguração do aeroporto de Guaxupé

Local: Guaxupé

Data: 04/02

Assuntos: Eleições 2010, investimentos no Sul de Minas e cafeicultura


SEM REVISÃO


Com o alto índice de aprovação da de toda população, na sua opinião, não é hora de ser candidato a presidente?

Tenho que agradecer a forma como estou sendo recebido em toda Minas Gerais. Esse carinho, acho que é o resultado maior de um trabalho sério. Não há patrimônio maior para um homem público, que faz política com seriedade, do que o reconhecimento, do que esse carinho que tenho recebido de todas as regiões de Minas Gerais. Ter passado sete anos como o governo mais bem avaliado do país é motivo de honra, não para mim apenas, mas para todos os mineiros. Quanto ao futuro, fiz uma opção muito clara hoje. Serei candidato ao Senado da República por Minas Gerais e no Congresso quero dar continuidade ao trabalho que iniciamos aqui, defendendo lá, os interesses de Minas Gerais.

O que o senhor teria além desse investimento todo que está sendo trazendo para cá? Tem mais planejamento pela frente? Com Anastasia continua?

Temos vários. Jamais se investiu tanto em Minas Gerais, em todas as áreas, como investimos até aqui. Somos o estado brasileiro que mais investe em segurança pública. Os investimentos do Luz para Todos vão levar energia a todas as comunidades do Estado. Saneamento; jamais se fez tanto na história de Minas Gerais. Todas as cidades mineiras estão sendo ligadas por asfalto. Mas é obvio que temos outras demandas. Agora, por exemplo, o professor Antonio Anastasia, a meu pedido, prepara um projeto que vai ser lançado brevemente, dos links faltantes, que são aquelas estradas que interligam as regiões, já que as cidades estão sendo todas ligadas. Então, há um conjunto, por exemplo, na área da saúde, de novos investimentos que chegarão, inclusive, nessa região. A obra de governo é sempre uma obra inconclusa. As demandas são sempre crescentes. Mas tenho o privilégio de olhar para trás, olhar no retrovisor da história e dizer: Fizemos com dignidade e com muita seriedade o que podia ser feito. Mas Minas é hoje o estado que mais cresce no Brasil, o que significa que muito mais investimentos chegarão a essa região.

Com relação ao PSDB e a Brasília. Qual a opinião do governador de Minas Gerais hoje? O PSDB pode levar essa vitória em 2010?

Acho que sim. Acho que será uma eleição dura, mas o PSDB tem um nome extremamente qualificado, do governador José Serra, que tem todas as condições de apresentar um projeto novo para o Brasil. Devemos reconhecer que o Brasil avançou muito ao longo dos últimos 16, 17 anos, a começar no Governo Itamar com a elaboração do Plano Real. Passando pelo governo do presidente Fernando Henrique com a modernização da nossa economia. No governo do presidente Lula houve uma continuidade importante, do ponto de vista econômico, que possibilitou também avanços sociais a partir daqueles iniciados no governo do presidente Fernando Henrique. A grande questão que o Brasil quer discutir, não é quem fez mais, se A ou B, não é um plebiscito entre Fernando Henrique e Lula. O Brasil quer saber quem tem melhores condições de fazer mais, o que ficou por fazer, as reformas que ficaram inconclusas e que são um gargalo hoje ao crescimento do país. E acho que o PSDB é quem tem melhores condições de liderar essas reformas e apresentar ao país um governo, do ponto de vista da gestão, ainda mais eficiente que o atual.

O senhor vai ser vice do Serra mesmo?

Não. Nem cogito essa possibilidade.

E o Senado?

Meu caminho natural é uma candidatura ao Senado. Estarei extremamente empenhado, aqui, em dar continuidade ao nosso projeto de gestão. E o professor Antonio Anastasia é quem tem as melhores condições para que não se interrompa esse ciclo virtuoso que está em curso em Minas Gerais, para que não haja retrocesso em Minas Gerais. E eu daqui estarei dando todo empenho e meu apoio ao candidato do meu partido.

Cafeicultura.

Falta por parte do Governo Federal uma compreensão maior da importância da cafeicultura, seja do ponto de vista econômico, mas mais importante até do que o ponto de vista econômico, o ponto de vista social. A cafeicultura é o segmento que mais emprega no Estado de Minas Gerais, por exemplo. Temos cerca de 400 municípios que têm na cafeicultura sua principal atividade econômica. Tive várias reuniões com o presidente Lula sobre esse assunto. Tive inúmeras reuniões com o ministro da Fazenda. Muitas das nossas demandas não foram ainda atendidas. É preciso que haja garantia de preço, é preciso que haja garantia de estoque regulador, é preciso que haja uma renegociação correta das dívidas dos nossos produtores. E, infelizmente, não tivemos ainda, por parte do Governo Federal, essa visão estratégica do que é a cafeicultura. O que posso garantir é que, no momento em que estivermos no governo, vai haver uma relação diferente com a cafeicultura. A cafeicultura, repito, para Minas Gerais é a mais importante atividade econômica e a mais importante atividade social.

Quem comporá com Anastasia?

Essa é uma questão que a coligação dos partidos políticos que nos apóiam irá resolver no tempo certo. O que há hoje é uma decisão desse conjunto de forças que nos trouxeram até aqui e que apóiam o nosso governo, de que Antonio Anastasia é o mais qualificado nome. E não é para o PSDB, não é para o Aécio. É para Minas Gerais. Será um privilégio para os mineiros ter alguém da qualidade, da seriedade e da sensibilidade de Antonio Anastasia governando o Estado. Daí por diante, as outras questões serão colocadas a seu tempo. Temos aí nomes importantes colocados, por exemplo, para o Senado, como o ex-presidente Itamar Franco, um nome respeitado em Minas e fora de Minas Gerais. Um nome também extremamente qualificado, mas essas discussões ocorrerão a partir do mês de abril.

Sobre a MG-230, que liga o Triângulo a Rio Paranaíba. Alguma coisa agendada?

Quem vai, na verdade, falar objetivamente sobre essas futuras obras é o professor Anastasia. Tenho tido uma postura de não prometer absolutamente nada sem que os recursos estejam garantidos. Nós fizemos o maior investimento, não apenas em novas rodovias, são mais de 5,5 mil quilômetros novos que nós construímos, como a manutenção de mais 11 mil quilômetros. Para se ter uma ideia, Minas Gerais, quando assumimos o governo, tínhamos um total de 12 mil quilômetros de rodovias asfaltadas, 12 mil. Apenas o nosso governo está construindo cerca de 6 mil, portanto 50% de tudo que foi construído em 200 anos e conservando as outras rodovias. Há um projeto que será lançado e que incluirá essa MG pelo professor Anastasia, na verdade, interligando as regiões, mas como ele é que estará no governo, caberá a ele detalhar esse projeto, garantindo, obviamente, os recursos para a sua conclusão.

Como o senhor acha que vai ser essa briga entre Dilma e Serra?

Será uma disputa que espero eu democrática, de bom nível. A Dilma é uma ministra extremamente séria, tenho por ela enorme respeito, mas ouso dizer que, pela experiência política, pelo que já viveu na vida pública, o governador José Serra, para o Brasil, neste momento, significa a renovação do Governo Federal e, na verdade, a implementação de um novo modelo de gestão mais eficiente e, portanto, em condições melhores de atender aos interesses de todos brasileiros.

O senhor vai estar ao lado dele?

Estarei ao lado dele aonde for necessário.

Existe possibilidade de o vice para compor com Anastasia seja do Sul de Minas?

Possibilidade certamente existe, mas será decidido pela coligação.

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